Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Luiz Cesar 2
4 de janeiro de 2014 2:22 amA carta de Ano Novo de Miruna
A carta de Ano Novo de Miruna Genoíno
http://www.ocafezinho.com/2014/01/01/a-carta-de-ano-novo-de-miruna-genoino/
Marcos Chiapas
4 de janeiro de 2014 3:17 amCalendário Insurrecional do Brasil
Por que um Calendário Insurrecional do Brasil?
O Brasil foi construído por meios violentos. Em nossa história, já se dizia mais de trezentos anos atrás, “os alicerces assentaram sobre sangue, com sangue se foi amassando e ligando o edifício”. A apropriação da terra se fez e se faz, do século XVI ao XXI, por meio da expulsão, incorporação forçada ou extermínio dos povos indígenas. O mundo do trabalho foi por mais de três séculos dominado pela escravidão, ou seja, pela permanente possibilidade de uso da violência. A unidade política do país foi resultado de negociações e de conflitos sangrentos, com vitórias das forças do Estado sobre movimentos que iam de pequenas agitações de rua a imensas guerras civis, com importante participação popular e um saldo de milhares de mortos. Nossos quase dois séculos como nação independente são uma incessante acumulação de escombros, história de grandes e de pequenas lutas, tragédia de grandes e de pequenos massacres, farsas dos que vivem de apagar os rastros da barbárie para melhor legitimar a civilização que a produz.
Não contamos os eventos sangrentos como glórias do passado. Eles raramente frequentam nossa memória histórica e mesmo nestes casos apenas como acidentes de percurso ou dolorosas mas inevitáveis eliminações de barreiras ao progresso. Aprendemos a ver a história do Brasil como uma linha evolutiva pontuada por eventos supostamente pacíficos. Um “descobrimento” amistoso, uma Independência como “desquite amigável” ou “acordo de elites”, uma proclamação da república à qual o povo assistiu “bestializado”, duas ditaduras implantadas sem resistência imediata e derrubadas sem uma insurreição popular, sendo a oposição aberta ao autoritarismo obra de grupos isolados – “idealistas”, quando não “terroristas”. Avanços nos direitos e na cidadania vêm sempre de cima para baixo: da primeira constituição, oferecida pelo Imperador, à última, fruto de uma abertura política controlada pelo regime autoritário, passando pela Abolição como dádiva de princesa e pelos direitos trabalhistas concedidos pelo Pai dos Pobres. Comportem-se para que o progresso social venha por si mesmo, insurjam-se para que o progresso seja interrompido – esta é a moral da nossa história.
Ocorre que a trajetória encoberta pelo cortejo triunfal do progresso não deixa qualquer perspectiva de paz no futuro. A violência dos poderes públicos e privados não é uma particularidade nossa, mas a consciência tranquila diante dela talvez seja, pois o que mais impressiona em tudo isso é que ainda nos vejamos como um “povo pacífico”. Acostumamo-nos a condenar a menor violência como forma de luta dos oprimidos, mas a toma-la como legítima quando parte dos opressores, por mais exagerada que ela seja. Na mitologia nacional, não somos apenas pacíficos, somos também acomodados, inertes, incapazes para a organização e para a ação política. Por isso a verdadeira Revolução não nos pertence.
Este discurso, que se construiu junto com a ideia de uma nação brasileira, foi questionado e recolocado em diferentes momentos, sendo 2013 um ano de ruptura nesta tradição. Sob o impacto das grandes manifestações em torno da pauta dos transportes a partir de junho, milhões de brasileiros, sobretudo os mais jovens, irromperam na esfera pública. Para muitos era a primeira oportunidade de um aprendizado político para além dos meios institucionais. Algumas experiências indicaram o potencial de organização autônoma da juventude, caso do próprio Movimento Passe Livre, que vinha de uma trajetória de anos de luta e que desconcertou os políticos tradicionais, incapazes de lidar com uma força política que não se coloca como uma direção. Mas é o caso também das assembleias populares, primeiramente em Belo Horizonte, e das ocupações de câmaras municipais em diversas cidades do país. Outras experiências apontam para a disposição da juventude em enfrentar as mentiras e a força bruta que sustentam a ordem capitalista vigente, o que no plano da luta imediata significou enfrentar a mídia corporativa e o aparelho repressivo estatal, principalmente a Polícia Militar. Uma onda de desobediência atravessa o país, num processo que só aparentemente se esgotou.
