24 de junho de 2026

Katherine Johnson, matemática que ajudou a calcular trajetória da Apollo 11, morre nos EUA aos 101 anos

Cientista era uma das matemáticas por trás do sucesso da Apollo 11 e foi retratada no filme “Estrelas Além do Tempo”
Em 2017, Katherine Johnson foi homenageada pela Nasa com um edifício em Hampton, o Centro de Pesquisa Computacional Katherine G. Johnson. Foto: Reprodução

Jornal GGN – A matemática norte-americana Katherine Johnson faleceu aos 101 anos nos Estados Unidos. Sua morte foi anunciada nesta segunda-feira.

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Katherine foi uma das matemáticas responsáveis pelo cálculo das trajetórias que permitiriam à Apollo 11 pousar na lua em 1969 e, após a viagem, permitir seu retorno à Terra.

Ela também foi responsável pelos cálculos que ajudaram a planejar o voo de Alan B. Shepard Jr., que se tornou o primeiro americano no espaço, a bordo da espaçonave Mercury, em 1961. Em 1962, ela também ajudou a tonar possível que John Glenn, na Mercury Friendship 7, se tornasse o primeiro americano a orbitar a Terra.

Muito antes do feminismo moderno, Johnson era uma das muitas mulheres com educação rigorosa, de capacidade ímpar e ainda assim sem grande notoriedade dentro da Divisão de Pesquisa de Voo da NASA. E o fato de Katherine ser afro-americana também aumentou sua marginalização dentro da estrutura.

Na velhice, Johnson tornou-se a mais famosa do pequeno grupo de mulheres negras que, no meio do século, foram matemáticas para a agência espacial e seu antecessor, o Comitê Consultivo Nacional de Aeronáutica.

Sua trajetória foi contada no filme “Estrelas Além do Tempo” (2016), que chegou a ser indicado a três Oscars, incluindo melhor filme. Das mulheres negras em foco na obra, Katherine Johnson era a única que ainda vivia na época do lançamento – e foi aplaudida de pé quando apareceu com o elenco na Cerimônia do Oscar. (com Folha de São Paulo).

 

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3 Comentários
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  1. peregrino

    24 de fevereiro de 2020 4:22 pm

    Grande Mulher. Grande Matemática…
    tratada como possuidora de certezas de grau médio, deu show, e com a maior classe, ao provar que suas certezas eram de grau muito superior a de qualquer outro da equipe

    a Matemática possui muito da força de vontade de cada um (até para os não mais aqui, os espíritos…………….pode, o dela, provar que existe adeus que não parte)

  2. AMORAIZA

    24 de fevereiro de 2020 5:25 pm

    Katherine poderia ter ficado só mais um pouquinho, para fazer a trajetória do foguete do motorista da terra plana, assim ela receberia mais um galardão no céu e o motorista não passaria vergonha no inferno.

  3. Antonio Francisco das Neves

    24 de fevereiro de 2020 6:01 pm

    Muito bonita a história desta grande mulher!

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Katherine_Johnson

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