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  1. Andre Araujo

    27 de fevereiro de 2016 4:02 am

    A FACE CRUEL DA RECESSÃO – Os

    A FACE CRUEL DA RECESSÃO – Os economistas academicos e os de mercado tem abordado o tema da recessão l

    exclusivamente com analises quantitativas macro economicas.  Falta outra analise, a da recessão ao nivel micro

    sobre as empresas, negocios e sociedade, sobre a vida das pessoas e sobre o funcionamento ou quebra das empresas.

    A face mais cruel da recessão está no fato que ela atinge mais rapidamente e mais profundamente os mais frageis e os mais desprotegidos tanto empresas como pessoas. Quem perde o emprego é o empregado menos experiente e menos qualificado, aquele que ainda está em formação, que está primeiro emprego.o, que está começando a vida.

     

    No lado empresarial a recessão atinge em cheio as pequenas empresas, as lojas e comercios de bairros mais pobres, aqueles que se aventuraram em abrir o primeiro negocio e veem desfeitas as aspirações longamente sonhadas de ter o proprio negocio levando junto todas as economias do proprio e muitas vezes da familia.

    A tragedia da recessão na sociedade é de tal magnitude que muitas vezes não vale o preço da democracia e sacrifica-se esta por uma solução na economia, falo pela experiencia da Historia. Os regimes autoritarios geralmente nascem no rastro de uma recessão, as pessoas desesperadas preferem qualquer coisa a ver a familia passando necessidades, os estudos da filha interrompidos, o filho vagando pelas ruas, muitas vezes a perda da casa e do carro.

    O combate à recessão é infinitamente mais importante do que o combate à inflação como meta de politica economica, dificilmente se pode acabar com a recessão e ao mesmo tempo controlar a inflação, como se pretende com a obtusa politica monetaria do Banco Central. Uma injeção de R$1 trilhão na economia espaçados em dois anos acabaria com a recessão, a inflação não iria explodir porque há folga na oferta de mão de obra e de todos os insumos, há imensa capacidade ociosa nas fabricas, se a inflação subir será pouca coisa e constituirá um módico preço a pagar para sair do atoleiro da recessão que não pode continuar sob pena de convulsões sociais no horizonte.

    Todos os riscos de perda de grau de investimento, de má avaliação do mercado financeiro internacional JÁ ACONTECERAM, não acontecem duas vezes, já pagamos o onus da má economia e ainda estamos em profunda recessão crescente. É porisso que a politica economica não tem logica de custo beneficio, não se sabe a que visa.

    Estamos sacrificando a população em um grau extraordinario para nada.  O scarifico não trouxe nada nem a curto, medio ou longo prazo. É uma politica economica inutil porque o foco dela está errado, as metas são irreconciliaveis e inatingiveis e se atingidas forem não rsolvem a recessão e seus efeitos.

    1.Cortas  gastos correntes por mais que isso seja necessario e deva ser feito não é uma possibilidade real a curto prazo.

    2.A meta de inflação não será atingida e se atingida nada resolve, inflação zero com a população sem emprego não traz nenhuma vantagem, se isso fosse possivel atingir, tampouco se a meta for atingida melhora em alguma coisa a avaliação do Brasil no exterior.

    3.O ajuste fiscal NÃO É A META importante agora, ela é importante como principio mas no incendio deve-se pensar em apagar o fogo, o fogo é a recessão, as demais metas ficam para depois, a recessão se resolve com expansão monetaria,

    pior do que está não fica e pode melhorar muito rapidamente.

    Onde usar a liquidez adicional: saneamento, moradias populares, estradas, linhas de transmissão de energia, hidrovias.

    aliviar as finanças do Estados que estão perigosamente quebrados com reflexos imediatos nos serviços.

    É fantastico que estejamos seguindo uma politica ortodoxa ruim para que as agencias de rating não nos rebaixem MAS ELAS JA REBAIXARAM,   a politica economica continua visando agradar as agencias que já nos pixaram, o nivel de avaliação do Brasil  nos jogou na lama, porque continuar o agrado ao mercado internacional que nos precificou como “economia lixo” se eles assim já nos veem? Já pagamos o preço da má fama, agora a meta deve ser outra.

     

     

  2. Sérgio T.

    27 de fevereiro de 2016 6:10 am

    Umberto Eco: 14 lições para identificar o neofascismo e o fascis

    Umberto Eco: 14 lições para identificar o neofascismo e o fascismo eterno

    A Revista Samuel reproduz o texto de Umberto Eco Ur-Fascismo, produzido originalmente para uma conferência proferida na Universidade Columbia, em abril de 1995, numa celebração da liberação da Europa: ‘O Fascismo Eterno’

    Em 1942, com a idade de dez anos, ganhei o prêmio nos Ludi Juveniles (um concurso com livre participação obrigatória para jovens fascistas italianos — o que vale dizer, para todos os jovens italianos). Tinha trabalhado com virtuosismo retórico sobre o tema: “Devemos morrer pela glória de Mussolini e pelo destino imortal da Itália?” Minha resposta foi afirmativa. Eu era um garoto esperto.

    Depois, em 1943, descobri o significado da palavra “liberdade”. Contarei esta história no fim do meu discurso. Naquele momento, “liberdade” ainda não significava “liberação”.

    Passei dois dos meus primeiros anos entre SS, fascistas e resistentes, que disparavam uns nos outros, e aprendi a esquivar-me das balas. Não foi mal exercício.

    Em abril de 1945, a Resistência tomou Milão. Dois dias depois os resistentes chegaram à pequena cidade em que eu vivia. Foi um momento de alegria. A praça principal estava cheia de gente que cantava e desfraldava bandeirolas, invocando Mimo, o líder a resistência na área, em alto brado. Mimo, ex-suboficial dos carabinieri, envolveu-se com os partidários do marechal Badoglio e perdeu uma perna nos primeiros confrontos. Apareceu no balcão da Prefeitura, apoiado em muletas, pálido; tentou acalmar a multidão com uma mão. Eu estava ali esperando seu discurso, já que toda a minha infância tinha sido marcada pelos grandes discursos históricos de Mussolini, cujos passos mais significativos aprendíamos de cor na escola. Silêncio. Mimo falo com voz rouca, quase não se ouvia. Disse: “Cidadãos, amigos. Depois de tantos sacrifícios dolorosos… aqui estamos. Glória aos que caíram pela liberdade…”. E foi tudo. Ele voltou para dentro. A multidão gritava, os membros da resistência levantaram as armas e atiraram para o alto, festivamente. Nós, rapazes, nos precipitamos para recolher os cartuchos, preciosos objetos de coleção, mas eu tinha aprendido então que liberdade de palavra significa também liberdade da retórica.

    Alguns dias depois vi os primeiros soldados norte-americanos. Eram afro-americanos. O primeiro ianque que encontrei era um negro, Joseph, que me apresentou às maravilhas de Dick Tracy e Ferdinando Buscapé. Seus gibis eram coloridos e tinham um cheiro bom.

    Um dos oficiais (o major ou capitão Muddy) era hóspede na casa da família de dois dos meus companheiros de escola. Sentia-me em casa naquele jardim em que alguns senhores amontoavam-se em torno ao capitão Muddy, falando um francês aproximativo. O capitão Muddy tinha uma boa educação superior e conhecia um pouco de francês. Assim, minha primeira imagem dos libertadores norte-americanos, depois de tantos caras-pálidas de camisa negra, era a de um negro culto em uniforme cáqui que dizia: “Oui, merci beaucoup Madame, moi aussi j’aime le champagne…” Infelizmente, faltava o champagne, mas ganhei do capitão Muddy o meu primeiro chiclete e comecei mastigando o dia inteiro. De noite colocava o chiclete em um copo d’água para que ficasse fresco para o dia seguinte.

    Em maio, ouvimos dizer que a guerra tinha acabado. A paz deu-me uma sensação curiosa. Haviam me dito que a guerra permanente era a condição normal de um jovem italiano. Nos meses seguintes descobri que a Resistência não era apenas um fenômeno local, mas Europeu. Aprendi novas e excitantes palavras como “reseau”, “maquis”, “armée secrète”, “Rote Kapelle”, “gueto de Varsóvia”. Vi as primeiras fotografias do Holocausto e assim compreendi seu significado antes mesmo de conhecer a palavra. Percebi que havíamos sido liberados.

    Hoje na Itália existem algumas pessoas que se perguntam se a Resistência teve algum impacto militar real no curso da guerra. Para a minha geração a questão é irrelevante: compreendo imediatamente o significado moral e psicológico da Resistência. Era motivo de orgulho saber que nós, europeus, não tínhamos esperado passivamente pela liberação. Penso que, também para os jovens norte-americanos que derramaram seu sangue pela nossa liberdade, não era irrelevante saber que atrás das linhas havia europeus que já estavam pagando seu débito.

    Hoje na Itália tem gente que diz que a Resistência é um mito comunista. É verdade que os comunistas exploraram a Resistência como uma propriedade pessoal, pois realmente tiveram um papel primordial no movimento; mas lembro-me dos resistentes com bandeiras de diversas cores.

    Grudado ao rádio, passava as noites — as janelas fechadas e a escuridão geral faziam do pequeno espaço em torno ao aparelho o único halo luminoso — escutando as mensagens que a Rádio Londres transmitia para a Resistência. Eram, ao mesmo tempo, obscuras e poéticas (“Ainda brilha o sol”, “As rosas hão de florir”), mas a maior parte eram “mensagens para Franchi”. Alguém soprou no meu ouvido que Franchi era o líder de um dos grupos clandestinos mais poderosos da Itália do Norte, um homem de coragem legendária. Franchi tornou-se o meu herói. Franchi (cujo verdadeiro nome era Edgardo Sogno) era um monarquista tão anticomunista que, depois da guerra, se uniu a um grupo de extrema direita e foi até acusado de ter participado de um golpe de Estado reacionário. Mas que importa? Sogno ainda é o sonho da minha infância. A liberação foi um empreendimento comum de gente das mais diversas cores.