Como se verá neste Calendário, essas formas de organização e mobilização têm precedentes importantes. Não é um acaso que o discurso midiático, na tentativa de capturar e deturpar os sentidos da luta popular, se baseou nas imagens de um país acordando e em gritos de “sem violência”. Para eles, a narrativa de uma história pacífica e sem experiências anteriores de organização e luta popular precisava ser restabelecida, depois de ser demolida nas ruas em junho. Tal esforço de manipulação passa pela deslegitimação e criminalização das lutas sociais no Brasil, o que se viu com mais virulência na ofensiva contra os Black Blocs, que contou com bastante adesão nos quadros da esquerda partidária.
Ocorre que nada disso era totalmente novo. “Vândalos”, “bárbaros” e “bandidos” eram alguns dos nomes usados para negar o caráter político da Cabanagem (1835) e da Balaiada (1838), por exemplo. “Agitadores”, “subversivos” e “terroristas” eram os rótulos que a ditadura pós-1964 colocava naqueles que a enfrentavam. A estratégia não é nova: para desmantelar o poder popular, que lhe seja negada a existência como força política e que seja apagada sua história. Feito isso, a brutalidade policial dá conta de sufocar as vozes que vêm das ruas.
Antes que estejamos ainda mais silenciados pela repressão, é preciso lembrar duas coisas. Primeiro, que o povo deste país não acordou em junho porque nunca dormiu, e é por isso que as revoluções, as insurreições e as mobilizações populares como um todo serão lembradas aqui. Segundo, que o slogan “sem violência” só é legítimo se dirigido também, e sobretudo, ao Estado brasileiro, que é o maior algoz de sua população. A brutalidade da polícia não começou em junho. Ela faz parte da rotina de milhões de brasileiros, que vivem constantemente sob um estado de exceção. Por isso, vamos rememorar não apenas as lutas, mas também os massacres. Não só as experiências de organização popular, mas também as chacinas que perpassam ditaduras e “democracias”, como a atual.
Contar a história de um Brasil sonolento e sem violência é uma estratégia dos vencedores do momento, que por sua vez são herdeiros de uma longa tradição de manipulação do passado. Este Calendário Insurrecional do Brasil tem como tarefa romper com a narrativa de um país sem conflitos.
“Os mortos não estarão em segurança se o inimigo vencer
Combatemos para que não morram a morte do esquecimento
Combatemos para impedir o inimigo de vencer”
Hino à Rua, 2013
https://www.facebook.com/pages/Calend%C3%A1rio-Insurrecional-do-Brasil/382169541926412?fref=ts
Walker
4 de janeiro de 2014 11:15 pmQue querido, o menino
Que querido, o menino chilapindo pegando em armas diante do Facebook. Adorável!!!! Muito mimoso…
FLAVIO ROBERTO CHADDAD
4 de janeiro de 2014 3:39 amDESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
O DESAFIO DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Flávio Roberto Chaddad [1]
Hoje muito se fala em desenvolvimento sustentável. Ou seja, produzir respeitando a capacidade de suporte e renovação de recursos pela Terra. Mas, será possível este tipo de desenvolvimento? Será que este tipo de desenvolvimento pode ser uma realidade? Levando-se em conta o nosso sistema de produção, o capitalista, no meu ponto de vista esta seria uma empreitada impossível. O capitalismo vive do lucro, da realização da mais valia. Sem a alta taxa de lucro não seria possível ele sobreviver. E como ele consegue obter esta taxa de lucro?
A resposta está no consumo. Através da propaganda maciça da mídia que cria necessidades nas pessoas, fazendo-as se compararem com a mercadoria, o capitalismo se matem e, através da descoberta de novas tecnologias, ele se renova constantemente. Para manter este ciclo produtivo ele consome muitos hectares de terra e água e uma infinidade de matérias primas, que é mais conhecida como pegada ecológica. A pegada ecológica que a Terra consegue manter-se gira entorno de 1,7. Hoje, o mundo está sinalizando uma pegada ecológica de 2,1. Ou seja, muito maior do que a capacidade suporte do planeta Terra. Um dado importante que a primeira vista impressiona muito, neste aspecto, é a pegada ecológica dos EUA (Estados Unidos da América) que gira entrono de 9,5. Ou seja, se todos os países do mundo atingissem o mesmo desenvolvimento econômico e industrial dos EUA necessitaríamos de 5 planetas Terra. Um absurdo!!!
