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37 Comentários
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  1. Jorge Nogueira Rebolla

    15 de novembro de 2013 2:12 am

    15 de novembro de 1889

    O golpe militar

     Onde estava o povo?  

    É vergonhosa a comemoração da quartelada de 15 de novembro de 1889. Naquele dias os militares se uniram ao que de mais atrasado existia no Brasil, os latifundiários escravocratas que se opuseram à abolição. A derrubada da monarquia e o exílio da família imperial foi um retrocesso. A partir dali o Brasil mergulhou em décadas de instabilidade e os estados tornaram-se feudos dos coronéis da política. Muitos dos males que ainda se abatem sobre o nosso país têm como gênese o golpe militar contra o imperador D. Pedro II.                                                                                           
                                                                                                                                                                                                     As recorrentes intervenções militares que ocorreram a partir desse momento, com origem no totalitarismo positivista que inspirava os quartéis, colocou o Brasil sob tutela dos militares durante quase um século. A ideologia de Comte considera a sociedade como um organismo no qual cada um deve desempenhar o seu papel específico sob o domínio e direção do Estado, o grande guia, controlado pelas elites econômicas e intelectuais. Ao povo caberia o lugar de bicho de estimação desses líderes. Pura ditadura! Um tipo de darwinismo sociológico.

    Nos estados o poder foi tomado por grupos, muitas vezes familiares, que se perpetuavam e em geral agiam apenas em benefício próprio, muitos deles ressentidos com o fim da escravidão. Ainda restam exemplos deste sistema político arcaico e quase feudal, como o clã dos Sarneys. Basta analisar os indicadores sociais do Maranhão sob o domínio do coronel Zé Ribamar, há quase meio século ditando a política local, para ver como o efeito foi e ainda é nefasto.

    O regime republicano teve como batismo uma das mais criminosas páginas da nossa história. O massacre de Canudos. O governo no Rio de Janeiro temendo que o arraial chefiado pelo beato Antônio Conselheiro era um levante monárquico mandou os escrúpulos às favas e ordenou a sua total destruição. Velhos, mulheres e crianças foram exterminados. Muitos dos que não morreram durante o bombardeio e a invasão do exército foram degolados. Quase não restaram sobreviventes. Os temores infundados da perda dos cargos e benesses levou-os à solução final para aqueles sertanejos.

    Após quase cinquenta anos de estabilidade interna durante o II reinado, embora o Brasil tenha nesse período participado da mais destrutiva e mortífera guerra ocorrida na América Latina, reagindo à invasão do nosso território por tropas paraguaias comandadas pelo ditador Solano Lopez, mergulhamos no caos. No meio século seguinte aconteceram as guerrilhas do Tocantins, a revolta da armada, a revolução federalista, a guerra de Canudos, a guerra do Contestado, “revoluções” em 1923, 1924, 1930 e 1932. Levantes dos comunistas, dos integralistas e outros. Igualando-nos às repúblicas bananeiras da América Central. Um confronto militar interno a cada 5 anos em média. Desses 50 anos em pelo menos 20 anos brasileiros foram mortos em combates travados em nosso território. Esse foi o efeito mais visível do regime, mas os que não ficaram tão à vista não foram melhores.

    1. Gão

      15 de novembro de 2013 2:22 am

      (Sem título)

  2. IV AVATAR

    15 de novembro de 2013 2:19 am

    O Sr. Clovis e o “mensalão”
    Sobre o julgamento do mentirão, hoje toquei no assunto com o Sr. Clovis, porteiro do prédio onde moro, e ele foi de uma clareza ímpar e disse:Se não fosse o mensalão tava todo mundo lascado. As reformas tinham que ser aprovadas. ACM e FHC nunca trabalharam, os que resolvem trabalhar são presos.Foi quando me lembrei que Abraão Lincoln recorreu ao mensalão para por fim ao regime escravocrataE olhe lá que nem houve o tal mensalão e, como diz o sr. Clovis, se tivesse sido realidade, teria sido ótimo para o país. 

  3. Motta Araujo

    15 de novembro de 2013 2:25 am

    CAUDILHOS LATINO AMERICANOS –

    CAUDILHOS LATINO AMERICANOS – JUAN VICENTE GOMEZ ‘ EL BAGRE’  -Governou a Venezuela por 35 anos diretamente ou por aliados, subordinados e laranjas. Semi analfabeto, nunca se casou mas teve cerca de 30 filhos, com a primeira amante Dionisia Bello teve 7, com a segunda Dolores Nunez teve 9 e outros com varias avulsas.

    Foi durante seu longo periodo que foi descoberto petroleo no Lago Maracaibo, enriquecendo a pauperrima Venezuela e ele Gomez, foi o maior proprietario de fazendas no Pais, pagou toda a divida externa da Venezuela, fato de que se orgulhava, tinha otimas relações com a Inglaterra e EUA.

    El Bagre era de Tachira, cidade nas proximidades da fronteira andina com a Colombia, região de criação de gado, que era sua atividade antes de se unir a outro caudilho, Cipriano Castro, que antes dele foi Presidente da Venezuela, sendo Gomez o Vice. Quando Castro foi à Europa tratar da saude Gomez deu um golpe e se apossou do Poder, isso ocorreu em 1908.

    De trato simples e ameno era todavia um cruel ditador quando se tratava de combater a oposição, encarcerou muitos na masmorra conhecida como La Rotunda, onde a agua subia todo dia nas celas meio metro deixando os prisioneiros meio submersos. Gomez tinha uma doença de pele nas mãos e sempre usava luvas. Sua casa em Maracay era como uma grande pensão onde circulavam correligionarios, amigos, amantes, filhos, vaqueiros.

    A Venezuela antes do petroleo era um Pais muito atrasado, pobre, de baixo nivel de civilização. Não foi benefiado até ao tempo de Gomez com boa imigração, os primeiros espanhois eram prisioneiros por crimes comuns na Espanha que se mixaram com escravos e com indios. Caracas sempre foi uma cidade mestiça com pouca ou nenhuma elite branca, completamente diferente de Bogatá, capital de uma provincia muito mais rica e com uma imigração vinda da Espanha elitizada e culta. Essa diferença sempre marcou Colombia e Venezuela, considerada terra ruim e sem riqueza pelos colonizadores, alem de territorio (na região de Caracas) dos indios Caribe, que eram canibais. Até hoje os habitantes originais de Caracas tem má fama, de pouco vontade para o trabalho, tudo que funciona (ainda) é operado por imigrantes europeus que vieram na decada de 40, há uma grande colonia portuguesa em Caracas que domina os setores de supermercados, padarias e restaurantes.

    Gomez não foi um estadista que investiu a riqueza do petroleo em beneficio da população. Era um caudilho tipico da região andina de criação de gado, sem nenhuma cultura, sua carreira de mau governo e corrupção marca a Historia da Venezuela até hoje.

    http://www.venezuelatuya.com/biografias/juan_vicente_gomez.htm

    1. Jorge Nogueira Rebolla

      15 de novembro de 2013 2:43 am

      “Caracas sempre foi uma

      “Caracas sempre foi uma cidade mestiça com pouca ou nenhuma elite branca, completamente diferente de Bogatá, capital de uma provincia muito mais rica e com uma imigração vinda da Espanha elitizada e culta…

      “Não foi benefiado até ao tempo de Gomez com boa imigração”

      Deve ser por isto que antes dos europeus se espalharem pelo mundo Egito, China, Índia, Pérsia, Peru, etc. nunca realizaram nada que pudesse ser considerado como civilização. Somente depois que os europeus saíram dos seus buracos esfumaçados, nos quais rolavam no chão com os cães e copulavam com as vacas a Terra começou a progredir…

  4. Notívago

    15 de novembro de 2013 7:58 am

    Perguntas a serem feita à Marina Silva

    Perguntas a serem feitas à Marina Silva.

    – O que a senhora acha do programa Mais Médicos, do governo federal?

    – A Senhora pretende comandar as manifestações contra o governo Dilma em 2014?

    – A Senhora é uma black bloc?

    – Para que a Senhora quer ser Presidente da República?

    – Quanto o banco Itaú prometeu colocar de dinheiro em sua campanha do próximo ano?

    – É verdade que a Senhora andou prometendo aos banqueiros que em caso de vitória as reuniões do Copom seriam semanais?

    – Se perder a eleição de 2014, a Senhora pretende apelar para o tapetão ou esperar calmamente por 2018?

    – Por que a senhora transpira tanto ódio, por todos os poros, contra a presidenta Dilma? Qual o mal que ela lhe fez?

    – É verdade que em caso de vitória o ministério da Justiça do seu governo será ocupado pelo o insigne ministro Gilmar Mendes?

    – Se eleita, a Senhora pretende fechar o Congresso Nacional? Se não, como vai governar com os deputados que serão eleitos em 2014, já que a Rede quase foi criada com este nome exatamente porque a Senhora detesta a política e os políticos de uma maneira geral?

    – A Senhora já leu o livro “Cabeça de Planilha” do Jornalista Luis Nassif? Se já leu, porque não se afasta imediatamente das ideias do Sr. André Lara Resende, o homem que ficou podre de rico no governo FHC? Tá tão rico que transporta cavalos para Londres de avião e em ambiente climatizado, of course!

    Só para refrescar a sua memória, Lara Resende estava no governo do príncipe dos sociólogos quando da implementação do plano Real, “participando diretamente das formulações da equipe econômica” e era sócio de um Banco na outra ponta, faturando horrores com informações que, por sua posição, eram pra lá de superprivilegiadas. Em suma, qual a participação que terá o Sr. André Lara Resende no seu governo?

    – E sobre o pastor Feliciano, qual será o ministério por ele ocupado? O da Teocracia? E as leis, virão da Bíblia ou do Corão?

    – O que a Senhora acha do homossexualismo e do aborto? E da qualidade do oxigênio que nós respiramos? E do fato das vacas poluírem tanto o nosso meio ambiente com os seus puns carregados de metano?

    – E finalmente, quem será o cabeça de chapa de sua chapa, a Senhora ou o neto de Arraes?

    Concluindo, eu poderei até votar na chapa Marina/Campos (ou será Campos/Marina?), mas eu preciso saber o que a Senhora tem na cabeça. Deixe de birra com a Dilma e elabore um programa consistente de governo. Se o seu programa for melhor do que o dela (ainda que pelo menos no papel) eu prometo pensar no assunto. Com todo respeito, Notívago.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    1. A única

      16 de novembro de 2013 12:34 am

      A única pergunta que se deve

      A única pergunta que se deve fazer é ao petismo de que caso sinta que Marina possa vencer, irá fazer como FHC fex vom Lula, obrigá-lo a assinar carta se compromento não só manter o essencial, como ainda aumentar a lucratividade dos bancos, os quais já eram os maiores piratas da modernidade

  5. Gilson AS

    15 de novembro de 2013 8:07 am

    Um dos motivos pelos quais Dirceu está sendo condenado.

    Ajudou apear do pode as elites racistas.

  6. Gilson AS

    15 de novembro de 2013 8:17 am

    (Sem título)

  7. Há juiz ainda

    15 de novembro de 2013 8:37 am

     
    Condenados ‘já foram

     

    Condenados ‘já foram punidos’, diz juiz que coordenará execução de penas do mensalão

     

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/11/1371807-condenados-ja-foram-punidos-diz-juiz-que-coordenara-execucao-de-penas-do-mensalao.shtml

  8. Tamára Baranov

    15 de novembro de 2013 9:14 am

    Quase 50 anos depois, Jango volta a Brasília

    Quase 50 anos depois, Jango volta a Brasília como chefe de Estado

    Despojos foram recebidos por Dilma Rousseff e três ex-presidentes da redemocratização. Familiares se emocionaram com honras militares que João Goulart nunca teve

     Roberto Stuckert Filho/PR

    jango brasilia roberto stckert filho pr.jpg

    Perícias nos restos mortais de Jango começam amanhã; não há prazo para divulgação de resultados

    São Paulo – Os restos mortais de João Goulart foram recebidos hoje (14) em Brasília com as honras que o ex-presidente, derrubado pelo golpe de 1964, nunca teve. Retirado ontem da sepultura em que se encontrava, em São Borja (RS), o caixão foi recepcionado no final da manhã pela presidenta Dilma Rousseff e por três de seus antecessores no Palácio do Planalto: Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Collor de Mello e José Sarney.

    Entre os chefes de Estado da redemocratização, apenas Fernando Henrique Cardoso, por razões de saúde, e Itamar Franco, já falecido, não participaram da cerimônia. Ministros e parlamentares, além de familiares de Jango, engrossaram a homenagem.

    “Este é um gesto do Estado brasileiro para homenagear o ex-presidente João Goulart e sua memória”, afirmou a presidenta, em seu perfil no Twitter. “Essa cerimônia que o Estado brasileiro promove hoje com a memória de João Goulart é uma afirmação da nossa democracia. Uma democracia que se consolida com este gesto histórico”, concluiu Dilma, ressaltando o fato de Jango ter sido o único presidente brasileiro a morrer no exílio, “em circunstâncias ainda a serem esclarecidas por exames periciais”.

    Dilma assistiu às honrarias ao lado da viúva de João Goulart, Maria Teresa Goulart. Ambas não seguraram as lágrimas quando a banda das Forças Armadas executou o Hino Nacional, enquanto canhões deram uma salva de 21 tiros na pista da Base Aérea de Brasília, palco da cerimônia.

