Guedes: Se o pobre nordestino vive com R$ 200, por que pagar mais de auxílio emergencial?

Ministro da Economia diz que não trabalha com hipótese de segunda onda de coronavírus e condiciona extensão do auxílio emergencial em 2021 à aprovação de reformas

Jornal GGN – O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na manhã desta quinta (29) que sempre foi contrário ao pagamento de auxílio emergencial acima de R$ 200 porque esta é a média paga ao “pobre nordestino” quando não há crise sanitária. Para Guedes, seria um “ultraje” pagar R$ 800 ao trabalhador informal do Sul, para cobrir sua renda durante o fechamento dos serviços não essenciais, se o “pobre nordestino” sempre viveu com valor bem inferior.

“Prudentemente eu lancei R$ 200 no auxílio emergencial logo no início por duas razões. Primeira razão é que eu não podia fazer um ultraje a quem já recebia assistência social. Como é que alguém do Nordeste ia aceitar se, a partir de amanhã, só porque alguém vive no Sul e ganhava R$ 800 – não confirmados, porque é um mercado informal, ela pode autodeclarar que ganhava esse valor – por que ela [o trabalhador do Sul] vai receber receber R$ 800 [de assistência do governo] agora se um irmão pobre nordestino ganha R$ 200? Então eu tinha que botar R$ 200 [pra todo mundo]”, disse Guedes.

“E pensando também: e se a crise durar dois anos? A gente aguenta, a gente tem fôlego. Com R$ 200, R$ 250, R$ 300, nós conseguimos estender essa cobertura por mais tempo. Então dado o grau de incerteza que havia naquele momento, eu [defendi], por uma questão condicionante ética, que é não pagar mais a alguém que está em necessidade se você paga a outro esses R$ 200, então coloca igual”, afirmou o ministro.

Durante reunião virtual com a comissão mista da COVID-19 no Congresso, Guedes afirmou que o auxílio emergencial pago durante a pandemia foi um programa “extremamente bem sucedido” porque conseguiu evitar a “convulsão social” entre as camadas mais pobres da sociedade.

Leia também:  Coronavírus: Vacina da Pfizer tem 95% de eficácia e é segura, mostram testes

O auxílio no valor de R$ 600 – que pode dobrar a depender das condições da família – foi aprovado pelo Congresso, contrariando o desejo do governo, que era de pagar valor inferior. O benefício foi estendido até o fim do ano, mas no patamar dos R$ 300.

Guedes disse que o governo não trabalha com hipótese de segunda onda da pandemia. Mas que, se isso ocorrer em 2021, haveria “fôlego” para estender o auxílio emergencial, desde que o Congresso aprove as reformas do governo Bolsonaro.

“Eu digo o seguinte: nós temos fôlego para seguir até o fim do ano. Dali pra frente, é um ponto de interrogação. Se não aprovarmos as reformas, teremos de novo um enorme desafio ano que vem se voltar uma segunda onda. Se voltar uma segunda onda, o que tenho dito é o seguinte: acredite na democracia brasileira. Ela dará a resposta. Nós temos uma ação tão fulminante e decisiva quanto nós tivemos. O que não podemos é, por falta de honestidade com nossos contemporâneos, e responsabilidade com as futuras gerações, em vez de enfrentar os reais desafios orçamentários, usar essa desculpa para estender tudo isso como se não houvesse amanhã. Para isso, não contem comigo”, disse Guedes.

Contrariando cientistas, o ministro ainda afirmou que “a verdade é que só estaremos livres desse pesadelos com a vacina surgir. Enquanto isso, estaremos vulneráveis e ameaçados.”

Assista:

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

14 comentários

  1. O que estão esperando para dar um bico no traseiro deste safado e de outros que fazem parte deste “governo”? Bozo inaugurou a caquitocracia, o governo dos piores. Realmente, qualquer um que faz parte deste “governo” não presta. Se meia hora de críticas fizeram bozo voltar atrás na privatização do SUS, uma passeata é capaz de mandar para o lixo o “governo” bozo. O brasileiro é muito tranquilo, mas a hora desta corja vai chegar (só espero que sobre Brasil para ser reconstruindo, porque nunca vi tamanho saque e destruição como neste “governo”, ele é a 11ª praga da Bíblia)

    22
    1
  2. Se os bancos, esta indústria improdutiva e exploradora fatura tanto, porque certas jogadas os ajudam a adquirir negócios por 10% do que valem? Será ministro que uma coisa tem relação com a outra? É triste termos provas de como pensa esta cabeça pequena. Deve ser por isto a constante cara de pobre coitado.

