24 de junho de 2026

Livro destaque no seminário Brasilianas avalia papel das instituições públicas no desenvolvimento

Autor de “As empresas públicas na promoção do desenvolvimento regional”, participa de evento organizado por Cemig e Plataforma Brasilianas, dia 9 de agosto, em Belo Horizonte
 
Evento acontece dia 9 de agosto, no Auditório da Cemig, em Belo Horizonte
 
Jornal GGN – A história recente do desenvolvimento econômico de Minas Gerais se confunde com a de instituições de pesquisa, financiamento e produção. A criação do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedeplar/UFMG), há cerca de 50 anos, aponta para essa lógica na definição de estratégias de políticas socioeconômicas. A expansão do desenvolvimento só não foi maior por esbarrar em bloqueios arraigados na cultura mineira, a serem superados. Esta é uma das conclusões da obra “Instituições de Planejamento e de Desenvolvimento de Minas Gerais – 55 anos do BDMG, 50 anos do Cedeplar (2017)”, do economista João Antônio de Paula, professor da Faculdade de Ciências Econômicas (Face/Cedeplar/UFMG).
 
De Paula é um dos palestrantes do Seminário “Empresas públicas na promoção do desenvolvimento regional”, organizado no âmbito do Projeto Minas Aponta o Futuro, da Plataforma Brasilianas. O evento, aberto ao público, será realizado no dia 9 de agosto, das 9h às 12h, no auditório da Companhia Energética de Minas Gerais/Cemig, (Av. Barbacena 1200, Belo Horizonte). Ele participará da mesma mesa que o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Marco Castelo Branco. Outro palestrante confirmado é o presidente do Banco de desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Marco Crocco. 
 
Além de avaliar o impacto de empresas de financiamento e instituições de pesquisa no desenvolvimento territorial mineiro, a publicação mostra o quadro econômico e social de Minas Gerais pós-Segunda Guerra Mundial, discorrendo sobre o Estado de Planejamento no Brasil e em Minas Gerais, de 1945 até o início de 1960; as transformações da economia brasileira e mineira pós-1945 e a política e movimentos sociais no Brasil e em Minas Gerais, de 1945 a 1964, sem deixar de lançar luz sobre os desafios futuros.
 
Especialmente sobre o Cedeplar (Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional) da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, Antônio de Paula conta que, durante a ditadura militar (1964-1985),  contribuiu como ponto de resistência intelectual: 
 
“O Cedeplar se tornou um espaço imune aos modismos e aos auto propalados monopólios da racionalidade e do saber, de defesa de perspectivas que se recusam a aceitar a ditadura do pensamento único”, completando que, graças a esse posicionamento, o pensamento econômico e social mineiro foi capaz de se antecipar aos piores momentos da história. Às vezes, não conseguiu impedir fracassos econômicos, mas ajudando a construir rotas que levaram a mudanças importantes na trajetória do estado e do país.
 
O livro conta, ainda, com o prefácio do ex-reitor Clélio Campolina Diniz (2010-2014), também professor da Face e do Cedeplar, lembrando o esforço brasileiro de modernização do Estado e de constituição de instituições de planejamento e de gestão pública como suporte ao desenvolvimento, de 1930 até a ruptura institucional de 1964.
 
“Observa-se que ao lado da criação de várias instituições, empresas e órgãos houve acalorado debate sobre os rumos e as diretrizes das políticas públicas, com destaque para a orientação industrializante representada por Roberto Simonsen e da orientação liberal e agrária por Eugênio Gudim. Seguindo os ritmos da periferia paulista, a industrialização e a urbanização brasileiras ampliaram as desigualdades e os conflitos sociais”. 
 
Minas vive hoje um processo de ruptura desenvolvimentista semelhante ao de décadas atrás, com a transferência de grandes projetos de mineração para o Pará, fazendo a leitura da obra ainda mais necessária, como mostra trecho do próprio livro:  
 
“A luta de Minas Gerais pelo desenvolvimento foi precoce, antecipando-se ao esforço nacional e servindo como modelo em vários casos, como a criação da primeira Cidade Industrial planejada, em Contagem(1941); do Plano de Recuperação e Fomento da Produção (PREFP), juntamente com a Taxa dos Serviços de Recuperação Econômica (1947), o Plano de Eletrificação (1950); o binômio energia e transporte (1951-1955) e da Cemig (1952)”.
 
Veja a seguir a programação do evento na íntegra, e participe!
 
As empresas públicas na promoção do desenvolvimento regional
Data: 09 de Agosto, quinta-feira
Das 9h às 12h
Local: Auditório Cemig, Rua Alvarenga Peixoto, 1200 – Belo Horizonte – MG 
 
Abertura: 9h – 9h55
 
9h – 9h15 – Bernardo Afonso Salomão de Alvarenga, Diretor-Presidente da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais)
 
9h15-9h30 – Thiago de Azevedo Camargo, Diretor de Relações Institucionais e Comunicação
 
9h30 – 9h45 – Luis Nassif, Editor Chefe do Jornal GGN, idealizador e coordenador da Plataforma Brasilianas
 
9h45 – 9h55 – Participação da plateia  
 
1º Painel – Modelos de Desenvolvimento para Minas Gerais  (9h55 – 11h05)
O objetivo deste painel é explorar o desafio de definir e estabelecer políticas de desenvolvimento para o Estado, considerando a importância do planejamento, participação da sociedade e o papel de agentes públicos na condução de projetos de crescimento includente e sustentável.
 
9h55 – 10h25 – Joao Antonio de Paula, Professor da Faculdade de Ciências Econômicas 
(Face) da UFMG, autor de “Instituições de planejamento e desenvolvimento de Minas Gerais – 55 anos do BDMG”
 
10h25 – 10h55 – Marco Antônio Castelo Branco, Presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig)
 
10h55 – 11h05 – Participação da Plateia 
 
2º Painel – O modelo de desenvolvimento da Cemig  (11h – 12h15)
A proposta deste painel é, a luz da história da Cemig, analisar o papel estratégico de empresas nacionais como produtoras e indutoras do desenvolvimento, colaborando não apenas com o equilíbrio de preços e concorrência no mercado, possibilitando o desenvolvimento para outras cadeias da Economia.
 
11h05 – 11h35 – Luiz Humberto Fernandes, Vice-Presidente da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), com carreira na liderança de indústrias multinacionais nas áreas de Segurança, Sustentabilidade, energia, infraestrutura entre outras 
 
11h35 – 12h05 – Marco Aurélio Crocco, Presidente do Banco de desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG)
 
12h05 – 12h15 – Participação da Plateia 
 
*Encerramento
 
Brasilianas – Uma plataforma online para agregar produções acadêmicas e propostas para o desenvolvimento do país, com tratamento jornalístico, tendo como denominador a redução da desigualdade. Essa é a missão do Brasilianas, coordenada pelo Jornal GGN. Entre e conheça
 

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