Gilmar diz que não ficaria surpreso se Lava Jato tiver forjado provas contra ele

"Eles partem de ilações absolutamente irresponsáveis. Eu não sei quem é Paulo Preto, nunca o vi. Eles dizem que trabalhou ao meu lado no Palácio do Planalto. Nunca o vi", afirmou o ministro

Jornal GGN – O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes disse ao UOL, na tarde desta terça (6), que não fica surpreso se a turma de Deltan Dallagnol, da Lava Jato em Curitiba, tiver forjado provas conta ele, como abrir uma conta na Suíça em seu nome.

Para o magistrado, a força-tarefa da Lava Jato está “no mesmo patamar ético de verdadeiros criminosos”.

O El País, em parceria com o Intercept Brasil, divulgou hoje reportagem que mostra que Dallagnol incentivou cooperação internacional com a Suíça em busca de contas ou cartão de crédito de Paulo Preto que possa ter alguma ligação com Gilmar.

O procurador demonstrou em várias conversas que tinha o objetivo de derrubar Gilmar do STF ou, pelo menos, conseguir sua suspeição em processos envolvendo a Lava Jato.

Para justificar uma investigação indevida contra Gilmar – os procuradores de Curitiba não têm competência para investigar pessoas com foro privilegiado – Deltan usou um “boato” de que o ministro teria ligações com Paulo Preto, operador do PSDB preso na Lava Jato em janeiro de 2019.

“Eles partem de ilações absolutamente irresponsáveis. Eu não sei quem é Paulo Preto, nunca o vi. Eles dizem que trabalhou ao meu lado no Palácio do Planalto. Nunca o vi”, afirmou o ministro a jornalistas antes da sessão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

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