    Hoje na Itália tem gente que diz que a guerra de liberação foi um trágico período de divisão, e que precisamos agora de uma reconciliação nacional. A recordação daqueles anos terríveis deveria ser reprimida. Mas a repressão provoca neuroses. Se a reconciliação significa compaixão e respeito por todos aqueles que lutaram sua guerra de boa-fé, perdoar não significa esquecer. Posso até admitir que Eichmann acreditava sinceramente em sua missão, mas não posso dizer: “Ok, volte e faça tudo de novo”. Estamos aqui para recordar o que aconteceu e para declarar solenemente que “eles” não podem repetir o que fizeram.

    Mas quem são “eles”?

    Se pensamos ainda nos governos totalitários que dominaram a Europa antes da Segunda Guerra Mundial, podemos dizer com tranquilidade que seria muito difícil que eles retornassem sob a mesma forma, em circunstâncias históricas diversas. Se o fascismo de Mussolini baseava-se na ideia de um líder carismático, no corporativismo, na utopia do “destino fatal de Roma”, em uma vontade imperialista de conquistar novas terras, em um nacionalismo exacerbado, no ideal de uma nação inteira arregimentada sob a camisa negra, na recusa da democracia parlamentar, no anti-semitismo, então não tenho dificuldade para admitir que a Aliança Nacional, nascida do MSI (Movimento Social e Italiano), é certamente um partido de direita, mas tem muito pouco a ver com o velho fascismo. Pelas mesmas razões, mesmo preocupado com os vários movimentos neonazistas ativos aqui e ali na Europa, inclusive na Rússia, não penso que o nazismo, e sua forma original, esteja ressurgindo como movimento capaz de mobilizar uma nação inteira.

    Todavia, embora os regimes políticos possam ser derrubados e as ideologias criticadas e destituídas de sua legitimidade, por trás de um regime e de sua ideologia há sempre um modo de pensar e de sentir, uma série de hábitos culturais, uma nebulosa de instintos obscuros e de pulsões insondáveis. Há, então, um outro fantasma que ronda a Europa (para não falar de outras partes do mundo)?

    Ionesco disse certa vez que “somente as palavras contam, o resto é falatório”. Os hábitos linguísticos são muitas vezes sintomas importantes de sentimentos não expressos.

    Portanto, permitam-me perguntar por que não somente a Resistência mas toda a Segunda Guerra Mundial foram definidas em todo o mundo com uma luta contra o fascismo. Se relerem “Por quem os sinos dobram”, de Hemingway, vão descobrir que Robert Jordan identifica seus inimigos com os fascistas, mesmo quando está pensando nos falangistas espanhóis.

    Permitam-me passar a palavra a Franklin Delano Roosevelt: “A vitória do povo americano e de seus aliados será uma vitória contra o fascismo e o beco sem saída que ele representa” (23 de setembro de 1944).

    Durante os anos de McCarthy, os norte-americanos que tinham participado da guerra civil espanhola eram chamados de “fascistas prematuros” — entendendo com isso que combater Hitler nos anos 1940 era um dever moral de todo bom norte-americano, mas combater Franco cedo demais, nos anos 1930, era suspeito. Por que uma expressão como “fascist pig” era usada pelos radicais norte-americanos até para indicar um policial que não aprovava os que fumavam? Por que não diziam: “Porco Caugolard”, “Porco Falangista”, “Porco Quisling”, “Porco croata”, “Porco Ante Pavelic”, “Porco nazista”?

    Mein Kampf é o manifesto completo de um programa político. O nazismo tinha uma teoria do racismo e do arianismo, uma noção precisa de entartete Kunst, a “arte degenerada”, uma filosofia da vontade de potência e da Übermensch. O nazismo era decididamente anticristão e neopagão, da mesma maneira que o Diamat (versão oficial do marxismo soviético) de Stalin era claramente materialista e ateu. Se como totalitarismo entende-se um regime que subordina qualquer ato individual ao Estado e sua ideologia, então nazismo e estalinismo eram regimes totalitários. Hitler e Mussolini em Munique, em 1940.

    O fascismo foi certamente uma ditadura, mas não era completamente totalitário, nem tanto por sua brandura quanto pela debilidade filosófica de sua ideologia. Ao contrário do que se pensa comumente, o fascismo italiano não tinha uma filosofia própria. O artigo sobre o fascismo assinado por Mussolini para a Enciclopédia Treccani foi escrito ou inspirou-se fundamentalmente em Giovanni Gentile, mas refletia uma noção hegeliana tardia do “Estado ético absoluto”, que Mussolini nunca realizou completamente. Mussolini não tinha qualquer filosofia: tinha apenas uma retórica.

    Começou como ateu militante, para depois firmar a concordata com a Igreja e confraternizar com os bispos que benziam os galhardetes fascistas. Em seus primeiros anos anticlericais, segundo uma lenda plausível, pediu certa vez a Deus que o fulminasse ali mesmo para provar sua existência. Deus estava, evidentemente, distraído. Nos anos seguintes, em seus discursos, Mussolini citava sempre o nome de Deus e não desdenhava o epíteto: “homem da Providência”. Pode-se dizer que o fascismo italiano foi a primeira ditadura de direita que dominou um país europeu e que, em seguida, todos os movimentos análogos encontraram uma espécie de arquétipo comum no regime de Mussolini.

    O fascismo italiano foi o primeiro a criar uma liturgia militar, um folclore e até mesmo um modo de vestir-se — conseguindo mais sucesso no exterior que Armani, Benetton ou Versace. Foi somente nos anos 1930 que surgiram movimentos fascistas na Inglaterra, com Mosley, e na Letônia, Estônia, Lituânia, Polônia, Hungria, Romênia, Bulgária, Grécia, Iugoslávia, Espanha, Portugal, Noruega e até na América do Sul, para não falar da Alemanha. Foi o fascismo italiano que convenceu muitos líderes liberais europeus de que o novo regime estava realizando interessantes reformas sociais, capazes de fornecer uma alternativa moderadamente revolucionária à ameaça comunista.

    Todavia, a prioridade histórica não me parece ser uma razão suficiente para explicar por que a palavra “fascismo” tornou-se uma sinédoque, uma denominação pars pro toto para movimentos totalitários diversos. Não adianta dizer que o fascismo continha em si todos os elementos dos totalitarismos sucessivos, por assim dizer, em “estado quintessencial”. Ao contrário, o fascismo não possuía nenhuma quintessência e sequer uma só essência. O fascismo era um totalitarismo fuzzy[1]. O fascismo não era uma ideologia monolítica, mas antes uma colagem de diversas ideais políticas e filosóficas, uma colmeia de contradições. É possível conceber um movimento totalitário que consiga juntar monarquia e revolução, exército real e milícia pessoal de Mussolini, os privilégios concedidos à Igreja e uma educação estatal que exaltava a violência e o livre mercado?

    O partido fascista nasceu proclamando sua nova ordem revolucionária, mas era financiado pelos proprietários de terras mais conservadores, que esperavam uma contrarrevolução. O fascismo do começo era republicano e sobreviveu durante vinte anos proclamando sua lealdade à família real, permitindo que um “duce” puxasse as cordinhas de um “rei”, a quem ofereceu até o título de “imperador”. Mas quando, em 1943, o rei despediu Mussolini, o partido reapareceu dois meses depois, com a ajuda dos alemães, sob a bandeira de uma república “social”, reciclando sua velha partitura revolucionária, enriquecida de acentuações quase jacobinas.

    Existiu apenas uma arquitetura nazista, apenas uma arte nazista. Se o arquiteto nazista era Albert Speer, não havia lugar para Mies van der Rohe. Da mesma maneira, sob Stalin, se Lamarck tinha razão, não havia lugar para Darwin. Ao contrário, existiram certamente arquitetos fascistas, mas ao lado de seus pseudocoliseus surgiram também os novos edifícios inspirados no moderno racionalismo de Gropius.

    Não houve um Zdanov fascista. Na Itália existiam dois importantes prêmios artísticos: o Prêmio Cremona era controlado por um fascista inculto e fanático como Farinacci, que encorajava uma arte propagandista (recordo-me de quadros intitulados Ascoltando all radio un discorso del Duce ou Stati mentali creati dal Fascismo); e o Prêmio Bergamo, patrocinado por um fascista culto e razoavelmente tolerante como Bottai, que protegia a arte pela arte e as novas experiências da arte de vanguarda que, na Alemanha, haviam sido banidas como corruptas, criptocomunistas, contrárias ao Kitsch nibelúngico, o único aceito.

    O poeta nacional era D’Annunzio, um dândi que na Alemanha ou na Rússia teria sido colocado diante de um pelotão de fuzilamento. Foi alçado à categoria de vate do regime pro seu nacionalismo e seu culto do heroísmo — com o acréscimo de grandes doses de decadentismo francês.

    Tomemos o futurismo. Deveria ter sido considerado um exemplo de entartete Kunst, assim como o expressionismo, o cubismo, o surrealismo. Mas os primeiros futuristas italianos eram nacionalistas, favoreciam por motivos estéticos a participação da Itália na Primeira Guerra Mundial, celebravam a velocidade, a violência, o risco e, de certa maneira, estes aspectos pareciam próximos ao culto fascista da juventude. Quando o fascismo identificou-se com o império romano e redescobriu as tradições rurais, Marinetti (que proclamava que um automóvel era mais belo que a Vitória de Samotrácia e queria inclusive matar o luar) foi nomeado membro da Accademia d’Italia, que tratava o luar com grande respeito.