    10
  3. É a forma mais que perfeita do canalha.
    Seu completo desconhecimento a respeito de gestão pública está causando, ou já causou, um estrago incalculável na “contabilidade do governo”, a dívida interna que DRousseff entregou a 39,2% já chega a 95% do PIB, o investimento estrangeiro direto caiu à metade, hoje é possível afirmar não existe NENHUM dado econômico desde Ministério da Economia que seja positivo neste momento, ou seja, a desconfiança no gaiato é total e absoluta, quem sabe o cretino tem como meta empréstimos do FMI, algo que tinha ficado prá trás no governo do muito querido FHC.
    A sociedade brasileira está fazendo vôo cego com o piloto PGuedes.

    15
  4. A cretinice desse pessoal é tão “natural” que eles até acreditam no que vomitam.
    Quer dizer que se o nordestino “vive” com 200 reais, nem precisa de mais, né sr. desministro da deseconomia do desgoverno?
    Se for um mendigo que “vive” com zero, também não precisa de mais, né?
    Muito menos os que ganham fantásticos R$ 1045 de mínimo, pois não?
    Ou os ~13 milhões de desempregados que do nada passaram a “ganhar” 600 reais do “nada”! (retorno de impostos que pagam). Pelo menos ajuda para 2022, pô!
    Por outro lado, V.Sa. vive com dezenas ou centenas de milhares (ou mais de milhão?) mensais de suas rendas, salários e beneficios, inclusive públicos.
    Este é o seu padrão, não? Mas vc e seus auxiliares soberbamente remunerados não abrem mão da parte pública que lhe pagamos, não é?
    Isso sem contar suas maiores receitas de seus “competentes” ganhos sobre as perdas dos “seus” jnvestimentos de fundos de pensão e respectivos aposentados.
    Uns ganham, outros perdem, é a tal “meritocracia”, hã?
    Ah, essa tal economia feita por gente, que tanto atrapalha as finanças…
    Muito “chato” isso!

  5. Traduzindo para bom português; estamos [email protected]#$$%&*s!
    A propósito, essa turma que ocupa no momento governo federal continuar assim, a centro direita (que mostra força nestas eleições, depois de ser varrida do mapa em 2018…) virá com muita força em 2022, com grandes chances de ocupar o executivo federal…

  6. Falou o porta voz da nossa classe média boçal escravocrata. Um desgoverno sem planejamento econômico, sem planos de contingência, sem nada. Migalhas para os pobres e destruição do Estado. Sem oposição, sem povo na rua.

  7. Se o pobre nordestino vive com R$ 200, por que os políticos precisam de salários tão altos? E mais os penduricalhos de auxilio isso e aquilo?

  8. Rico se ganha mais paga mais imposto e está tudo bem, afinal se ele ganhou mais é pq deu algo em troca que as pessoas precisavam e estavam dispostas à pagar. Isso se chama troca livre e voluntária

    Sabemos que o custo de vida muda de região para região (lei de mercado). Logo pagar igual não é adequado, assim como não é adequado punir quem tem mais com mais impostos. Até pq imposto é roubo, é uma taxa tomada à força de quem trabalha. E não, não é pq “volta” em serviço que se torna ético roubar através de impostos.

    Se um assaltando põe uma arma na sua cabeça, pede seu carro mas te deixa 50 reais ainda é roubo!

    Estado é uma máfia, só tem um e ele impõe as coisas. Não, democracia é um lixo, apenas a vontade da maioria em eleger o mafioso, só isso. Constituição não é contrato, não se tem cláusula de saída e vive sendo mudada ao longo do tempo quer vc concorde ou não, pois quem faz as leis não é vc, é o terceiro que foi eleito pela maioria e que como pessoa, tem suas próprias vontades e muitas vezes diferem das suas

  9. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome