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  1. O Malabarismo dos Jatoeiros

    Inicialmente os Jatoeiros não viam problema no conteúdo das mensagens captadas e publicadas. Aliás, eles continuam sem ver problemas no conteúdo. Na visão deles, tudo ali é republicano. De acordo com os Jatoeiros, o que não foi republicano foi a captação e a divulgação das conversas conluiáticas e a descontextualização de tais conversas. A equidistância do julgador em relação às partes também não é vista como problema, mas como solução para a celeridade processual, pois o $érgio Moro era íntimo da parte acusatória mas também era íntimo, teoricamente, da defesa. Mas agora o conteúdo já se tornou um problema. O $érgio Moro não reconhece a autenticidade das conversas, apesar de tais conversas serem republicanas.

    Assim, só resta ao Deltan Dallagnol formalizar a APOCRIFIA e entregar, juntamente com a Najila, o seu celular para que seja periciado.

  2. Sobre a melindragem do FHC, a Força-Tarefa da Lava-Jato afirmou:

    “Sempre que a força-tarefa tomou conhecimento de fatos que poderiam revelar indícios concretos de crimes envolvendo altas autoridades, independentemente do partido a que pertencessem, foram adotadas todas as providências cabíveis”.

    A Lavajato tomou as providências em relação a 100% dos políticos citados na delação da Odebrecht ou, sob orientação de $érgio Moro, só tomou providências em relação aos 30% dos que receberam propinas?

  3. $érgio Moro afirma diretamente que não há convergência absoluta entre o Judiciário e o Ministério Público. Ao fazer essa afirmação, ele afirma, indiretamente, que a convergência entre o Judiciário e o MP é relativa.

    Confere, Moro?

  4. De um triângulo de ouro cuja base mede 1 e cujos lados medem (1+sqr5)/2, extraiu-se um triângulo retângulo de 36 e 54 graus. A medida da base desse triângulo é (sqr5-2sqr5)/2, a medida da sua altura é sqrt1/4 e a medida da sua hipotenusa é (sqr5-1)/2. Com essas medidas, é possível calcular os senos, cossenos e tangentes de 36 e 54 graus.

  5. O $érgio Moro não foi ao $enado tentar se livrar da cadeia, mas impedir que o Lula saia da cadeia:

    “Não se pode dizer que é contrário a corrupção mas que se pode anular as condenações da Lava Jato”.

  6. Abraji repudia ataques a Glenn Greenwald e equipe do Intercept
    https://abraji.org.br/abraji-repudia-ataques-a-glenn-greenwald-e-equipe-do-intercept
    A publicação de diálogos de autoridades relacionadas à operação Lava Jato, feita pelo site The Intercept, gerou ataques descabidos aos jornalistas responsáveis pela série de reportagens. 
    O ministro da Justiça, Sergio Moro, chamou o Intercept, no Twitter, de “site aliado a hackers criminosos” (14.jun.2019 https://twitter.com/SF_Moro/status/1139481629653708800). Trata-se de uma manifestação preocupante de um ministro que já deu diversas declarações públicas de respeito ao papel da imprensa e à liberdade de expressão. Moro, que é um dos convidados do 14º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, que a Abraji realizará de 27 a 29 de junho, erra ao insinuar que um veículo é cúmplice de crime ao divulgar informações de interesse público. O Intercept alega que recebeu de uma fonte anônima mensagens privadas de Moro e de procuradores da Lava Jato. Jornalistas e veículos não são responsáveis pela forma como a fonte obtém as informações. 
    Na tarde da última quinta-feira (13.jun.2019), o deputado federal Carlos Jordy (PSL-RJ) ameaçou de “deportação” https://twitter.com/carlosjordy/status/1139249473312514054 o jornalista Glenn Greenwald, do Intercept, acusando-o de cometer “crimes contra a segurança nacional”. No dia anterior, Jordy apresentou uma proposta para convidar Greenwald a prestar esclarecimentos sobre a divulgação de conversas entre Sergio Moro e o procurador federal Deltan Dallagnol. Junto com Filipe Barros (PSL-PR), Jordy tenta ainda instaurar uma CPI para “investigar as atividades dos responsáveis pela criminosa interceptação e divulgação de conversas”.
    A onda de ataques a Greenwald começou logo após a publicação das primeiras partes da série “As mensagens secretas da Lava Jato”.
    Na segunda-feira (10.jun.2019), uma ação coordenada no Twitter colocou #DeportaGlennGreenwald como um dos assuntos mais comentados na plataforma. Os ataques e peças de desinformação também tiveram como alvo o deputado David Miranda (PSOL-RJ), casado com Greenwald. 
    Heitor Freire (CE) e Charlles Evangelista (MG), deputados federais do PSL, distribuíram em suas redes sociais montagens com fotos de Greenwald e afirmações falsas de que David Miranda é acusado de terrorismo e condenado por crime contra a segurança do Reino Unido. Paulo Eduardo Martins (PSC-PR) também publicou conteúdo semelhante.
    A Abraji manifesta solidariedade a Glenn Greenwald e repudia os ataques direcionados a ele, à sua família e a seus colegas do Intercept, especialmente os que partem de agentes públicos. Tentativas de intimidar e silenciar um veículo são ações típicas de contextos autoritários e não podem ser tolerados na democracia que rege o país.
    Diretoria da Abraji, 19 de junho de 2019.

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