    Morto em 1976, durante seu exílio na Argentina, Jango foi sepultado em sua cidade natal sem qualquer homenagem oficial. O país ainda vivia sob a mesma ditadura que, 12 anos antes, o havia derrubado. Não havia interesse em causar comoção nacional com a morte do líder trabalhista. Por isso, seu cadáver foi enterrado rapidamente. “Não houve luto oficial, houve silêncio oficial”, lembra Christopher Goulart, neto do ex-presidente.

    O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que trouxe os restos mortais de Jango chegou ao hangar onde se realizaria a cerimônia por volta das 11p0. Além do caixão de Jango, a aeronave trouxe alguns familiares do ex-presidente e a equipe de 12 peritos brasileiros, argentinos, uruguaios e um cubano que conduziram a exumação e realizarão as análises dos despojos.

    Parte da pesquisa será feita no Instituto Nacional de Criminalística sob coordenação da Polícia Federal. Contudo, a etapa mais importante, que tentará identificar substâncias tóxicas nos ossos de João Goulart, ocorrerá em laboratórios no exterior. O objetivo é fornecer provas conclusivas sobre a causa mortis do ex-presidente. A versão oficial aponta para ataque cardíaco. Familiares defendem a tese do envenenamento. Jamais houve autópsia.

    O esquife de Jango foi carregado com dificuldade pelos oito militares destacados para a tarefa. Uma vez posicionado diante da presidenta Dilma Rousseff, da viúva Maria Teresa Goulart e dos demais presentes, soldados retiraram do caixão a bandeira que o recobria. Dobraram e entregaram à presidenta, que a repassou a Maria Teresa. Antes disso, ambas colocaram uma coroa de flores sobre a urna de madeira.

    Além do Hino Nacional, também se pôde ouvir a marcha fúnebre – indícios de que Jango recebeu, hoje, cerimônias de recepção e de adeus. Logo depois, o esquife foi colocado numa van da Polícia Federal e seguiu para o Instituto Nacional de Criminalística. Não houve discursos. Os trabalhos científicos devem começar amanhã.

    Apesar de estar ansiosa para finalmente saber se Jango morreu de causas naturais ou foi assassinado, a família acredita que a maior importância da exumação não é a perícia, mas sim o resgate histórico do ex-presidente.

    “Depois do golpe, começa processo de dilapidação de sua reputação, por um lado, e de esquecimento de sua figura, por outro”, acusa o historiador Jorge Ferreira, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e biógrafo de Goulart. “As direitas civil e militar, que o derrubaram, passaram a criar imagens negativas do ex-presidente: corrupto, subversivo, incompetente, alcoólatra. As esquerdas também atacaram, acusando como líder burguês de massa e manipulador dos operários. Essa ideia de que Jango foi covarde e fugiu da ditadura, isso quem criou foi a esquerda.”

    Após as análises, os despojos do ex-presidente voltarão a São Borja. Essa foi uma das exigências dos são-borjenses para a remoção dos restos mortais de Jango, que consideram um patrimônio histórico da cidade.

    O presidente derrubado pelo golpe de 1964 está enterrado no mesmo cemitério onde descansam os corpos de Getúlio Vargas e Leonel Brizola. Isso faz com que os munícipes vejam São Borja como um santuário do trabalhismo brasileiro. Jango deve retornar ao jazigo da família Goulart no dia 6 de dezembro, quando sua morte completa 37 anos. Na ocasião, receberá novamente honras de chefe de Estado.

    Nada indica, porém, que o resultado das perícias será divulgado antes disso. Até o momento, o governo federal afirma que não existe qualquer prazo para a revelação dos laudos forenses que poderão colocar um ponto final numa das dúvidas históricas mais importantes que a política nacional já produziu.

    http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2013/11/restos-de-jango-chegam-a-brasilia-recebem-homenagens-e-partem-para-pericia-9364.html

  9. MiriamL

    15 de novembro de 2013 10:35 am

    Jango, Dirceu e as batalhas

    Jango, Dirceu e as batalhas da história

     

    publicada quinta-feira, 14/11/2013 às 21:48 e atualizada quinta-feira, 14/11/2013 às 21:35

     

    Corpo de Jango, recebido com hornras em Brasília: a história em disputa

    por Rodrigo Vianna

     Quis o destino que o corpo do presidente João Goulart chegasse a Brasília no mesmo dia em que o Supremo Tribunal Federal concluiu etapa substancial do julgamento do “Mensalão” – o que deve levar ex-dirigentes petistas para a cadeia, entre eles o ex-ministro José Dirceu.

    Dilma emocionou-se ao lado da viúva de Jango, na homenagem ao presidente deposto. De alguma forma, Dilma é a ponte entre duas tradições políticas: o trabalhismo de Vargas/Jango/Brizola e o PT. Ao fim da ditadura (depois de pegar em armas, sendo presa e torturada), Dilma escolheu o PDT de Brizola para atuar politicamente. Dilma já fez elogios abertos a Jango e à tradição brizolista.

    Curioso que o PT tenha surgido nos anos 70/80 com um discurso de crítica à herança trabalhista. Mas, no poder, Lula aproximou-se da simbologia e das tradições varguistas. Curioso também pensar que, se o “Mensalão” não tivesse existido, hoje o presidente talvez não fosse Dilma, mas exatamente o ex-ministro agora ameaçado de prisão. “Se”. Se Gighia não tivesse acertado aquele chute rente à trave, o Brasil não teria perdido do Uruguai em 1950… Como dizem os comentaristas, não existe “se” no futebol. Nem na política. Nem na vida.

    Ainda assim, é possível estabelecer paralelos entre os ataques sofridos pelo PT e o lulismo e aqueles desferidos contra Vargas e Jango. Vargas – não resta dúvida – foi um ditador nos anos 30 e 40. Mas em 1950 voltou ao poder como líder democrático, e foi acuado pelo conservadorismo a serviço dos Estados Unidos. Lacerda tentou cobrir Vargas com o “mar de lama”. Nos anos 50, o discurso udenista sustentava que Vargas comandava um governo corrupto. Contra Jango, em 1964, pesavam as mesmas acusações, e ele ainda era apontado como líder de uma certa “República Sindicalista”.

    Vargas deu um tiro no peito em 1954, dentro do Palácio. Jango foi derrubado por um golpe. Na época, a imprensa golpista comemorou: “Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas” – era o que dizia a “Tribuna da Imprensa”, jornal de Carlos Lacerda. 

    Mentira, claro. Jango tinha apoio popular – era o que indicavam as pesquisas às vésperas do golpe, como mostra Jorge Ferreira, em excelente livro sobre Jango. A imprensa golpista de 64 criou o clima de caos e deu a impressão de que todos queriam o golpe. Jango não saiu “escorraçado” do poder. Foi derrubado.

    “O Globo” também curtiu e compartilhou a ditadura: “Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos” – dizia editorial de Roberto Marinho. Aqui, na Carta Maior, você lê outros textos publicados por nossa brava imprensa democrática, nos dias seguintes ao golpe.

    Certos setores de esquerda cultivaram durante anos a tese de que Jango foi “covarde” por não reagir ao golpe. Quem acompanhava de perto o presidente deposto diz que ele estava preocupadíssimo com uma possibilidade: se resistisse, daria aos golpistas a desculpa para pedir a intervenção dos Estados Unidos. Numa conversa recente, o jornalista Mauro Santayanna disse a um grupo de blogueiros que teve o prazer de ouvi-lo: “Jango temia a divisão física do Brasil”. Assim como haviam feito na Koreia (e como fariam depois no Vietnã), os EUA poderiam intervir e dividir o Brasil em dois. Jango preferiu manter a integridade territorial brasileira. Teoria conspiratória?

    Durante anos, a ideia de que Jango teria sido envenenado em 1976 (durante o exílio) também parecia uma “teoria conspiratória”. Por insistência da família Goulart, o Brasil finalmente vai tentar descobrir a verdade. Foram muitos anos, e talvez os traços de um suposto veneno já não possam ser encontrados. Mas o governo Dilma toma uma atitude de imenso valor simbólico. O corpo exumado em São Borja (RS) foi levado a Brasília.

    Jango “acovardado-escorraçado” dizia Lacerda. Jango estadista, recebido com honras de chefe de Estado. A história se escreve lentamente. O passado está sempre em disputa.

    Dirceu, em algumas horas, pode ser preso como símbolo do “maior escândalo da história” – como dizem os mesmos jornais golpistas de 64. A imprensa podre quer mostrar Dirceu algemado, humilhado – da mesma forma que Lacerda tentou humilhar o presidente deposto em 64.

    Dirceu pode ter cometido erros. Mas está sendo condenado sem provas. Isso está claro.  “Escorraçado, amordaçado e acovardado”   – assim jornais e revistas gostariam de ver o homem que comandou a “virada” do PT rumo ao poder. Pelo que se conhece da história de Dirceu, não vai se acovardar.

    No curto prazo, parece derrotado politicamente. Jango também parecia derrotado inexoravelmente em 64. Quase 50 anos depois, recebe as justas homenagens no Palácio. A vítima de 64 não foi Jango, mas a democracia brasileira.

    Derrubado pela Guerra Fria, pelos Estados Unidos e o conservadorismo brasileiro, Jango é o estadista, vitorioso. Lacerda e os golpistas estão derrotados pela história.  ”O Globo” pede desculpas envergonhadas pelo apoio ao golpe criminoso.

    Que papel estará reservado a Dirceu na história brasileira? “Maior vilão do país”? “Chefe da quadrilha”? É o que berram por aí blogueiros rotweiller, editorialistas decadentes, revistas ligadas a bicheiros…

    Quem venceu a batalha? A Globo? A Veja e seus asseclas judiciais? Ou o homem que ajudou a construir um governo que – apesar de tantos erros e recuos – prestou homenagens a Jango,  e tenta acertas as contas com a Democracia?

    A História se escreve lentamente. Ainda mais no Brasil.

    http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/jango-dirceu-e-as-batalhas-da-historia.html

     

     

  10. Cláudio José

    15 de novembro de 2013 10:57 am

    Natal, o destemido caçador de

    Natal, o destemido caçador de notícias

    Aos 59 anos, jornalista faleceu no Hospital São Vicente de Paulo, na Tijuca, onde estava internado desde o dia 17 de outubro, vítima de cirrose hepática

    JOÃO ANTONIO BARROS

    Rio – O homem que colocou no banco dos réus o poderoso e temido general Newton Cruz, o chefe do Serviço Nacional de Informação (SNI), no período mais escuro da Ditadura Militar, era frágil. Seus 58 quilos, distribuídos em pouco menos de 1,60 metro, davam a impressão de que o jornalista Lucio Natalício Clarindo, 59 anos, era do tipo que não metia medo em ninguém. Mentira. Seu jeito franzino e saúde sempre debilitada não impediram Natal de atravessar a passarela de Vigário Geral, em uma madrugada de 1993, para conferir a história de que 21 trabalhadores foram assassinados por PMs. Guardou o conselho dos colegas de profissão para ter cautela e foi o único a entrar na favela antes do sol raiar e denunciar o massacre nas páginas do DIA .

    Livro conta várias histórias de Natal, que foi refém do bandido Maurinho Branco, em 1988Foto:  Fernando Souza / Agência O Dia

    Não era o arroubo de coragem que impulsionava Natal nas coberturas jornalísticas, mas a necessidade da precisão antes de mandar a notícia para o papel. Anos antes, em 1988, deu o mesmo passo ao entrar na casa, em Teresópolis, onde um menino de 13 anos era mantido sob a mira de armas pelo grupo do assaltante Maurinho Branco — que ficaria famoso depois, com o sequestro do publicitário Roberto Medina. Natal e os companheiros de profissão se juntaram ao refém na longa negociação para a polícia não invadir a residência. Com uma pistola apontada para a cabeça, Natal foi escudo para o criminoso em algumas das vezes em que apareceu na janela para conversar com os policiais.

    Guerrilheiro por opção, fez do jornalismo a sua trincheira em favor dos descamisados. Caminho que o levava a percorrer sempre o pedaço mais humilde da rua e ouvir histórias como a do bailarino Claudio Werner Polila, o Jiló, testemunha do sequestro do jornalista Alexandre Von Baumgarten — dono da Revista ‘O Cruzeiro’, que apareceu morto 12 dias depois. Com o depoimento e investigação, Natal emoldurou o rosto do responsável pela operação montada nos aparelhos de repressão para assassinar Baumgarten: o general Newton Cruz. Mais uma primeira página em O DIA , onde passou 35 anos.

    ‘BAÚ DO NATAL’

    Sempre se orgulhava dos feitos e, há oito anos, passou a carregar um amontoado de papéis para tudo que era lugar. “Aqui está o rascunho do meu livro”, exibia, como um troféu, as folhas redigidas no computador. Repórter do tempo da máquina de escrever, colocou no livro ‘Baú do Natal’, as histórias engraçadas que costumava contar aos jornalistas mais jovens. Casos verídicos, colhidos ao longo dos 41 anos de redação — além do DIA , trabalhou na ‘Última Hora’ e na ‘Luta Democrática’ —, que, diante dos mais incrédulos, garimpava rápido uma testemunha para confirmar a autenticidade. “Jornalista não pode ser desmentido, perde o crédito”, batia o martelo.