    Muitos dos futuros membros da Resistência, e dos futuros intelectuais do futuro Partido Comunista, foram educados no GUF, a associação fascista dos estudantes universitários, que deveria ser o berço da nova cultura fascista. Esses clubes tornaram-se uma espécie de caldeirão intelectual em que circulavam novas ideias sem nenhum controle ideológico real, não tanto porque os homens de partido fossem tolerantes, mas porque poucos entre eles possuíam os instrumentos intelectuais para controlá-los.

    No curso daqueles vinte anos, a poesia dos herméticos representou uma reação ao estilo pomposo do regime: a estes poetas era permitido elaborar seus protestos literários dentro da torre de marfim. O sentimento dos herméticos era exatamente o contrário do culto fascista do otimismo e do heroísmo. O regime tolerava esta distensão evidente, embora socialmente imperceptível, porque não prestava atenção suficiente ao um jargão tão obscuro.

    O que não significa que o fascismo italiano fosse tolerante. Gramsci foi mantido na prisão até a morte, Matteotti e os irmãos Rosselli foram assassinados, a liberdade de imprensa suspensa, os sindicatos desmantelados, os dissidentes políticos confinados em ilhas remotas, o poder legislativo tornou-se pura ficção e o executivo (que controlava o judiciário, assim como a mídia) emanava diretamente as novas leis, entre as quais a da defesa da raça (apoio formal italiano ao Holocausto).

    A imagem incoerente que descrevi não era devida à tolerância: era um exemplo de desconjuntamento político e ideológico. Mas era um “desconjuntamento ordenado”, uma confusão estruturada. O fascismo não tinha bases filosóficas, mas do ponto de vista emocional era firmemente articulado a alguns arquétipos.

    Chegamos agora ao segundo ponto de minha tese. Existiu apenas um nazismo, e não podemos chamar de “nazismo” o falangismo hipercatólico de Franco, pois o nazismo é fundamentalmente pagão, politeísta e anticristão, ou não é nazismo. Ao contrário, pode-se jogar com o fascismo de muitas maneiras, e o nome do jogo não muda. Acontece com a noção de “fascismo” aquilo que, segundo Wittgenstein, acontece com a noção de “jogo”. Um jogo pode ser ou não competitivo, pode envolver uma ou mais pessoas, pode exigir alguma habilidade particular ou nenhuma, pode envolver dinheiro ou não. Os jogos são uma série de atividades diversas que apresentam apenas alguma “semelhança de família”:

    1 – 2 – 3 – 4

    abc bcd cde def

    Suponhamos que exista uma série de grupos políticos. O grupo 1 é caracterizado pelos aspectos abc, o grupo 2, pelos aspectos bcd e assim por diante. 2 é semelhante a 1 na medida em que têm dois aspectos em comum. 3 é semelhante a 2 e 4 e é semelhante a 1 (têm em comum o aspecto c). O caso mais curioso é dado pelo 4, obviamente semelhante a 3 e a 2, mas sem nenhuma característica em comum com 1. Contudo, em virtude da ininterrupta série de decrescentes similaridades entre 1 e 4, permanece, por uma espécie de transitoriedade ilusória, um ar de família entre 4 e 1.

    O termo “fascismo” adapta-se a tudo porque é possível eliminar de um regime fascista um ou mais aspectos, e ele continuará sempre a ser reconhecido como fascista. Tirem do fascismo o imperialismo e teremos Franco ou Salazar; tirem o colonialismo e teremos o fascismo balcânico. Acrescentem ao fascismo italiano um anticapitalismo radical (que nunca fascinou Mussolini) e teremos Ezra Pound. Acrescentem o culto da mitologia céltica e o misticismo do Graal (completamente estranho ao fascismo oficial) e teremos um dos mais respeitados gurus fascistas, Julios Evola.

    A despeito dessa confusão, considero possível indicar uma lista de características típicas daquilo que eu gostaria de chamar de “Ur-Fascismo”, ou “fascismo eterno”. Tais características não podem ser reunidas em um sistema; muitas se contradizem entre si e são típicas de outras formas de despotismo ou fanatismo. Mas é suficiente que uma delas se apresente para fazer com que se forme uma nebulosa fascista.

    1. A primeira característica de um Ur-Fascismo é o culto da tradição. O tradicionalismo é mais velho que o fascismo. Não somente foi típico do pensamento contra reformista católico depois da Revolução Francesa, mas nasceu no final da idade helenística como uma reação ao racionalismo grego clássico. Na bacia do Mediterrâneo, povos de religiões diversas (todas aceitas com indulgência pelo Panteon romano) começaram a sonhar com uma revelação recebida na aurora da história humana. Essa revelação permaneceu longo tempo escondida sob o véu de línguas então esquecidas. Havia sido confiada aos hieróglifos egípcios, às runas dos celtas, aos textos sacros, ainda desconhecidos, das religiões asiáticas. Essa nova cultura tinha que ser sincretista. “Sincretismo” não é somente, como indicam os dicionários, a combinação de formas diversas de crenças ou práticas. Uma combinação assim deve tolerar contradições. Todas as mensagens originais contêm um germe de sabedoria e, quando parecem dizer coisas diferentes ou incompatíveis, é apenas porque todas aludem, alegoricamente, a alguma verdade primitiva. Como consequência, não pode existir avanço do saber. A verdade já foi anunciada de uma vez por todas, e só podemos continuar a interpretar sua obscura mensagem. É suficiente observar o ideário de qualquer movimento fascista para encontrar os principais pensadores tradicionalistas. A gnose nazista nutria-se de elementos tradicionalistas, sincretistas ocultos. A mais importante fonte teórica da nova direita italiana Julius Evola, misturava o Graal com os Protocolos dos Sábios de Sião, a alquimia com o Sacro Império Romano. O próprio fato de que, para demonstrar sua abertura mental, a direita italiana tenha recentemente ampliado seu ideário juntando De Maistre, Guenon e Gramsci é uma prova evidente de sincretismo. Se remexerem nas prateleiras que nas livrarias americanas trazem a indicação “New Age”, irão encontrar até mesmo Santo Agostinho e, que eu saiba, ele não era fascista. Mas o próprio fato de juntar Santo Agostinho e Stonehenge, isto é um sintoma de Ur-Fascismo.

    2. O tradicionalismo implica a recusa da modernidade. Tanto os fascistas como os nazistas adoravam a tecnologia, enquanto os tradicionalistas em geral recusam a tecnologia como negação dos valores espirituais tradicionais. Contudo, embora o nazismo tivesse orgulho de seus sucessos industriais, seu elogio da modernidade era apenas o aspecto superficial de uma ideologia baseada no “sangue” e na “terra” (Blut und Boden). A recusa do mundo moderno era camuflada como condenação do modo de vida capitalista, mas referia-se principalmente à rejeição do espírito de 1789 (ou 1776, obviamente). O iluminismo, a idade da Razão eram vistos como o início da depravação moderna. Nesse sentido, o Ur-Fascismo pode ser definido como “irracionalismo”.

    3. O irracionalismo depende também do culto da ação pela ação. A ação é bela em si, portanto, deve ser realizada antes de e sem nenhuma reflexão. Pensar é uma forma de castração. Por isso, a cultura é suspeita na medida em que é identificada com atitudes críticas. Da declaração atribuída a Goebbels (“Quando ouço falar em cultura, pego logo a pistola”) ao uso frequente de expressões como “Porcos intelectuais”, “Cabeças ocas”, “Esnobes radicais”, “As universidades são um ninho de comunistas”, a suspeita em relação ao mundo intelectual sempre foi um sintoma de Ur-Fascismo. Os intelectuais fascistas oficiais estavam empenhados principalmente em acusar a cultura moderna e a inteligência liberal de abandono dos valores tradicionais.

    4. Nenhuma forma de sincretismo pode aceitar críticas. O espírito crítico opera distinções, e distinguir é um sinal de modernidade. Na cultura moderna, a comunidade científica percebe o desacordo como instrumento de avanço dos conhecimentos. Para o Ur-Fascismo, o desacordo é traição.

    5. O desacordo é, além disso, um sinal de diversidade. O Ur-Fascismo cresce e busca o consenso desfrutando e exacerbando o natural medo da diferença. O primeiro apelo de um movimento fascista ou que está se tornando fascista é contra os intrusos. O Ur-Fascismo é, portanto, racista por definição.

    6. O Ur-Fascismo provém da frustração individual ou social. O que explica por que uma das características dos fascismos históricos tem sido o apelo às classes médias frustradas, desvalorizadas por alguma crise econômica ou humilhação política, assustadas pela pressão dos grupos sociais subalternos. Em nosso tempo, em que os velhos “proletários” estão se transformando em pequena burguesia (e o lumpesinato se auto exclui da cena política), o fascismo encontrará nessa nova maioria seu auditório.

    7. Para os que se vêem privados de qualquer identidade social, o Ur-Fascismo diz que seu único privilégio é o mais comum de todos: ter nascido em um mesmo país. Esta é a origem do “nacionalismo”. Além disso, os únicos que podem fornecer uma identidade às nações são os inimigos. Assim, na raiz da psicologia Ur-Fascista está a obsessão do complô, possivelmente internacional. Os seguidores têm que se sentir sitiados. O modo mais fácil de fazer emergir um complô é fazer apelo à xenofobia. Mas o complô tem que vir também do interior: os judeus são, em geral, o melhor objetivo porque oferecem a vantagem de estar, ao mesmo tempo, dentro e fora. Na América, o último exemplo de obsessão pelo complô foi o livro The New World Order, de Pat Robertson.

    8. Os adeptos devem sentir-se humilhados pela riqueza ostensiva e pela força do inimigo. Quando eu era criança ensinavam-me que os ingleses eram o “povo das cinco refeições”: comiam mais frequentemente que os italianos, pobres mas sóbrios. Os judeus são ricos e ajudam-se uns aos outros graças a uma rede secreta de mútua assistência. Os adeptos devem, contudo, estar convencidos de que podem derrotar o inimigo. Assim, graças a um contínuo deslocamento de registro retórico, os inimigos são, ao mesmo tempo, fortes demais e fracos demais. Os fascismos estão condenados a perder suas guerras, pois são constitutivamente incapazes de avaliar com objetividade a força do inimigo.

    9. Para o Ur-Fascismo não há luta pela vida, mas antes “vida para a luta”. Logo, o pacifismo é conluio com o inimigo; o pacifismo é mau porque a vida é uma guerra permanente. Contudo, isso traz consigo um complexo de Armagedon: a partir do momento em que os inimigos podem e devem ser derrotados, tem que haver uma batalha final e, em seguida, o movimento assumirá o controle do mundo. Uma solução final semelhante implica uma sucessiva era de paz, uma idade de Ouro que contestaria o princípio da guerra permanente. Nenhum líder fascista conseguiu resolver essa contradição.

    10. O elitismo é um aspecto típico de qualquer ideologia reacionária, enquanto fundamentalmente aristocrática. No curso da história, todos os elitismos aristocráticos e militaristas implicaram o desprezo pelos fracos. O Ur-Fascismo não pode deixar de pregar um “elitismo popular”. Todos os cidadãos pertencem ao melhor povo do mundo, os membros do partido são os melhores cidadãos, todo cidadão pode (ou deve) tornar-se membro do partido. Mas patrícios não podem existir sem plebeus. O líder, que sabem muito em que seu poder não foi obtido por delegação, mas conquistado pela força, sabe também que sua força baseia-se na debilidade das massas, tão fracas que têm necessidade e merecem um “dominador”. No momento em que o grupo é organizado hierarquicamente (segundo um modelo militar), qualquer líder subordinado despreza seus subalternos e cada um deles despreza, por sua vez, os seus subordinados. Tudo isso reforça o sentido de elitismo de massa.

    11. Nesta perspectiva, cada um é educado para tornar-se um herói. Em qualquer mitologia, o “herói” é um ser excepcional, mas na ideologia Ur-Fascista o heroísmo é a norma. Este culto do heroísmo é estreitamente ligado ao culto da morte: não é por acaso que o mote dos falangistas era: “Viva la muerte!” À gente normal diz-se que a morte é desagradável, mas é preciso enfrentá-la com dignidade; aos crentes, diz-se que é um modo doloroso de atingir a felicidade sobrenatural. O herói Ur-Fascista, ao contrário, aspira à morte, anunciada como a melhor recompensa para uma vida heroica. O herói Ur-Fascista espera impacientemente pela morte. E sua impaciência, é preciso ressaltar, consegue na maior parte das vezes levar os outros à morte.

    12. Como tanto a guerra permanente como o heroísmo são jogos difíceis de jogar, o Ur-Fascista transfere sua vontade de poder para questões sexuais. Esta é a origem do machismo (que implica desdém pelas mulheres e uma condenação intolerante de hábitos sexuais não-conformistas, da castidade à homossexualidade). Como o sexo também é um jogo difícil de jogar, o herói Ur-Fascista joga com as armas, que são seu Ersatz fálico: seus jogos de guerra são devidos a uma inveja pênis permanente.

    13. O Ur-Fascismo baseia-se em um “populismo qualitativo”. Em uma democracia, os cidadãos gozam de direitos individuais, mas o conjunto de cidadãos só é dotado de impacto político do ponto de vista quantitativo (as decisões da maioria são acatadas). Para o Ur-Fascismo os indivíduos enquanto indivíduos não têm direitos e “o povo” é concebido como uma qualidade, uma entidade monolítica que exprime “a vontade comum”. Como nenhuma quantidade de seres humanos pode ter uma vontade comum, o líder apresenta-se como seu intérprete. Tendo perdido seu poder de delegar, os cidadãos não agem, são chamados apenas pars pro toto, para assumir o papel de povo. O povo é, assim, apenas uma ficção teatral. Para ter um bom exemplo de populismo qualitativo, não precisamos mais da Piazza Venezia ou do estádio de Nuremberg. Em nosso futuro desenha-se um populismo qualitativo TV ou internet, no qual a resposta emocional de um grupo selecionado de cidadãos pode ser apresentada e aceita como a “voz do povo”. Em virtude de seu populismo qualitativo, o Ur-Fascismo deve opor-se aos “pútridos” governos parlamentares. Uma das primeiras frases pronunciadas por Mussolini no Parlamento italiano foi:“Eu poderia ter transformado esta assembleia surda e cinza em um acampamento para meus regimentos”. De fato, ele logo encontrou alojamento melhor para seus regimentos e pouco depois liquidou o Parlamento. Cada vez que um político põe em dúvida a legitimidade do Parlamento por não representar mais a “voz do povo”, pode-se sentir o cheiro de Ur-Fascismo.

    14. O Ur-Fascismo fala a “novilíngua”. A “novilíngua” foi inventada por Orwell em 1984, como língua oficial do Ingsoc, o Socialismo Inglês, mas certos elementos de Ur-Fascismo são comuns a diversas formas de ditadura. Todos os textos escolares nazistas ou fascistas baseavam-se em um léxico pobre e em uma sintaxe elementar, com o fim de limitar os instrumentos para um raciocínio complexo e crítico. Devemos, porém estar prontos a identificar outras formas de novilíngua, mesmo quando tomam a forma inocente de um talk-show popular.

    Depois de indicar os arquétipos possíveis do Ur-Fascismo, permitam-me concluir. Na manhã de 27 de julho de 1943 foi-me dito que, segundo informações lidas na rádio, o fascismo havia caído e Mussolini tinha sido feito prisioneiro. Minha mãe mandou-me comprar o jornal. Fui ao jornaleiro mais próximo e vi que os jornais estavam lá, mas os nomes eram diferentes. Além disso, depois de uma breve olhada nos títulos, percebi que cada jornal dizia coisas diferentes. Comprei um, ao acaso, e li uma mensagem impressa na primeira página, assinada por cinco ou seis partidos políticos como Democracia Cristã, Partido Comunista, Partido Socialista, Partido de Ação, Partido Liberal. Até aquele momento pensei que só existisse um partido em todas as cidades e que na Itália só existisse, portanto, o Partido Nacional Fascista.

    Eu estava descobrindo que, no meu país, podiam existir diversos partidos ao mesmo tempo. E não só isso: como eu era um garoto esperto, logo me dei conta de que era impossível que tantos partidos tivessem aparecido de um dia para o outro. Entendi assim que eles já existiam como organizações clandestinas.

    A mensagem celebrava o fim da ditadura e o retorno à liberdade: liberdade de palavra, de imprensa, de associação política. Estas palavras, “liberdade”, “ditadura” — Deus meu —, era a primeira vez em toda a minha vida que eu as lia. Em virtude dessas novas palavras renasci como homem livre ocidental.

    Devemos ficar atentos para que o sentido dessas palavras não seja esquecido de novo. O Ur-Fascismo ainda está ao nosso redor, às vezes em trajes civis. Seria muito confortável para nós se alguém surgisse na boca de cena do mundo para dizer: “Quero reabrir Auschwitz, quero que os camisas-negras desfilem outra vez pelas praças italianas!”. Ai de mim, a vida não é fácil assim! O Ur-Fascismo pode voltar sob as vestes mais inocentes. Nosso dever é desmascará-lo e apontar o indicador para cada uma de suas novas formas — a cada dia, em cada lugar do mundo. Cito ainda as palavras de Roosevelt: “Ouso dizer que, se a democracia americana parasse de progredir como uma força viva, buscando dia e noite melhorar, por meios pacíficos, as condições de nossos cidadãos, a força do fascismo cresceria em nosso país” (4 de novembro de 1938). Liberdade, liberação são uma tarefa que não acaba nunca. Que seja este o nosso mote: “Não esqueçam”.

    E permitam-me acabar com uma poesia de Franco Fortini:

    Sulla spalletta del ponte Le teste degli impiccati Nell’acqua della fonte La bava degli impiccati Sul lastrico del mercato Le unghie dei fucilati Sull’erba secca del prato I denti dei fucilati Mordere l’aria mordere i sassi La nostra carne non à più d’uomini Mordere l’aria mordere i sassi Il nostro cuore non à più d’uomini. Ma noi s’è letto negli occhi dei morti E sulla terra faremo libertà Ma l’hanno stretta i pugni dei morti La giustizia che si farà.

    Na amurada da ponte A cabeça dos enforcados Na água da fonte A baba dos enforcados No calçamento do mercado As unhas dos fuzilados Sobre a grama seca do prado Os dentes dos fuzilados Morder o ar morder as pedras Nossa carne não é mais de homens Morder o ar morder as pedras Nosso coração não é mais de homens Mas lemos nos olhos dos mortos E sobre a terra a liberdade havemos de fazer Mas estreitaram-na nos punhos os mortos A justiça que se há de fazer.

    Umberto Eco, O Fascismo Eterno, in: Cinco Escritos Morais, Tradução: Eliana Aguiar, Editora Record, Rio de Janeiro, 2002.

