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9 Comentários
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  1. SergioMedeirosR

    10 de março de 2016 4:46 am

    “Os mortos estão acordados, deveria dormir???”

         Um golpe contra um governo legítimo, um golpe contra Dilma, um golpe contra Lula, um golpe contra a democracia.

    Gostaria de falar palavras amenas, mas o momento não é de contemporizações, a realidade é extremamente dura, e não nos permite, num horizonte próximo,  alimentar esperanças quanto a vivenciá-la sob o império de instituições livres e regidas pela imparcialidade da lei e de magistrados justos.

    Estamos vivendo episódios em que a força se sobrepõe a razão, e assistimos perplexos e inconformados o massacre de pessoas que deram sua vida por um projeto que elevasse a vida dos cidadãos comuns do povo, e, com isso, a nossa própria, como seres humanos.

    Estamos vendo uma justiça na qual nós não nos reconhecemos, que usa de suas prerrogativas e força decisórias, para trancafiar e expor de forma  cruel, quem se mostrou , mais uma vez, digno e inocente, mesmo frente a novas e insidiosas formas de arbítrio e tortura.

    Antes os instrumentos violavam o corpo físico, agora tentam atingir a alma, a honra, a dignidade

    Registro. Novamente serão derrotados

    Não aceitamos esta suja guerra econômica  que tenta impor a miséria como regra, e a pobreza como destino, como se fosse possível que seres humanos, condenassem outros seres humanos, a tal condição.

    Entretanto, a cada volta desta engrenagem espúria que se move, vejo seu reflexo nos jornais pagos a peso de ouro e vidas… e vejo mãos sujas de sangue inocente, escrevendo colunas e mais colunas… cheias de ódio e de sangue…. 

    Em meio a extrema miséria moral desta imprensa, dita livre, mas financiada a moedas de prata, ainda assim, alguns se perguntam o que fazer?

         “Os mortos estão acordados, deveria dormir?  

         O mundo está em guerra contra os tiranos, deveria inclinar-me  –

         A colheita está madura, hesitaria em colhe-la?(Byron)

    Frente a tais questionamentos, só existe um caminho, e é seguir em frente, nossas consciências já não nos permitem capitular.

    Precisamos também resgatar algumas palavras,  que não podem ser esquecidas, sob pena de ficarmos embrutecidos e inertes, entre elas, a solidariedade, o companheirismo, a responsabilidade e a noção de fazermos parte de um conjunto vivo e vibrante, e defendê-lo como defenderíamos nossos próprios filhos.

         “Mas, de cada criança morta sai um fuzil com olhos

         Mas, de cada crime nascem balas

         Que vos encontrarão um dia o lugar do coração (Neruda)

    Este foi  apenas mais um passo, mais um movimento desta absurda vingança em que o ódio tenta se impor frente a  inocência e a dignidade.

    Que fique afirmado, não podemos ser derrotados, porque só podem ser derrotados os que não detêm   a razão, e se deixam ficar a margem , enquanto a barbárie tenta avançar.

    Os embates serão cada vez mais duros, mas devemos estar preparados para reagirmos à altura de nossas próprias aspirações, para, somente assim, deixarmos para nossos filhos, um mundo onde cada manhã renasça como promessa de um mundo novo e melhor.

    Por fim, fica o recado da canção, Conversando no Bar (nas asas da Panair), interpretada por Elis Regina:

                                                       “ descobri que minha arma é o que a memória guarda.”

    Neste momento, dizem presentes todos que lutaram contra o Golpe Militar, e em alto e bom som, informam, estamos acordados e acordando todos que vivem e sonham, para que nada se esconda, para que todos ocupem seus lugares e cerrem fileiras pela liberdade.

