Sugerido por Gilson AS
Do G1

Uma parede grafitada com a frase “Mais amor, por favor”, em Santa Teresa, região central do Rio, foi o pano de fundo de uma confusão envolvendo policial e pessoas que protestavam contra a demora nas obras e a falta de informação na reforma dos bondes do bairro, nesta terça-feira (25). O artista plástico Luis Delgado Zorraquino foi retirado à força da rua com um “mata-leão” por um PM à paisana enquanto tentava impedir a passagem de um trator no Largo dos Guimarães. A confusão acabou na delegacia.

Um vídeo enviado ao VC no G1 mostrou o artista já imobilizado (veja acima), com uma ativista gritando “covardes”. Após a publicação da reportagem, o Governo do Estado entrou em contato com a equipe de reportagem do G1 e enviou um outro vídeo (assista ao lado), gravado por um PM, que mostra os momentos antes da imobilização.
Nas imagens, os policiais pedem a retirada dos manifestantes da via por várias vezes, enquanto o grupo senta no chão e grita por resistência. Os PMs avisam que os ativistas serão retirados com “força policial” caso não colaborem. Sem sucesso, eles puxam homens e mulheres pelos braços para retirá-los da rua. Uma mulher, cuja identidade não foi divulgada, e o artista recebem voz de prisão por desacato. Após deitar no chão, o homem é retirado e parece dar um tapa na câmera do policial, sendo então imobilizado com uma “gravata”.
Segundo os moradores, mais uma intervenção na rua atrapalharia o tráfego na região que anda “caótico”. “Ele se jogou no chão para fazer um protesto e o agente deu uma chave-de-braço. Ele nem reagiu, não tinha mais o que fazer”, explicou ao G1 nesta quinta-feira (27) a moradora Viviane Codeço, que participou do ato e gravou um dos vídeos.
Segundo o comando do 5º BPM (Centro), o manifestante reagiu à ordem de saída e desacatou os policiais. Após o desacato, o oficial — que voltava de uma consulta e estava à paisana, segundo a PM — encaminhou o manifestante e registrou a ocorrência na delegacia.
Em nota enviada pela assessoria de imprensa, o subsecretário da Casa Civil, Rodrigo Vieira, disse que “o projeto sempre incluiu em seu cronograma a realização de frentes simultâneas de trabalho, com objetivo de reduzir o tempo de execução e, consequentemente, os impactos para o bairro” Segundo ele, desde o início da semana, “cerca de 30 pessoas vêm tentando impedir a realização da obra”.
O subsecretário acusa os ativistas de depredação: “Nos últimos dias, o grupo retirou demarcadores de fechamento da rua, rasgou a faixa de comunicação da interdição, ofendeu e ameaçou verbalmente os funcionários do consórcio e servidores públicos da Central e Casa Civil. Além disso, derrubou e arrastou barreiras de concreto, pichou e furtou a chave da retroescavadeira que estava no local”, diz o texto (leia a íntegra da nota abaixo).
Para a autora das imagens, não há um detalhamento sobre o projeto. Por isso, o trânsito na região estaria cada vez mais confuso. “Quem tem carro não consegue estacionar na rua. Quem deixou os carros na garagem não consegue tirar porque não há acesso. Eu dependo das vans, mas, várias vezes ao dia, elas não podem passar porque os caminhões de obra estão fechando o caminho”, lamenta Viviane.
Veja a íntegra da nota enviada pela Secretaria de Casa Civil:
“– O projeto sempre incluiu em seu cronograma a realização de frentes simultâneas de trabalho, com objetivo de reduzir o tempo de execução e, consequentemente, os impactos para o bairro.
– O fechamento deste trecho da Rua Almirante Alexandrino foi discutido e estudado juntamente com a CET-RIO e SMTR, que definiram as novas rotas de ônibus e as medidas de comunicação e mitigação de impactos.
– Desde o início da semana, quando os funcionários do consórcio tentaram iniciar os trabalhos no trecho interrompido, cerca de 30 pessoas vem tentando impedir a realização da obra. Nos últimos dias, o grupo retirou demarcadores de fechamento da rua, rasgou a faixa de comunicação da interdição, ofendeu e ameaçou verbalmente os funcionários do consórcio e servidores públicos da Central e Casa Civil. Além disso, derrubou e arrastou barreiras de concreto, pichou e furtou a chave da retroescavadeira que estava no local.