Se por outro lado, os consumidores, por algum motivo, como a conscientização, parassem de consumir o capitalismo não teria mais razão de ser, pois o capitalismo vive do lucro constante, da produção de mais valia. Assim, como produto desta consciência ambiental, muitas pessoas perderiam os empregos, pois vivem da atividade industrial e de serviços. Seria praticamente um caos social. Aonde, então, reside à possibilidade do desenvolvimento sustentável? Dentro do sistema capitalista é impossível de ser atingido o desenvolvimento sustentável, uma economia solidária com a vida, e, mais que isto, não há matéria prima pára todos. Por isso, acredito que os países emergentes ou em desenvolvimento nunca irão atingir o desenvolvimento sustentável no interior do processo capitalista. Seria necessário um sistema mais solidário com a vida, um sistema que não visse o lucro constante como seu principal objetivo, um sistema que olhasse para as pessoas e a natureza não como objetos, mas como entidades de singular importância para a vida na Terra.
Hoje, como produto do sistema capitalista, temos uma variada gama de situações problemas que se não forem remediadas a tempo, tendem a acelerar o momento caótico em que estamos atravessando, como, por exemplo, crimes de toda natureza, pobreza/miséria generalizadas, guerras, mortes, perda maciça da biodiversidade (conjunto de plantas e animais que habitam determinadas regiões do globo), perda de solo, assoreamento de cursos e reservatórios de água, aquecimento do planeta, que irá ainda mais acirrar esta situação caótica, destruição da camada de ozônio, chuva ácida, e assim por diante…. Em vista disso, uma pergunta se faz necessária: como se desenvolver industrialmente sem destruir o meio ambiente? Este é o grande entrave do desenvolvimento sustentável: como produzir e resguardar a qualidade de vida para a atual geração e os recursos do planeta Terra para as futuras gerações (homem e natureza). Se for no interior do capitalismo não acredito que isto seja conseguido.
[1] Graduado em Engenharia Agronômica pela UNESP/Botucatu; Graduado em Ciências Biológicas pela UNIP/Bauru; Graduando em Filosofia pela UNIFRAN; Especialista em Educação Ambiental UNESP/Botucatu; Especialista em Gestão da Educação Básica e Gestão Ambiental pelo Centro Universitário de Araraquara (UNIARA); Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) e Mestrando em Educação Escolar pela UNESP/Araraquara.
Adir Tavares
4 de janeiro de 2014 9:50 amInsólito: as minas em chamas
Insólito: as minas em chamas
por Informação Incorrecta
E Derweze não é nem o caso maior ou o mais antigo.
O incêndio de Centralia, na Pennsylvania (EUA), teve um impacto bem maior. Aldeia de 2.000 habitantes nos anos 50 do século passado, hoje conta com 10 residentes. A razão? O incêndio da mina de carvão que deflagrou por acidente em 1962 e que ainda torna o ar irrespirável. As previsões não são muito optimistas: segundos o cálculos, há combustível suficiente para alimentar o fogo ao longo dos próximos 250 anos.
Em Planitz, parte da cidade de Zwickau (Alemanha), uma camada de carvão tinha sido queimada em 1476 e só foi extinta em 1860.
Em Dudweiler (Sarre, sempre Alemanha) um incêndio de carvão aceso por volta de 1668 ainda hoje está em chamas: baptizado de Brennender Berg (“A Montanha Queimada”), tornou-se desde cedo uma atracão turística e até foi visitado por Johann Wolfgang von Goethe.
Alguns fogos têm origem em desastres: é o caso da Strongman Mine (1967, 19 minadores mortos) e de Pike River Mine (em 2010, 29 mortos), ambas na Nova Zelândia. Outros têm origem numa auto-injecção, como no caso das Smoking Hills (Canada): descobertas em 1826, não é conhecida a data do começo do incêndio.
