25 de junho de 2026

Tornar Brasil um país desenvolvido é meta de Lula apresentada em reunião ministerial

Lula traçou metas para o desenvolvimento do Brasil, incluindo acabar com a fome, e pediu "paciência" dos ministros com o Congresso
Foto: Reprodução TV Brasil

Ao lado de seus 37 ministros, Luiz Inácio Lula da Silva resumiu assim a missão que terá o seu governo, nas diferentes áreas e somadas: “deixar de ser um país em desenvolvimento e passar, definitivamente, a ser um país desenvolvido.”

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“Vocês vão ver um senhor de 77 anos com a energia de 30 e que não vai, não vai, ter um minuto de cansaço, enquanto a gente não conseguir resolver o problema dessa nossa sociedade.”

“Obsessão para acabar com a fome”

Abordando a fome, a saúde e a educação, alguns dos pilares-chave para a meta de desenvolvimento, Lula enfatizou que “esse será o mandato de sua vida”.

“Todo mundo sabe que eu tenho uma obsessão para acabar com a fome nesse país, para garantir e melhorar a saúde desse povo e porque eu conheço muita gente que morreu à beira da cama, não tinha R$ 50 reais para comprar um remédio.”

Educação para o desenvolvimento do país

Sobre as políticas educacionais, destacou a necessidade de se obter um verdadeiro “salto” na qualidade nos ensinos fundamental e básico. A consequência será direta na economia:

“O Brasil precisa desse gente bem formada, porque não pode passar mais um século exportando minério de ferro e só exportanto soja ou milho, nós temos que exportar conhecimento, exportar inteligência, coisa mais sofisticada com valor agregado, para que esse país dê um salto, deixe de ser um país em desenvolvimento e passe, definitivamente, a ser um país desenvolvido, fazendo parte de ser um daqueles países que se orgulha de ter o seu povo tomando café, almoçando e jantando todo dia, seu povo com qualidade educacional, com qualidade de moradia e com qualidade de vida.”

Crescimento econômico “com muita responsabilidade”

Ainda sobre economia, mesmo com a centralidade das políticas sociais, o aceno a investidores e mercado foi feito, ao dizer que “é possível fazer a economia voltar a crescer” com “muita responsabilidade”.

Também no primeiro encontro com todos os seus ministros, disse ser “uma tarefa árdua” a que terão e destacou, em mais de um momento, a necessidade de harmonia com os Três Poderes, sobretudo com o Congresso.

Lula pede “paciência” e diálogo com o Congresso

Sobre isso, pediu aos seus ministros “paciência e grandeza” para atender aos deputados e senadores, porque será preciso diálogo. Ao citar especificamente divergências políticas com o Congresso e com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), falou que precisará “da boa vontade da Presidência da Câmara” e do Senado.

Completou que a relação que o Congresso terá com ele será “a mais importante” que já teve e que “não tem veto ideológico para conversar e não tem assunto proibido em se tratando de coisas boas para o povo brasileiro”.

“É preciso que a gente saiba que é o Congresso que nos ajuda. Nós não mandamos no Congresso, nós dependemos do Congresso e, por isso cada ministro tem que ter a paciência e a grandeza de atender bem cada deputado, cada deputada, cada senador, cada senadora que o buscar.”

Agro “sem ofender” o Meio Ambiente

Mencionou, ainda, da harmonia que será necessária entre as pastas de Meio Ambiente e de Agricultura e Pecuária. Disse que “empresários de verdade” do setor agro conhecem a “necessidade da produção sem precisar ofender ou adentrar a Floresta Amazônica ou qualquer bioma”.

Por fim, ao ainda fazer referência a produtores rurais que “usarem agrotóxico que não pode ser usada” ou “continuarem desrespeitando a lei, invadindo o que não pode ser invadido”, a “força da lei imperará”. E completou, em resposta que abrange também outros temas e setores, “a única coisa que não vale é o cidadão bandido achar que pode desrespeitar a boa vontade da sociedade brasileira, a nossa Constituição e a nossa legislação”.

Assista à íntegra da reunião ministerial de Lula:

“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: www.catarse.me/jornalggn

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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2 Comentários
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  1. +almeida

    6 de janeiro de 2023 12:36 pm

    Penso que, enquanto todo o país promove pontes para unificar o povo, o progresso, o desenvolvimento e uma nova era de respeito, paz, união e prosperidade, o exército brasileiro continua batendo palmas pra maluco e se submete aos caprichos de alucinados extremistas do ódio e da baderna contra democracia, a ordem e as leis.

  2. AMBAR

    6 de janeiro de 2023 4:18 pm

    Tá faltando safadeza e palavrão nessa reunião comportada. O gado sente falta.

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