Livro de Bolton reduz opções para defesa de Trump

Para jornalista, vazamento de livro de ex-conselheiro de segurança deixou advogados e republicanos do Senado “em beco sem saída”

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A abordagem adotada pela equipe de defesa do presidente Donald Trump no julgamento de impeachment no Senado tem sido de indiferença e negação, da mesma forma como o próprio presidente age quando se vê confrontado.

“Uma vez descartadas as interferências indevidas, os palpites, os vazamentos seletivos e os interrogatórios sigilosos de testemunhas escolhidas a dedo, o que sobra são fatos-chave que não mudaram nem vão mudar”, disse o advogado Michael Purpura, da equipe de defesa, no último sábado, como explica o jornalista Philip Bump, do Washington Post, no jornal O Estado de São Paulo.

Dentre os fatos listados, está a argumentação feita pelo conselheiro da Casa Branca, Pat Cipollone, de que a transcrição de conversa entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodmir Zelensky, não sinaliza a imposição de condições para ajuda militar ou um encontro com o presidente. Porém, segundo Bump, a equipe de Trump entrou em contato com um assessor de Zelensky dizendo que a reunião dependeria de uma das investigações políticas desejadas pelo presidente.

Além disso, o jornal The New York Times divulgou trechos de um livro inédito escrito pelo então conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, onde Trump diz que pretendia reter a ajuda à Ucrânia até que o presidente do país concordasse em fazer as investigações.

Para o jornalista, os republicanos que apoiam Trump no Senado e os advogados do presidente estão em um beco sem saída. “Ou eles ignoram a reportagem do Times, e deixam sobre a mesa evidências obviamente condenatórias, ou abrem as comportas para novos testemunhos e evidências”, pontua o jornalista, que diz que os advogados podem fazer aquilo que o presidente norte-americano sempre faz: usar as notícias ruins para atacar a oposição.

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