11 de junho de 2026

Lava Jato que renuncia é alvo de sindicância

Órgãos de cúpula do Ministério Público Federal investigavam um esquema de distribuição viciada de processos nessas operações

Do Conjur

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Sete procuradores que integram a autodenominada força-tarefa da “lava jato” em São Paulo solicitaram, em ofício enviado ao procurador-Geral da República, Augusto Aras, o desligamento dos trabalhos na operação até o final deste mês.

Os procuradores, incluindo a coordenadora do grupo, Janice Ascari, argumentam “incompatibilidades insolúveis com a atuação da procuradora natural dos feitos da referida força-tarefa, doutora Viviane de Oliveira Martinez”.

Em ofício enviado aos conselheiros Mario Luiz Bonsaglia e José Elaeres Marques Teixeira, do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), revelado nesta quarta-feira (2/9) à noite pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, os procuradores relatam dificuldades encontradas pela “força-tarefa” junto à procuradora, que em março deste ano assumiu o 5º ofício da Procuradoria da República em São Paulo, agora responsável pelo consórcio paulista da franquia criada em Curitiba.

Distribuição viciada

Em julho deste ano, a ConJur revelou que órgãos de cúpula do Ministério Público Federal investigavam um esquema de distribuição viciada de processos nessas operações.

A manobra centralizou nas mãos do grupo lavajatista os feitos que geram manchetes e deram a seus integrantes poder de fogo e munição para intimidar e subjugar todos os figurões da República. A técnica foi direcionar processos, mesmo sem qualquer conexão, para as mãos do grupo, desviando-os da livre distribuição.

A investigação mais avançada tinha como foco São Paulo onde, pelo relato, “todos os feitos desmembrados da operação lava jato em outras unidades ou instâncias do MPF estão sendo subtraídos do canal de distribuição regular e remetidos diretamente à FTLJ-SP”.

Em outras palavras, os expedientes que chegam na PR-SP com o rótulo “lava jato” eram direcionados à FTLJ-SP sem a prévia e imprescindível distribuição na unidade conforme as regras de organização interna aprovadas pelo CSMPF.

Sindicância
No fim de julho, a ConJur também revelou que a Corregedoria-Geral do Ministério Público Federal abriu sindicância para saber se realmente houve distribuição viciada de processos na “lava jato”. O foco era apurar “o estrito cumprimento das regras gerais de distribuição de procedimentos derivados de forças-tarefas”, conforme procedimento instaurado em 30 de julho.

Deixam, a pedido, a “lava jato” em SP:
• Guilherme Rocha Göpfert: a partir de 08/09/2020
• Thiago Lacerda Nobre: a partir de 08/09/2020
• Paloma Alves Ramos: a partir de 11/09/2020
• Janice Agostinho Barreto Ascari: a partir de 30/09/2020
• Marília Soares Ferreira Iftim: a partir de 30/09/2020
• Paulo Sérgio Ferreira Filho: a partir de 30/09/2020
• Yuri Corrêa da Luz: a partir de 30/09/2020

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3 Comentários
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  1. Edivaldo Dias de Oliveira

    3 de setembro de 2020 1:39 pm

    Deve ter acabado o vicio da distribuição dos feitos e ficaram sem ribalta. Melhor sair. Poderiam se demitir e disputar a vereança.

  2. Carlos Elisio

    3 de setembro de 2020 1:57 pm

    Debandada!!!
    A franquia f**** o país, vão sair de boa?

  3. Eduardo

    3 de setembro de 2020 5:02 pm

    “…responsável pelo consórcio paulista da franquia criada em Curitiba.” Vou procurar com lupa ver se encontro uma tirada melhor mas já aceitando que essa será a campeoníssima do dia.

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