Se na maior parte dos casos estes incêndio são vistos como uma curiosidade ou pouco mais, por vezes representam um problema não indiferente.
por ano: mas os fogos nas minas destroem entre 10 e 200.000.000 toneladas de carvão no mesmo período. Neste caso, os incêndios de carvão estendem-se na zona norte do País (Xinjiang, Mongólia Interior e Ningxia), uma área onde são contabilizados mais de 100 grandes incêndios deste tipo.
Além das perdas económicas, estes fogos nunca apagados contribuem consideravelmente para a poluição do ar, de forma a tornar-se um problema que tem ganho a atenção internacional.
Também na Indonésia a situação é complexa: carvão de superfície é muitas vezes queimado para destruir as florestas, mas isso provoca o incêndio de depósitos de carvão com afloramento na superfície, o que começa fogos fora de controle. Estima-se que só em 1998 houve mais de 250.000 fogos deste tipo no País.
Em Outubro de 2004, o fumo originado cobriu partes substanciais de Bornéu e de Sumatra,
interrompendo as ligações aéreas, aumentando as admissões hospitalares nas áreas limítrofes também (Brunei , Singapura e Malásia).
O fogo mais antigo está localizado na Austrália. É o Burning Mountain (“A Montanha que Queima”), no Galês do Sul: as estimativas apontam como data de início da combustão o 4.000 a.C.
Interpretado pelo primeiros colonos europeus como um fenómeno ligado ao vulcanismo, só mais tarde foi reconhecido como incêndio, cuja frente desloca-se para o Sul com uma velocidade de 1 metro por cada ano.
Ipse dixit.
http://informacaoincorrecta.blogspot.com.br/2014/01/insolito-as-minas-em-chamas.html
Roberto São Paulo-SP 2014
4 de janeiro de 2014 10:36 amA aposta no desgaste natural dos Governos do PT
Creio que a falta de discurso alternativo por parte da oposição PSDB/PFL,PSDB/DEM e agora do PSDB/?, ocorreu e ocorre em função de uma aposta no desgaste natural do PT, além de confiança exagerada no poder da grande mídia.
No início de 2002, a dolarização da dívida interna, o peso da dívida externa, e reservas Cambias em quase zero, e a falta de quadros no PT para conduzir o Governo Federal, levaram a oposição PSDB/PFL a apostar em “Lula, o o breve” e na alternância natural do poder.
Em 2008 em função da quebra do Lehman Brothers e da grave crise econômica nos países desenvolvidos, levaram o PSDB/DEM a voltar a apostar no desgaste no Governo do Presidente Lula em função do desemprego e da queda da produção de bens e serviços.
Agora em 2013 o PSDB, em função da crise fiscal na zona do euro, das mudanças na política monetária nos EUA, voltou a apostar na “tempestade perfeita” que provocaria uma crise cambial, desemprego e queda da produção, todo o discurso e os programas políticos de rádio e TV do PSDB no início de 2013, foram desperdiçados em função dos erros de avaliação por parte dos economistas do PSDB, principalmente de Armínio Fraga e Gustavo Loyola.
Todas estas apostas foram realizadas na confiança exagerada no poder da grande mídia, desprezando o crescimento do debate nas redes sociais.
Agora diante da realidade dos fatos, com a queda significativa do desemprego, do aumento da renda e do consumo das famílias, resta pouco tempo para mudar o discurso, e mesmo que corra uma mudança no discurso, não haverá tempo suficiente para que ele seja reconhecido pela maior parte do eleitorado, já que a grande maioria do eleitorado não acompanha regularmente o noticiário, político e econômico, o que torna necessários anos ou décadas de persistência.
Aliás foi o que fez o PT desde dos anos 80, a cada ano, a cada eleição.