    [1] Usado atualmente em lógica para designar conjuntos “esfumados”, de contornos imprecisos, o termo fuzzy poderia ser traduzido como “esfumado”, “confuso”, “impreciso”, “desfocado”.

    http://operamundi.uol.com.br/conteudo/samuel/43281/umberto+eco+14+licoes+para+identificar+o+neo-fascismo+e+o+fascismo+eterno.shtml

  3. Gilberto Cruvinel

    27 de fevereiro de 2016 7:12 am

    Lima Barreto

     

    “A luz se lhe fez no pensamento… Aquela rede de leis, de posturas, de códigos e preceitos, nas mãos desses regulotes, de tais caciques, se transformava em potro, em polé, em instrumentos de suplícios para torturar os inimigos, oprimir as populações, crestar-lhes a iniciativa e a independência, abatendo-as e desmoralizando-as”.

    Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo Quaresma, p. 125

  4. SergioMedeirosR

    27 de fevereiro de 2016 7:13 am

    O inimigo oculto e um antídoto chamado pacto social

    O inimigo oculto e um antídoto chamado pacto social

    Em épocas pretéritas se falava em pacto social, e isso nunca se concretizava, pois as forças produtivas nacionais e os trabalhadores estavam em lados opostos.

    Agora estamos, trabalhadores e empresários nacionais, sob fogo cerrado.

    É chegada a hora, ou há uma união inédita que se contraponha a esta tentativa de nos roubarem o país, ou não haverá nada a ser partilhado, nem pão, nem terra, nem país, nem dignidade, nem nada.

    Breves considerações.

    Quando Lula estabeleceu a estratégia lulinha paz e amor, seus adversários que também eram, em parte, seus parceiros, eram as grandes empresas brasileiras, representativas do capital produtivo, que lograra se fazer poder numa aliança com a classe trabalhadora representada por seu líder.

    Estas grandes empresas nacionais, apesar de sua contrariedade com a priorização do projeto social, entenderam a necessidade da efetivação de um acordo nos moldes em que proposto, pois precisavam que a calma e a tranquilidade voltassem ao mercado (ao seu mercado), para assim poderem desenvolver suas atividades e seus planos de expansão, num cenário em que se estavam estabelecendo novas correlações de força e entabulados inéditos acordos políticos.

    Eis, em breves linhas, a explicação do acerto daquela estratégia frente a conjuntura então delineada.

    Feitas estas considerações e, nos transportando para o atual cenário, Pergunta-se? Porque esta mesma estratégia resulta totalmente inexitosa em sua tentativa de pacificação, na atual cena politico econômica.

    A  resposta é simples.

    No caso, a  briga é outra e outros são os personagens, com o devido reparo que, ao que parece, ainda não há uma clara compreensão desta situação, nem por parte do governo nem pelos demais componentes do setor produtivo, trabalhadores e empresários.

    Trata-se de coisa simples, no atual cenário o adversário (aparentemente oculto) não quer paz nem tranquilidade, portanto, não adianta Dilma apostar nessa estratégia.

    Explico.

    É que, desta vez é o capital rentista internacional que esta promovendo a desestabilização interna (inimigo, em tese, oculto), para que se desajuste o setor produtivo nacional e que se acirre a contraposição capital trabalho.

    Para atingir seus objetivos, além de incentivar e promover, através de setores (político-midiáticos) comprometidos com sua estratégia, uma crescente desestabilização social, interessa  a este grupo econômico que primeiro haja uma grande depreciação no valor das empresas nacionais, bem como a retirada do mercado de setores internos com suficiente poder econômico para competirem com os produtos das empresas por eles controladas.

    Assim, se eles obtiverem sucesso, logo veremos as nossas empresas serem vendidas a preços irrisórios e assistiremos as gigantes americanas da construção civil e do setor petrolífero, aterrissarem em nosso país, tomando conta do mercado bilionário da construção pesada e da extração de nossas riquezas naturais.

    E, que não se enganem os liberais de plantão, apoiando este verdadeiro saque que se esta tentando fazer no patrimônio nacional, pois ninguém esta a salvo de tais predadores.

    Percam as ilusões, nenhum setor será poupado, nem a grande indústria, nem os conglomerados educacionais, de comunicação e serviços, e, por óbvio, menos ainda, o mais rentável , o setor financeiro nacional  e agroindústria.

    Os grandes  bancos que se preparem, a prosseguir esta estratégia de terra arrasada em relação as forças produtivas nacionais,  eles serão os próximos, logo depois dos setores da indústria pesada.

    O BTG Pactual, não foi um mero recado, foi um teste e, ao mesmo tempo uma confirmação, não há nenhum empresário grande o suficiente que não possa ser atingido de forma letal em sua atividade econômica.

    Neste ponto, chegamos a uma imponderável  encruzilhada.

    Por paradoxal que seja, nas atuais circunstancias, novamente é posta a necessidade da união deste setor empresarial ameaçado, com o governo que ai esta, à semelhança de 2002 e 2006..

    E o motivo é simples.

    A aliança selada entre a oposição golpista de Aécio Serra Alckmin e outros tucanos e demos, com a referida estratégia expropriatória externa, esta escancarada.

    Resta fechada, portanto, esta saída ao setor produtivo nacional.

    Por outro lado, ainda que sejam grandes as críticas a este governo, eles sabem que a proposta desenvolvimentista nacional ainda esta mantida, não há surpresas, sendo a tônica a conciliação, e a coalizão a regra, fatos estes que permitiram que houvesse uma certa simbiose e êxito, na conjunção entre um capital extremamente ambicioso  com um governo alinhado à uma tendência de bem estar social.

    A descoberta do pré-sal e suas imensas potencialidades, num setor estratégico  que move trilhões de dólares, quebrou este pacto.

    E, a quebra deste acordo com o governo, por parte deste setor empresarial, e sua aliança com o capitalismo produtivo e rentista norte americano, foi o maior erro a que a grande indústria nacional poderia ter incorrido.

    Não compreenderam que com estes novos negociadores, não haviam regras nem acordos a serem respeitados e, assim que foram usados, no momento seguinte foram descartados e, agora estão sendo destruídos.

    Descobriram que, quem controla a mídia, controla o grande cenário, mas, tardiamente se deram conta que não estavam mais no controle.

    Aliás, a grande mídia, na busca do controle absoluto, ao se ver, ainda que minimamente ameaçada pelos pequenos blogs na internet, não hesita em usar toda sua força de coerção para anular estes pequenos baluartes de resistência à suas pretensões monopolistas e hegemônicas.

    Pois bem.

    Ainda que possa haver pequenas variações, o cenário, em linhas gerais, é este.

    Com efeito, isto, a princípio é algo que nos traz sentimentos de quase impotência, para enfrentarmos com êxito esta formidável máquina de moer toda forma de oposição ao seu poder que se pretende absoluto.

    O cerco esta se fechando, e a semelhança da trilogia Senhor dos Anéis, a era dos homens pode estar chegando ao seu término.

    Mas, antes que desça esta negra cortina sobre nosso mundo, talvez tenhamos forças para um último embate, mas isso não pode ser feito somente por um grupo senão por toda a coletividade.

    Sabemos também, que uma eventual saída somente se dará através de um efetivo enfrentamento destas forças, que tem a mídia por seu braço mais robusto.

    Desta forma, o governo, os trabalhadores e o empresariado nacional, de forma conjunta, primeiro precisam dar nome aos bois, para que todos saibam quem é o verdadeiro inimigo, quem lhe protege, e a quem interessa o atual desmonte das grandes empresas brasileiras.

    Deve ficar absolutamente claro que é o capital rentista internacional e suas grandes empresas transnacionais, em conluio com políticos entreguistas e setores definidos da elite econômica e midiática, que buscam se apropriar do setor produtivo nacional, sendo que, para isso, não hesitarão em usar todo seu dinheiro falso e seus executivos, políticos e mercenários, pagos com moedas de Judas.

    Esse é o inimigo a ser derrotado.  

    Mas, neste movimento, queira ou não, o governo, o PT, o PC do B e as demais forças progressistas, vão precisar defender, não só as empresas estatais, mas também as empresas nacionais privadas e suas conquistas, pois elas também são parte indissociável do progresso social e econômico alcançado nestes últimos anos…  são igualmente responsáveis pela melhora na vida da parcela pobre da população brasileira e estão igualmente sob ataque neste momento.

    Faço um novo parenteses.

    Entendam, neste momento o que podemos buscar é um estado do bem estar, não uma nova experiência socialista, cuja tentativa, vã, na atual conjuntura, seria feita sob uma tragédia social e humanitária sem precedentes.

    Em épocas pretéritas se falava em pacto social, e isso nunca se concretizava, pois as forças produtivas nacionais e os trabalhadores estavam em lados opostos.

    Agora estamos, trabalhadores e empresários nacionais, sob fogo cerrado.

    É chegada a hora, ou há uma união inédita que se contraponha a esta tentativa de nos roubarem o país, ou não haverá nada a ser partilhado, nem pão, nem terra, nem país, nem dignidade, nem nada.

     

  5. anarquista sério

    27 de fevereiro de 2016 9:00 am

    (Sem título)

    36 anos do PT (Foto: Arquivo Google) | 36 anos do PT (Foto: Arquivo Google)

  6. anarquista sério

    27 de fevereiro de 2016 9:48 am

     
    Foto de Celso Dossi.

     

  7. anarquista sério

    27 de fevereiro de 2016 9:49 am

     
    Foto de Sergio Carneiro Correa.

     

  8. anarquista sério

    27 de fevereiro de 2016 9:58 am

     
    Foto de Humberto Laudares.