    O gosto pela música quase o fez mudar de carreira. Adorava compor e tocar guitarra, sempre o som mais estridente do Rock — Janis Joplin, Pete Townshend e Eric Clapton eram seus eleitos. Nesta quinta-feira, Natal faleceu no Hospital São Vicente de Paulo, na Tijuca, onde estava internado desde o dia 17 de outubro, vítima de cirrose hepática. O jornalista era casado com Regina Lima e tinha uma filha: Amanda Raiter, repórter do DIA .

    ‘Ainda escuto a voz dele, aqui ao meu lado’

    Por Luarlindo Ernesto, repórter e melhor amigo do Natal

    A presença dele é inevitável. Na empresa, no bar, na padaria, no restaurante, na memória. Onde vou, lá está ele. Todos se acostumaram à dupla. Até nos bancos, devemos juntos. São 40 anos, dois meses e uns poucos dias. Lado a lado, na tristeza, na riqueza, na alegria, na dor, na pobreza, na gozação, nas brigas e na esbórnia. Eu mesmo tinha batizado nossa dupla de Lúcido (ele) e Sóbrio (eu). Natal chegava a ligar duas, três vezes ao dia, nas férias, doente, de folga, para saber o que estava fazendo, com quem estava. Ainda escuto a voz dele, aqui ao meu lado, me chamando para sair da redação e ir até a calçada, para fumar.

    Carinho da filha, Amanda Raiter, que seguiu os passos do pai na profissão e é repórter do DIAFoto:  Reprodução

    Pô, 40 anos ao lado dele. Não aguentei nem a primeira mulher, a segunda, a terceira, a quarta e por aí afora, esse tempo todo. Mas Natal foi diferente. Aturei a ranhetice, as queixas, as mágoas e as alegrias. Vai ser triste viver sem a sua companhia. Ele aprendeu a trabalhar levando broncas minhas. Elogios, também. O cara, certa vez, avisou que iria até a minha casa. Concordei, claro. Mas ele chegou às 6 horas da manhã! Não tive tempo de curar o porre do dia anterior. Dividíamos o salário, as dívidas, o cigarro, a bebida. As mulheres, não.

    Amarrei ele em uma árvore, na porta do jornal. Bem, ele não iria cair. Parecia São Sebastião diante dos algozes. Mas impedi que ele caísse no chão. No dia seguinte, estávamos no trabalho. De ressaca, mas Lúcido e Sóbrio. Ninguém desconfiaria da dificuldade que foi chegarmos em casa, ele e eu. Pô, como ficar sem a parceria desse tempo todo? É difícil. E, para não deixar passar a oportunidade em dar um exemplo e, ainda, para mostrar como éramos unidos, a última da dupla foi quando eu estava internado, me recuperando de um enfarte, e soube que o Natal havia sido internado também. No mesmo hospital. Eu saí no dia 17 de setembro, e ele entrou no dia 15, dois dias antes.

    Então, quando o Chico Alves, nosso chefe direto, me ligou para saber como estava a saúde, respondi usando jargão de jornal: “Já estou bem, aguardei a rendição no local do crime e cheguei em casa. O Natal me rendeu”. O difícil foi fazer o chefe acreditar que o Natal estava internado, no mesmo hospital… Tive que jurar, pô. Então, Chico ainda perguntou o que havia acontecido. Foi difícil explicar. Não sabia detalhes. Não me contaram nada, estavam poupando meu coração. Somente sabia que ele estava lá, internado. E me recusei a ir vê-lo, entubado, desfigurado. Até o médico me aconselhou a não ir visitar o amigo. Telefonei diariamente para o hospital e acompanhei o drama da luta dele para sobreviver. Bem, agora, em breve acho eu, está quase na hora de retribuir a rendição.

    DEPOIMENTOS SOBRE NATAL

    Alexandre Medeiros, Editor Executivo do DIA

    Desde que voltei ao DIA , no final de 2012, o Natal batia ponto na minha mesa todos os dias. Vinha vender pautas como se fosse um foca querendo mostrar serviço. Como nos tempos em que eu chefiava a Reportagem e ele ficava na escuta, no velho DIA , no início dos anos 1990. Quando saía da salinha em minha direção e dizia “essa tem que correr”, eu nem discutia. Carro e fotógrafo. Mesmo com a saúde debilitada, ao longo deste ano Natal emplacou algumas matérias bem legais, como a da violência em Santa Teresa e a do mercado negro de peças de automóveis. Aquele velho faro pela notícia, ele ainda guardava como poucos. 

    Natal era um digno representante daquele jornalismo quase romântico, que incomoda por ser desconcertante. E ele ainda gozava de sua própria condição de orbitar, de quando em vez, outras esferas da percepção humana. Um dia me disse, num canto da redação: “Medeiros, eu posso ser louco. Mas aqui tem gente pior do que eu”. Olhando assim, de relance, pura verdade. Na redação, na rua, na vida. Lá de cima, ele vai rir de nossas loucuras aqui embaixo. Enquanto a gente se acha um poço de sensatez… Valeu, Natal! A redação do Além ganhou um puta reforço.

    Marcelo Moreira, Rede Globo

    Natal foi uma das primeiras referências pra mim no jornalismo. Era estagiário e convivemos no começo dos anos 90. Era fascinante ouvir as histórias das coberturas que ele fazia. Natal era jornalista puro, completo e de uma geração que não se encontra mais.

    Luiz Carlos Cascon, Editoria Rio do Jornal O Globo

    Tive o privilégio de conviver com o Natal por mais de 30 anos, correndo atrás de notícias pela rua, durante um período como chefe dele no DIA e sobretudo como amigo. Era uma figura humana muito especial e um repórter extremamente compromissado. Lembro que em meados de 1988 protagonizamos juntos uma complicada cobertura de assalto a banco em Teresópolis. Os bandidos em fuga invadiram uma casa levando um menino de 10 anos como refém. 

    Eu e o Rodrigo Taves, repórter do extinto JB, entramos na casa para que os assaltantes libertassem o menino e se entregassem, como haviam combinado com os policiais que faziam o cerco no local. Mas, como palavra de bandido não vale, acabamos ficando também como reféns. O Natal, que chegara atrasado na cobertura, se ofereceu para ficar entre os reféns. Muito franco e engraçado, confessou que fez aquilo não por solidariedade aos colegas, mas para não ser furado no dia seguinte.

    Paulo Oliveira – secretário de redação do jornal A TARDE, Salvador

    “Lúcio Natalício, meu caro Natal, nunca passava imperceptível pela redação, mesmo quando estava na pequena e isolada sala de rádio escuta de O DIA , sabíamos que ele estava presente. Falava alto ao telefone e datilografava com dois ou três dedos com uma força incrível. Todos o ouviam. Certa vez, ouvi de um chefe que admirava que os bons jornalistas podiam ser esquecidos, mas suas matérias, quando bem feitas, sempre eram lembradas. 

    Foi Natal quem localizou na Praça 15, o bailarino Cláudio Werner Polila, testemunha do Caso Baumgarten, que identificou o general Nilton Cruz como um dos envolvidos no desaparecimento do jornalista ligado à ditadura.

    Natal também fez uma matéria sensacional quando foi sequestrado por Maurinho Branco, bandido que ficou famoso por sequestrar o empresário Roberto Medina. Nas horas em que ficou sob a mira de um revólver, ele negociou com o Bope, tranquilizou o bandido e conseguiu ser solto. Lembro até do título da matéria: “Eu, refém”.

    Poderia ficar horas escrevendo sobre Natal, de quem sempre guardarei lembranças, mas os espaços dos jornais são cada vez menores. Por isto, paro por aqui minha homenagem. Para mim, os jornais celestes já devem estar enchendo Natal de propostas para que ele reforce uma de suas redações.

    Leslie Leitão – repórter da Veja

    Coragem é uma das características mais marcantes de um repórter que escolhe para sua vida o jornalismo policial. Sem essa coragem ele vira um burocrata na notícia, agarrado nas versões oficiais, que quase sempre estão longe da verdade integral dos fatos. Sagaz, perspicaz, chato. Natal tinha todas essas qualidades do bom repórter. Mas era, acima de tudo, corajoso. Até um pouco ‘Natalouco’. Foram seis anos de convívio na redação de O DIA . Anos de conversas, gargalhadas e lições para toda a vida. Descanse em paz, amigo.

    Marcellus Leitão – Editor do Caderno de Automóveis do DIA

    ‘A velha águia da imprensa’, Natal, brindou seus amigos com o espírito da notícia e da picardia. Natal leva consigo a qualidade do bom papo e o companheirismo das redações com as quais conviveu. Luz e paz.

     

     

     

     

  11. Cláudio José

    15 de novembro de 2013 11:13 am

    Esportes 14/11 às 12h41 –

    Esportes

     14/11 às 12p1 – Atualizada em 14/11 às 13h06

    Clarín critica rodada “meteórica” de sorteio de ingressos da Copa do Mundo

    Jornal do Brasil+A-AImprimirPUBLICIDADE

    Os imprevistos e tropeços na seleção de futebol da Argentina não é nada grave em vista das tentavas da nação em conseguir um ingresso para as partidas da Copa do Mundo no Brasil, no ano que vem. A comparação foi feita pelo jornal argentino Clarín. O jornal diz que a venda de ingressos na segunda fase de ofertas durou menos de sete horas para se esgotar. Em um dos trechos da matéria, fontes da AFA (Associação Argentina de Futebol) revelaram que eles perderam a noção de quantas agências [de viagem] compraram ingressos e “como sempre a utilização é para revenda (…) Alguns sites já oferecem uma demanda em seus portais”. 

    >> Procon entra com ação contra Fifa e pede esclarecimentos sobre sorteio

    >> Copa 2014: Cadê os ingressos sorteados?

    Para o Clarín, a segunda rodada de sorteios durou o tempo de “um suspiro”, levando em conta o equilíbrio entre a oferta e demanda. A matéria destaca o número de bilhetes que foi disponibilizado no sorteio desta semana, informando que dos 228.559, 4493 foram para torcedores argentinos. A Argentina ocupa o 11º lugar na ordem de classificação de sorteio e o total é dividido proporcionalmente. A Fifa não disse ainda quantos argentinos conseguiram sucesso no sorteio, “embora estivesse claro que o nosso país estivesse em quinto lugar na escala de compras, atrás do Brasil, Estados Unidos, Austrália e Inglaterra”, diz o texto do jornal argentino.

    A matéria destaca que a FIFA e Comitê Organizador decidiu que cada país terá 8% da capacidade total do estádio onde se encontram as suas seleções, em todas as instâncias, e considera que este calculo será insuficiente para tantos torcedores e já causa revolta em muitos deles. O texto prevê um colapso no site da Fifa em janeiro, quando haverá o primeiro sorteio de vendas após a classificação dos grupos nas chaves da Copa, e os ingressos devem desaparecer em questão de poucas horas. 

    O texto do Clarín faz críticas ao sistema de sorteio da Fifa e dá dicas aos torcedores sobre os caminhos, ainda não seguros, para se conseguir colocar a mão em um bilhete da Copa. “Nem tudo está perdido”, diz o jornal. Uma opção citada é a compra através de agências de viagens, só que os preços são diferentes com a inclusão de outros serviços, que vão da classificação “básica” até a “super vip”.

     

  12. Adir Tavares

    15 de novembro de 2013 11:30 am

    Elevação do nível do mar acelera

    Elevação do nível do mar acelera e bate recorde em 2013

    Nível dos mares e oceanos nunca subiu tão rápido como em 2013, afirma Organização Meteorológica Mundial. Ano é também um dos mais quentes desde 1850.

    O nível dos mares e oceanos alcançou um novo recorde este ano, conforme um relatório preliminar divulgado pela Organização Meteorológica Mundial nesta quarta-feira (13/11), durante a conferência de mudanças climáticas realizada em Varsóvia.

    Segundo o relatório da organização da ONU, o recorde foi alcançado em março. Desde então, os mares estão subindo numa média de 3,2 milímetros por ano, o dobro da média registrada no século 20.

    Essa alteração atinge diretamente os moradores de regiões costeiras, que ficam mais vulneráveis a fenômenos meteorológicos como o tufão Haiyan, que causou milhares de mortes nas Filipinas.

    “Mesmo que não se possa atribuir os ciclones tropicais diretamente às mudanças climáticas, o aumento do nível do mar deixa os moradores das costas mais vulneráveis às tempestades, como vimos nas Filipinas”, afirma o secretário-geral da organização, Michel Jarraud.

    O Brasil também está sofrendo com as mudanças climáticas. O relatório indica que, em 2013, as precipitações no Nordeste ficaram abaixo da média. “A seca deste ano é a pior dos últimos 50 anos”, diz o documento.

    Sétimo ano mais quente

    Além do nível do mar, também as temperaturas estão mais altas em 2013. Considerando os primeiros noves meses, este é um dos anos mais quentes já registrados, afirmou a Organização Meteorológica Mundial.

    Segundo a organização, a preliminar dos primeiros nove meses indica que 2013 está em sétimo lugar, ao lado de 2003, entre os anos mais quentes já registrados desde o início da medição, em 1850. Temperaturas recordes foram medidas na Austrália, Japão, China e Coreia do Sul.

    Entre janeiro e setembro de 2013, as temperaturas se mantiveram cerca de 0,48°C acima da média dos anos entre 1961 e 1990.

    “A temperatura da superfície é apenas uma parte de um quadro mais amplo das mudanças climáticas. O impacto no ciclo da água já está se tornando aparente, manifestando-se através de secas, enchentes e precipitações extremas”, afirma Jarraud.