Cláudio José
4 de janeiro de 2014 1:24 pmPROJETO: O MOTORISTA DO FUTURO
Rio de Janeiro, 4 de janeiro de 2013PROJETO: O MOTORISTA DO FUTURO Caros amigos (as) nesse final de ano, graças a Deus o número de acidentes fatais nas estradas diminuiu. Pensando numa maneira de salvar mais vidas, gostaria de sugerir um projeto ao povo brasileiro: O MOTORISTA DO FUTURO, onde os Detrans ao entregar a carteira de motorista pela primeira vez, ou na renovação. daria para os motoristas um DVD com dicas de pilotos e da Polícia Rodoviária Federal de como o mesmo, deve se preparar para enfrentar as nossas estradas. Se nós salvarmos uma só vida, com esse projeto (ideia) o investimento já valeu a pena. pois quanto mais boas dicas, forem repassadas, para os nossos motoristas, nós teremos menos mortes, nas estradas do Brasil. Sei que tem muita gente, que ganha muito bem, para fazer o que estou fazendo de graça, ajudando o meu povo e o meu país. Atenciosamente: Cláudio José, um amigo do povo e da paz.
Obelix
4 de janeiro de 2014 2:21 pmAterrador.
Prezados e prezadas, o Senhor Gunter comumente é tido como um ponto fora da curva no quesito da defesa das minorias.
Nada demais.
Embora eivado de contradições como noticiar o conservadorismo pragmático petista embarcado na candidatura PS(D)B (ótima sacada do Diogo Costa) e PSDB, com Heráclito e Bonhausen como signos da “modernidade”, suas preocupações são sinceras, embora deslocadas.
Parte deste fenômeno reside nos limites da luta setorial por direitos de minorias, porque reivindicá-los significa reconhecer a existência de um pensamento majoritário e seus direitos, e mais grave para eeste grupos: se incorporar ao que dizem ser a “normalidade”, enquanto carregam como identidade simbólica o símbolo da diversidade.
Não é um processo fácil. Talvez por este motivo a propaganda do PV LGBT tenha martelado estereótipos, ao invés de mostrar gays exercendo a sua “normalidade cidadã”, como dizem pretender.
Lógico que há limites difíceis para esta relativização, que se levada a cabo e as últimas consequências acaba por legitimar as violações, mas por outro, sua absolutização encontra sérias restrições quando acabam por expressar uma seletividade geopolítica (no campo externo) e inter fronteiras, na instância das sociedades e sua noção de soberania.
Outro ponto nevrálgico é a falta de uma instância que reúna condições “morais” de impor uma agenda universal, dada a captura destes organismos e grupos, onde interesses alheios seguem contrabandeados, como é o caso explícito dos ecopentencostais ou ecomilitantes ou os grupos estrangeiros de defesa indígena.
Mas há casos que não se pode tergiversar.
Assombrosa a matéria do The Independent, que você pode ler aqui:
http://www.independent.co.uk/news/world/africa/crisis-in-south-africa-the-shocking-practice-of-corrective-rape–aimed-at-curing-lesbians-9033224.html
Trata-se da versão sul-africana da “cura gay”, manifestada em estupros corretivos, onde mulheres lésbicas são atacadas por grupos de homens, mortas ou deixadas à morte, violadas com objetos como bastões, amarradas com suas vestes íntimas e toda sorte de “terapia”.
Como sempre, a legiitimação social do fenômeno repercute na leniência estatal na punição.
Mas o mais grave, e digno de nota para este nosso debate, é o caso de Pearl Mali, entregue a seu “terapeuta” pela própria mãe, que desejava afastar o “doença” do lesbianismo na filha.
Este dado acrescente um componente de complexidade que extrapola simplifcações no tema.
Não satisfeita, a mãe de Pearl convidou o homem a residir na casa das duas, como um tipo de “homecare”, e após quatro anos de abusos e frustradas notícias à polícia, Pearl conseguiu ordem de restrição de aproximação, que foi, por óbvio, violada, onde teve que lutar com o agressor, que não consumou novo ato sexual, mas chutou-lhe os pontos da operação cesárea, o que lhe acarretou diversos problemas.
A mãe e seu cúmplice sumiram com a criança, sob a alegação que o toque entre mãe e filho acarretaria “contágio”.
Mas fica a dúvida, os mesmos países que celebraram o legado de Mandela, hipocritamente, é claro, e que o empurraram a aceitar os termos de uma rendição imposta, sob o título engraçado e trágico de reconciliação, como se os próprios negros, agora senhores de seu estamento político não pudessem transitar entre a paranoia da vingança e a omissão em fazer justiça e punir os crimes do apartheid e dos racistas, como faremos para intervir neste cenário sem incorrer em violações ao princípio da autodeterminação dos povos e suas escolhas.
