6 de junho de 2026

Israel alimenta a ideia de que o Holocausto é um passaporte para a impunidade

Ser judeu não é a mesma coisa que ser israelense fascista. Essa ambiguidade somente serve aos interesses desse estado criminoso
Menino e idoso palestinos olhando para o horizonte, onde há um campo com barracas ou alojamentos
Foto: Pixabay

Por Tomas Togni Tarquinio

Eu não concordo com a afirmação de que o genocídio dos palestinos de Gaza é cometido pelo povo judeu! Os agressores, opressores e genocidas dos palestinos de Gaza e da Cisjordânia não são os judeus. Os genocidas são o estado de Israel e seus acólitos. O povo judeu foi vítima de um genocídio perpetrado por nazistas, ocidentais e cristãos. Não podemos confundir judeus com os israelenses fanáticos que caucionam esse massacre.

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Ser judeu não é a mesma coisa que ser israelense fascista. Essa ambiguidade somente serve aos interesses desse estado criminoso. Eles alimentam simbolicamente essa imprecisão. Nem todos os israelenses são fascistas. O estado colonialista de Israel não representa os judeus. Representa os israelenses, porém muitos não se sentem representados por esses bárbaros.

Por exemplo, quando o embaixador do Estado de Israel nas Nações Unidas sobe à tribuna da ONU com a estrela de David pregada no peito, ele simbolicamente se coloca como representante de todos os judeus, o que é uma impostura. Ele alimenta deliberadamente essa ambiguidade. Ele pretende falar em nome dos judeus, mas, na realidade, fala em nome dos fanáticos que governam o estado de Israel. Aliás, esse gesto foi motivo de protesto de judeus em todo mundo. Além do mais, com esse gesto simbólico, o objetivo do embaixador é alimentar a ideia de que o Holocausto é um passaporte para a impunidade, como bem disse Eduardo Galeano.

Com isso, todas as atrocidades no atacado e varejo que estão perpetrando, sobretudo contra crianças e mulheres, são perfeitamente justificáveis aos olhos desses fascistas. Já assassinaram em torno de 15.000 impúberes. Injustificável. Mesmo Cristo, em nossa tradição cristã nascida do judaísmo, não é nada clemente com aqueles que escandalizam crianças.

Escandalizar, latu senso, também significa aterrorizar, entre outras barbáries contra infantes. Ele os condena a serem atados a uma mó de moinho e atirados ao mar. Talvez seja o único caso nos Evangelhos onde Cristo justifica a pena de morte.

Como a máscara caiu, os israelenses, como os demais humanos, chineses, europeus, árabes e tutti quanti, são capazes do sublime e da imundice. Os israelenses não são diferentes. Com o isolamento cada vez maior do governo criminoso de Israel, só falta a ONU, para acentuar o vitimismo e a ambiguidade, subir novamente à tribuna das Nações Unidas fantasiado de pijama listrado.

Tomas Togni Tarquinio é formado em formado em Antropologia e Prospectiva Ambiental na França.

Este texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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1 Comentário
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  1. Frederico Firmo

    30 de maio de 2024 7:27 pm

    Muito bem colocado.

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