    Calotas polares

    O relatório também apontou que houve uma recuperação no tamanho da calota polar no Ártico em relação ao derretimento sem precedentes de 2012. Mesmo com a recuperação, a extensão continua abaixo da média registrada entre 1981 e 2010, e a taxa de derretimento se acelera.

    Já as geleiras no mar da Antártida bateram o recorde de extensão já registrado, chegando a 19,47 milhões de quilômetros quadrados.

    CN/apdpa/afp/rtr

     

    DW.DE

     http://www.dw.de/eleva%C3%A7%C3%A3o-do-n%C3%ADvel-do-mar-acelera-e-bate-recorde-em-2013/a-17223886

  13. Alexandre Weber - Santos -SP

    15 de novembro de 2013 11:54 am

    Como acabar com os abusos dos cidadãos e da polícia

    Ubiquitous cameras

    The people’s panopticon

    It is getting ever easier to record anything, or everything, that you see. This opens fascinating possibilities—and alarming ones

    Nov 16th 2013 

    | SAN FRANCISCO |From the print edition

    ABOUT halfway through 

    Dave Eggers’s bestselling dystopian satire on Silicon Valley, “The Circle”, the reader meets Stewart, a bald, silent, stooped 60-year-old who has “been filming, recording, every moment of his life now for five years”. Stewart is the first of the novel’s characters to make all his actions visible to anyone with a computer who cares to look—the first “transparent man”.

    Cathal Gurrin, a computer scientist at Dublin City University, is not quite that transparent. But to those with access to his archive he is pretty see-through. Mr Gurrin is a “life logger”, someone who thinks that if, as Socrates claimed, the unexamined life is not worth living, the life which is digitally recorded with an eye to potentially endless re-examination will have much to recommend it. Patterns in their data, they hope, will reveal opportunities to be healthier, happier and more effective.

    Related topicsFacebookGoogle

    To this end Mr Gurrin wears a wide-angle camera around his neck which snaps several pictures of his field of view every minute, recording its location and orientation each time it does so. He has been using such devices for more than seven years. Over that time he has built up an archive of 12m images, and he currently produces about a terabyte of data a year. That is more computer memory than was available on the whole planet 50 years ago. Today it can be bought, or leased in the cloud, for well under $100.

    Mr Gurrin and his students have used image-scanning software to break that archive into 70,000 searchable “events”: meals, journeys, coffee-breaks, conversations and so on (on his current camera a lens cover provides seclusion in the toilet). Every day the algorithms recognise and index another 30. “If I need to remember where I left my keys, or where I parked my car, or what wine I drank at an event two years ago,” he says, “the answers should all be there.” But not all the answers are easily found. Searching by date and time is easy. Searching by type of wine, or looking for the identity of someone encountered by chance, is not. “What we need”, he says, “is a new generation of search engine.”

    (To watch a video interview with Cathal Gurrin, click here.)

    The Google Glass half-full

    Hence the interest, among life loggers, in Google Glass, a thin headband which allows the wearer to take pictures and to see data on a tiny screen held just above, and to one side of, the right eye. (Disclosure: Eric Schmidt, Google’s executive chairman, this week became one of The Economist’s non-executive directors; like the rest of our directors he has no influence over our stories.) It is not the first wearable camera; but Google is hoping to make it the first that lots of people want to wear. Unlike Mr Gurrin’s hardware, Glass is not designed to record whole days, let alone whole lives; Thad Starner of the Georgia Institute of Technology, who is an adviser to Google on the project, says that “Glass is a horrible life-logging platform.” But if Glass is a hit it will be another step on the way to a world where those who wish to can record, rewind and rewatch more of what they see more easily—and where everyone else can end up recorded as part of the process.

    Thanks to digital technology the world is replete with cheap and highly capable cameras. ABI, a research firm, reckons there were a billion built into the mobile phones and tablets shipped in 2012 (many boast more than one). Adding a run-of-the-mill digital camera to a phone, or pretty much anything else, costs about $10. Narrative, a Swedish company that has raised $500,000 through Kickstarter, is marketing a clip-on life-logger the size of a coin.

    Steve Ward of VIEVU, a Seattle firm that has been selling wearable cameras to police forces for several years, and now has customers in 16 countries, says the devices can help protect any professional who takes on legal liabilities: repairmen, estate agents, doctors, couriers and more. After all, many firms already record phone calls for similar reasons. The availability of a tamper-proof record often sorts out disputes before they escalate, expensively, into lawsuits. A year-long experiment with the widespread use of wearable cameras by police officers in Rialto, California, saw a spectacular fall in the number of complaints against the police by the public. It also saw less use of force by officers.

    Putting together evidence can provide a compelling reason for civilians to record their lives, too. More than a million cars in Russia now sport dashboard-cams that record the road ahead. This is mainly so that drivers can defend themselves against fraudulent insurance claims.

    It may be in medicine and the care of the elderly, though, that wearable cameras will spread quickest. For years some doctors have suggested that some patients with impaired memories should wear such devices. Research shows that patients encouraged to regularly review their lives by looking at a photostream stand a better chance of remembering important events or conversations. There is hope that such approaches could alleviate some symptoms of dementia and Alzheimer’s disease and make coping with them easier, both for the afflicted and their carers.

    I am a camera

    Google aims to take wearable cameras out of their current niches and make them part of the culture. It plans to start selling Glass to the masses in 2014. When, last February, the company put out a call for beta testers with neat ideas, thousands of would-be “explorers” responded. In a “base camp” in San Francisco, some of those whose pitches were successful come to pick up the devices.

    Tatiana Fitzpatrick, a jewellery designer from Arizona, wants to use Glass to record masterclasses in beading. Many of the other explorers, too, see hands-free photography as the thing that they want most; some talk of recording surgical operations, others want to capture the moment at which they propose to their partner. But there is much more to Glass than recording. A Google “guide” shows Ms Fitzpatrick how, with voice commands, head movements and taps on a control panel mounted on the device’s arm, Glass can be used to access a range of data services (on November 12th the company said it would soon add music streaming). The plan is to perch all the functions of a smartphone on the bridge of the user’s nose.

    This, the company thinks, will be great for those who cannot get the most out of normal phones; some of its explorers have quadriplegia. And all will benefit from a new immediacy. By integrating data you want into the visual field in front of you Glass is meant to break down the distinction between looking at the screen and looking at the world. When switched on, its microphones will hear what you hear, allowing Glass to, say, display on its screen the name of any song playing nearby.

    David Gelernter, a Yale computer guru, imagines apps that provide historical information to sightseers in foreign cities, or that help people identify plants and birds in their gardens. Telling people what they are seeing can make them more observant, more absorbed: “You will see finches and chickadees in detail where previously you saw only generic blurs of feathers.”

    For all that he sees the technology’s possibilities, Mr Gelernter has a deep dislike for the way it would interpose itself between the user and his world, including the other people in it. “Developing and refining my own first reactions to my world is too important for me and my children to allow smart glasses to mix in and muddy the waters.” He fears that people surreptitiously using Glass as a teleprompter, perhaps to seem more knowledgeable, could put at “risk the very frankness and honesty of human communications”.

    Less high-flown criticisms include complaints that the technology is clunky and overhyped. “A Segway for the face,” say some, recalling the ludicrous levels of pre-launch buzz that made the Segway, a neat sort of scooter, such a disappointment when it was finally revealed. Developed within Google’s secretive “X division”, which works on far-out ideas, Glass might be one of those things which catches the company’s fancy for a bit but later gets dropped.

    Yet there are good reasons to think that Google will dig deep to make Glass a success. One of the company’s founders, Sergey Brin, is deeply involved in the project, giving it a powerful champion. And Google, envious of the revenues that Apple, Samsung and others earn from their sleek machines, is keen on selling popular hardware as well as clever software. Glass offers the chance of defining an entirely new category of consumer product.

    It could also contribute a lot to the company’s core business. Head-mounted screens would let people spend time online that would previously have been offline. They also fit with the company’s interest in developing “anticipatory search” technology—ways of delivering helpful information before users think to look for it. Glass will allow such services to work without the customer even having to reach for a phone, slipping them ever more seamlessly into the wearer’s life. A service called Google Now already scans a user’s online calendar, e-mail and browsing history as a way of providing information he has not yet thought to look for. How much more it could do if it saw through his eyes or knew whom he was talking to.

    This could easily edge over into areas consumers would find creepy. Take, for example, an idea on which Google applied for a patent in 2011: a camera that would keep track of which adverts and billboards its wearer noticed, and of any emotional responses they evoked. Glass cannot analyse its wearers’ world, or its wearers, anything like this well yet, and many companies patent ideas without planning to make use of them. But it is hardly paranoid to think that a company which says its mission is “to organise the world’s information and make it universally accessible and useful” might be interested in looking over its users’ shoulders, if it can find a way to do so that they will think helpful and not find intrusive. If it could do so usefully and acceptably enough, Google could help users interrogate their own histories in much the same way as they now search for weather forecasts and celebrity news.

    Me no Leica

    People may in time want to live on camera in ways like this, if they see advantages in doing so. But what of living on the cameras of others? “Creep shots”—furtive pictures of breasts and bottoms taken in public places—are a sleazy fact of modern life. The camera phone has joined the Chinese burn in the armamentarium of the school bully, and does far more lasting damage. As cameras connect more commonly, sometimes autonomously, to the internet, hackers have learned how to take control of them remotely, with an eye to mischief, voyeurism or blackmail.

    More wearable cameras probably mean more possibilities for such abuse. Face-recognition technology, which allows software to match portraits to people, could take things further. The technology is improving, and is already used as an unobtrusive, fairly accurate way of knowing who people are. Some schools, for example, use it to monitor attendance. It is also being built into photo-sharing sites: Facebook uses it to suggest the names with which a photo you upload might be tagged. Governments check whether faces are turning up on more than one driver’s licence per jurisdiction; police forces identify people seen near a crime scene. Documents released to the Electronic Frontier Foundation, a campaign group, show that in August 2012 the Federal Bureau of Investigation’s “Next Generation Identification” database contained almost 13m searchable images of about 7m subjects.

    Face recognition is a technology, like that of drones, which could be a boon to all sorts of surveillance around the world, and may make mask-free demonstrations in repressive states a thing of the past. The potential for abuse by people other than governments is clear, too. If the creep taking a creep shot, or looking at someone else’s creep shot found online, can find out who he is ogling, the practice becomes yet more disturbing. Well aware of such concerns, Google has banned the use of face recognition in the apps that it makes available for Glass (dubbed Glassware).

    But face recognition has its attractions, too. Bar staff and bouncers could be warned of trouble on the way (a British company already provides such a service); the ability to greet everyone cheerily by name might be welcomed in many service industries. There are rampant possibilities for phoniness, and for the loss of frankness Mr Gelernter fears. But not all pretence is culpable. How bad is it to check Facebook in a head-mounted display so as not to offend an acquaintance by momentarily being unable to place him? What of someone with deepening dementia who just wants to be able to interact as he used to?

    If demand for face recognition grows, Google’s stand against it might change. And Google is not the only player. Both Microsoft (where the first of Mr Gurrin’s life-logging cameras was developed as a research tool) and Sony are thought to be looking into Glass-like devices. Mr Ward at VIEVU says that most companies currently providing wearable cameras for professionals are looking at face recognition, “whether from a business perspective, or a public-safety perspective.”

    And then there are hobbyists and hackers. An unapproved software hack already allows Glass-users to take photos simply by winking. The sanctioned way, designed so as to notify observers of what is going on, is to use a voice command or to touch the top of the device in a gesture that mimics that of clicking the shutter on an old-fashioned camera.

    Not just recorded for training purposes

    Even if private citizens do not make much use of face recognition to search their archives, it seems a fair bet that governments will—perhaps only in special circumstances, perhaps not. In America, warrants to seize user data from Facebook often also request any stored photos in which the suspect has been tagged by friends (though the firm does not always comply). Warrants as broad as some of those from which the National Security Agency and others have benefited in the past could allow access to all stored photos taken in a particular place and time.

    Different countries will react to this in different ways. In America businesses and citizens enjoy broad freedom to collect photos and footage in streets and parks, as well as shops and restaurants. There are no bars to extracting information about those depicted.

    Several European countries, by contrast, require the subject of a photograph to give permission before it is “displayed”. This once restrained newspapers and galleries, but now applies to much online use, too. Drivers are forbidden from using dashboard cameras in Austria; those who install them can face a €10,000 ($13,400) fine. Last year objections from privacy advocates encouraged Facebook to disable facial recognition for users across Europe, and delete the data it had already collected. In South Korea and Japan industry accepts it as a norm that anything with which people can take a picture should notify others in the vicinity by making a shutter-click noise that cannot be turned off.

    Public opinion may encourage American jurisdictions to tighten up. Lawmakers in some states have already clarified that no matter how public the setting, some sneaky photos (up skirts, say, or down blouses) are intolerable. In May a concerned letter from members of Congress appeared to accelerate Google’s decision to ban face recognition from Glass. In a case involving tracking a vehicle by sticking a satellite positioning system on it, the Supreme Court acknowledged that new forms of police surveillance may require stronger legal safeguards, even if all the information is collected in public places. The Federal Aviation Authority has recently made clear, for the first time, that the privacy implications of what cameras on drones can see will be something it considers as it puts together a legal framework for their use.

    At the same time, pressure from companies and from users who want new services may erode some of the privacy protections in Europe. Paolo Balboni of the European Privacy Association, a think-tank supported by large technology firms, argues that if some European countries choose to regulate Glass as if it were primarily a professional tool, not a personal one European users could lose out.