Como o Senhor Gunter poderá defender uma intervenção direta da África do Sul e esquecer Israel ou os EEUU e Guantánamo, por exemplo?
Como não respeitar as crenças culturais de um povo, ainda que manipuladas(como sempre, em todo canto) por conservadores religiosos?
Quem tem este direito?
É preciso responder rápido. “As curas gays evoluem rápido”.
Motta Araujo
4 de janeiro de 2014 7:26 pmhttp://www.historica.arquivoe
http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/anteriores/edicao33/materia03/
LOURDES CATÃO E AS DEZ MAIS ELEGANTES – O colunismo social teve grande importancia politica nos anos 50,
genero que perdeu seu papel com a mudança da sociedade brasileira. Um dos ícones dessa época é Lourdes Catão, que dá nesta semana entrevista para a Veja. È impressionante a travessia do tempo dessa linda senhora, uma das Dez Mais Elegantes em todas as listas do colunista Ibrahim Sued e de seu rival mais antigo Jacinto de Thormes (Maneco Muller), Jacinto escrevia no Diario Carioca, Ibrahim no Globo e Manchete.
O colunismo social foi inventado nos EUA nos anos 20 pelo celebre jornalista Walter Winchell como um movimento de elevação social de um grupo fora do Social Register. Era o nascimento do “café society”, alpinistas que não pertenciam as grandes familias que não apareciam e só se relacionavam intramuros, como os Rockefeller, os Morgan, os Mellon, os Vanderbilt, os Astor, os Frick, os Du Pont, os Firestone, os Harriman, os McCormick.
O “café society” gostava de aparecer, seu centro em Nova York era o Stork Club, uma boate da moda. Havia uma ligeira intercambiação com a sociedade tradicional mas não muita. No Brasil reproduziu-se esse contexto nos anos 40, com as familias tradicionais da sociedade mercantil, diplomatica, politica, financeira e agraria dos tempos imperais
reservadas e um novo grupo em ascenção, o novo dinheiro do “café society em ascenção a partir de 1930.
As DEZ MAIS ELEGANTES são uma mescla desses dois grupos, no Rio com duas listas mas onde muitos nomes se repetiam, em São Paulo as Dez Mais do colunista José Tavares de Miranda, focando na mescla das sociedades da imigranção, os Matarazzos, Crespis, Morganti e Jafet, com a elite cafeeira que ainda subsistia, os Penteado, Almeida Prado, Coutinho Nogueira, Assumpção, Prado, Lara Campos, Pupo, Alvares Penteado, Whitaker.
Nas Dez Mais do Rio apareciam quase sempre Lourdes Catão, Teresa Sousa Campos (hoje Orleans e Bragança), Carmen Mayrink Veiga, Elisinha Moreira Salles, Josefina Jordan, Candinha Silveira, Adelaide de Castro, Teresinha Muniz Freire, Elisinha Moreira Salles, Lilian Xavier da Silveira.
Em São Paulo as constantes, Renata Mellão, Yolanda Penteado, Turquinha Muniz de Souza, Marjorie Prado.
No Rio as listas eram aguardadas com ansiedade, davam uma nota de destaque às escolhidas e aos escolhidos, porque tambem havia a lista masculina dos dois colunistas, Didu de Soua Campos, meu calega no BB, não faltava.
Hoje esse mundo literalmente acaboum a sociedade vulgarizou-se de tal maneira que permance apenas a um nucleo pequeno de sociedade tradicional em São Paulo e no Rio, que não se mistura e convive intra muros para não se contaminar com as vastas camadas de “”nouveaux riches” cafonas sem pedigree onde abundam corruptos, traficantes, golpistas,cafetões, aviões de negfocios rápidos e escusos, que sempre existiram mas ficavam marginais aos grupos sociais mais altos, hoje são eles a soi disant “high society”, mais misturada que cocktail de frutas, Ibrahim
que não era santo ficaria horrorizado, Jacinto tamparia o nariz e Tavares de Miranda se trancaria em casa.
