5 de junho de 2026

GPA adere ao Acordo Paulista e deve conseguir desconto de 80% dos débitos de ICMS

Empresa soma dívida de R$ 3,6 bilhões de impostos atrasados, mas deve desembolsar R$ 794 milhões divididos em 120 prestações
Crédito: Shuttersock

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O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou, na última terça-feira (30/04), adesão ao programa Acordo Paulista, em que o Governo de São Paulo ofereceu condições de pagamento diferenciadas e descontos para que empresas possam quitar dívidas. Com a proposta de renegociação, a empresa espera reduzir de R$ 3,6 bilhões para R$ 794 milhões o montante de dívidas em aberto relacionadas a ICMS.

“A Companhia decidiu, após a análise individual dos processos judiciais, ponderando riscos e benefícios, pela adesão ao Acordo no valor de R$ 3,6 bilhões, que representam substancialmente a totalidade dos débitos elegíveis neste contexto, obtendo, desta forma, uma redução de aproximadamente 80% do referido montante, totalizando em um passivo resultante de cerca de R$ 794 milhões”, informou o vice-presidente de Finanças e diretor de Relações com Investidores, Rafael Russowsky, em nota.

Se aprovada pelo governo do estado, o GPA terá ainda o prazo de 120 meses para quitar a dívida, que será corrigida pela taxa Selic. “Por fim, o impacto líquido no resultado é de uma

despesa estimada em R$ 261 milhões”, continua o executivo em nota. 

Entenda

O programa Acordo Paulista foi lançado em fevereiro pela gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) com o objetivo de arrecadar R$ 700 milhões em 2024. 

O primeiro edital lançado, que concede descontos e condições de pagamento facilitadas a empresas que têm o recolhimento de ICMS em atraso, atingiu a marca de R$ 14,6 bilhões em dívidas de ICMS negociadas, referentes a 10 mil adesões.

A previsão do Executivo Estadual é receber, apenas este ano, R$ 2,3 bilhões. Em 2025 e 2026, o estado deve receber mais R$ 1,7 bilhão por ano de ICMS atrasado. 

Nos próximos meses, o governo deve lançar incentivos também para pessoas físicas que têm débitos de IPVA e utilizam o veículo como instrumento de trabalho, além de um programa voltado para companhias em processo de recuperação judicial.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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3 Comentários
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  1. Sergio Navas

    5 de maio de 2024 6:06 pm

    O crime compensa, ah esqueci, sonegar não é crime, especialmente se parte for usada para financiar políticos.

  2. AMBAR

    5 de maio de 2024 10:24 pm

    Tarcisão, sempre generoso com os poderosos. Empresários, sempre exigindo intervenção mínima do estado, enquanto não precisarem dele.

  3. Douglas da Mata

    6 de maio de 2024 9:41 am

    Uau, mas é esse o modelo de “empresário livre iniciativa”?

    Não sejam hipócritas, o pessoal do GPA era o queridinho de Lula 1 e 2, e até 3, 4, 5, 6…

    Aposto que Lula derramou uma lágrima sincera quando o “jênio” empresarial morreu…

    Só não levou o caixão na cabeça porque não precisou…tinha muita gente já segurando nas outras partes anatômicas do féretro…

    Pecunia non olet, senhores e senhoras…

    Olha o PT e Haddad aí como provas.

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