Leilão de 5G não irá distinguir empresas pelo país de origem, afirma Mourão

Chinesa Huawei é o ponto de tensão entre Brasil e EUA, que chegou ameaçar cortar investimentos no país, caso a gigante fornece equipamentos para a rede 5G

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Jornal GGN – O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o leilão do 5G no Brasil não deve distinguir nenhuma empresa de tecnologia independente do seu país de origem. O ponto central do embate é a participação da gigante chinesa de tecnologia Huawei, alvo de sanções do governo dos Estados Unidos. Este último chegou ameaçar cortar investimentos no Brasil, caso a China ganhe o embate. 

A declaração de Mourão foi dada em entrevista à Xinhua, agência de notícias oficial do governo chinês. Ele garantiu que serão observados critérios de segurança e aspectos econômicos no leilão. 

“O leilão das frequências de 5G aqui no Brasil está previsto para o primeiro semestre do ano que vem. O governo trabalha para que a sociedade possa usufruir dos benefícios das redes 5G, reduzindo riscos e vulnerabilidades associadas ao emprego de novas tecnologias. Não distinguimos as empresas pelo país de origem, mas sim pela sua capacidade em oferecer produtos e serviços confiáveis, seguros e, obviamente, a preços competitivos”, disse.

Durante entrevista, Mourão ainda lembrou com a Huawei é um importante fornecedor de equipamentos para o mercado brasileiro. E, uma eventual retirada da empresa do país, teria um “custo exorbitante, além de atrasar a instalação da rede 5G”.

A tecnologia é dos pontos centrais da guerra econômica entre China e EUA. Em entrevista ao jornal O Globo, em julho, o embaixador dos EUA no Brasil, Todd Chapman,  disse que “haverá consequências” para o Brasil caso a Huawei forneça equipamentos para a rede 5G. Segundo ele, empresas americanas poderiam deixar de investir no Brasil, “por temer que seus segredos de propriedade intelectual não estejam protegidos”.

Com informações de O Globo.

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