Salve Lourdes Catão, memoria dos anos dourados, savoir vivre em dia, continua linda e charmosa.
CELSO ORRICO
4 de janeiro de 2014 8:50 pmoxe, lá não é o “paraíso” dos coxinhas..
aqui quando chove e fecha aeroportos querem quebrar tudo e lá como são tratados? masi de 3 mil voos cancelados se fosse aqui o mundo desabava..
Nevasca nos EUA atrapalha retorno de brasileiros ao país
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE NOVA YORK
Brasileiros estão presos no aeroporto JFK, em Nova York, desde a última quinta-feira (2), na tentativa de embarcar para o país. Com remarcações e cancelamentos de voos, as pessoas dormiram no chão do aeroporto, tiveram problemas médicos e momentos de tensão com representantes das companhias aéreas.
Tempestade causa 15 mortes nos EUAChicago pode registrar 29º abaixo de zero
O engenheiro civil Eduardo Stahlhoefer chegou com a mulher e dois filhos ao aeroporto na sexta-feira por volta das 6h. Como a filha tinha vestibular para Medicina no domingo, tentou um voo via Miami, que foi cancelado. A segunda opção foi tentar embarcar via Cidade do Panamá. Por fim, foi oferecido um voo da Delta para São Paulo. A família aguardou até a meia noite, quando o voo foi cancelado. O voo para a Cidade do Panamá acabou saindo no meio da madrugada.
“Se arrependimento matasse. É lastimável, estamos sendo tratados como animais. Passamos a noite no chão. Ninguém fala o que está acontecendo. Ontem, mudaram o portão quatro vezes, a gente caminhou o aeroporto todo, até cancelarem o voo”, disse Stahlhoefer.
Andrew Gombert/Efe
Movimentação no aeroporto JFK, em Nova York, nesta sexta-feira (3)
O engenheiro contou que de madrugada o grupo de brasileiros teve que sair da área de embarque para fazer um novo check-in, para o voo previsto para a tarde deste sábado. “Não queriam deixar a gente embarcar de novo. Pediram para a gente dormir no saguão de entrada, onde não tem cadeiras nem aquecimento.”
O médico Daniel Boris Ghetler também enfrentou dificuldades por conta do frio. “O pessoal da Delta queria que a gente saísse do aeroporto com 12 graus negativos, a noite mais fria em muitos anos. E não ofereceram hotel. Aliás, todos os hotéis estão lotados.”
O filho de Daniel também tinha uma prova marcada de residência médica. “Mesmo que ele chegue, estará muito cansado. A gente tentava argumentar com a empresa e três policiais intimidavam a gente, como se nós não fossemos vítimas.”
Outra reclamação dos brasileiros é a falta de informações. “Falam que a neve é todo o problema. Ontem muitos aviões subiram e desceram. Estava o famoso céu de brigadeiro durante todo o dia. Nosso avião estava estacionado e eles, depois de horas mudando de portão, informaram que o problema era que o horário da tripulação havia estourado”, disse Daniel Ghetler.
Durante a noite, um paramédico foi chamado para dar assistência a uma grávida de oito meses e uma senhora com crise de pressão alta. Uma ambulância foi colocada de plantão.
Passageiros que estavam em um voo da American Airlines cancelado na noite de quinta-feira ainda aguardavam para voltar ao Brasil. Na madrugada de sábado, foram para um hotel.
A analista de sistemas Vanessa Arnold fez sua primeira viagem internacional. Resolveu chegar com antecedência no aeroporto, por volta das 15h de sexta. A nova previsão para o seu voo é as 15h deste sábado.
“Na ultima remarcação de portão, à meia-noite, cancelaram o voo. Disseram que não iriam prestar assistência, não dariam hotel. Falaram para pegarmos as malas e sair para fora do terminal, na parte fria do aeroporto. “
Vanessa ligou para o consulado do Brasil. “À noite distribuíram lanches, mantas e travesseiros. Todos dormimos no chão, inclusive crianças e idosos”, relatou. “Às oito horas da manhã eu liguei para o consulado. Eles disseram que se deram cobertor, lanche e travesseiro, estavam nos atendendo. Eu pedi para mandar alguém. Ontem o cônsul veio para ajudar um voo da TAM. Prometeram entrar em contato.”