     

  9. Assis Ribeiro

    27 de fevereiro de 2016 11:15 am

    O Profeta, Khalil Gibran
    O Profeta

    Khalil Gibran é um desses mestres da sabedoria que ensinam a arte de viver pela conquista da paz Interior nutrida na contemplação da beleza. O seu convívio intelectual apazigua as dúvidas do coração, alimenta a fé na sua superioridade espiritual do homem, num estilo ao mesmo tempo cheio de vida e simplicidade, cuja fonte é a natureza em suas aspirações mais límpidas e amáveis.

    “O Profeta”, publicado em 1923, é um livro estranhamente místico no ambiente pragmático e mecanizado dos Estados Unidos.

    Embora o livro seja relatado por Al Mustafa na praça do mercado, temos a impressão, ao escutá-lo, de passear com ele nas florestas e nos prados, porque ele apresenta sempre suas ideias sobre a forma de cenas da Natureza e dos trabalhos nos campos.
    E esse retorno simultâneo à Natureza e aos assuntos básicos da Vida seduziu o leitor moderno pelo efeito do contraste.
    Gibran abriu a barragem atrás da qual se acumulava nossa nostalgia inconsciente de outro tempo e outra vida.

    No fundo, somos todos lavradores, e todos amamos os vinhedos. E nas pastagens de nossa memória, há um pastor, e um rebanho, e a ovelha perdida.

    A beleza das ideias sobre os filhos, a dádiva, a religião, o prazer, o amor, o trabalho, a liberdade, a morte, é igualada pela beleza das imagens e das parábolas com que ele as reveste.

    ” Ide, pois, aos vossos campos e pomares, e lá aprendereis que o prazer da abelha é sugar o mel da flor. Mas que o prazer da flor é entregar o mel à abelha”.

    Disse Gibran ao escrever o livro:
    “Ajuda – me, ó Deus, a exprimir neste livro Tua Verdade envolta em Tua Beleza! ”

    O escritor ambicionava definir um ideal de vida para si mesmo e para todos os homens.

    Ele não nos propõe o heroísmo, mas a grandeza. Não nos convida a renunciar à vida, mas sermos dignos dela.

    O seu estilo é novo, feito de música, imagens e símbolos.

    Algumas passagens do livro “O Profeta”:

    Sobre o Amor

    O amor não dá senão de si próprio e nada recebe senão de si próprio.
    O amor não possui e não se deixa possuir.
    Pois o amor basta-se a si mesmo. Quando um de vós ama que não diga:”Deus está no meu coração”, mas que diga antes: “eu estou no coração de Deus”.

    Do Matrimônio

    Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão:
    Cantai e dançai juntos, e sede alegres; mas deixai cada um de vós estar sozinho.
    Assim como as cordas da lira são separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia.

    Dos Filhos

    Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da Vida por si mesma.
    Vem através de vós, mas não de vós.
    E embora vivam conosco, não nos pertencem.
    Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos.
    Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós;
    Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.

    Da Dádiva

    É belo dar quando solicitado; é mais belo, porém, dar sem ser solicitado, por haver apenas compreendido;
    E para os generosos, procurar quem receberá é uma alegria maior ainda que a de dar.
    Dizei muitas vezes: “Eu daria, mas somente a quem merece”.
    As árvores de vossos pomares não falam assim, nem os rebanhos de nossos pastos.
    Dão para continuar a viver, pois reter é perecer.
    E que mérito maior haverá do que aquele que reside na coragem e na confiança, mas ainda, na caridade de receber?
    Procurai ver primeiro, se vós próprios mereceis ser doadores e instrumentos do dom.
    Pois, na verdade, é a Vida que dá à Vida – enquanto vós, que vos julgais doadores, sois simples testemunhas.

    Da Alegria e da Tristeza

    Elas são inseparáveis.
    Vêm sempre juntas.
    Em verdade, vós estais suspensos como os pratos de uma balança entre vossa tristeza e vossa alegria.
    É somente quando estais vazios que estais equilibrados.

    Sobre Compras e Vendas

    A vós, a terra oferece seus frutos, e nada vos faltará se somente souberdes como encher as mãos.
    É trocando as dádivas da terra que encontrareis abundância e sereis satisfeitos.
    E, contudo, a menos que a troca se faça no amor e na justiça, ela conduzirá uns à avidez e outros à fome.

    Da Liberdade

    Só podereis libertar-vos quando até mesmo o desejo de procurar a liberdade se tornar um jugo para vós, e quando cessardes de falar da liberdade como de uma meta é de um fim.
    Sereis, na verdade, livres, não quando vossos dias estiverem sem preocupação de vossas noites sem necessidades e sem aflição.
    Mas, antes, quando essas coisas apertarem vossa vida e, entretanto, conseguirdes se elevar-vos acima delas, desnudos e desatados.

    Da Razão e da Paixão

    Vossa razão e vossa paixão são o leme e as velas de vossa alma navegante.
    Se vossas velas ou vosso leme se quebram, só podereis ficar derivando e permanecer imóveis no meio do mar.
    Pois a razão, reinando sozinha, restringe todo impulso; e a paixão deixada a si, é um fogo que arde até sua própria destruição.
    Portanto, que vossa alma eleve vossa razão à altura de vossa paixão, para que ela possa cantar.

    Da Dor

    Se vosso coração pudesse viver sempre no deslumbramento do milagre cotidiano, vossa dor não vos apareceria menos maravilhosa que você é alegria;
    E aceitareis as estações de vosso coração, como sempre aceitastes as estações que passam sobre os vossos campos.
    E contemplareis serenamente os invernos de vossa aflição.
    Grande parte de vosso sofrimento é por vós próprios escolhida.
    É a amarga poção com qual o médico que está em vós cura o vosso Eu doente.
    Confiai, portanto, no médico, e bebei seu remédio em silêncio e tranquilidade.
    Porque sua mão, embora pesada e dura, é guiada pela suave mão do Invisível.

    Do Conhecimento de Si Próprio

    Vosso coração conhece em silêncio os Segredos dos dias e das noites.
    Mas vossos ouvidos anseiam por ouvir o que o vosso coração sabe.
    Desejais conhecer em palavras aquilo que sempre conhecestes em pensamento.
    Quereis tocar com os dedos o corpo nu de vossos sonhos.
    E é bom que o desejais.
    A fonte secreta de vossa alma precisa brotar e correr, murmurando, para o mar;
    E o tesouro de vossas profundezas ilimitadas precisa revelar – se a vossos olhos.
    Mas não useis balanças para pesar vossos tesouros desconhecidos;
    E não procureis explorar as profundidades do vosso conhecimento com uma vara ou uma sonda.
    Porque o Eu é um mar sem limites e sem medidas.
    Não digais: ‘encontrei a verdade’. Dizei, de preferência: ‘encontrei uma verdade’.
    Não digais: ‘Encontrei o caminho da Alma’. Dizei de preferência: ‘encontrei a alma andando em meu caminho’.
    Porque a alma anda por todos os caminhos.
    A alma não marcha numa linha reta nem cresce como um caniço.

    Do Ensino

    Nenhum homem poderá revelar-vos nada senão o que já está meio adormecido na aurora do vosso entendimento.
    O mestre que caminha à sombra do templo, rodeado de discípulos, não dá de sua sabedoria, mas sim de sua fé e de sua ternura.
    Se ele for verdadeiramente sábio, não vos convidará a entrar na mansão do seu saber, mas antes vos conduzirá ao limiar de vossa própria mente.

    Da Amizade

    Vosso amigo é a satisfação de vossas necessidades.
    Ele é o campo que semeais com carinho e se ceifais com agradecimento.
    Quando vosso amigo manifesta seu pensamento, não temeis o “não” de vossa própria opinião, nem prendeis o sim.
    E quando ele se cala. vosso coração continua a ouvir o seu coração.
    E na doçura da amizade, que haja risos e o partilhar dos prazeres.

    Da Conversação

    Vós conversais quando deixais de estar em paz com vossos pensamentos.
    E quando não podeis mais viver na solidão de vosso coração, procurais viver nos vossos lábios, e encontrais então uma diversão e um passatempo nas vibrações emitidas.
    E em grande parte de nossas conversações, o pensamento é meio assassinado.
    Pois o pensamento é uma ave do espaço que, numa gaiola de palavras, pode abrir suas asas, mas não pode voar.
    Há entre vós aqueles que procuram os faladores, por medo da solidão.
    A quietude da solidão revela-lhes seu Eu desnudo, e ele prefere escapar-lhe.
    E há aqueles que falam, e sem saber ou prever, traem uma verdade que eles próprios não compreendem.
    E há aqueles que possuem a verdade dentro de si, mas não a expressam em palavras.
    No íntimo de tais pessoas, o espírito habita num silêncio rítmico.
    Quando encontrardes vosso amigo na rua ou no mercado público, deixai que o espírito que está em vós ponha em movimento vossos lábios e dirija vossa língua.
    E que a voz escondida na vossa voz fale ao ouvido do seu ouvido;
    Pois sua alma guardará a verdade de vosso coração, como é lembrado o sabor do vinho.

    Do Bem e do Mal

    Vós sois vós quando vos esforçais por dar de vós próprios.
    Vós sois bons quando falais plenamente acordados.
    Porém não sois maus quando adormeceis enquanto vossa língua tartamudeia sem propósito.
    Vois sois bons quando andais rumo ao vosso objetivo, firmemente e com passos intrépidos.
    Porém, não sois maus quando ides coxeando.
    Mesmo aqueles que coxeiam não andam para trás.
    Mas vós que sois fortes e velozes, guardai -vos de coxear por complacência na presença dos coxos.
    Pena que as gazelas não possam ensinar a velocidade às tartarugas! Pois o verdadeiramente bom não pergunta ao desnudo: ‘onde está tua roupa?’ nem áudios desabrigado: ‘Que aconteceu à tua casa?’

