4 de junho de 2026

Governo dos EUA rejeita fiança de ex-presidente da CBF

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Jornal GGN – O governo dos EUA rejeitou uma carta de crédito apresentada por José Maria Marin, ex-presidente da CBF. Os advogados do cartola pedem por mais tempo para o depósito, mas a procuradoria dos EUA já indicou que não vai conceder um novo prazo. 

Marin foi preso em maio na Suíça a pedido dos EUA, e foi extraditado para Nova York em novembro, para acompanhar seu julgamento em prisão domiciliar. O acordo dizia que ele teria que pagar US$ 15 milhões por ficar em seu apartamento, na 5ª Avenida, mas seus advogados alegam que tem encontrado dificuldades em conseguir uma parte do dinheiro.

Do Estadão

EUA rejeitam fiança de Marin e cartola pode ter de voltar para prisão

Jamil Chade

Em carta desesperada, advogados suplicam por mais tempo

O governo dos EUA rejeita uma carta de crédito apresentada pelo ex-presidente da CBF, José Maria Marin, e a situação do cartola fica cada vez mais difícil em Nova York. Uma carta obtida pelo Estado e enviada por seus advogados aos juízes da Corte nos EUA aponta que as autoridades americanas rejeitaram o crédito, sob argumento de que o banco que concedeu a carta era brasileiro, e não americano.

A procuradoria dos EUA já indicou que não aceita dar mais um prazo para que Marin encontre o dinheiro. Mas seus advogados, numa carta, suplicaram ao juiz do caso, Raymond Dearie, uma nova data para o depósito. 

Marin, preso na Suíça em maio a pedido dos EUA, aceitou sua extradição para Nova York ao final de novembro, com o objetivo de acompanhar seu julgamento em prisão domiciliar. Pelo acordo, ele pagaria US$ 15 milhões por ficar em seu apartamento, na 5ª Avenida. 

Mas, em diversos momentos, seus advogados pediram um adiamento dos prazos de depósitos de sua fiança, sob a alegação de estarem encontrando dificuldades para conseguir uma parte do dinheiro  – US$ 2 milhões.

Na última sexta-feira, dia 11, o advogado de Marin, Charles Stillman, enviou uma carta ao juiz do caso, Raymond Dearie, informando que as autoridades rejeitaram a proposta de depósito. “Nós estivemos nesta semana com conselheiros do governo para propor uma alternativa para a peça final de crédito”, indicou. “Seria na forma de uma carta de crédito de US$ 2 milhões de uma instituição financeira do Brasil. O governo rejeitou a carta de crédito, sob o argumento de que era de uma empresa não-americana”, disse. 

Mas, segundo o advogado, as autoridades concordaram em examinar os documentos que deixados com o eles. 

“Em resumo, estamos trabalhando com energia para resolver esse problema para que possamos nos concentrar em lidar com o caso propriamente dito”, escreveu. “Posso garantir que estamos trabalhando em total boa fé para completar essa tarefa”, prometeu. “Ninguém deve ter dúvida disso”, insistiu. 

Os advogados, na carta, admitem que a procuradoria americana já rejeitou dar um novo prazo. Mas pedem que Dearie conceda uma nova data. Nesta segunda-feira, a corte americana pode se pronunciar sobre o destino de Marin. 

Confira (em inglês) a cara dos advogados de José Maria Marin:

 

 

Carta dos advogados de Marin para o juiz americano

Carta dos advogados de Marin para o juiz americano

 

 

Página 2 da carta dos advogados de Marin 

Página 2 da carta dos advogados de Marin 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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7 Comentários
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  1. Paulo Guedes

    14 de dezembro de 2015 11:23 am

    E A GLOBO?

    Quando as empresas jornalisticas (?) do grupo Globo, dos filhos sem nome, irão ser chamadas a prestar contas do suporte que durante décadas deram a Havelange, Teixeira, Marin e Del Nero?

  2. altamiro souza

    14 de dezembro de 2015 12:46 pm

    o que sempre estranho é que

    o que sempre estranho é que se a justiça americana pune a cbf

    pelas mumunhas das transmissões das copas, mas nunca chega na globo…

  3. JigSawJr

    14 de dezembro de 2015 1:06 pm

    Terei que fazer coro aos

    Terei que fazer coro aos coxinhas:

     

    Continua preso porque é nos Estados Unidos. Fosse no Brasil já teria descolado dois habeas corpus cangurus do Gilmar Dantas, sem pagar carta de crédito alguma…

  4. Paulo Guedes

    14 de dezembro de 2015 1:50 pm

    E A GLOBO?

    Quando as Organizações Globo serão citadas? Foram elas que deram suporte a Havelange, Teixewira, Marin e Del Nero.

    1. Athos

      14 de dezembro de 2015 3:55 pm

      A Rede Globo não é objeto das

      A Rede Globo não é objeto das investigações.

      Muito embora tenha utilizado empresa de fachada em paraíso fiscal para pagar  a FIFA pelos direitos de transmissão da Copa.

      Aparentemente estão investigando só a FIFA.

  5. Ugo

    14 de dezembro de 2015 2:18 pm

    globo

    Não pode deixar um aliado na rua. é perigoso!

  6. rosenvald flavio barbosa

    14 de dezembro de 2015 5:51 pm

    a fatura chega……..

    Marin, lembra, no auge da ditadura???

    seu discurso na alesp, falando sobre os comunistas da TV Cultura….??

    dias depois, Wlado Herzog foi preso e saiu somente morto das dependencias do Doi-Codi…………

    pois é velho, velhaco, aproveite o tempo para escrever um livro, e peça perdão os familiares de W. Herzog.

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