Itaipugate: Investigação do caso Leros é prorrogada por mais 60 dias

Empresa de energia, supostamente ligada aos Bolsonaro, é investigada por ter sido favorecida em negociações no Paraguai envolvendo o acordo de Itaipú

Ampliação do prazo de atuação foi pedida pelo relator, Jaques Wagner (E) | Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Da Agência Senado 

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quinta-feira (31) a prorrogação, por mais 60 dias, dos trabalhos da subcomissão que investiga uma possível tentativa de favorecimento ilegal a uma empresa brasileira que atua no setor de energia, a Leros.

O pedido para a prorrogação dos trabalhos partiu do relator, Jaques Wagner (PT-BA). O colegiado já definiu que cumprirá, em data a ser acertada, uma agenda de trabalhos no Paraguai. Isso porque teria sido prometida à Leros a venda da energia excedente do Paraguai no mercado livre de energia do Brasil, “a preços e condições imbatíveis”, segundo requerimento que levou à abertura do colegiado. Essa suposta tentativa de favorecimento à empresa brasileira causou grande sensibilidade política no contexto das relações bilaterais entre os dois países, segundo Wagner. Ele reforça que a polêmica trata de negociações no âmbito da Usina Itaipu Binacional.

“Tal renegociação, ocorrida em sigilo, aumentou a quantidade da energia contratada pelo Paraguai. Isso causou uma enorme comoção naquele país, com acusações de que os negociadores traíram os interesses paraguaios, pois a mudança causaria um aumento no preço da energia elétrica consumida lá”, aponta.

A crise levou à queda do ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Luís Castiglione, e várias outras autoridades governistas. Wagner acrescenta que o próprio presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, esteve ameaçado de impeachment devido às negociações.

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