  2. Irene Rir

    10 de março de 2016 8:56 am

    Sequestro relâmpago de um “caseiro” dá em merda

    sequestro relâmpago- PHA

    Moro começa a falar fino com o Lula

  3. Irene Rir

    10 de março de 2016 9:27 am

    Moro e seu exército das SS, sua guarda pessoal

    SS – Schutzstaffel

    A SS era uma tropa constituída por homens de elite, todos selecionados pela considerada “pureza” racial e pela fidelidade incondicional ao Partido Nazista. Tinha como lema a frase “Mein Ehre heißt Treue”, que em português significa “minha honra é a lealdade”. Essa pequena unidade paramilitar tornou-se um grandioso exército nazista, uma organização poderosa e com grande influência sobre o Terceiro Reich

    Do texto anterior, substitua “unidade paramilitar” por “unidade parajudicial”, e você verá a cara do Dr. Moro à sua frente. Substitua “Terceiro Reich” por STF, e você terá novamente a cara do Dr. Moro à sua frente. E todos pressionados e chantageados pela rede Goebbels de televisão. Eis uma visão da Alemanha (principalmente Berlim e Munique) no começo dos anos 30, depois que Hitler foi alçado a condição de Chanceler pelo caduco  Paul von Hindenburg

    Por último e no vídeo, veja uma das tropas da SS em atividade em Curitiba. Note que Bolsonaro quer a prisão perpétua do Lula. O Moro concorda? 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=LgXdfEFd3c4%5D

  4. Benício

    10 de março de 2016 9:43 am

    Uma hidra de muitas cabeças contra um único homem

    http://tijolaco.com.br/blog/a-maquina-do-estado-contra-um-unico-homem/

    A máquina do Estado contra um único homem

     

    troops

    Parem para pensar.

    Neste momento, quase uma vintena de promotores federais e estaduais, uma dezena ou mais  de delegados da PF, centenas de agentes, auditores-fiscais da Receita, juízes e assessores da vara de Sérgio Moro, centenas de servidores, carros, escritórios, tudo está mobilizado para encontrar o que possa levar à cadeia um único homem.

    Luís Inácio Lula da Silva.

    Entre vencimentos, vantagens, encargos e diárias deste pessoal, o Estado brasileiro – leia-se eu e vocês – gasta, por baixo, R$ 10 milhões de reais por mês. E olhe que isso é um cálculo conservador.nem coloquei, por exemplo, os quase 100 mil reais de auxílio moradia dos procuradores da República, nossos campeões da moral.

    Se incluíssemos aí o valor da máquina de propaganda posta a serviço desta caçada, a conta subiria à casa do bilhão. Não é exagero, é só olhar o custo de páginas e páginas de pura reprodução do que querem dizer (ou vazar) os perseguidores de Lula. E a TV, em seus horários mais nobres, e as rádios, e os portais de internet…

    Do outro lado, nem mesmo “passar o chapéu” para tentar organizar uma estrutura de defesa.

    Imagine! Se até uns miseráveis pedalinhos para os netos viram sinais da ‘fortuna” amealhada pelo ex-presidente!

    O combate é, evidentemente, para lá de desigual, mais ainda porque um lado pode tudo – o legal e o arbitrário – e o outro não pode sequer conhecer do que é acusado.

    A tal “paridade de armas” em que se funda a luta jurídica é só uma ironia perversa.

    E isso é assim porque se quebrou um princípio fundamental da operação do Direito, que é a função de equilíbrio dada ao juiz.

    Quando o juiz, por tudo e todos os fatores, sente-se livre para misturar a instrução criminal com a função julgadora, a balança desaparece e sobra à Justiça só a espada.

    Ou seja, seu poder passa a ser exercido apenas pela força, num combate onde, além do desequilíbrio, só um lado pode ser ferido e maltratado.

    E quando a mídia se soma a ele, é como um massacre.

    E o massacre é a antítese da Justiça.

    É por isso que vivemos hoje julgamentos de sentenças prontas.

    Mesmo em crimes que, se de fato ocorridos na extensão que se apregoa, a reparação seria essencialmente de natureza pecuniária – afinal, não faz sentido deixar um ladrão preso e rico, ainda que, para os delatores, a prisão seja apenas uma tornozeleira, ou nem isso – mas percebe-se o prazer mórbido de condenação na casa dos 20 anos para quem se lhes tirassem o dinheiro, nenhum mal seria capaz de causar.

