5 de junho de 2026

Imperial College: Brasil está no início da pandemia e deve ser mais “rigoroso” no isolamento

Instituto diz que pandemia está em "estágio inicial" e Brasil está longe da imunidade de rebanho, devendo adotar medidas rigorosas de isolamento
(Andre Coelho/Bloomberg/Getty Images)

Jornal GGN – O Imperial College de Londres publicou nesta sexta (8) um relatório exclusivo sobre a situação do coronavírus no Brasil, país que virou “epicentro da covid-19 na América Latina.”

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A equipe de Neil Ferguson avaliou que as medidas de distanciamento social adotadas por estados e municípios até agora foram importantes, mas não são “rigorosas” o bastante para derrubar a taxa de propagação do vírus ao nível considerado minimamente seguro.

Para o Imperial College, antes de falar em flexibilização da quarentena ou retomada gradual das atividades econômicas suspensas, o Brasil precisa atravessar um período de regras mais duras de isolamento.

“Nossos resultados sugerem que na ausência da introdução de novas medidas de controle que coíbam mais fortemente a transmissão, o Brasil enfrentará a perspectiva de uma epidemia que continuará a crescer exponencialmente”, alertaram os pesquisadores.

IMUNIDADE DE REBANHO

Analisando os dados da epidemia em 16 estados brasileiros, o instituto acendeu um alerta sobre a questão da imunidade de rebanho. Ele indicou que a despeito do caráter “heterogêneo” da pandemia no Brasil, “em nenhum estado nossos resultados indicam que a imunidade do rebanho está próxima de ser alcançada, ressaltando o estágio inicial da epidemia no Brasil atualmente, e a perspectiva de agravamento da situação, a menos que outras medidas de controle sejam implementadas.”

O documento informou que apenas cinco estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Amazonas) respondem por 81% das mortes, e a porcentagem de pessoas infectadas varia em cada região – de 3,3% em São Paulo a 10,6% no Amazonas.

TAXA DE REPRODUÇÃO

No começo da crise de coronavírus no Brasil, um indivíduo infectado passava o vírus para outros três ou quatro, em média. “Após intervenções não farmacêuticas, como fechamento de escolas e diminuição da mobilidade da população, o número de reprodução caiu substancialmente em cada estado.”

“No entanto, para todos os 16 estados que estudamos, estimamos com alta confiança que o número de reprodução permaneça acima de 1”, escreveram os especialistas.

Com o número de reprodução acima de 1, “a epidemia ainda não está controlada e continuará a crescer”, explicaram.

Na Europa e na Ásia, o engajamento da sociedade colocou a taxa de reprodução abaixo de 1. Na região da Lombardia, na Itália, por exemplo, a quarentena fez a mobilidade social cair 75%. Já no Amazonas e São Paulo, “a redução máxima observada foi de apenas 18% e 21%, respectivamente.”

Isso significa que, embora elogiáveis, as medidas adotadas no Brasil são insuficientes. Na descrição do Imperial College, não foram “rigorosas o suficiente”.

“Nossos resultados sugerem que, apesar das reduções, essas medidas foram apenas parcialmente bem-sucedidas na redução da transmissão – em todos os estados considerados aqui, o valor de Rt permanece acima de 1, indicando que a transmissão permanece descontrolada e que, na ausência de medidas mais rígidas que levem a novas reduções de mobilidade, o crescimento da epidemia continuará.”

Leia o artigo completo aqui.

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Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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2 Comentários
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  1. J.Marcelo

    8 de maio de 2020 11:19 pm

    Manda este Instituto estrangeiro se catar e cuidar do seu país,já não chega às fraudes dos Institutos brasileiros e me vem um de fora q não entende nada de Brasil dar pitaco aqui,ele quer ser um novo Instituto Peterson ou John Hopkins!!
    Obs:Nassif q não fique ligeiro não q vai ver,por causa da série Lava jato b,abre o olho com os infiltrados menino Nassif criado no interior !!!

  2. Rui Ribeiro

    9 de maio de 2020 12:06 pm

    “Quero o apito do Engenho de Flores chamando pra trabalhar
    Agora é que seu quero ver se coro de gente é pra queimar”.

    Josias Sobrinho, Engenho de Flores

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