Lockdown: Amazonas pode ser primeiro estado a declarar quarentena obrigatória

Sem sistema de saúde que suporte explosão de casos, governador não descarta lockdown

Foto: EBC

Jornal GGN – O governador do Amazonas Wilson Lima (PSC) afirmou em entrevista ao El País que não descarta discutir com os demais poderes a adoção do lockdown no estado.

Sem sistema de saúde que suporte o aumento de casos de coronavírus, o mandatário admite que pode não haver outra escolha, a não ser endurecer as regras e tornar a quarentena obrigatória para todos.

“Essa é uma decisão que temos de avaliar com os outros poderes. Tenho falado muito com os Ministérios Públicos, com Tribunal de Justiça, com Tribunal de Contas. Estamos avaliando os números e, se a gente continuar numa evolução significativa, não vamos ter outra alternativa a não ser colocar todo mundo em quarentena, a aumentar as medidas restritivas. Mas essa decisão não pode ser só do governador, tem de ser compartilhada. Compartilhada com os poderes, com o comércio, com a indústria, com a sociedade civil organizada”, disse.

O Amazonas é hoje o quarto estado com mais casos de COVID-19, mas já ocupou 90% dos leitos com pacientes infectados. O sistema de saúde ainda não entrou em colapso apenas porque a rede aumentou um pouco sua capacidade nos últimos dias, construindo 15 leitos de UTI no hospital Delphina Aziz, hospital de referência, e mais 12 leitos de UTI no pronto-socorro 28 de agosto.

O governador disse que já colocou patrulhamento nas ruas para impedir movimentações desnecessárias e tem adotado sistema de monitoramento acirrado em cima de quem chega ao estado pelo aeroporto.

Essas pessoas são automaticamente colocadas em quarentena e acompanhadas, para que as autoridades saibam se elas estão respeitando o isolamento. A condição de saúde também é monitorada e há atendimento médico disponível, tudo por aplicativo de celular.

Apesar da crise, Lima reconhece que é preciso manter o mínimo de funcionamento das empresas, sobretudo para abastecimento de comida e outros itens essenciais.

“Mas não há outro método que possa diminuir o avanço do vírus, a não ser o isolamento social. Não há outro caminho para que a gente possa quebrar essa cadeia de transmissão, a não ser as pessoas ficando em casa e evitando aglomeração. O que a gente tenta encontrar aqui é o meio termo. A nossa luta é para preservar vidas”, ponderou.

O Amazonas tem hoje 1.275 casos de COVID-19 e 71 mortes no estado.

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