– Durante todo este período, a Polícia Militar esteve presente para garantir a segurança da população e dos funcionários.
– Com relação ao vídeo publicado na matéria, a versão editada não retrata a realidade dos fatos. O efetivo da PMERJ no local solicitou, por diversas vezes, a liberação da pista, não tendo sido atendido. Após inúmeros pedidos, os policiais informaram que utilizariam a força policial, e só então levantaram os manifestantes que ainda se recusavam a deixar o local. O Sr. Luis Delgado Zorraquino foi levantado e novamente sentou-se e deitou-se, desafiando a ordem da autoridade policial. Ao tentar levantá-lo novamente, o Sr. Luis desferiu golpes contra a câmera da polícia militar e contra o oficial responsável, tendo, por isso, recebido voz de prisão e sido imobilizado.
Cabe esclarecer ainda que o mesmo grupo tem tentado impedir e prejudicar o andamento dos trabalhos, Em anexo, seguem imagens onde é possível verificar que o veículo utilizado para danificar o trecho de trilhos em fixação pertence a um dos participantes do protesto.“
Assis Ribeiro
28 de março de 2014 11:15 amAbram os olhos para a força
Abram os olhos para a força excessiva que o estado está se utilizando contra a população.
Abram os olhos para a criação de leis mais duras.
Abram os olhos para a lei “antiterrorismo”.
Maria Luisa
28 de março de 2014 3:12 pmChega de policia violenta
Estou com você, Assis.
Marco St.
28 de março de 2014 11:16 amE isso aqui que ganhou
E isso aqui que ganhou destaque internacional ??
[video:http://www.youtube.com/watch?v=FE2HazB3iPE%5D
Frederico69
28 de março de 2014 5:28 pmgrafiteiro
ou pichador??
no primeiro caso é abuso de autoridade, no segundo uma justa correção.
o cara deve ter assistido “colors” e se inspirou no personagem de sean penn, officer danny mcgavin.
Lucas Gomes
28 de março de 2014 12:10 pmaposto que esse senhor aí
aposto que esse senhor aí ganha R$150 do Psol para vandalizar e gerar o caos golpista no país.
Crianças e idosos
28 de março de 2014 1:08 pmPM bate em crianças e idosos
PM do Rio bate em idoso. PM de São Paulo bate em crianças.
Imagine na Copa :o)
Gilson AS
28 de março de 2014 1:45 pmPara quem arrasta favelado
Para quem arrasta favelado pelas ruas do RJ, dá gravata em velho é mais fáil ainda.
Patricinho
28 de março de 2014 1:51 pmAlguém responda
Para que serve mesmo a polícia?
Hylton Luz
28 de março de 2014 2:57 pmViolência policial
O abuso da força, física e econômica, são fatos notórios nos acontecimentos em curso no bairro e até os paralelepídedos da rua sabem que a interdição do trecho entre o Largo do Guimarães e a Praça Odilo Costa Neto está sendo feita sem nenhuma razão técnica. Exclusivamente para atender os interesses do Hotel Santa Teresa, que nas palavras do Sr. Oswaldo assessor da Casa Civil que esteve presente no primero dia do Empate de obra, “é o maior interessado em que seja concluída com rapidez”, justificando a curiosidade de todos frente a própria declaração de que o referido trecho seria concluído em 60 dias, enquando todos os demais continuam inconclusos. A presença do autoridades do governo estadual e municipal dias antes da divulgação da polêmica decisão foi testemunhada por moradores vizinhos ao Hotel. A relação promíscua entre este estabelecimento e as autoridades públicas é conhecida de todos no bairro, pela constância da presença e pelo tratamento especial que recebe dos órgãos de fiscalização que não autuam as infrações denunciadas pelos vizinhos.
Pergunto a razão para concluir os vídeos não estarem acessíveis. Foram retirados do ar?
