5 de junho de 2026

Irã rejeita pressão de Trump e descarta ‘curvar a cabeça’ em acordo

Teerã prepara contraproposta após ameaças de ataque militar e exigência da Casa Branca por restrições severas ao programa nuclear
Masoud Pezeshkian, presidente do Irã. | Foto: khamenei.ir via Wikimedia Commons

▸ Presidente do Irã rejeita pressões globais e mantém resistência nas negociações sobre programa nuclear.

▸ Trump impõe prazo de até 15 dias para acordo, ameaça ação militar e planeja ataques contra o Irã.

▸ Diplomacia segue, mas tensão cresce; Irã quer fim das sanções e EUA citam repressão interna como justificativa.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (21) que o país não cederá às pressões das potências mundiais nas negociações sobre seu programa nuclear. Em discurso transmitido pela TV estatal, o mandatário adotou um tom de resistência em meio à escalada de tensão com o governo de Donald Trump, que voltou a considerar publicamente uma ofensiva militar contra o país persa.

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As potências mundiais estão se alinhando para nos forçar a curvar a cabeça… mas nós não vamos, apesar de todos os problemas que estão criando para nós”, declarou Pezeshkian.

A fala ocorre em um momento crítico da diplomacia, no qual Washington exige não apenas o fim do enriquecimento de urânio, mas também restrições aos mísseis balísticos iranianos e ao apoio de Teerã a grupos armados no Oriente Médio.

O ultimato de Washington

A retórica de Teerã responde diretamente às declarações de Donald Trump. Na última quinta-feira (19), o presidente americano estabeleceu um prazo de 10 a 15 dias para que um acordo seja selado, sob pena de o Irã enfrentar “coisas realmente ruins“. Questionado se cogitava um ataque limitado para pressionar o regime, Trump foi direto: “Acho que posso dizer que estou considerando”.

Fontes do governo dos Estados Unidos indicam que o planejamento militar avançou para estágios operacionais. As opções na mesa de Trump incluem desde ataques a alvos específicos até estratégias voltadas para a mudança de liderança em Teerã. “É melhor eles negociarem um acordo justo”, alertou o republicano durante coletiva na Casa Branca.

Diplomacia sob fogo cruzado

Apesar das ameaças, os canais diplomáticos permanecem ativos, embora fragilizados. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, reuniu-se recentemente em Genebra com enviados de Trump, incluindo Steve Witkoff e Jared Kushner. Segundo o chanceler, há um entendimento sobre princípios orientadores, mas um desfecho positivo ainda não é iminente.

Araqchi revelou que trabalha em uma contraproposta preliminar, que deve ser apresentada às autoridades superiores iranianas nos próximos dias. Ele ponderou, no entanto, que qualquer ação militar no curto prazo “complicaria os esforços” para um consenso. O Irã sinaliza estar disposto a reduzir o enriquecimento de urânio apenas se houver o levantamento total das sanções econômicas que asfixiam o país.

Direitos humanos e repressão

O endurecimento da postura americana também é alimentado pela repressão interna no Irã. Trump citou a morte de manifestantes em protestos recentes como um fator de distanciamento entre o povo e a liderança iraniana. O presidente dos EUA afirmou que suas ameaças impediram execuções em massa planejadas pelo regime.

Eles iam enforcar 837 pessoas. E eu lhes disse que, se enforcassem uma pessoa, mesmo que fosse apenas uma, seriam atacados naquele momento”, disse Trump. Embora os números de vítimas variem — com grupos de direitos humanos como o HRANA confirmando cerca de 7 mil mortes, enquanto o governo americano cita números superiores a 30 mil — a crise humanitária tornou-se o novo pilar da estratégia de pressão de Washington sobre o programa nuclear.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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