6 de junho de 2026

Justiça argentina também se vale da obstrução de justiça para prender

Jornal GGN – Ex-juiz do Supremo Tribunal Federal, um dos juristas argentinos mais respeitados internacionalmente, Raúl Zaffaroni denunciou a perseguição política que está ocorrendo na Argentina através da Justiça.

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Em entrevista à rádio AM 750, Zaffaroni advertiu que o país atravessa “um momento de regressão institucional”. O governo pressiona os “juízes rebeldes”, diz ele. E a prisão do ex-vice-presidente Amado Boudou, junto com a perseguição a ex-funcionários do governo anterior, faz parte de “uma série de shows judiciais e procedimentos semelhantes às mafias”. Seria a comprobvaçào de que “a regra da lei está caindo aos pedaços”.

O juiz Ariel Lijo usou o argumento de “obstrução da investigação” para justificar detenções sem sentença.

Zaffaroni explicou que “as prisões preventivas são emitidas com o pretexto de que podem prejudicar o progresso da investigação, quando os fatos relatados são evidências documentais” e acrescentou que esse tipo de caso não se aplicar aos ex-integrantes do governo Kirchner.

Segundo ele, o país e o judiciário estão “acompanhando um momento de regressão institucional” que podem ter “um resultado indesejável” e que “podem prejudicar nossa cultura jurídica”.

O fenômeno passou a ocorrer desde a chegada do presidente Maurício Macri ao poder. Deflagrou-se um processo de perseguição ideológica.

“Se existe uma perseguição ideológica, a imparcialidade institucional que garante o pluralismo acabou”, advertiu Zaffaroni. E e indicou que esse tipo de lógica é o que causa “pressão sobre os juízes rebeldes”. O exemplo imediato deste caso é o juiz platense Luis Arias, que foi suspenso por dois meses por 21 decisões tomadas, algumas das quais destinadas à proteção dos direitos humanos.

Por conta de sua posição, Zaffaroni tem sido alvo de campanhas de denúncias de sua aposentadoria, como ex-Ministro do Supremo.

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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6 Comentários
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  1. Ivan de Union

    8 de novembro de 2017 11:07 pm

    Maconaria em acao:

    “Raúl Zaffaroni denunciou a perseguição política que está ocorrendo na Argentina através da Justiça”…

  2. Marcos Videira

    9 de novembro de 2017 1:50 am

    Crimes de Lesa Pátria

    O método de golpe desenvolvido pela CIA está produzindo resultados em toda a América Latina.

    Obviamente, com a ajuda de magistrados traidores da pátria. Sem os quinta-colunas não seria possível…

    Os inocentes e os lacaios afirmam: a Lava Jato tem por objetivo combater a corrupção…

  3. Sergio Brasil

    9 de novembro de 2017 4:01 am

    Devem ter tido umas aulas com

    Devem ter tido umas aulas com um certo juiz de Curitiba…..

    1. mauro silva 1

      9 de novembro de 2017 9:44 am

      não

      frequentaram as mesmas aulas que muitos juízes brasileiros em washington.

  4. gy francisco

    9 de novembro de 2017 11:15 am

    Porque argentinos e franceses estão se auto destruindo?

    No Brasil, os cortes de direitos e proteções vieram mediante um golpe e sem consulta popular.

    Mas na Argentina e na França o povo elegeu e deu ampla maioria a um candidato qeu deixa claro que vai cortar direitos e proteções trabalhistas e sociais.

    Entenderia um povo ignorante como o brasileiro cair no papo da globo (como caiu em 98 com FHC). Mas argentinos e franceses darem apoio irrestrito a Maci e Macron que tem como programa de governo cortar estado, cortar direitos consitucionais? 

    Eu não entendo. Alguém pode me explicar?

    Sei que Kirchner e Hollande decepcionaram, pois seus governos pasaram longe de resolver problemas estruturais, no ma´ximo, atenuaram o empobrecimetno geral. Mas qual o sentido de se jogar de cabeça com pessoas que prometem arrancar de vez tudo que ainda havia?

  5. juarez da silva campos

    9 de novembro de 2017 12:41 pm

    Argentina

    Macri não ganhou com maioria arrazadora e sim por uma margem pequena. Na Argentina há dúvidas sobre se ganha a próxima eleição.

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