    Da Prece

    Quando rezais, vos elevais até encontrardes, nas alturas, aqueles que estão orando à mesma hora, e que, fora da oração, talvez nunca encontrásseis.
    Portanto, que vossa visita a esse tempo invisível não tenha nenhuma outra finalidade senão o êxtase e a doce comunhão.

    http://assisprocura.blogspot.com.br/2016/02/khalil-gibran.html?m=0

    1. Ze Guimarães

      27 de fevereiro de 2016 8:31 pm

      Excelente

      Eu também admiro muito os poemas do escritor Gibran.

  10. Pedro Carlos Penido Veloso dos Anjos

    27 de fevereiro de 2016 12:06 pm

    Conheça os senadores que

    Conheça os senadores que aprovaram retirar a Petrobrás do Pré-Sal

    27/02/2016Carlos Eduardo 

    na Federação Única dos Petroleiros

    Toda a bancada do PT votou contra a aprovação do Projeto de Lei 131/2015, de autoria de José Serra (PSDB-SP), que desobriga a Petrobras de investir pelo menos 30% de todos os investimentos na exploração do petróleo em áreas consideradas estratégicas para o país. A exceção foi justamente o novo líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que substitui no posto o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), às voltas com a Operação Lava Jato, e se absteve de votar. Depois do anúncio do resultado de plenário, Humberto se disse dividido em razão do fato de o Planalto ter avalizado entendimento conduzido por um grupo de senadores do PMDB que, liderados por Romero Jucá (RR), articulou a aprovação de um texto substitutivo.

    Confirmando o que o Congresso em Foco adiantou na terça, (23) em primeira mão, a ampla maioria do PMDB e do PSDB se juntou em acordo para aprovar a matéria, considerada pelo PT como uma forma de privilegiar o capital estrangeiro em detrimento dos interesses da Petrobras. Já os defensores da matéria dizem que, em tempos de dificuldade financeira da estatal, alvejada pelos desvios de corrupção descobertos pela Lava Jato, ela será útil no combate à crise econômica.

    Mesmo costurado o acordo, quatro peemedebistas votaram contra a matéria, contrariando orientação de bancada: Edison Lobão (PMDB-MA), João Alberto Souza (PMDB-MA), Roberto Requião (PMDB-PR) e Simone Tebet (PMDB-MS). Ao todo, 11 senadores e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que só vota em caso de empate, não registraram voto – entre eles Ricardo Ferraço (sem partido-ES), relator originário da matéria e favorável à sua aprovação, que está em viagem fora de Brasília. Caso a votação tivesse resultado em empate, Renan teria desempatado o jogo em favor da aprovação do projeto.

    Confira como cada senador votou:

    VOTO SIM

    Aécio Neves (PSDB-MG)

    Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP)

    Alvaro Dias (PSDB-PR)

    Ana Amélia (PP-RS)

    Antonio Anastasia (PSDB-MG)

    Ataídes Oliveira (PSDB-TO)

    Blairo Maggi (PR-MT)

    Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

    Ciro Nogueira (PP-PI)

    Dalírio Beber (PSDB-SC)

    Davi Alcolumbre (DEM-AP)

    Eunício Oliveira (PMDB-CE)

    Fernando Coelho (PSB-PE)

    Flexa Ribeiro (PSDB-PA)

    Garibaldi Alves Filho (PSDB-PA)

    Gladson Cameli (PP-AC)

    Hélio José (PMB-DF)

    Ivo Cassol (PP-RO)

    José Agripino (DEM-RN)

    José Maranhão (PMDB-PB)

    José Medeiros (PPS-MT)

    José Serra (PSDB-SP)

    Lúcia Vânia (PSB-GO)

    Magno Malta (PR-ES)

    Marta Suplicy (PMDB-SP)

    Omar Aziz (PSD-AM)

    Otto Alencar (PSD-BA)

    Paulo Bauer (PSDB-SC)

    Raimundo Lira (PMDB-PB)

    Ricardo Franco (DEM-SE)

    Roberto Rocha (PSB-MA)

    Romero Jucá (PMDB-RR)

    Ronaldo Caiado (DEM-GO)

    Sandra Braga (PMDB-AM)

    Tasso Jereissati (PSDB-CE)

    Valdir Raupp (PMDB-RO)

    Vicentinho Alves (PR-TO)

    Waldemir Moka (PMDB-MS)

    Wellington Fagundes (PR-MT)

     

    VOTO NÃO

    Acir Gurgacz (PDT-RO)

    Ângela Portela (PT-RR)

    Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

    Donizeti Nogueira (PT-TO)

    Douglas Cintra (PTB-PE)

    Edison Lobão (PMDB-MA)

    Elmano Férrer (PTB-PI)

    Fátima Bezerra (PT-RN)

    Fernando Collor (PTB-AL)

    Gleisi Hoffmann (PT-PR)

    João Alberto Souza (PMDB-MA)

    João Capiberibe (PSB-AP)

    José Pimentel (PT-CE)

    Lasier Martins (PDT-RS)

    Lindbergh Farias (PT-RJ)

    Marcelo Crivella (PRB-RJ)

    Paulo Paim (PT-RS)

    Paulo Rocha (PT-PA)

    Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

    Regina Souza (PT-PI)

    Reguffe (sem partido-DF)

    Roberto Requião (PMDB-PR)

    Romário (PSB-RJ)

    Simone Tebet (PMDB-MS)

    Telmário Mota (PDT-RR)

    Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

    ABSTENÇÃO

    Cristovam Buarque (PPS-DF)

    Humberto Costa (PT-PE)

    Fonte: Congresso em Foco

  11. Andre Araujo

    27 de fevereiro de 2016 1:24 pm

    http://msalx.vejasp.abril.com

    http://msalx.vejasp.abril.com.br/2012/08/24/0017/jYQci/cadoro039.jpeg?1260567674

    O RESTAURANTE CA D´ORO EM SÃO PAULO, MARCO DE UMA EPOCA – Mais antigo que o Restaurante Massimo, de que já falamos, o restaurante Ca D´Oro foi u marco de uma era de prosperidade e elegancia em São Paulo. Restaurante dentro de um hotel do mesmo nome, ambos foram abertos em 1953 pela familia Guzzoni, bergamascos que já traziam experiencia de hoteis. Aurelio Guzzoni e seu filho Fabrizio tinham trabalhado no mítico hotel Savoy de Londres e no Lausanne Palace na Suiça, tiveram seu proprio hotel em Bergamo, o Grand Hotel Moderno e se mudaram para o Brasil no inicio dos anos 50.

    O Grand Hotel Ca D´Oro foi por muitos anos o mais chic de São Paulo, hospedou os Reis da Espanha, os Reis da Suecia, Nelson Mandela e foi por quinze dias sede da Presidencia da Republica quando o Presidente João Figueiredo esteve em convalescença de uma cirurgia.. Foi o primeiro hotel com piscina em São Paulo.

    O Restaurante era um classico da cozinha do norte da Italia mas era ecletico, tinha pratos internacionais de grandes hoteis.

    o famoso carrinho de antepastos, um celebre “bolito misto” servido um dia por semana, de sua cozinha comandada

    por Emilio Locatelli e Alberto Micheletti, que vieram da Italia com Guzzoni, sairam pratos que depois se espalharam por outros restaurantes. Da mesma forma, da cozinha e do salão sairam cozinheiros, maitres e graçons que depois foram os pilares de novos restaurantes, como o mitico maitre Atico, o maitre Piero e muitos outros que deram um upgrade no area da restauração paulistana, formando uma verdadeira escola de profissionais numa cidade onde ainda predominavam cantinas e que não tinha ainda o habito de comer fora em grande estilo.

    Tive um tipo Procurador veterano com fama de complicado e criador de caso. Em um domingo no Ca D´Oro deu-lhe vontade de comer camarão à baiana, prato que não tinha nada a ver com o Ca D´Oro, depois de longa discussão com o maitre Piero em italiano,  e eu tentando dissuadi-lo dessa audacia, foi lhe servido um perfeito camarão à baiana, Piero foi desafiado e ganhou a parada, com um sorriso sardonico mostrou a que veio e o tio teve que elogiar o prato, até a pimenta estava certa.

    O Hotel e o Restaurante foram demolidos para dar um lugar a um complexo de escritorios, apartamentos e hotéis e lá será inaugurado um novo hotel e restaurante Ca D´Oro, o projeto está a cargo da Brooksfield, novo nome da tambem mitica Brascan, a Brazilian Traction, Light and Power Co.Ltd., de Toronto, que chegou ao Brasil em 1890 para trazer eletricidade ao Rio e a São Paulo e cujo maior acionista Percival Farquhar tembem fez o primeiro hotel do Guarujá, o De La Plage.

    O Ca D´Oro representou um padrão de elegancia europeia tradicional na cozinha e no ambiente. Seu lindo e enorme bar  de padrão londrino com paino de cauda era um dos “points” mais finos da cidade. O grande empresario simbolo de São Paulo Antonio Ermirio de Moraes almoçava no Ca D´Oro vindo a pé de seu escritorio na Praça Ramos de Azevedo, aos domingos era possivel ver grande numero de clientes de terno e gravata (fala dos anos 70 e 80) tal a vestustez do cenario.

    O Ca D´Oro foi e espero que voltará a ser uma referencia de São Paulo, um tipo de simbolo que marca uma cidade.

     

  12. J. Hilário

    27 de fevereiro de 2016 2:01 pm

    A mansão dos irmãos Marinho está sendo chamada de cu de bêbado

    Não tem dono.

  13. J. Hilário

    27 de fevereiro de 2016 2:15 pm

    Brito desmoraliza não só a Globo, mas também os tucanos e Gilmar

    O avental bem que poderia ser usado pelo Gilmar na hora de lavar os pratos do café da manhã.

