Índia e África do Sul protestam contra o Brasil por vetar quebra de patente de vacinas contra Covid-19

Carta será entregue ao embaixador do Itamaraty alertando que a postura do governo brasileiro é "insustentável e autodestrutiva”

Foto: Marcos Corrêa/PR

Jornal GGN – Em um movimento contra o monopólio das vacinas que podem frear a pandemia da Covid-19, doença que já matou mais de 2 milhões de pessoas no planeta, representantes da sociedade civil da Índia e África do Sul protestam contra os governos do Brasil, Estados Unidos, Europa e Japão.

No ano passado, a Índia e a África do Sul apresentaram uma proposta para suspender as patentes de vacinas contra o vírus até o final da crise sanitária. Parte dos países ricos, principalmente aqueles detentores das patentes, se manifestaram contra. O Brasil, por sua vez, foi o único país em desenvolvimento que atacou a sugestão.

“Brasília, ao lado desses países ricos, vem bloqueando uma proposta das economias emergentes para suspender as patentes de vacinas e permitir que o imunizante seja produzido em sua versão genérica. Sem a patente, vacinas poderiam ser produzidas por laboratórios em outras partes do mundo, acelerando o acesso dos produtos a milhões de pessoas e por preços mais baixos”, escreveu Jamil Chade, em sua coluna no portal Uol.

Com isso, a partir desta terça-feira, 2, uma campanha liderada por cerca de 200 identidades que representam médicos, cientistas e movimentos sociais da Índia e África do Sul irá pressionar o Brasil e os outros governos sobre as suas ações diante da pandemia.

“Cartas serão entregues aos embaixadores do Itamaraty em Pretória e Nova Déli, alertando que a postura do governo brasileiro é “insustentável e autodestrutiva”, informou o colunista.

No mês passado, o Brasil, ao se ver diante da dificuldade para conseguir vacinas produzidas pela Índia, adotou um recuo tático ao decidir abandonar suas críticas sobre a proposta, mas não saiu em defesa do projeto.

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