Hylton Luz
28 de março de 2014 3:00 pmResposta da Associação de Moradores à Nota do Governo do Estado
AMAST – ASSOCIAÇÃO DE MORADORES E AMIGOS DE SANTA TERESA REPUDIA NOTA DA CASA CIVIL DO GOVERNO DO ESTADO
27/03/2014
Em sua “Nota sobre as obras para o bondinho de Santa Teresa”, divulgada no dia 26 deste mês, a Casa Civil do Governo do Estado tenta politizar questões de natureza técnica e tenta desqualificar a AMAST, faltando com o respeito a uma das primeiras Associações de Moradores criadas na cidade, que atua há mais de 35 anos no bairro, articulando-se e colaborando com governos de todas as vertentes políticas, sempre com o objetivo de garantir o direito dos moradores e de preservar o patrimônio histórico, cultural e natural
de um bairro que é de todos os brasileiros.
Tudo bem! Muitos governantes passaram, muitos políticos que enfrentamos foram esquecidos pela história, e nós continuamos vivos e ativos na defesa da cidadania.
Na referida nota, o governo tenta desviar a atenção da mídia e do público para uma suposta tentativa de boicote às obras de restruturação do Sistema de Bondes de Santa Teresa. Assim fazendo, deixa claro que seu real propósito é o de ocultar que os trabalhos estão sendo conduzidos e nosso bairro da mesma maneira como são conduzidos trabalhos em áreas desabitadas, ou seja, sem qualquer consideração para com o denso espaço urbano onde estão inseridos e para com a vida das pessoas que vivem ao longo dos canteiros. Isso sem falar no enorme atraso que essas obras já acumularam.
Aquilo que a Casa Civil mais pretende encobrir é sua inegável responsabilidade pelas gritantes falhas de planejamento que estão na origem dos dramáticos atrasos que os trabalhos têm sofrido. O fato é que governo e empreiteira contratada deram início à obra prematuramente, e sem conhecer e considerar suficientemente as peculiaridades do terreno em que estão operando.
Ao acusar de sabotagem os moradores que são os principais interessados na obra, o governo tenta evitar o reconhecimento do fato de que está desrespeitando de modo flagrante o Edital da Obra e vários parágrafos do Projeto Executivo que ele mesmo formulou. Que faz isso ao permitir que as calçadas da Joaquim Murtinho sejam utilizadas como depósito de entulho e materiais diversos e ao permitir que o trânsito dessa mesma rua seja integralmente interrompido durante várias horas por dia, sem qualquer preocupação com a situação dos moradores, entre outras falhas e erros grosseiros.
Da mesma maneira, o governo parece ignorar que os trajetos dos ônibus se tornaram mais longos, demorados e complicados em todo o bairro, prejudicando todos aqueles que dependem dos transportes públicos e que sofrem com os atrasos da obra e com a desorganização de suas vidas, sem qualquer previsão credível de volta às suas rotinas anteriores.
É fácil entender, portanto, que a decisão prepotente, insensível, tecnicamente injustificável e arbitrária de abrir um novo canteiro numa das artérias mais estratégicas do bairro tenha sido recebida pelos moradores com enorme resistência. O governo sabia que ia enfrentar resistência e foi por isso mesmo que não dialogou com ninguém antes de operacionalizar a absurda ideia. Estava claramente resolvido a enfrentar os moradores e enfiar o novo canteiro goela abaixo de todos os que a ele resistissem. A natureza violenta da intervenção policial dirigida contra moradores pacíficos, entre eles muitas mulheres e pessoas de idade avançada, assim como as ofensivas lançadas por tratores da empreiteira contra vizinhos que protestavam contra a abertura do novo e absurdo canteiro, ilustraram de modo mais que claro que o governo não recuaria diante de nada e, muito menos, da razão pública.
SANTA TERESA NÃO É PARA PRINCIPIANTES
Ao contrário da atual administração estadual e das empresas por ela contratadas, que não conhecem o bairro, a AMAST e moradores já acompanharam de perto duas obras de restauração do sistema. Aquela que foi realizada nos anos 90 e aquela dos anos 2000. Ninguém melhor, portanto, que os moradores
e AMAST, aliás, para conhecer as fragilidades do terreno e da estrutura urbana do bairro. Esse conhecimento dos moradores e da Associação foi inúmeras vezes colocado ao dispor do governo e das empreiteiras que, sem qualquer respeito, por reiteradas vezes desconsideraram, negaram ou até mesmo
desmarcaram reuniões conosco. Mesmo assim, da melhor maneira possível, através de intenso diálogo informal com os engenheiros da obra e com os moradores, sempre contribuímos para o bom andamento dos trabalhos.