    The personal-use point is crucial. Most legislation and regulation, at the moment, protects people’s privacy from companies and governments, to the extent that it protects them at all. What about a world in which, simply by living their lives, people create vast searchable records of all they have seen—a world, not of Big Brother, but of a billion Little Brothers? Most governments and most citizens have barely given the question a thought. When should people be able to have their images removed from another person’s non-commercial record? Does it matter if your life-log records the sexy stranger on whom your eye happens to fall without you explicitly asking it to do so? When should a wink be accompanied by the click of a camera shutter?

    The fact that technology makes these things possible does not mean that law and regulation can put no check on them. But checks are unlikely to come about unless demanded. If people have accepted, as Mark Zuckerberg, the founder of Facebook, has claimed, that privacy is no longer a “social norm”, few will make such demands—fewer still if ever richer digital memories offer real benefits. Mr Gurrin says that the life he has been logging has been improved by the process. He intends to keep the cameras on until he dies.

    By the end of Mr Eggers’s book, millions have followed Stewart into transparency. In a nice irony, the fate of those who do not want to is not explicitly recorded.

    (Please click through to see more from our video series about wearable cameras, featuring interviews with Saadi Lahlou, who uses wearable cameras to study human behaviour, and Stephen Balaban, creator of the Lambda Hat, a wearable camera and computer.)

     

    1. Raí

      15 de novembro de 2013 2:05 pm

      O “trabalho” que dá, traduzir os têxtos do Alexandre Weber.

      Caralho, Alexandre ! Como todo admirador de suas intervenções aqui no blog, sugiro que baixe o aplicativo que tradúz os têxtos postados, para evitar o “trabalho” de ter que usar outro aplicativo da internet, para entender mais ou menos, pois este recurso, é limitado.

      1. Alexandre Weber - Santos -SP

        15 de novembro de 2013 3:29 pm

        Se a violência cair, valeu a pena

        Penso que nenhuma medida seria mais impactante para diminuir o número de agressões e mortes instântaneamente do que a obrigatoriedade do uso do equipamento de gravação de vídeo e som por agentes da polícia.

        Seria uma verdadeira revolução na arte de policiar e evitar crimes.

  14. Raí

    15 de novembro de 2013 11:59 am

    Republiqueta de bananas.

    Mais um 15 de Novembro, que tentamos comemorar, mas comemorar o que mesmo ?

    124 anos depois, e continuamos a ser a mesma nação tropical, que jamais acordou do sono do bêrço explêndido, no qual repousa, desde seu descobrimento, e aonde mesmo com várias tentativas e ensaios de proclamações de independencias, ainda continua dependente de um sistema que não define até aonde vão os direitos e os deveres de seus Poderes constitucionais.

    Continuamos a depender de determinações de um Judiciário, que só sai da lentidão, quando o assunto, é julgar políticos oposicionistas, ou governantes que não compartilhem das mesmas ideias dos Tribunais Superiores.

    Continuamos a fazer vista grossa, nos casos de investigar, julgar e/ou punir, os políticos da direita e os defensores das elites e dos grandes meios de comunicação.

    Continuamos a manter um status quo criminoso, nos Poderes Legislativo e Judiciário, aonde ainda predomina, o “é dando que se recebe” e não enxergando a penúria com que vive, a grande massa trabalhadora brasileira, aquela que contribui para a manutenção e a existencia do sistema(pois estas contribuições não são facultativas)e destes nada recebem, alem dos “restos” que caem da mesa dos apaniguados e intocáveis doos citados Poderes.

    Quando falamos do Brasil, lá fora, exceto em raras ocasiões, somos considerados país aonde respeita-se as instituições, e na maioria das veses, ainda somos lembrados, como Republiquetas de bananas.

    Então, comemorar o que ?

  15. mcn

    15 de novembro de 2013 12:41 pm

    Ação Penal 470: uma exceção para a história

    Da Carta Maior – http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Acao-Penal-470-uma-excecao-para-a-historia/4/29546

     

    Ação Penal 470: uma exceção para a história

    Não enxergo qualquer efeito pedagógico nesse julgamento e não desejo em hipótese alguma que se repita em outros processos futuros.

    Wanderley Guilherme dos Santos

     

    Ao bem afamado Péricles, o ateniense, é atribuída a opinião de que, embora sendo certo que nem todos têm sabedoria para governar, a capacidade de julgar um governo em particular é universal. A observação parece valer com razoável generalidade. Por exemplo: nem por faltar um diploma em medicina está um adoentado impedido de avaliar a competência do profissional que o assiste. Assim, ainda que não portadaor de títulos ou conhecimentos para ocupar assento no Supremo Tribunal Federal, tenho como direito constitucional e recomendação de um clássico grego inteira liberdade para opinar sobre a Ação Penal 470.

    Posso dispensar a cautela de não me indispor com aquele colegiado, pois não tenho licença para advogar oficialmente ou não a causa de quem quer que seja. E contrariando desde logo o juízo de algumas pessoas de bem, não enxergo qualquer efeito pedagógico nesse julgamento e não desejo em hipótese alguma que se repita em outros processos. Falacioso em seu início, enredou os ministros em pencas de distingos argumentativos e notória fabricação de aleijados fundamentos jurídicos. Não menciono escandalosos equívocos de análise com que a vaidade de alguns e a impunidade de todos sacramentaram, pelo silêncio, o falso transformado em verdadeiro por conluio majoritário. Vou ao que me parece essencial.

    A premissa maior da denúncia postulava a existência de um plano para a perpetuação no poder arquitetado por três ou quatro importantes personagens do Partido dos Trabalhadores. Até aí nada, pois é aspiração  absolutamente legítima de qualquer partido em uma ordem democrática. Não obstante, é também mais do que conhecido que o realismo político recomenda, antes de tudo, a busca da vitória na próxima eleição. Não existe a possibilidade logicamente legítima de extrair de uma competição singular, exceto por confissão dos envolvidos, a meta de perpetuação no poder de forma ilegal ou criminosa. Pois o procurador-geral da República pressupôs que havia um plano transcendente à próxima eleição, a ser executado mediante meios ilícitos.

    A normal aspiração de continuidade foi denunciada como criminosa, denúncia a ser comprovada no decorrer do julgamento. E aí ocorreu essencial subversão na ordem das provas. Ao contrário de cada conjunto parcial de evidências apontar para a solidez da premissa era esta que atribuía a frágeis indícios e bisbilhotices levianas uma contundência e cristalinidade que não possuíam. Todos os ministros engoliram a pílula da premissa e passaram a discutir, às vezes pateticamente, a extensão de seus efeitos. Dizer que a mídia reacionária ajudou a criar a confusão, que, sim, o fez, não isenta nenhum dos ministros da facilidade com que caíram na armadilha arquitetada pelo procurador geral e pelo ministro relator Joaquim Barbosa.

    Era patético, repito, o espetáculo em que cada ministro procurava nos textos legais quer a inocência, quer a culpabilidade dos acusados. Em momentos, fatos que eram apresentados por um ministro como tendo certa significação, derivada da premissa, e por isso condenava o acusado pelo crime supostamente cometido, os mesmos fatos eram apresentados como significando o oposto e, todavia, servindo de comprovação da culpabilidade do acusado. Exemplo: a ministra Carmem Lucia entendeu que o fato de a mulher de João Paulo Cunha ter ido descontar ou receber um cheque em gerência bancária no centro de Brasília comprovava a tranqüilidade com que os acusados cumpriam atos criminosos à luz do dia, desafiadoramente. Já a ministra Rosa Weber interpretou o mesmo fato como uma tentativa de esconder uma ação ilegal e, portanto, João Paulo Cunha, seu marido, era culpado. Uma ação perfeitamente legal, note-se, o desconto de um  cheque, sofreu dupla operação plástica: uma transformou-o em deboche à opinião pública, outra o encapotou como um pioneiro ato blackbloc. Dessas interpretações contraditórias, seguiu-se a mesma conclusão condenatória, pela intermediação da premissa maior, segundo a qual qualquer ato dos indiciados estava associado àquele desígnio criminoso.

    Estando os acusados condenados conforme tal rito subversivo, o julgamento de outras acusações (sendo o julgamento “fatiado” como bem arquitetou o relator Joaquim Barbosa, enfiando-o aos gritos pela goela de nove dos 11 ministros) se iniciava assim: tendo ficado provado que o réu cometeu tal e tal crime, lá se ia nova acusação como se se tratasse de um reincidente no mundo do crime em momentos diferentes no tempo. E mais, como se a condenação já estabelecida houvesse confirmado a veracidade da premissa maior sobre a existência de um plano político maligno. Pois assim foi até o fim: a premissa caucionando indícios frágeis – e até mesmo a total ausência de indícios como na fala da ministra Rosa Weber explicando que aceitava a culpabilidade de José Dirceu justamente pela inexistência de provas – e os indícios frágeis, convertidos em condenações, emprestando solidez a uma estapafúrdia premissa.

    Foi igualmente lamentável o espetáculo da dosimetria. Como calcular penas segundo a extensão e intensidade do agravo, se a existência do agravo pendia de farrapos de indícios? E como calcular se o que sustentava os indícios era uma conjetura dialeticamente tornada plausível por esses farrapos e para a qual não há pena explícita consignada?

    Todos os ilícitos comprovados, e vários o foram, se esclarecem e adquirem sentido terreno quando se aceita o crime confesso de criação e utilização de caixa dois.

    Esta outra acusação foi desvirtuada pela mídia e pelos ressentidos de derrotas eleitorais, apresentando-a como tentativa de inocentar militantes políticos.

    Notoriamente, buscou-se punir de qualquer modo os principais nomes do Partido dos Trabalhadores. A seguir, sucederam-se os contorcionismos para a montagem de um roteiro em que se busca provar o inexistente.

    Não há nada a copiar neste julgamento de exceção – a Ação Penal 470.

  16. Tamára Baranov

    15 de novembro de 2013 12:43 pm

    Site que estimula racismo, estupro e assassinato de gays

    Site que estimula racismo, estupro e assassinato de gays tem mais de 30 mil denúncias

    Site investigado pela Polícia Federal é um dos espaços mais repugnantes da internet. Autores, que debocham da justiça, estimulam o estupro corretivo de mulheres e o assassinato de negros e homossexuais

    site homens de bem preconceito mulher

    Site que estimula violência contra a mulher é investigado pela Polícia Federal (reprodução)

    A Polícia Federal (PF) investiga uma página na internet que prega morte de homossexuais, estupro e violência em geral contra mulheres, principalmente prostitutas e feministas, e contra negros. No ar desde 11 de setembro, o site, batizado de Homem de Bem, já foi denunciado 31.214 vezes para a organização não governamental (ONG) Safernet Brasil, que monitora violações aos direitos humanos na internet e atua em parceria com a PF e o Ministério Público.

    Os textos são extremamente agressivos e muitas das fotos e vídeos sugerem assassinatos e outros crimes. Um texto publicado nesta semana pelo site defende violência sexual e a morte de duas adolescentes do interior de São Paulo que, em uma postagem no Facebook, zombaram de um atendente de uma rede de fast food. “Estuprem e matem uma vagabunda. Enquanto você trabalha para pagar seus estudos e sustentar sua família é isso que acontece”, prega o texto.

    O Homens de Bem está hospedado fora do Brasil, o que dificulta a localização de quem pode estar por trás dos ataques, que não poupam ninguém, nem mesmo a presidente Dilma Rousseff, tratada nos textos de maneira extremamente agressiva, e o papa Francisco. A PF não quis comentar o caso e informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que não se pronuncia “sobre assuntos em curso”.

    O presidente da Safernet, Thiago Ribeiro, disse que há “indícios concretos” de que a página está sendo mantida por pessoas ligadas a uma rede desbaratada em março de 2012 pela Operação Tolerância, feita pela PF, depois de denúncias sobre um grupo que publicava na internet mensagens de apologia de crimes graves e violência, principalmente contra mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e judeus, além da incitação a abuso sexual de menores. Na época foram presos Emerson Eduardo Rodrigues, morador de Curitiba (PR), e Marcelo Valle Silveira Mello, de Brasília, que arquitetavam um ataque a alunos do curso de ciências sociais da Universidade de Brasília (UnB). Responsáveis por páginas na internet batizadas com o falso nome de Sílvio Koerich, os dois foram condenados pela Justiça Federal do Paraná a seis anos de detenção por crime de racismo.

    “Temos indícios concretos, já repassados para a PF, de que o grupo é o mesmo. Alguns textos nas páginas do Homens de Bem são os mesmos, os apelidos dos comentadores também se repetem”, afirma Thiago Ribeiro. Além disso, segundo ele, páginas ligadas à rede Silvio Koerich, que atuou durante sete anos, levavam o mesmo nome.

    DEBOCHE

    A página debocha da PF e da Justiça e diz que o governo brasileiro não vai conseguir tirar o domínio do ar. “O governo brasileiro é composto de funcionários públicos vagabundos, incompetentes e pilantras. As empresas que nos abrigam são norte-americanas, país que garante o direito à liberdade de expressão. Eu posso ser misógino o quanto quiser, posso ser machista, posso dizer o que eu penso”, diz um texto postado em 6 de outubro. A página defendeu esta semana o “rei do camarote”, empresário paulistano que deu entrevistas dizendo gastar R$ 50 mil em baladas e dando dicas de como usar o poder financeiro para conquistar mulheres.

    “Mulheres são pedaços de carne à venda, isso é fato”, afirma a página. “Ele (“rei do camarote”) gasta com o que gosta e fica explícito que se diverte com aquilo. Ser escória é estudar numa federal, fazer curso de ciências sociais, dividir o quarto com outros cinco maconheiros sem rumo e ainda querer dizer como o mundo deveria ser”, diz o texto em defesa do empresário. A página diz ainda que mulheres são parasitas, a escória da humanidade, e que gays deveriam ser usados como cobaia em pesquisas e as lésbicas vítimas de estupro corretivo.

    Estado de Minas

    http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/11/site-que-estimula-racismo-estupro-e-assassinato-de-gays-tem-mais-de-30-mil-denuncias.html

     

  17. mcn

    15 de novembro de 2013 12:44 pm

    Inês Nassif: STF age como oposição; réus do mensalão condenados

    Do Azenha – http://www.viomundo.com.br/politica/maria-ines-nassif-2.html

    Inês Nassif: STF age como oposição; réus do mensalão condenados antes de julgados
    publicado em 14 de novembro de 2013 às 20:32
    por Maria Inês Nassif, em Carta Maior

    Escrevo com atraso a segunda coluna sobre as dificuldades da oposição partidária brasileira (leia aqui a primeira, O canto do cisne do PSDB e do DEM), mas isso pode ter sido providencial. Coincide com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de decretar a prisão dos condenados do chamado Mensalão sem o trânsito em julgado de toda a ação.

    As pessoas que concordam com a intromissão do STF em assuntos que a Constituição define como de competência do Legislativo dizem que os ministros do STF legislam porque o Congresso não cumpre a sua função. Se for possível sofismar sobre essa máxima, dá para concluir que o STF age como oposição porque os partidos políticos, que deveriam fazer isso, não conseguem atuar de forma eficiente e se constituírem em opção de poder pelo voto.

    O Supremo, na maioria das vezes em dobradinha com o Ministério Público, tem atuado para consolidar um poder próprio, que rivaliza com o Executivo e o Legislativo, isto é, atua em oposição a poderes constituídos pelo voto.
    Tornou-se um bunker poderoso incrustado no coração da democracia, que mais colabora para manter as deficiências do sistema político do que para saná-las; e que mais se consolida como uma instância máxima de ação política do que como uma instituição que deve garantir justiça.

    Essas afirmações não são uma opinião, mas uma constatação. O STF, nos últimos 11 anos, a pretexto de garantir direito de minorias, legislou para manter o quadro partidário fragilizado nas ocasiões em que o Legislativo – que não gosta muito de fazer isso – tentou mudá-lo. Como magistrado, seleciona réus e culpados e muda critérios e regras de julgamento para produzir condenações e dar a elas claro conteúdo político. O julgamento do caso do chamado Mensalão do PT foi eivado de erros, condenou sem provas e levará para cadeia vários inocentes. Casos de corrupção que envolvem partidos de oposição caminham para a prescrição.

    Como legislador, o STF derrubou as tentativas do Congresso de fazer valer as cláusulas de barreira para funcionamento dos partidos no Legislativo, votadas pela Constituinte de 1988 e que foram adiadas ao longo do tempo. Elas serviriam para “enxugar” o quadro partidário das legendas de aluguel.

    Em 2008, o Supremo referendou decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de que perderia o mandato o político que, eleito por um partido, migrasse para outro depois da eleição. Embora teoricamente defensável, a decisão de obrigar políticos eleitos à fidelidade partidária apenas fechou a porta usada regularmente pelo políticos para reacomodação do quadro partidário depois das eleições, ou de interesses políticos nas vésperas de um novo pleito.

    Num sistema político-partidário imperfeito como o brasileiro, a possibilidade de trocar de legenda era fundamental para o político.  Dada a dificuldade dos políticos eleitos por partidos tradicionais de sobreviver sem o apoio do governo federal, era comum que, empossado um novo governo, houvesse uma migração de políticos oposicionistas para partidos da base aliada.

    Isso manteve inalterado o número de partidos por um bom par de anos, embora em número excessivo; e dava um certo fôlego aos novos governos para compor maiorias parlamentares cuja ausência, num sistema político como o brasileiro, poder inviabilizar um governo.

    Na ausência dessa brecha, e sem  que houvesse mudanças no sistema político que tornassem adequadas as punições para infidelidade partidária, a decisão do STF escancarou outra porta: abriu uma única exceção para a migração parlamentar, a criação de um novo partido.

    O PSD foi criado pelo grupo do ex-prefeito Gilberto Kassab em 2010, logo após as eleições, para dar uma alternativa aos integrantes do DEM que constataram que a desidratação eleitoral do ex-PFL naturalmente levaria o partido à extinção, mesmo com o nome novo; e que passar mais quatro anos na oposição, para a maioria dos políticos que lá estavam, também era uma sentença de morte.

    O PSD foi uma acomodação pós-eleitoral. A criação do Solidariedade e do PROS (e da Rede também, se o partido de Marina Silva tivesse obtido registro no TSE) serviram à acomodação pré-eleitoral no quadro partidário.
    Se tudo continuar como está, os períodos de reacomodação das forças políticas sempre exigirão a criação de novas legendas.

    O STF foi o artífice de um novo processo de pulverização partidária que certamente tornará mais frágil o quadro partidário e mais deficiente a ação legislativa. E tem inibido o Congresso de legislar sobre partidos e eleições, quase que fixando os dois temas como reserva de mercado do Judiciário.

    A decisão do ministro Gilmar Mendes, este ano, de sustar a tramitação de um projeto no Legislativo que impedia ao parlamentar que mudasse para outro partido levar junto o seu correspondente em Fundo Partidário e horário eleitoral gratuito (que ficaria com o partido pelo qual foi eleito), foi uma barbaridade jurídica que, se não tinha muito futuro no plenário do SFT, surtiu o efeito de intimidar o Parlamento de seguir adiante.

    Diante desses fatos, é possível concluir, sem margem de erro, que não apenas os interesses dos integrantes do Congresso estão em desacordo com uma reforma política. Um risco igualmente grande de fracasso de uma mudança legal efetiva no sistema partidário e eleitoral reside no Poder Judiciário.

    No caso do Mensalão, o STF não julgou. Os réus já estavam condenados antes que o julgamento se iniciasse. O hoje presidente do tribunal e relator da ação, Joaquim Barbosa, deu inestimável ajuda para que isso acontecesse. A orquestra tocou rigorosamente sob sua batuta, salvo o honroso desafino do revisor da ação, Ricardo Lewandowski.

    Seria louvável se o julgamento servisse para mostrar à sociedade que até poderosos podem ser condenados, se o processo não deixasse dúvidas de sua intenção de fazer justiça. As  condenações, todavia, foram fundamentadas em erros visíveis a olho nu. É um contrassenso: para fazer a profilaxia política, condena-se culpados, inocentes e quem estava passando por perto mas tinha cara de culpado.

    Basta uma análise breve do julgamento para constatar que, não se sabe com que intenção, Barbosa construiu uma acusação sobre um castelo de cartas: como precisava existir dinheiro público para que a acusação de desvio de dinheiro público vingasse, forjou o ex-diretor de Marketing do BB, Henrique Pizzolato, como o “desviador” de uma enorme quantia do Fundo Visanet, que não era público e que não foi desviado.

    Pizzolato vai para a cadeia sem que em nenhum momento, como diretor de Marketing, tivesse poder de destinar dinheiro do fundo. É uma situação tão absurda que as campanhas contratadas pela agência DNA, que servia por licitação feita no governo anterior ao Banco do Brasil, foram veiculadas pelos maiores órgãos de comunicação, que continuam a falar do desvio embora o dinheiro tenha entrado no caixa de cada um deles.

    O STF considerou que a culpa de José Dirceu dispensava provas e que a assinatura de José Genoíno, então presidente do PT, num empréstimo feito pelo partido, que foi quitado ao longo desses anos e considerado legal pelo TSE na prestação de contas do partido, tornava o parlamentar culpado.

    Foram decisões politicamente convenientes e aplaudidas por isso por parcela da população. Esse foi um erro cometido pela elite brasileira, um grande erro – e torço para que ela perceba isso a tempo. Condenar sem provas e sem evidências, quando o STF é a instituição que condena, pode se tornar uma regra, não uma exceção. Qualquer brasileiro poderá estar sujeito a isso a partir de agora. A visão subjetiva dos ministros do STF terá o poder de prevalecer sobre qualquer fato objetivo.

    Esses dois padrões de decisão do STF só podem ser entendidos se tomados conjuntamente. São ações que dão sobrevida aos partidos de oposição, ao manter o partido do governo sob constantes holofotes, de preferência em vésperas de eleições; e ao mesmo tempo mantém os partidos enfraquecidos por constantes intervenções em leis eleitorais e partidárias, o que dá à mais alta Corte brasileira poder constante de intervenção sobre assuntos político.

    1. Raí

      15 de novembro de 2013 1:57 pm

      (P)STF.

      Interpretando ao pé da letra, a excelente análise da Maria Inês Nassif, sobre a conduta(desde o início da AP-470, chegaremos à seguinte e estarrecedora conclusão: o STF, age não como uma Côrte imparcial e apolítica, e mais como uma extensão de uma direita fora do poder, e sequiosa pelo retôrno a este poder, e isso remete-nos à seguinte questão: Com um Judiciário tão representativo, politicamente falando, precisamos efetivamente de partidos ?

  18. Cláudio José

    15 de novembro de 2013 1:27 pm

    “Não vou mais escrever

    “Não vou mais escrever biografias”, afirma Fernando Morais durante festival

    do UOL14/11/201321p7Comunicar erroEnviar por e-mail

    Carlos Minuano
    Do UOL, em Fortaleza (CE)

    Laurence Bergreen/Divulgação

    O escritor Fernando Morais participa de entrevista coletiva durante o Festival Internacional de Biografias, em Fortaleza

    O escritor Fernando Morais participa de entrevista coletiva durante o Festival Internacional de Biografias, em Fortaleza

    Às margens da praia de Iracema, em Fortaleza, o Festival Internacional de Biografias, começou na tarde desta quinta (14). Apesar do sol e do cenário exuberante, pairou um ar de pessimismo quanto ao futuro desse segmento no Brasil. “Não vou mais escrever biografias”, anunciou à imprensa o escritor Fernando Morais. Segundo ele, figuras notórias da cultura brasileira estão se transformando em censores. “Querem impor censura previa”, diz.

    O autor de “Chatô” e “Olga”, entre outros, que está concluindo um livro sobre o ex-presidente Lula, disse para quem quisesse ouvir que vai mesmo pendurar a chuteira em relação às biografias. “Só quem já passou pela censura sabe o que é ter texto lido antes de seu público, por uma pessoa com poderes de mudá-lo ou proibi-lo”.

    “Prefiro vender caju na praça Buenos Aires”, lamenta. “Apesar do Djavan falar que estamos nadando em dinheiro, e ter escrito que estamos acumulando fortunas, não tenho onde cair morto, se parar de escrever três meses, falta dinheiro para o supermercado”.

    O autor abriu o evento com um bate-papo mediado pelo escritor Paulo Cesar de Araujo, autor da biografia proibida de Roberto Carlos. Fernando Morais lembrou os principais nomes que influenciaram sua carreira, como Tom Wolfe, Truman Capote, Gabriel Garcia Marques, com ênfase para Gay Talese, um dos principais ícones do gênero conhecido como “novo jornalismo”. “Ele transformou uma não entrevista com Sinatra, o Roberto Carlos americano, em um texto primoroso”.

    Entre os escritores brasileiros, Morais destacou Euclides de Cunha e ofereceu uma dica para mergulhar na obra do autor com mais facilidade. “As primeiras cinquenta páginas em geral são de uma chatice sem paralelo, o truque é pular a primeira parte e entrar direto no livro em si. ‘Sertões’ é uma grande reportagem escrita para o jornal O Estado de S. Paulo”.

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    Veja quem é contra e quem é a favor das biografias não autorizadas35 fotos

    1 / 35Veja como artistas, escritores e jornalistas se posicionam a respeito da publicação de biografias não autorizadas Arte UOL

    Biografado bom é biografado morto
    O autor falou também de como nasceram algumas de suas obras, como a bem sucedida biografia “Olga” (Companhia das Letras), que conta a história da comunista alemã que se envolveu no Brasil com Luiz Carlos Prestes. “Olga era um fantasma que me perseguia há tempos, desde a época em que não sabia nada sobre o universo da personagem”. A ideia segundo ele surgiu no momento em que matutava sobre a possibilidade de viver escrevendo livros. “Comecei a buscar temas que pudessem receber tratamento estético literário”.

    “Gosto de personagens intensos, saborosos”, diz Morais. Foi essa atração que o levou a escrever “Chatô, o Rei do Brasil” (Companhia das Letras), sobre o influente mecenas e empresário da mídia, Assis Chateubriand, que fundou o Masp em 1947. “Algumas obras que estão no Masp, e que não há dinheiro que pague, foram adquiridos pelos métodos mais condenáveis”, conta. “Era um gângster”.

    A biografia “O Mago” (Editora Planeta), de Paulo Coelho foi uma forma de escapar da proposta da editora para que biografasse a Xuxa. “Não era exatamente o que eu gostaria de fazer com ela”, brinca Morais. Mas o mago das vendas, que aceitou a proposta de não ler os originais, não gostou do resultado. “Paulo Coelho disse que não se lembrava da pessoa trágica que tinha sido”, contou.

    “Biografado bom é biografado morto”, afirma Fernando Morais. “Além do personagem não encher mais o saco, é uma historia acabada”. Ele ressalta que também é preciso distinguir o que é privacidade. “Intimidade é o que acontece em casa às portas fechadas, se a Paula [Lavigne] pega o carro e joga na casa do Caetano porque estavam se separando, isso é público”.

    Morais também explicou a troca de editora. Segundo ele, deixou a Planeta após a proibição da biografia escrita por Paulo Cesar de Araújo, sobre o Roberto Carlos. “Eles se comportaram de maneira calhorda, jogaram o livro do Paulo para os crocodilos”.

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    Biografias não autorizadas que mudaram nossa forma de ver o mundo20 fotos

    1 / 20″The Missionary Position: Mother Teresa in Theory and Practice” (1995, Twelve), de Christopher Hitchens

    Quando questionado sobre o título de duplo sentido (“missionary position”, em inglês, pode ser uma gíria para a posição “papai e mamãe”), o autor respondeu: “Era ou isso ou “Vaca Sagrada”, o que teria sido de mau gosto”. Trata-se de uma crítica feroz à Madre Teresa, que é retratada como uma oportunista política e dogmática que, em vez de tentar acabar com a pobreza, preferia ensinar como suportá-la. Segundo Hitchens, ela desviava fundos de suas obras de caridade para uma rede global de conventos. Jornais como o “The New York Times” consideraram a obra convincente (Carlos Messias) Reprodução

    Festival
    Pensado há três anos como um evento para debater a produção de biografias no país, o Festival Internacional de Biografias, que vai desta quinta a domingo (17), em Fortaleza, não poderia ocorrer em momento mais propício. Há poucos dias, Roberto Carlos anunciou sua saída do grupo Procure Saber, que reúne artistas como Caetano Veloso, Djavan, Chico Buarque e Gilberto Gil, contrários às biografias não autorizadas.

    Além disso, o evento é realizado às vésperas da audiência pública no STF (Supremo Tribunal Federal), que deve indicar qual será a decisão sobre a ação direta de inconstitucionalidade impetrada em 2012 pela Anel (Associação Nacional dos Editores de Livros), que propõem mudanças nos artigos 20 e 21 do Código Civil, que permitem censura previa de biografias.

    Na opinião do escritor Lucas Figueiredo, que acaba de escrever a biografia de Tiradentes (que será lançada pela Companhia das Letras), não há uma disputa entre artistas e biógrafos. “É o grupo Procure Saber contra a sociedade”, afirmou durante o debate. Para o biógrafo Paulo Cesar, o posicionamento de Roberto Carlos e de artistas, representa uma visão patrimonialista da história. “Isso não é de ninguém, é da sociedade”. Segundo ele, o que artistas e herdeiros podem preservar e proteger são as obras.

    E qual seria o mundo ideal dentro do arcabouço jurídico? Para Morais, basta “fazer valer o que está escrito na Constituição brasileira”. Para tirar proveito objetivo do encontro, Fernando Morais propôs que os doze biógrafos presentes no evento escrevam um documento dirigido e encaminhado à ministra Carmem Lucia, relatora da ação no STF.

    Após o debate, o público conferiu a exibição do filme “Outro Sertão”, sobre Guimarães Rosa. Vale destacar que a cinebiografia, de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela, foi proibida pela família do escritor e não pode ser exibida no circuito comercial. Depois, a DJ Renatinha e a banda Transacionais e o País do Carnaval  embalaram a primeira noite do festival.

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    Conheça 11 biografias (autorizadas e proibidas) de personalidades da história brasileira11 fotos

    10 / 11A biografia “Olga” (1994), de autoria de Fernando Morais, conta a história de Olga Benário, jovem militante comunista alemã que vem para o Brasil com Luís Carlos Prestes, em meados de 1930. Tanto ela quanto Prestes acabam presos após o fracasso da Intentona Comunista, tentativa de golpe contra o governo Vargas, que entregou Olga à Alemanha nazista de Hilter. Ela é presa e deportada, mesmo estando grávida da única filha, Anita Leocádia Leia mais Divulgação 

    Leia mais em: http://zip.net/bnlvcc

  19. MiriamL

    15 de novembro de 2013 1:37 pm

    O Calypso do comandante

    O Calypso do comandante Cousteau apodrece num estaleiro

     

     

    14/11/2013 – 19:30 

    Petição online pede que o icónico navio seja classificado como património nacional francês. Desentendimentos entre a família e o estaleiro onde estava a ser reparado deixaram o navio num impasse.

     

     

    O Calypso é indissociável do nome de Jacques-Yves Cousteau, explorador francês, inventor, realizador de documentários sobre os oceanos, divulgador da vida marinha. Com aquele navio, Cousteau iniciou as aventuras pelos oceanos que os tornaram aos dois famosos. Mas agora, 16 anos depois da morte de Cousteau, o Calypso definha num estaleiro em Concarneau, França, pelo que uma petição online pretende que seja classificado como património nacional francês.

    A petição partiu de um oceanógrafo e mergulhador científico francês Bruno Bombled, cujas odisseias submarinas de Cousteau, que passavam na televisão quando era criança, o puseram a sonhar. Ainda hoje se sente “um filho” do Calypso, por isso lançou a petiçãoonline, em que se pede à ministra da Cultura e da Comunicação francesa, Aurélie Filippetti, para que salve o navio.

    “Hoje, está a apodrecer em Concarneau…o que é um escândalo”, diz a petição, que conta com mais de 9500 assinaturas, e defende a classificação do navio como património nacional francês por ter feito “avançar a ciência e as consciências em França e pelo mundo”.

    Este triste presente do Calypso começou a ser traçado em 1996, um ano antes da morte de Cousteau: no porto de Singapura, foi abalroado por uma barcaça e, com danos graves, afundou-se. “Gostaria que o Calypso continuasse ao serviço da ciência e da educação”, disse então Cousteau.

    O navio regressou a França e daí foi rebocado, apenas em 2007, para o porto de Concarneau, onde nos estaleiros Piriou seria restaurado. Numa primeira fase, foi o conflito entre Francine Cousteau, a segunda mulher de Cousteau, e os filhos dele que atrasaram a reparação, com a disputa pela posse do navio no centro da discórdia. Mas desde o início de 2009, o desentendimento entre os estaleiros e a Equipa Cousteau (organização para a protecção dos oceanos com sede em França, presidida por Francine Cousteau), relacionado com os pagamentos, esteve na origem da paragem das obras. No ano seguinte, a Equipa Cousteau pediu ao Ministério da Cultura francês a classificação do navio.

    “Mas porquê preservar os navios?”, pergunta-se na petição. “Porque os navios têm uma alma, porque fazem parte da grande história do homem”, lê-se. “Eles são a própria imagem da solidariedade, do trabalho colectivo, do caminho comum… sem a união dos homens, não vai a nenhuma parte.”

    A história gloriosa do Calypso começou nos anos de 1950. Draga-minas da Grã-Bretanha durante a II Guerra Mundial, transformado depois em ferry, Cousteau descobriu-o em Malta e achou que era perfeito para as suas odisseias. Um milionário irlandês, Loel Guinness, comprou-o e alugou-o em 1950 ao explorador francês por um valor simbólico, tornando possíveis os seus sonhos (depois do naufrágio em Singapura, o neto e herdeiro de Loel Guinness vendeu-o à Equipa Cousteau por um franco).

    O mundo subaquático nos ecrãs
    Transformado em navio oceanográfico – e com direito a uma câmara de observação subaquática na proa, composta por oito vigias –, a aventura a sério começava em 1951, dirigindo-se o Calypso para o Mar Vermelho, para estudar corais. Em 1954, iniciava-se uma grande expedição ao Mediterrâneo, Golfo Pérsico, Mar Vermelho e Índico, que esteve na base do documentário O Mundo Silencioso, vencedor da Palma de Ouro de Cannes e de um Óscar. Era a primeira longa-metragem a cores do mundo subaquático.

    Em 1964, o documentário O Mundo sem Sol, que relatava a vida de seis aquanautas durante um mês numa casa construída no Mar Vermelho, a 100 metros de profundidade, também ganhou um Óscar. Igualmente famosa é a série televisiva O Mundo Submarino de Jacques Cousteau.

    Mas se o Calypso é indissociável do nome de Cousteau, o gorro vermelho que usava também era uma imagem de marca do explorador. Ex-oficial da marinha francesa, não era propriamente um cientista, mas permitiu que as ciências oceanográficas se desenvolvessem através da sua divulgação junto do público e nas expedições iam muitas vezes cientistas. Entre o seu legado está ainda a invenção (com o engenheiro francês Émile Gagnan), durante a II Guerra Mundial, do regulador do escafandro, uma peça que debita o ar à pressão do ambiente. Até aí, a regulação das válvulas era manual, mas com a invenção deste aparelho pôde dar-se a conquista do mar por toda a gente.

    Como grande divulgador do mar, Cousteau teve o Calypso como companheiro de viagens durante mais de 40 anos. Resta agora saber o que lhe reserva o futuro, se a morte, se a preservação de um passado glorioso.
     
     http://www.publico.pt/ciencia/noticia/o-calypso-do-comandante-cousteau-apodrece-num-estaleiro-1612557#/0

  20. Gilson AS

    15 de novembro de 2013 5:16 pm

    (Sem título)

  21. MiriamL

    15 de novembro de 2013 5:30 pm

    15/11/2013 – Copyleft
     
    Lula

    15/11/2013 – Copyleft

     

    Lula poderia ajudar brasileiros a formar sua opinião sobre o mensalão

    A sociedade merecia ouvir sua opinião a respeito de um tema em que foi submetida a um bombardeio midiático feroz, constante e cruel

      

    Paulo Nogueira

    Ou a mídia está maluca, o que é sempre uma possibilidade, ou Lula está realmente indeciso.

    Na quarta, a Folha deu que ele disse a uma plateia petista que falaria sobre o Mensalão, “mas na hora certa”, terminado o julgamento. Um dia depois, na homenagem a Jango em Brasília, Lula disse a repórteres que queriam ouvi-lo sobre o Mensalão que quem tem que achar alguma coisa “são os advogados”.

    Na primeira hipótese, a de se pronunciar num futuro abstrato e remoto, existe bravata. Na segunda, cautela. A soma de ambas as coisas – bravata num dia, cautela no outro – é francamente decepcionante quando você considera a crucificação de que foram vítimas lideranças petistas como Dirceu e Genoíno.

    Que Dilma, no exercício da presidência e com um pé na campanha da reeleição, se cale é compreensível. Mas Lula, na semiaposentadoria em que está, deveria se sentir à vontade para dizer o que acha.

    A sociedade merecia ouvir sua opinião a respeito de um tema em que foi submetida a um bombardeio feroz, constante e cruel por uma mídia empenhada em repetir o que fez em 1954 com Getúlio e em 1964 com Jango.

    Repito: Lula devia à sociedade a sua voz, o seu eventual contraponto a um conjunto de material produzido pela mídia em que se misturou má fé, cinismo e desapego completo aos fatos como eles são.

    A opinião de Lula ajudaria os brasileiros a formar sua opinião sobre o Mensalão. Isso se chama democracia. É uma pena, para a sociedade, que ele tenha se recolhido a um mutismo inexpugnável. Mas não é surpreendente.

    As virtudes de Lula são conhecidas, e é inegável que o Brasil deve em grande parte a ele o fato de a desigualdade social ter sido alçada ao topo do debate político nacional. Não fosse por outras coisas, apenas isto já lhe daria um lugar de gala na história.

    Mas falta a Lula uma característica vital nos líderes verdadeiramente transformadores: audácia.

    Algumas pessoas atribuem essa carência à alma conciliadora que é marca dos sindicalistas. Eles se dedicam à arte de acomodar os interesses de seus comandados com os das empresas. Eles essencialmente negociam, e não rompem.

    O homem conciliador – conservador, sob certos aspectos – se revelou logo na Carta aos Brasileiros, na qual basicamente se comprometia a não ir muito longe na luta contra velhos privilégios.

    Da Carta aos Brasileiros ao elogio fúnebre de Roberto Marinho e às sucessivas alianças com o que há de mais atrasado em nome da governabilidade, incluído Maluf, o caminho de Lula foi, a rigor, previsível.

    O extraordinário é que a plutocracia, em vez de agradecer a Deus por Chávez ter nascido na Venezuela, tenha tratado Lula como tratou Getúlio, primeiro, e Jango depois: a pauladas.

    Em nenhum momento a disparidade de tratamento – um lado delicado, lhano, e o outro brutal, destrutivo – foi tão clara como no caso do Mensalão.

    Durante muito tempo ecoarão nos ouvidos nacionais os berros proferidos por homens como Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes – para não falar no exército de comentaristas e colunistas como Jabor, Merval, Reinaldo Azevedo et caterva.

    A internet, ainda incipente, ofereceu o contraponto possível aos neolacerdistas nos debates sobre o Mensalão. 

    Mas ficou faltando uma voz que os brasileiros são loucos por ouvir: a de Lula.

     

    http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Lula-poderia-ajudar-brasileiros-a-formar-sua-opiniao-sobre-o-mensalao/4/29551

     

    1. Bran Mak Morn

      15 de novembro de 2013 7:54 pm

      Eu já acho que o silêncio do

      Eu já acho que o silêncio do Lula é muito eloquente, senhor Paulo Nogueira.

