Lava Jato prende donos da Avianca por suposto esquema na Transpetro delatado por Machado

A operação diz que "a atuação dos executivos do estaleiro EISA junto ao então presidente da estatal e agora colaborador, Sérgio Machado", causou prejuízos da ordem de mais de R$ 611 milhões,

Jornal GGN – A Lava Jato em Curitiba deflagrou com a Polícia Federal nesta quarta (19) a 72ª fase da operação, com dois mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo e Alagoas. Os alvos são dois empresários supostamente envolvidos em esquema de corrupção na Transpetro.

A Lava Jato questiona contratos de construção de navios firmados pela Petrobras com o estaleiro EISA.

A operação diz que “a atuação dos executivos do estaleiro EISA junto ao então presidente da estatal e agora colaborador, Sérgio Machado”, causou prejuízos da ordem de mais de R$ 611 milhões, “em razão da entrega irregular de um dos navios Panamax encomendados, da não entrega dos outros três navios Panamax, de dívida trabalhista indevidamente suportada pela Transpetro e de adiantamento de recursos da Transpetro ao EISA, garantidos pessoalmente por um dos empresários presos com a emissão de duas notas promissórias que nunca foram pagas.”

“O juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba decretou a prisão preventiva dos investigados e, posteriormente, substituiu por prisão domiciliar com monitoramento eletrônico a pedido do Ministério Público Federal (MPF), em razão de riscos decorrentes da pandemia de covid-19. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de R$ 651.396.996,97 das pessoas físicas e jurídicas envolvidas e fixou outras medidas cautelares, como proibição de movimentar contas no exterior, proibição de realizar ato de gestão societária ou financeira em empresas no Brasil e no exterior, ou qualquer forma de ocultação de provas, e proibição de contratar com o Poder Público.”

Histórico

Segundo o Ministério Público Federal, Sérgio Machado, enquanto presidente da Transpetro, “favoreceu o estaleiro EISA na celebração e na execução de contratos para a construção de navios Panamax e navios de produtos.”

“Em 2008, após contratação direta do estaleiro EISA para a construção de quatro navios Panamax, solicitou a um dos executivos submetido hoje a prisão domiciliar o pagamento de propina equivalente a 2% do valor dos contratos. Na ocasião, foi proposto a Machado um acordo de investimento em campos de petróleo no Equador, operacionalizado por empresa de sua titularidade. O contrato trazia cláusula que facultava ao empresário cancelar o negócio, mediante o pagamento de multa de R$ 28 milhões, que correspondia ao valor da vantagem indevida solicitada. Machado nunca investiu qualquer valor nos campos de petróleo e o executivo do estaleiro EISA exerceu a opção de cancelamento, efetuando o pagamento da propina disfarçada de multa contratual por meio de 65 transferências bancárias no exterior realizadas entre 2009 e 2013, período que coincide com a execução do contrato firmado com a Transpetro”, diz o MPF.

Leia mais aqui detalhes aqui.

Com informações do UOL e da assessoria do MPF

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