4 de junho de 2026

Lula neutralizou Flávio Bolsonaro e mostrou capacidade de reconstruir relação com EUA, avalia Guilherme Casarões

Em entrevista a Luís Nassif, o professor explica por que a hegemonia americana enfraquece diante da desdolarização e do avanço chinês
Foto: Ricardo Stuckert

Guilherme Casarões destacou a visita de Lula a Washington como importante para o Brasil e estratégica eleitoralmente.
Casarões explicou que a guerra no Irã enfraqueceu o apoio a Trump e gerou divisões no movimento MAGA.
O cientista analisou o intervencionismo dos EUA na América Latina para conter a influência da China na região.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O cientista político Guilherme Casarões, especialista em Guerras e Conflitos e Política Externa, e professor da Florida International University, conversou com o jornalista Luís Nassif sobre diversos temas relevantes na noite de terça (12), no programa TV GGN 20 Horas, no canal TVGGN, no Youtube [assista abaixo].

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Sobre a visita de Lula a Washington, Casarões destacou que, embora pouco coberta pela imprensa americana, foi muito importante para o Brasil. Ele afirmou que o governo Trump recebeu Lula com respeito e disposição para negociar, o que não é uma característica comum do presidente americano. Casarões interpretou a viagem como uma estratégia eleitoral de Lula para neutralizar a narrativa de Flávio Bolsonaro de que apenas um Bolsonaro poderia resgatar as relações com os EUA. Ele enfatizou que Lula demonstrou ser capaz de reconstruir a cooperação com os Estados Unidos, apesar das diferenças políticas. Casarões também notou que Trump respeita a estratégia de Lula de equilibrar as relações entre China e Estados Unidos, defender o Brics e o Sul global.

A conversa também se aprofundou na política americana, com Casarões explicando que a guerra do Irã e a situação no Estreito de Hormuz enfraqueceram a base de apoio de Trump, inclusive entre comentaristas historicamente alinhados a ele, como Tucker Carlson e Candace Owens. Ele observou que o movimento MAGA, antes unido, tem apresentado rachaduras devido à percepção de que a guerra atende mais aos interesses de Israel do que dos Estados Unidos, gerando caos econômico.

A política externa americana para o hemisfério também foi um ponto central da discussão. Casarões explicou que, desde o início do segundo mandato de Trump, a América Latina se tornou uma direção clara da política externa, com a reavivamento da Doutrina Monroe, que permite a intervenção dos EUA na região em nome da defesa de seus interesses, especialmente contra a China. Ele mencionou o sequestro de Nicolás Maduro como um exemplo do intervencionismo americano. A principal preocupação dos EUA, segundo Casarões, é como recuperar o terreno perdido para a China na América Latina, que se tornou o principal parceiro comercial de mais de 20 países da região.

Casarões analisou a ascensão e queda das potências, explicando que, em momentos de declínio hegemônico, como o que os EUA estão vivenciando, há uma tendência a abandonar recursos culturais e investir em soluções mais duras e autoritárias. Ele citou Immanuel Wallerstein para explicar que a queda de uma potência geralmente coincide com a ascensão de outra, o que justifica uma postura mais agressiva dos EUA na competição com a China.

Por fim, o professor abordou a financeirização e a decadência americana, mencionando que a promessa de reindustrialização do governo Trump não se concretizou. Ele destacou que a China tem conseguido substituir o dólar, pelo menos parcialmente, como moeda de troca global, o que representa uma “fronteira final da derrota hegemônica” para os EUA.

Casarões criticou a irracionalidade das ações americanas, como o bloqueio das reservas russas e a expropriação de dólares venezuelanos, que minam a credibilidade do sistema financeiro. Ele também lamentou a diminuição do investimento em think tanks e a restrição da cooperação acadêmica com países considerados “eixo do mal”, o que tem levado a uma redução do pluralismo e do diálogo na academia americana.

A entrevista ocorreu na noite de terça-feira, 12 de maio, durante a transmissão do programa TV GGN 20 Horas no canal TVGGN, no Youtube.

Assista abaixo:

Nota da redação: O Jornal GGN utiliza Inteligência Artificial para transformar conteúdo original do canal TV GGN, no Youtube, em publicações no site. Os textos são revisados e editados antes da publicação, pois o uso de ferramentas de I.A. é revisado e validado pelo time de jornalistas da redação.

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1 Comentário
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  1. J.MARCELOOO

    13 de maio de 2026 3:20 pm

    Este encontro somente ocorreu por uma questão de Química entre os presidentes um bem diferente do outro,THUAMP está em uma fase de se reinventar,tá ODIANDO os seres rastejantes babadores de ovo dos euaaa q só levam o próprio País à decadência,ng percebe mas NENHUM PAÍS SOBREVIVE SOMENTE COM O OBJETIVO DE LUCRAR,na história sempre ouve os megaempresaeios só q eles não COMANDAVAM TODOS OS PROCESSOS DO SISTEMA,daí havia algum EQUILÍBRIO INSTITUCIONAL mantido por pessoas com noção ética e humanista,coisa q os empresários GANANCIOSOS sabem q atrapalha os seus lucros exorbitantes sem limites e freio moral nenhum,é a decadência de toda uma sociedade,deve haver gananciosos mas sem o protagonismo q vem desde a crise de 2008 e a covi.d ,não disseram q o mundo não seria mais o mesmo?POIS EU OS COBRO,CADÊ O MUNDO NÃO VAI MAIS SER O MESMO Q TODAS AS MIDIAS FALAVAM E VCS REPETIAM IGUAL PAPAGAIO?Houve resistência dos manda chuvas PRODUTIVOS do mundo,se ligaram muito tardiamente do q havia ocorrido EU COVID VCS A DEIXAREM DE SER ZUMBIS mas já sei sou só um haterzinho de um site pequeno,AFF isso me entedia muito,deixem eu quieto !!!

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