Giro Econômico do GGN: confira um panorama da economia global

EUA fala em manter juros próximos de zero até 2023, inflação no Reino Unido segue abaixo da meta e empresas chinesas buscam alternativas a Wall Street

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A conjuntura econômica global apresenta uma série de desafios para os mercados por conta do impacto gerado pela pandemia do coronavírus.

A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) melhorou seus prognósticos para a economia global, ao mesmo tempo em que alerta os formuladores de políticas econômicas para que não restrinjam suas estratégias muito rapidamente.

A projeção da entidade para o PIB (Produto Interno Global) global é de queda de 4,5% para 2020 e crescimento de 5% em 2021 – o que é considerada uma melhora expressiva ante o projetado em junho, que apontava retração de 6% neste ano e um crescimento de 5,2% no ano que vem.

A melhoria para as perspectivas de 2020 foi creditada a resultados acima do esperado para as economias da China e dos Estados Unidos durante o primeiro semestre, e uma resposta em grande escala dos outros governos.

Porém, o economista-chefe da OCDE, Laurence Boone, alertou que os governos devem evitar o erro de apertar a política fiscal de forma brusca. “Sem o apoio governamental continuado, as falências e o desemprego podem aumentar mais rápido do que o garantido e prejudicar a vida das pessoas nos próximos anos”, disse Boone, segundo dados do Market Watch.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) manteve as taxas de juros perto de zero, e sinalizou que irá mantê-la pelo menos até 2023 como forma de ajudar a economia norte-americana a se recuperar da pandemia do coronavírus, segundo nota divulgada pela agência Bloomberg.

Um fator que dá força a esse prognóstico é o total de empresas fechadas de forma permanente no país: segundo a NBC News, levantamento elaborado pela empresa Yelp mostra que o ritmo de fechamento de empresas nos Estados Unidos está avançando por conta da pandemia do coronavírus: em agosto, 163.735 empresas indicavam que haviam fechado, alta de 23% desde meados de julho. Nos últimos seis meses, as empresas cujos fechamentos se tornaram permanentes chegaram a 97.966 unidades, o que representa 60% das empresas fechadas que não serão reabertas.

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Economistas também acreditam que os números do desemprego norte-americano podem ser subestimados em milhões. Segundo notícia do The New York Times, os maiores problemas parecem estar relacionados ao programa para suporte a freelancers, trabalhadores autônomos e outros que não aparecem nos dados oficiais: embora os dados oficiais indiquem que quase 15 milhões de norte-americanos estejam recebendo benefícios, alguns economistas acreditam que isso amplia o número real em milhões.

Enquanto a economia faz contas para ver o que é preciso para se recuperar, os trabalhadores do mercado financeiro vivem cenário oposto: segundo a Bloomberg, as empresas de Wall Street podem ser pressionadas pelo pagamento adiantado do bônus aos seus funcionários, por conta das preocupações em torno de um aumento de impostos sob um futuro governo de Joe Biden e o Senado controlado pelos democratas.

Reino Unido

No Reino Unido, as ações no mercado de Londres fecharam os negócios desta quarta-feira em forte queda, com a inflação ao consumidor atingindo seu menor patamar em quase cinco anos: os preços atingiram 0,2% em agosto, ante 1% em julho, por conta de fatores temporários, como o subsídio às refeições em restaurantes.

Ao mesmo tempo, pequenas empresas britânicas podem ter sido salvas após decisão da Suprema Corte de que algumas empresas de seguros deveriam ter arcado com os prejuízos causados pelo bloqueio das atividades devido à pandemia. Muitas seguradoras contestaram a decisão, argumentando que as políticas nunca foram destinadas a cobrir tais restrições.

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Ásia

No Japão, o novo primeiro-ministro Yoshihide Suga, terá uma série de desafios a superar no início de seu mandato, como a pandemia de coronavírus e o risco de novos surtos conforme a economia começa a retomar suas atividades. A partir de sábado, eventos públicos no Japão poderão acomodar até 5 mil pessoas, enquanto restaurantes e karaokês de Tóquio passam a operar de forma livre após a retirada do pedido de fechamento até as 22h por parte das autoridades.

Ao mesmo tempo, a ameaça dos Estados Unidos de proibir empresas chinesas de listarem ações nas bolsas de valores norte-americanas pode levar ao direcionamento de centenas de milhões de dólares em taxas para bancos de investimento da Ásia, conforme as empresas começam a avaliar Hong Kong e os mercados domésticos para levantar capital.

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