Para concluir, é importante dizer que ao tentar desqualificar e reduzir a representatividade do movimento dos moradores e pretender que tudo não passou da agitação de um grupo de 30 pessoas com interesses político-partidários, o governo esquece que está se referindo a cidadãos que, em rodízio constante, ao longo
de 90 horas, debaixo de sol e chuva, garantiram uma presença constante do movimento de resistência no Largo do Guimarães e na Praça Odilo Costa Neto. Que está se referindo a pessoas que deixaram de lado suas famílias, seus compromissos e suas vidas pessoais para proteger um patrimônio que é público.
Parece-nos evidente que o governo não entende nada da vida em Santa Teresa, nossas dificuldades cotidianas e o que significa o amor pelo bairro em que se vive, a dedicação aos vizinhos. Mas também pudera: grupos de burocratas que há muito esqueceram que deveriam estar servindo ao povo, hoje ocupados permanentemente em servir aos negócios, às empreiteiras e afins, resultam brutalizados, sem poder distinguir entre o razoável e o absurdo.
Se ainda houver dúvida sobre isso, recomendamos aos interessados que acessem a página da Panela de Pressão: Não somos 30! Somos Santa Teresa!
(http://paneladepressao.meurio.org.br/campaigns/433) onde, apesar de estarem sendo ameaçadas de perseguição jurídica pela nota da Casa Civil, em menos de 24 horas aproximadamente 600 pessoas já se identificaram como sendo uma das 30 que, no entendimento do governo, estariam tentando sabotar as obras de reestruturação do Sistema de Bondes de Santa Teresa. Nada disso faz sentido! Os moradores de Santa Teresa querem, sim, a volta sistema que foi sucateado por este governo, responsável por 8 mortes, que agora quer nos acusar de sabotagem. Queremos sim as obras, mas não podemos aceitar que, por conta da inépcia e despreparo dos responsáveis, nossas vidas seja pisoteadas e transtornadas. Existem outras maneiras de fazer as coisas e nós sabemos quais são.
Quem ama cuida e nós vamos continuar a cuidar de nosso bairro.
Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa – AMAST
iron
28 de março de 2014 6:32 pmAgressão ? Isso é ridículo.
Agressão ? Isso é ridículo. Para qualquer pessoa que tenha um minimo conhecimento de tecnicas de imobilização, sabe que esta manobra é usada por qualquer instituição policial do mundo, não sendo caracterizada como agressão. Pelo video, percebe-se claramente que o oficial Policial Militar não excedeu-se em nenhum momento.
Zeus
28 de março de 2014 10:12 pmA omelete e os ovos.
Não há omelete sem ovos quebrados.
Em nenhum país do mundo, a polícia ostensiva chamada a intervir em obstrução de vias, deixará de fazê-lo, inclusive com o uso da força necessária.
Se o protesto é justo ou não, é outra conversa. Se o Governo do Estado deveria mandar seus secretários ao invés dos policiais também.
Mas uma vez acionada a força policial, não tem volta: missão dada, missão cumprida. O policial está ali para cumprir a ordem de seus superiores, que por sua vez, respondem ao poder eleito.
O cara enfrenta o policial e quando tem o tratamento devido, reclama da violência policial.
Violência seria se tivesse tomado umas borrachadas no lombo, spray de pimenta ou tivesse sido alvo da “faser”.
O tipo de imobilização usada é a mais apropriada, pois evita lesões no conduzido(manifestante) e no condutor(PM).
É bom responder as preocupações do Assis:
– prestem atenção nas manifestações que violam direitos de terceiros, como o de ir e vir, o patrimônio, a integridade física (olha o rojão!);
– prestem atenção nos manifestantes que se excedem e reclamam quando são contidos;
– abram os olhos para união de desígnios de toda sorte de idiotas, uns poucos cínicos e outros tantos criminosos, que misturam contestação democrática com desestabilização das instituições do Estado de Direito.
Em resumo: ficou barato para o tiozinho, sinal que a polícia está melhorando seus métodos.