Motta Araujo
4 de janeiro de 2014 10:28 pmJóia, nevasca , erupção de
Jóia, nevasca , erupção de vulcão, tsunami é tudo a mesma coisa que chuva, não é mesmo?
Zanchetta
4 de janeiro de 2014 11:18 pmAh Celso! Deixa de ser
Ah Celso! Deixa de ser bobinho… se nevasse neste país o que nevou por lá, o PAÍS tinha fechado…
Tamára Baranov
4 de janeiro de 2014 11:42 pmE experimente falar mal dos
E experimente falar mal dos esteites, os coxinhas piram!
Motta Araujo
4 de janeiro de 2014 10:32 pmhttp://www.celebritynetworth.
http://www.celebritynetworth.com/richest-politicians/presidents/kim-jong-un-net-worth/
FORTUNA DO LIDER DA COREIA DO NORTE – Espalhada por 200 contas em mais de dez paises o gentil lider da feliz Coreia do Norte, Kim Jong guarda US$5 bilhões de economias suavemene obtidas em 60 anos de dominio da familia
no prospero Pais, farol da esquerdolandia brasileira, lá é bom para viver mas não para guardar dinheiro.
Zanchetta
4 de janeiro de 2014 11:29 pmAh se fosse em São
Ah se fosse em São Paulo…
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/125865/Maranh%C3%A3o-pode-estar-a-caminho-da-interven%C3%A7%C3%A3o.htm
Tamára Baranov
5 de janeiro de 2014 3:01 pmMorre aos 66 anos Nelson Ned, o ‘pequeno gigante da canção’
DE SÃO PAULO
O cantor Nelson Ned morreu na manhã deste domingo (5), aos 66 anos, devido a complicações de um quadro de pneumonia que o levou a ser internado no Hospital Regional de Cotia no sábado.
A informação de sua morte foi confirmada à Folha pela assessoria do hospital.
No sábado, ele havia dado entrada na instituição com um quadro de infecção respiratória aguda, pneumonia e problemas na bexiga.
Desde o último dia 24 de dezembro, Ned estava registrado na casa de repouso Recanto São Camilo, na Granja Viana, onde recebia diariamente a visita de uma irmã e do cunhado.
Foi na casa de repouso que a ambulância o socorreu, rumo ao hospital.
CARREIRA
Nelson Ned nasceu em Ubá, em Minas Gerais, em 2 de março de 1947.
Nos anos 60, iniciou carreira e gravou discos que repercutiram, inclusive, na América Latina.
Seu maior sucesso é a canção “Tudo Passará”, de 1969. Essa música teve mais de 40 regravações.
Em 1996, Ned lançou a biografia “O Pequeno Gigante da Canção”, referência à sua condição de anão. Ele mede 1,12 m de altura. O apelido foi dado ele pelo ator Paulo Gracindo.
O artista sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) em 2003.
Como consequência do AVC, perdeu a visão de um olho e precisou se locomover com a ajuda de uma cadeira de rodas, além de enfrentar diabetes, hipertensão arterial e foi diagnosticado também com Mal de Alzheimer em fase inicial.
Na década de 1990, Ned se converteu à religião evangélica e, de lá para cá, havia investido numa carreira como cantor gospel, interpretando temas religiosos tanto em português quanto espanhol.
Com 45 milhões de cópias de discos vendidos em todo o mundo, Ned foi o primeiro latino-americano a vender 1 milhão de discos no mercado dos Estados Unidos, onde se apresentou junto com o espanhol Julio Iglesias e o americano Tony Bennett e no qual encheu três vezes o mítico Carnegie Hall, em Nova York.
[video:http://youtu.be/wBaW4PccHuo align:center]
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/01/1393539-morre-aos-66-anos-nelson-ned-o-pequeno-gigante-da-cancao.shtml
Orides
5 de janeiro de 2014 7:34 pmO que houve com os programas Google?
Pessoal, alguém sabe o que houve com os programas Google Chrome e Google Earth no Windows 7?
De repetente, não funcionam mais, evento de erro BEX
Semana passada funcionava sem problemas.