15 de junho de 2026

Guarda civil mata garoto de 11 anos em perseguição em São Paulo

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Jornal GGN – Em São Paulo, um garoto de 11 anos foi morto pela Guarda Civil Metropolitana durante perseguição na madrugada deste domingo (26). O caso ocorreu no bairro de Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista, e o guarda que fez os disparos foi autuado em flagrante por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), mas pagou fiança e responderá em liberdade pelas acusações.

Em menos de um mês, este é o segundo caso em que agentes de segurança matam crianças supostamente envolvidas em delitos. No dia 2 de junho, um menino de 10 anos foi morto na zona sul de São Paulo, em caso que ainda é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Neste último caso, a Polícia Civil diz que o garoto e mais dois assaltantes estavam roubando moradores do bairro. Um homem que havia sido roubado informou uma equipe da Guarda Civil Metropolitana, que teria localizado os suspeitos em um Chevette. O carro teria desobedecido o pedido de parada e então começou a perseguição, com o guarda atirando quatro vezes contra o veículo. O menino foi levado para um hospital da região, mas não resistiu.

Enviado por Maria Carvalho

Do Estadão

 
GCM teria atirado quatro vezes contra carro ocupado por suspeitos de roubo na madrugada deste domingo; envolvidos no caso foram afastados e caso será investigado pelo DHPP

Um menino de 11 anos foi morto pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) durante uma perseguição no bairro Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, na madrugada deste domingo (26). O guarda responsável pelos disparos foi autuado em flagrante por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), pagou fiança e vai responder às acusações em liberdade.

Este é o segundo caso em três semanas em que agentes de segurança pública matam crianças envolvidas em delitos criminosos. O primeiro, ocorrido em 2 de junho, terminou com a morte de um menino de 10 anos na Vila Andrade, zona sul. O caso ainda é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

No caso deste domingo, segundo a Polícia Civil, o menino e mais dois assaltantes estavam roubando moradores do bairro. Uma equipe da GCM composta por três guardas foi avisada por um homem que havia acabado de ser roubado pelo grupo. Eles estavam em um Chevette e foram localizados pelos guardas.

O carro não teria obedecido ao pedido de parada e começou uma perseguição. Um dos guardas atirou quatro vezes contra o carro. Os tiros acertaram o vidro traseiro e um dos pneus. O carro dos ladrões parou em uma rua próxima a uma quermesse e dois bandidos fugiram a pé.

Os frequentadores da festa notaram que uma criança estava baleada agonizando dentro do carro. O menino foi levado para um hospital da região, mas não resistiu.

O caso será investigado pelo DHPP. O delegado responsável pelas investigações apreendeu o carro dos ladrões e o encaminhou para perícia. Inicialmente, não há indícios de que os ocupantes do veículo atiraram contra os guardas. Nenhuma arma foi localizada.

A mãe do menino disse na delegacia que ele nasceu na Bahia, era usuário de drogas e envolvido com más companhias. Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que os GCMs envolvidos no caso foram afastados das funções e que sua conduta será apurada

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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14 Comentários
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  1. Aleandro Chavez

    27 de junho de 2016 12:41 pm

    Bom dia, Nassif.
    Eu fiz uma

    Bom dia, Nassif.

    Eu fiz uma pesquisa em seu blog com a expressão “polícia do Alckmim” e encontrei notícias negativas sobre a PM de São Paulo com a manchete com essa identificacao.

    Neste caso, não vi a manchete com “polícia do Haddad”

    Por que a diferença de tratamento?

    1. MarFig

      27 de junho de 2016 2:08 pm

      Nota-se que os trolls não são

      Nota-se que os trolls não são burros, são hipócritas mesmo, pois dizem sempre não perceber a diferença de tratamento dada pelo PIG ao PT em relação ao pósdb. 

    2. Ricardo Cesar

      27 de junho de 2016 2:50 pm

      Na Fel-lha de hj a manchete

      Na Fel-lha de hj a manchete principal era sobre mais esse crime. Não me lembro do caso da outra criança assassinada pela polícia do alquimista ter ganho o mesmo destaque desta mesma fel-lha. E alguém já disse aqui, todo GCM quer ser pm, e pratica na GCM aquilo que quer fazer na pm. polícia é polícia, não importa quem seja o chefe, o problema é aquilo que os chefes fazem quando acontecem esses assassinatos, que alguns gostam de chamr de abusos.