    Faz-se, porém, no desejo de transformar a pena num “pau-de-arara”, do qual a delação é a única forma de livrar-se.

    Não vão acusar Lula, Dilma ou seus auxiliares? Acusariam as próprias mães!

    não é possível que homens e mulheres com a cultura jurídica – sim , há exceções, concordo – dos membros do Supremo não enxerguem isso que esta á nossa vista, dos leigos.

    Mas eles, juízes, estão tão prisioneiros quanto os encarcerados de Moro: se ousarem discordar serão condenados à pena da execração pública,

    Viu-se, nestas rápidas pinceladas, o desigual do combate.

    Não obstante, Lula irá travá-lo, mas precisa de novas forças.

    E o que se quer, agora, decisivamente fazer é impedir que ele as desperte e reúna.

    Esta força tem um nome.

    Chama-se povo brasileiro.

    E o povo brasileiro, pacato ordeiro e pacífico,  atende a rugidos.

    Não a miados.

     

  5. Irene Rir

    10 de março de 2016 9:52 am

    Dilma, tem que mexer na economia

    Requião a Lula: tem que mexer na economia

    Política econômica da Dilma é igual a do Aécio    ImprimirPublicado 09/03/2016 no Conversa Afiada

     

    Nesta quarta-feira (9), o Presidente Lula  se reuniu com senadores do PMDB e do PT na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Um dos presentes foi o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que conversou com Paulo Henrique Amorim, por telefone, sobre o encontro.

    Leia a íntegra:

    PHA: Senador, o senhor esteve no encontro do Presidente Lula com 25 outros senadores na casa do Renan Calheiros, presidente do Senado. O que o senhor disse ao Presidente Lula?

    Requião: Eu e os senadores falamos da impossibilidade de se manter essa política econômica. A Presidenta Dilma governa com as propostas do Aécio Neves, com uma política econômica da oposição. Imagine se é hora de aumentar o tempo de aposentadoria das mulheres, quando, na verdade, Brasil e Estônia são os dois únicos países que não taxam os lucros dos acionistas. 

    Veja se é hora de aumentar o empréstimo consignado dando como garantia o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) através de bancos privados que cobram 3% de juros, quando o Governo poderia entregar esse projeto para a Previdência Social operando por meio da Caixa Econômica. Resolveria o problema da Previdência e baixaria os juros.

    Temos uma política dominada pelos interesses do capital e pelos interesses que a Dilma derrotou na eleição.  O grito do conjunto foi a volta das propostas de  campanha.

    PHA: Inclusive dos pemedebistas presentes?

    Requião: Todos presentes.

    PHA: E com relação ao impasse político, agravado com o sequestro do Presidente Lula pelo juiz Moro?

    Requião: O Lula teve a solidariedade. Todos têm que receber por suas práticas. Mas, por lei, ele só poderia ser levado coercitivamente se tivesse se recusado e, na prática, se tivesse se recusado pela segunda vez. É assim que procede a Justiça brasileira.

    PHA: Se tratou nesse encontro da possibilidade do Lula ser ministro para ter foro privilegiado?

    Requião: Não por isso. Aventou-se a hipótese de Lula ser ministro para, junto com a Dilma, reconciliar com o eleitorado. Uma possibilidade de uma volta aos compromissos eleitorais de campanha, mas o Lula não demonstrou interesse para isso. Na verdade, ele mais escutou do que falou.

    PHA: O que o Lula foi fazer nesse encontro, senador?

    Requião: Escutar e saber o que os senadores pensam da situação política e econômica. O problema é a economia, pois todos os outros teriam um tratamento normal se não fosse a decepção com a economia.

    PHA: O senhor acha que existe a disposição do juiz Moro de prender o Lula? Acabou de sair a notícia que o promotor Conserino denunciou Lula por ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.

    Requião: Eu acho que o promotor gosta muito é de aparecer. Parece que, segundo denúncias que escutei, é sócio do filho de um famoso bicheiro de São Paulo. Não tenho certeza, mas ouvi falar. O Lula tem que responder pelos atos, mas é evidente que estão promovendo espetáculos para a mídia. O que pretendem atingir não é o Lula e sim o Estado brasileiro. Porque atrás disso vem as propostas de privatização do petróleo, do Banco Central, e um limite no endividamento do país, acabando com as políticas cíclicas. Foi o que os EUA fizeram na última crise, que aumentaram o endividamento e colocou a economia para funcionar.

    PHA: E quem não deixa o Obama se endividar é o Partido Republicano do Trump?

    Requião: Mas mesmo assim colocou a economia para funcionar. Os juros nos EUA estão a 0,25% ao ano. Então, precisamos mexer na economia. Colocar R$ 100 bilhões das reservas cambiais para a construção civil. Tudo isso foi aventado e o Lula escutou.

    A minha posição foi essa: que a economia é o problema e estamos sem norte na economia.

    O que achou da reunião lá em SP?  [ Ato em defesa da liberdade de expressão e contra a tentativa da Rede Globo de censurar blogs e mídias alternativas realizado no Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo em 7 de março de 2016]. Assista  ao discurso do senador aqui.

    PHA: Muito boa. Temos que impedir o Eduardo Guimarães de ser preso pelos procuradores.

     

  6. interlocutor

    10 de março de 2016 10:36 am

    Bruno P. W. Reis
     Belo

    Bruno P. W. Reis

     Belo Horizonte, MG, Brasil · 

    “Faz tempo que eu acompanho integralmente a crítica do Claudio Burian à política econômica da Dilma (a orientação geral foi até esboçada nos últimos anos do Lula, mas foi reforçada e ampliada e orgulhosamente promovida como “nova matriz” pela Dilma): temerária, desestabilizou a economia e, sim, retomou velhos cacoetes (“erros velhos”, dizia o falecido Palocci) e, cereja do bolo, concentradora de renda. Um desastre. Admito que a alusão reiterada do WGS aos “pobres” ao longo do artigo me incomoda um pouco (soa um pouco “patronizing”, como dizem os americanos), mas entendo o que ele quer dizer, e tendo a acompanhar. Tem pouco a ver com o detalhe da política econômica (menos ainda com as barbeiragens da Dilma), e mais a ver com uma empatia popular que se cristalizou no momento em que Lula foi à presidência e só fez ganhar escala e intensidade com os resultados que, bem ou mal, ele conseguiu entregar depois. Isso cria um lastro de identificação popular com a figura, que em condições normais se transfere mesmo para o próprio sistema político. Nesse sentido, tendo a dizer que não só Lula, mas também Fernando Henrique, em grau menor, são parte relevante do próprio lastro institucional de nosso sistema político.

    E aí a coisa começa a complicar. Quase tudo o que (penosamente) se levanta contra o Lula aparentemente se pode observar de maneira bastante análoga também para o caso do FH: doações a instituto, palestras caras, vantagens para a família etc. A meme predominante na rede é então que se investigue todo mundo. Já eu digo que, desse jeito, não tem sistema político que funcione. Porque, até onde se consegue ver, embora venham sendo tratadas como presumivelmente ilegais, aparentemente essas doações não são manifestamente ilegais. É uma putaria, se se quiser, mas isso acontece assim, literalmente, no planeta inteiro. Dilemas da inevitável convivência entre democracia e capitalismo. Descontadas as possíveis exceções habituais das anomalias da Escandinávia e as suíças da vida, virtualmente todo chefe de governo enriquece depois de deixar o cargo. Pelo simples fato de que, por definição, um ex-presidente ou um ex-primeiro-ministro é um hub central de uma vasta rede que ocupa posição poderosa no sistema político. Vai fluir bajulação, boa vontade e, claro, dinheiro pra lá. Barabási explica. Vale não só pra FH, Lula, mas muito notoriamente para Clinton, de maneira mais claramente corrupta para Chirac, Sarkozy e, eu apostaria, pra todos. A menos que se recusem terminantemente a dançar essa valsa. Essas coisas costumam se tornar “liabilities” políticas depois (assim o Bernie vai atazanar a Hillary falando dos contatos dela com Wall Street etc.), mas não são ilícitos penais. Não são, em princípio, matéria criminal.

    Queremos parar com isso? Se quisermos, tudo bem, mas aí tem que pedir ao Congresso pra escrever uma lei proibindo, fixando uma quarentena pra ex-presidentes e ex-mandatários em geral. Ou elevando-os a senadores vitalícios, como fazem alguns países, o que pode fazer com que algumas restrições continuem operando. Ou regulamentando lobby e dizendo com clareza o que pode e o que não pode fazer. O que é um tiro no pé é simplesmente deixar qualquer governante, e qualquer político, com uma espada na cabeça derivada da incerteza quanto à interpretação futura que algum juiz vai dar à reiteração de práticas correntes, públicas, lícitas – conquanto, no limite, indesejáveis segundo algum critério ético mais exigente. Simplesmente porque todo sistema político é uma imensa teia de compromissos, acertos, concessões mútuas, favores. É sobre acertos entre interesses contraditórios que uma ordem política fica em pé. Alargar os interesses contemplados é um desiderato, claro, mas é também um desafio. Parte disso se dá em bases mais abstratas, programáticas, mas boa parte se dá no varejo da barganha fisiológica e da troca de favores mais tópicos e imediatos. Em. Qualquer. Lugar. Do. Planeta. Aumentar o teor da barganha programática em detrimento da barganha fisiológica é um objetivo louvável, mas isso só se dá lentamente, por autonomização burocrática progressiva, legislação penosamente negociada (também no varejo), mobilização e organização política popular, ao cabo de gerações, séculos. NÃO se dá (ao contrário, se destrói) por esforços (mesmo bem intencionados) de “passar o sistema a limpo”, de fazer “faxinas” na política, “zerar” o jogo, dar reboot.

    No nosso caso atual, nós estamos pegando o sistema político que, em toda nossa história, funcionou MENOS mal (sim, é difícil fazer essa coisa funcionar bem), exemplo mundial de políticas sociais bem desenhadas e implementadas, bem classificado em qualquer ranking sério de integridade eleitoral e, bem no meio de nossa pior crise econômica em vinte anos, travando tudo em nome de uma investigação que, conquanto bem-vinda em princípio, opera sem limites tentando mimetizar um precedente italiano que (mesmo lá) já produziu desastre, e não por acaso não voltou a acontecer do mesmo jeito em lugar nenhum. Enquanto isso, se permite jogar todo o sistema político num nível de incerteza tal que, literalmente, o impede de funcionar, e portanto de administrar a própria crise econômica, já que nenhum compromisso, nenhuma negociação pode prosperar se você não sabe se o seu interlocutor não vai estar preso na semana que vem. Enquanto isso, submetemos todas as principais referências eleitorais do país (hoje o Lula, amanhã o FH ou alguém mais) à humilhação permanente. Isso corrói a credibilidade, a capacidade operacional e, sim, no limite, a estabilidade do sistema político. Estou fora, chega. Sim, basta! Para o FH e para o Lula devíamos estar construindo estátuas, enquanto discutimos no Congresso as melhores formas de tapar os ralos detectados a partir das fases iniciais da Lava-Jato, até pra tentar blindar a elite política do assédio predatório pelos plutocratas e pelo crime organizado. Pegar o capo, é pra quando eu brigo com a máfia. Sou um reformista, nunca fui um revolucionário. Pra chefe político com serviço prestado ao país, eu quero é homenagem.”