    Ajudando os tucanos e Gilmar: vejam o portfólio da empresa que dizem ser “fachada” do PT

     

    marianapromocional

    Este Google é mesmo um “caça-hipocrisia”.

    O PSDB pediu e Gilmar Mendes pressurosamente atendeu, a abertura de investigações sobre “empresas [que] aparentam ser ‘de fachada’” contratadas para fornecer produtos e serviços na campanha de Dilma Roussef.

    O pedido foi feito dentro da prestação de contas do PT, da qual Mendes é relator. As empresas citadas pelo PSDB são: Mariana Produtos Promocionais Ltda, Rede Seg Gráfica e Editora, Vitor H G de Souza Design Gráfico ME, Marte Ind. e Com. de Artefatos de Papéis Ltda, Francisco Carlos de Souza Eirelli e Door2Door Serviços Ltda e DCO Informática.

    Como os leitores do Tijolaço estão seguindo nossa disposição de ajudar a esclarecer a verdade – como estamos fazendo com a mansão de os Marinho dizem não ser deles – um dos amigos deste blog já partiu para procurar indícios da “fraude” apontada pelos tucanos, à qual Gilmar Mendes usa para mandar fuçar as contas da campanha.

    E olhem o que encontrou no site de agregação de informações de empresas Trade Nosis: um mostruário de produtos da Mariana Produtos Promocionais Ltda, contendo uma bandeirinha do Lula e…um avental do PSDB!

    Será que isso vem ao caso, Dr. Gilmar?

     

  14. anarquista sério

    27 de fevereiro de 2016 9:17 pm

    Dilma não irá à festa de 36

    Dilma não irá à festa de 36 anos do PT e, lá do Chile, mandou um recado ao partido:

    “Eu não governo só para o PT. Eu governo para 204 milhões de brasileiros.”

    Na verdade, Dilma só governa para Dilma.

  15. anarquista sério

    27 de fevereiro de 2016 9:46 pm

    Nassa : última tentaviva. Eu

    Nassa : última tentaviva. Eu morro amanhã.

    Deixa eu morrer feliz.

    https://www.youtube.com/watch?v=ZINUEmXGWhI

  16. anarquista sério

    27 de fevereiro de 2016 9:56 pm

    Pra mim importa a música, não

    Pra mim importa a música, não o cantor. Pode colocar qualquer um.

    Hiro Protagonist 3 meses atrásGlen’s vocal performance is excellent, no doubt. But his absolute mastery of the guitar is legendary.Responder · 3    Gail Williams 2 semanas atrásI suspect that lots of Campbell’s “pop” fans were fairly clueless about how spectacularly talented he was as a guitarist.  I find the same to be true of my favorite “folk artist” — though that really doesn’t do him justice — Steve Goodman.  He was an incredibly good guitarist — give a listen to his version of “Big Iron” some time.  I had several of Campbell’s albums on vinyl.  Not sure where they’ve gotten to.Responder ·    Linda Whalen 3 dias atrásPHENOMENAL !!!!! THE BEST !!!! Mouth open gaping at the screen, coffee getting cold. WONDERFUL X INFINITY.Responder ·    bobvocal 3 meses atrásGlen is by far one of my favourite singer/ guitarist, love this , but if you get the chance take a listen to the singer called Tony Christie sing his version , , not badResponder ·    Malinda Smith 1 ano atrásI love this song.  Glen Campbell talented as usual.  But Richard Harris has my heart with this song. Responder · 5   Laura Poppoff 6 meses atrás+Malinda Smith I agree with you.Responder ·   Lily Potter 2 semanas atrás+Malinda Smith I agree Malinda, there are a lot of good versions but this is Harris’ song. He sings it with his heart and soul.Responder ·   gaspo2180 3 semanas atrásHow’d you like to be in this audience ?  What a performance !!Responder · 1    Dick Buelow 4 meses atrásBy the way,,there is no better guitar player than Glen Campbell for the style he did,,he was amazing.Responder · 2   gone fishin 3 meses atrásYup!!!,Responder · 1   althecatify 2 semanas atrásSENSATIONAL!!Responder ·    To Tell The Truth 1 mês atrásI love Glenn’s songs however his version of this, my favourite song, pales in comparison to Richard Harris…they say Harris could not sing but then how did Harris sound so incredible in this 1968 masterpiece?Responder ·    Steve Zingerman 2 meses atrásPoor Glen, all the talent just too lode it to mind loss.Responder · 1    gabrielle aujard 4 meses atrásWow that makes me feel aliveResponder · 1    vincevega1000 1 mês atrásUnbelievable I tell you!Responder ·    sirvidia 2 meses atráswhat show is this? is the Jimmy Webb interview up anywhere?Responder ·   Ver todas as 3 respostas sirvidia 2 meses atrás+Torben Otten many thanksResponder ·   sirvidia 2 meses atrás+Torben Otten hold on, did you mean the Jimmy Webb interview or an interview with Glen Campbell?Responder ·   rwb010109 3 meses atrásYup!!! alsoResponder ·    Archie Thomas 3 meses atrásGlen had a tv show. He also had public alcohol issues. I hard his daughter is singing.Responder ·    Andy M 5 meses atrásglen sounds like an angel of Jim WebResponder · 2    Gilnei Vargas 2 meses atrásamo esse cara richard harris macarthlur parkResponder ·    Dick Buelow 4 meses atrásBoth versions are Great!Responder ·    Manuel Campos Villarreal 5 meses atrásOne of those very few magical songs that sounds as a different song with every interpretation in the all great versions of Waylon, Richard, Donna, Andy and of course Glen.Responder ·    Andy M 5 meses atrásglen can always play stringes.. i cant sell

     

  17. Ze Guimarães

    27 de fevereiro de 2016 10:14 pm

    Dicas de entrevista

    Nas horas vagas, trabalho como entrevistador, e seletor de RH. Em tempos de desemprego alto, dicas de entrevista são muito úteis.  Compartilho aqui com vocês dicas sobre como passar em uma entrevista de emprego:

    1 Nunca fale mal de ninguém. O que você fala do outro, é o principal eliminador de uma entrevista. O bom entrevistador, vai te tentar a falar mal dos outros, e se você cair nesta, está eliminado. O entrevistador vai te perguntar sobre o ex chefe, sobre qual foi seu pior emprego ( melhor resposta: não teve pior emprego, teve empregos que eu não me adaptei…). Sempre fale bem, e positivamente de tudo e todos.

    2 A roupa. O modo de se vestir, conservador, é o mais adequado para entrevistas de emprego. Calça, camisa e sapato social, se for homem. Bem barbeado, cabelo cortado estilo conservador. Se for mulher, se vista com recato, discrição e sobriedade, . O estilo conservador, é sempre o mais aceito pelo mercado. Roupas curtas numa entrevista, ou informais, podem eliminar o entrevistado da entrevista. Lembrando que usar cores sobrias é muito bem visto pelo entrevistador, e pelo mercado, que é conservador. Sapato preto, calça preta.

    3 Expressão facial. Nunca de cara amarrada. Porém, no meio profissional, a serierdade é valorizada, mas nunca semblante sisudo. Se rir, sorria de forma sincera, mas na hora certa, quando for cumprimentar o entrevistador, por exemplo. A forma de expressão, de profissionalismo, ou de se expressar, é uma técnica de vendas, de convencer, pois você estará vendendo a sua imagem ao entrevistador.

    4 Tom de voz baixo, denota educação refinada

    5 Nada de palavrões, ou de gírias. Linguagem formal, de português correto.

    6 Equilibrio emocional. O entrevistador, vai fazer perguntas ou testes para te tirar do sério. Te deixará esperando. Mantenha-se tranquilo e equilibrado. Nunca discorde do entrevistador, ou o desafie, isto não é bem visto. Paciência, e serenidade ajudam muito.

    7Caligrafia. Muitos entrevistadores usam a grafologia para avaliar. Garranchos geralmente eliminam o entrevistado. Letras pequenas denotam timidez; grandes denotam extroversão. Letras ilegiveis denotam pessoas complicadas. Escrita arredondada, denota facilidade no trato, escrita com cantos vivos e pontiagudos, denota agressividade no candidato. Estudar um pouco de grafologia ajuda muito na entrevista.

    8 Linguagem corporal. Evite cruzar os braços ( é visto como falta de confiança), cruzar as pernas, fique tranquilo e sereno. Evite tiques nervosos, se coçar, aja com nobreza e naturalidade. Se demonstrar ser uma pessoa de etiqueta social e educação refinada terá mais chances. O entrevistador, geralmente passa alguém que ele admira, por alguma qualidade. Procure estudar antes qual é o perfil da empresa, faça buscas na internet, descubra antes de ir, como é o seu entrevistador, e o que ele gosta de ver num candidato. Entrevista é como estratégia de guerra, é preciso conhecer bem o adversário.

    9 Conte histórias de sucesso, mas com humildade. Jamais conte histórias de fracasso. Entrevistador busca os melhores, jamais um derrotado.

    10 Evite falar demais, pois geralmente quem fala demais, está escondendo alguma coisa. Fale o necessário, mas não deixe de responder nenhuma pergunta. Talvez o entrevistador te faça eperguntas bomba, estilo promotoria, esteja preparado para elas. Já vi entrevistadores perguntando se o entrevistado já mentiu alguma vez na vida dele; a resposta mais inteligente foi: Sim, quando eu era criança, eu mentia, mas depois que me tornei adulto, tento falar sempre a verdade. Várias perguntas, são para testar a sua serenidade e naturalidade diante de imprevistos.

     

     

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