      1. Fernando J.

        27 de junho de 2016 3:36 pm

        Bandidos de farda
        17/06/2016 – 12:08

        Na primeira semana de janeiro/2013, houve aquele episódio da Praça Roosevelt, quando um GCM enforcou um skatista, os colegas filmaram tudo e deu-se que o guarda foi afastado etc e tal. Ali cabia uma decisão de governo de inverter o jogo. O que o governo Haddad não entende é que a GCM reproduz os métodos da PM, aliás, o sonho de um GCM é virar PM, é onde eles se espelham. Cabia ao prefeito transformar a GCM numa força modelo, não num clone da PM. O que só reforça minha convicção, a de que NENHUM governo tem controle sobre sua PM ou GCM, são órgãos autônomos, sem controle nenhum. 

         

  2. Luccas Jr

    27 de junho de 2016 12:49 pm

    Aguardando os malabarismos verbais …

    O Nassif já “esqueceu” que a GCM é municipal, logo responsabilidade do Haddad (PT).

    Agora estou esperando os malabarismos verbais para justificar o ato. Se fosse a PM o post indicaria culpa do Alckimin e já teria uns 100 comentários, todos negativos.

    Como a responsabilidade é da gestão do PT o silêncio será ensurdecedor…

    1. JFO

      27 de junho de 2016 2:27 pm

      Acredito que não esqueceu

      Mas, a comparação não se justifica:

      – Diversas ações da PM paulista, como o caso Pinheirinho, p.ex., advêm de ordens diretas do Governador.

      – As ações contrárias (evitando a palavra espancamento…) às ocupações das escolas também.

      – A “proteção” aos protestos da direita e a repressão aos protestos da esquerda, também sob ordens do Governador.

      Os apoiadores do PSDB se enganam quando acreditam que haverá defesa de todos os atos praticados por petistas. Talvez esta seja a maior diferença entre os apoiadores de um e outro partido. Não há desejo algum de ocultar ou esquecer erros de UM LADO e sim, o desejo maior de que TODOS OS LADOS sejam expostos, investigados e presos.

       

  3. Informado

    27 de junho de 2016 12:53 pm

    Que a polícia e a Justiça

    Que a polícia e a Justiça processem os dois assaltantes por assassinato do menino doloso na modalidade de “dolo eventual” que é quando o réu não mata diretamente a vítima mas assume conscientemente o risco.

    Ao empreender fuga, os criminosos assumiram o extremo risco de causarem a morte dos menores, muito maior do que um motorista que aposta corridas na rua ou que dirige bebado, independentemente de qualquer crime que supostamente tenham cometido.

     

     

     

    1. MarFig

      27 de junho de 2016 2:04 pm

      Tipo o Ahésim?

      Tipo o Ahésim?

  4. evandro condé de lima

    27 de junho de 2016 1:40 pm

    E tem um pouco mais da realidade que não apareceu

    O menino era o oitavo filho (são nove). Como, onde e em quais condições vivia? Por que  e como nove filhos?  Há uma realidade nas periferias que não sabemos da missa um terço.

  5. Cidadão

    27 de junho de 2016 2:22 pm

    Culposo ?

    O guarda atirou mas não tinha intenção de matar ?!?

    Gostaria de saber como o cara aponta uma arma para um carro com pessoas dentro e puxa o gatilho sem dolo, sem assumir o risco de matar alguém :

    “Art. 18 – Diz-se do crime:
    I – doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo;
    II – culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia.

    Parágrafo único – Salvos os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente.”

     

     

    1. Pedro Mundim

      27 de junho de 2016 8:29 pm

      É uma questão complicada…

      É uma questão complicada. Então, quando a polícia manda você parar o carro, é opcional obedecer ou não? Se a polícia te dá voz de prisão, você tem a escolha de acatar ou não? O que a polícia deve fazer nesses casos?

  6. Geraldo Lino

    27 de junho de 2016 2:36 pm

    Talvez seja pedir demais, mas

    Talvez seja pedir demais, mas as autoridades policiais precisam desenvolver uma maneira de interceptar veículos em fuga sem disparar contra eles nas vias públicas. Com frequência, os resultados desses tiroteios têm sido trágicos, não apenas para os ocupantes, mas para passantes inocentes atingidos por “balas perdidas”.

  7. Maria Luisa

    27 de junho de 2016 5:07 pm

    Nossas mãos cheias de sangue

    A vida dos pobres miseraveis no Brasil nunca valeu nada. Até um chevette velho vale mais que a vida de uma pessoa. Alias, quantas vezes ja se matou por tão pouco ou nada mesmo? Quanto a historia tragica dessa criança, o estado é responsavel, a sociedade é responsavel, mas mãe, pai e qualquer ente familiar também é responsavel por deixar uma criança tão cedo ao deus darah (ainda que a mãe talvez seja quem tem menos culpa nessa historia que se repetira sem fim).

    1. Pedro Mundim

      27 de junho de 2016 8:27 pm

      Pelo que eu li acima…

      Pelo que eu li acima, o problema não era recuperar o chevette velho, o problema era que o chevette velho estava sendo usado para assaltos no bairro.

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