     

  7. Marcelo R S

    10 de março de 2016 12:09 pm

    (Sem título)

  8. José Carlos Lima...

    10 de março de 2016 4:59 pm

    o codigo

    o codigo moro

     

    http://emporiododireito.com.br/o-codigo-moro-por-leonardo-isaac-yarochewsky/

  9. Cláudio José

    10 de março de 2016 7:52 pm

    NOTA IMPORTANTE

    Zelem pela paz, pede CNBB aos brasileiros frente à crise política

    QUINTA-FEIRA, 10 DE MARÇO DE 2016, 15H15    

    “Conclamamos a todos que zelem pela paz em suas atividades e em seus pronunciamentos”, pede os bispos em nota

    CNBB

    A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta quinta-feira, 10, durante coletiva de imprensa, nota sobre o momento atual do Brasil aprovada pelo Conselho Permanente, reunido de 8 a 10 deste mês, na sede da Conferência, em Brasília. 

    Na nota, a CNBB manifestou preocupações diante do momento atual vivido pelo país. “Vivemos uma profunda crise política, econômica e institucional que tem como pano de fundo a ausência de referenciais éticos e morais, pilares para a vida e organização de toda a sociedade”.

    Ainda no texto, a Conferência recordou a necessidade de buscar, sempre, o exercício do diálogo e do respeito. “Conclamamos a todos que zelem pela paz em suas atividades e em seus pronunciamentos. Cada pessoa é convocada a buscar soluções para as dificuldades que enfrentamos. Somos chamados ao diálogo para construir um país justo e fraterno”, declara em nota.

    Confira a íntegra do texto:

    NOTA DA CNBB SOBRE O MOMENTO ATUAL DO BRASIL

    “O fruto da justiça é semeado na paz, para aqueles que promovem a paz” (Tg 3,18)

    Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, reunidos em Brasília-DF, nos dias 8 a 10 de março de 2016, manifestamos preocupações diante do grave momento pelo qual passa o país e, por isso, queremos dizer uma palavra de discernimento. Como afirma o Papa Francisco, “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião a uma intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).

    Vivemos uma profunda crise política, econômica e institucional que tem como pano de fundo a ausência de referenciais éticos e morais, pilares para a vida e organização de toda a sociedade. A busca de respostas pede discernimento, com serenidade e responsabilidade. Importante se faz reafirmar que qualquer solução que atenda à lógica do mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e se desvia do caminho da justiça.

    A superação da crise passa pela recusa sistemática de toda e qualquer corrupção, pelo incremento do desenvolvimento sustentável e pelo diálogo que resulte num compromisso entre os responsáveis pela administração dos poderes do Estado e a sociedade. É inadmissível alimentar a crise econômica com a atual crise política. O Congresso Nacional e os partidos políticos têm o dever ético de favorecer e fortificar a governabilidade. 

    As suspeitas de corrupção devem ser rigorosamente apuradas e julgadas pelas instâncias competentes. Isso garante a transparência e retoma o clima de credibilidade nacional. Reconhecemos a importância das investigações e seus desdobramentos. Também as instituições formadoras de opinião da sociedade têm papel importante na retomada do desenvolvimento, da justiça e da paz social.

    O momento atual não é de acirrar ânimos. A situação exige o exercício do diálogo à exaustão. As manifestações populares são um direito democrático que deve ser assegurado a todos pelo Estado. Devem ser pacíficas, com o respeito às pessoas e instituições. É fundamental garantir o Estado democrático de direito.

    Conclamamos a todos que zelem pela paz em suas atividades e em seus pronunciamentos. Cada pessoa é convocada a buscar soluções para as dificuldades que enfrentamos. Somos chamados ao diálogo para construir um país justo e fraterno.

    Inspirem-nos, nesta hora, as palavras do Apóstolo Paulo: “trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, tende o mesmo sentir e pensar, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco” (2 Cor 13,11). 

    Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, continue intercedendo pela nossa nação!

    Brasília, 10 de março de 2016.

    Dom Sergio da Rocha
    Arcebispo de Brasília
    Presidente da CNBB

    Dom Murilo S. R. Krieger
    Arcebispo de S. Salvador da Bahia-BA
    Vice-Presidente da CNBB

    Dom Leonardo Ulrich Steiner
    Bispo Auxiliar de Brasília-DF
    Secretário-Geral da CNBB

     

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