  22. Alexandre Weber - Santos -SP

    15 de novembro de 2013 7:04 pm

    Veículos elétricos

    Fomos pioneiros com o Gurgel, mas o Brasil desendustrializado de 2013 não fabrica nem skate elétrico com peças importadas.

    Dá para dar uma virada, a indústria ainda é nova e o segmento lucrativo segundo o estudo ainda está por se desenvolver, principalmente nos ônibus, já que são troilebus com baterias.

    IDTechEx: Industrial and Commercial Electric Vehicles are the Winners

    November 13, 2013

    Read more here: http://www.heraldonline.com/2013/11/13/5402985/idtechex-industrial-and-commercial.html#storylink=cpy

    CAMBRIDGE, ENGLAND — As the electric vehicle industry grows more than five-fold to over $300 billion in 2024, those e-vehicles not bought primarily on up-front price will continue to dominate. These are the large vehicles such as buses and military vehicles and the heavy lifting or pushing vehicles such as forklifts and earthmovers. Customers here are companies and governments primarily concerned about total cost of ownership and performance. Less important are private individuals with concerns about up-front price when they buy smaller or lighter duty vehicles such as e-cars and e-bikes.

    Next come vehicles purchased by individuals. These electric cars, bikes, leisure boats, light aircraft and so on will be about 35% of the EV business to 2024. Military e-vehicles, land, water and airborne will be most of the remaining value market in 2024 and, as with industrial and commercial ones, they are not bought primarily on up-front price.

    IDTechEx forecast that over the next decade, the largest global EV value sector will be industrial and commercial for land, water and air – accounting for nearly 50% of the total hybrid and pure electric vehicle business. It is fully analysed in the IDTechEx report, “Industrial and Commercial Hybrid & Pure Electric Vehicles 2013-2023: Forecasts, Opportunities, Players” (http://www.idtechex.com/icev).

    Dr Peter Harrop, Chairman of IDTechEx said, “Manufacturers of industrial and commercial electric vehicles and their parts/services tend to be profitable whereas those making personal electric bikes and cars report most losses and bankruptcies. That said there are far too many manufacturers of light industrial and commercial e-vehicles. Their profitability can be improved even further by mergers and a shakeout of those that are neither niche nor volume players, as happened in the heavy lifting, pulling or pushing industrial and commercial sector with electric forklifts, ten years ago.”

    Within the on-road types, buses are particularly important vehicles primarily due to the massive programme of the Chinese government. Next come e-vans/delivery trucks, conventional electric cars and special designs used as taxis and converted golf cars converted as people movers in airports, theme parks and hotel grounds.

    Off-road, we assess that indoor forklifts will continue to be the main subsector of industrial and commercial vehicles but with largest growth from relatively new applications such as agriculture, mining, utility and construction vehicles and outdoor forklifts.

    For more information about IDTechEx visit http://www.idtechex.com

    Read more here: http://www.heraldonline.com/2013/11/13/5402985/idtechex-industrial-and-commercial.html#storylink=cpy

     

  23. Cláudio José

    15 de novembro de 2013 7:16 pm

    COM BACHELET, CHILE DARIA

    COM BACHELET, CHILE DARIA PASSO À ESQUERDA MODERADA

    Eliseo Fernandez/Reuters: A supporter of Chilean presidential candidate Michelle Bachelet of Nueva Mayoria (New Majority) holds her poster next to a banner with an image of former Socialist president Salvador Allende, during a campaign event in Valparaiso city, about 121 km (75 mi

     

    Estimulada pelo descontentamento com as políticas sociais do atual governo conservador, a candidata socialista, Michelle Bachelet,  tem apoio suficiente para ganhar no primeiro turno as eleições deste domingo

     

    15 DE NOVEMBRO DE 2013 ÀS 14:50

     

    Por Antonio De la Jara

    SANTIAGO, (Reuters) – O Chile se prepara para dar um giro moderado à esquerda na eleição presidencial de domingo, para onde a popular e carismática ex-mandatária Michelle Bachelet se encaminha com a vitória quase no bolso.

    Estimulada pelo descontentamento com as políticas sociais do atual governo conservador, a candidata socialista, que representa uma aliança integrada por comunistas a democratas cristãos, tem o apoio suficiente para ganhar no primeiro turno, de acordo com algumas pesquisas.

    Mas outros levantamentos não descartam um segundo turno, em que Bachelet teria de voltar à disputa para garantir uma vitória que a converteria na primeira a governar o país pela segunda vez desde o fim da ditadura há 23 anos.

    No fim do governo de Sebastián Piñera, a candidata conseguiu conquistar o eleitorado com promessas de ambiciosas reformas para mudar, garante ela, o rosto do Chile, um dos países mais estáveis da América Latina, mas com um abismo entre ricos e pobres.

    “O Chile destes anos nos confrontou com a necessidade de aprofundar nossa democracia, tornando-a mais aberta e mais permevável. Também nos demonstrou quão necessário é que façamos as transformações que permitam maiores níveis de igualdade”, disse Bachelet a empresários em um recente fórum.

    Bachelet, mãe de três filhos, quer ficar na história como a presidente que corrigiu as desigualdades e revolucionou a educação pública, mediante uma milionária reforma tributária que, segundo ela, não terá os mesmos efeitos se não for acompanhada de uma nova Constituição.

    Sua ampla reforma tributária pretende arrecadar 8,2 bilhões de dólares adicionais mediante a elevação dos impostos às empresas, “sem a qual se torna inviável considerar o conjunto de transformações propostas”, segundo a ex-presidente.

    A principal rival de Bachelet será Evelyn Matthei, a candidata do governo, apesar de a ex-mandatária ter ao menos 18 pontos percentuais de vantagem, de acordo com as pesquisas.

    A ex-ministra do atual governo garante que o programa de Bachelet não aponta na direção correta e que as propostas de sua rival podem comprometer o crescimento e o emprego.

    Matthei, filha de um general de alta patente da ditadura de Augusto Pinochet, não conseguiu subir nas pesquisas depois de surgir no fim de julho como a opção do governo, mas confia que irá ao segundo turno.

    EVITAR UMA “PRORROGAÇÃO”

    Bachelet não está confiante e quase com voz disfônica percorreu o território chileno, convidando a maior quantidade possível de pessoas a votar no domingo. A ideia, admite, é não ir a uma “prorrogação”, como no futebol, e, assim, evitar um segundo turno marcado para dezembro.

    No domingo será a primeira eleição presidencial no Chile em que o voto não será obrigatório. Para analistas, o pleito será um enigma.

    Apesar de o número de eleitores ser de 13,57 milhões, cálculos do Serviço Eleitoral apontam que até 9 milhões de pessoas irão às urnas.

    Além disso, pela primeira vez há nove candidatos disputando a Presidência, um número que poderá diluir a captação de votos, embora Bachelet lidere confortavelmente as pesquisas.

    Na última pesquisa do Centro de Estudos Públicos (CEP), o mais respeitado do país, Bachelet obteve 47 por cento das intenções de voto, enquanto Matthei apareceu com 14 por cento.

    O resultado do CEP não inclui votos nulos ou brancos, o que poderá aumentar as chances de Bachelet ganhar no primeiro turno com mais de 50 por cento.

    O indepentende Franco Parisi, um liberal que atrai votos do governista Aliança por Chile, ficaria em terceiro lugar, embora nas últimas semanas Marco Enriquez-Ominami, de esquerda, tenha ganhado força.

    ELEIÇÃO CRUCIAL NO CONGRESSO

    A eleição começará no domingo pouco antes das 8h (9h em Brasília) com a abertura dos centros de votação, que funcionarão até por volta de 18h (19h em Brasília).

    Além de escolherem o próximo presidente, os eleitores elegerão senadores, deputados e conselheiros regionais, o que poderá prolongar a votação e a apuração.

    Para Bachelet, a primeira mulher a governar o Chile entre 2006 e 2010, serão importantes os resultados da eleição parlamentar porque ela precisaria de uma sólida maioria no Congresso para aprovar as ambiciosas reformas com as quais propõe mudar a cara do país.

    Os 120 assentos da Câmara dos Deputados serão renovados nesta eleição, assim como 20 dos 38 postos do Senado.

    O primeiro boletim oficial dos resultados será divulgado quando a apuração estiver em 20 por cento ou perto das 19p0 (20p0 em Brasília). O segundo deve sair quando a contagem de votos atingir 60 por cento, ou por volta das 21p5 do domingo.

    (Reportagem adicional de Rosalba O’Brien)

     

     

     

     

  24. Bran Mak Morn

    15 de novembro de 2013 7:56 pm

    Interessante que até o

    Interessante que até o momento não vi nenhum post ou comentário sobre a recente ofensiva do Maduro (que ou cai de podre ou dá logo um golpe de Estado e vira de direito o ditador que já é de fato) contra os empresários “gananciosos”.

  25. Francisco Andrade

    15 de novembro de 2013 9:12 pm

    O começo do fim…

     

    Para os juízes do Supremo, vaidosos e, para ser bonzinho, míopes para enxergar evidências que toda sociedade já enxergou, num processo viciado e corrompido,  a exposição a nível internacional das mazelas dessa corte, vai ser o começo do fim … um novo começo é preciso!

     

    numa corte internacional, todas as maracutaias desse julgamento serão expostas,… também serão expostos os motivos e as trocas de favores entre os setores midiáticos alinhados com os partidos políticos de direita… acho que o supremo deu um tiro no pé….

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/advogado-anuncia-que-dirceu-vai-recorrer-a-corte-internacional/

    1. Mensaleiro mineiro

      15 de novembro de 2013 11:46 pm

      Todos os tais casos só

      Todos os tais casos só deveria ser julgado por corte internacional e com base de investigação apenas feita por delegado de DP do bairro em esse reside

  26. Francisco Andrade

    15 de novembro de 2013 9:19 pm

    estão “destucanizando” a PF

    Eis a nota da operação policial, divulgada pela PF:

    Salgueiro/PE – A Polícia Federal apreendeu, nesta segunda-feira, 11/11, máquinas do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal) que foram usadas indevidamente pelo Secretário de Planejamento da cidade de Serrita/PE em uma fazenda de sua propriedade. Foram apreendidas duas retroescavadeiras e um caminhão caçamba. 

    Os operadores das máquinas que estavam no local admitiram que receberam a determinação tanto do Secretário de Agricultura quanto do Secretário de Planejamento para trabalharem na fazenda em questão. Também informaram que o combustível usado nas máquinas foi pago pela Prefeitura de Serrita/PE e o posto utilizado para abastecimento pertence ao filho do prefeito. Seus salários também são pagos pela prefeitura de Serrita/PE e estavam trabalhando na fazenda desde a última sexta-feira, 08/11. 

    Os veículos haviam sido doados e adquiridos pelo Governo Federal com recursos do PAC 2 para a Prefeitura, com o objetivo de atender às associações rurais em obras de convivência com o semiárido em função da estiagem prolongada, em perfuração de cacimbas e poços e na construção e manutenção de estradas vicinais.

    Inquérito Policial foi instaurado e todos os envolvidos serão chamados até a Delegacia de Salgueiro/PE para prestar esclarecimentos sobre os fatos.

     

     

  27. maria rodrigues

    16 de novembro de 2013 12:17 am

    Para mim, quem realmente

    Para mim, quem realmente merecia ficar preso nessa história de mensalão seria Roberto Jefferson, por ter sido sempre um canalha, desqualificado, incapaz de boas ações. O PT, e o próprio Lula, estão pagando o preço por ter dado as mãos a esse sujeito. Como diz um antigo adágio: “QUEM COM OS PORCOS SE MISTURAM FARELOS VEM A COMER”.

    1. Concordo

      16 de novembro de 2013 12:45 am

      De fato, a lei deria ser que

      De fato, a lei deria ser que todo e qualquer alcaguete fosse o único condenado.  Isso até aliviada nossa justiça de tanto processo

  28. Emanuel Cancella

    16 de novembro de 2013 12:13 pm

    Mentirão da Globo e do STF
    A

    Mentirão da Globo e do STF

    A grande mídia, por meses e meses, principalmente a Globo, tenta fazer lavagem cerebral na população brasileira, tentando convencê-la de que o  PT é mensaleiro e que o  partido se locupletou! Não falam no mensalão do PSDB e do Dem, que nunca foram  julgados,  e que aconteceu em data anterior ao do PT! Não sei se convenceu o povo, mas no STF deram um banho de persuasão, pois os ministros  condenaram os réus  sem qualquer prova material, apenas pelo  domínio dos fatos. Supondo que essa regra fosse criada agora, ou seja, que o domínio dos fatos pudesse condenar alguém, uma lei penal não pode retroagir para prejudicar o réu. A mídia mudou a lei e o STF foi atrás.

    Eu como a maioria dos brasileiros continuo achando que lugar de bandido é na cadeia. Seja ele do PT, do PSDB do DEM ou de empresa de mídia que burla Imposto de Renda, até de gente que vive batendo em mulher (mesmo que seja o presidente do STF)! Mas isso depois de julgado em  tribunal reconhecido e em processo transitado em julgado e, principalmente,  através de provas materiais, não só porque as pessoas falam.

    Essa decretação de prisão do STF, a que acabamos de assistir, é resultante da mídia manipuladora. Alguns desses deveriam mesmo é ir para a cadeia, mas não porque a grande mídia quer, julgados por de um tribunal de exceção e sem provas materiais.   

     

    RIO DE JANEIRO, 16 de novembro de 2013

     

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