O presidente Lula disse nesta segunda-feira (9) que o Brasil não tem cultura de alimentar guerras pelo mundo, mas que precisa preparar sua indústria de defesa para “dissuadir” outras nações de tentarem invadir o país. A declaração ocorreu durante a primeira visita de Estado e assinatura de acordos de cooperação com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.
“Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui ninguém tem bomba nuclear, aqui ninguém tem bomba atômica, aqui os nossos drones são para agricultura, para fins de tecnologia e não para guerra. Então nós pensamos em defesa como dissuasão, mas eu não sei se o companheiro Ramaphosa percebe que, se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, disparou Lula.
Segundo Lula, essa necessidade na área da defesa é comum ao Brasil e África do Sul, e ambos os países podem desenvolver cooperação mútua para não depender de outras potenciais. “Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas, nós poderemos produzir. O que precisa é nós nos convencermos que ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos“, disse Lula.
De acordo com o presidente, ainda hoje os ministros da Defesa do Brasil e África do Sul devem se reunir. “Eu espero que conversem bastante sobre a aproximação do Brasil e a África do Sul na questão da defesa.”
Minerais críticos
Lula também afirmou hoje que o Brasil não aceitará mais atuar apenas como exportador de matéria-prima no setor de minerais críticos e terras raras. Durante encontro com o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, Lula destacou a necessidade de um levantamento geológico detalhado em ambos os países para impulsionar a transição energética e digital.
“O Brasil até agora conhece o potencial de 30% do seu território e nós temos muita coisa. E já está avisado ao mundo de que o Brasil não vai fazer das terras raras e dos minerais críticos aquilo que foi feito com o minério de ferro: a gente vender o minério e comprar produto acabado pagando 100 vezes mais caro. Não, agora a parceria tem que ser feita para fazer o processo de transformação aqui no Brasil”, disse Lula.
Lula reforçou a necessidade de fortalecimento da parceria estratégica entre as duas nações, com foco em setores como turismo, comércio e investimentos. O presidente destacou ainda o papel conjunto dos países no G20 e no Sul Global, abordando temas como a preservação ambiental e a reforma da governança internacional. O pronunciamento reforçou os laços históricos e culturais que unem o Brasil ao continente africano na busca por um desenvolvimento mais justo e soberano.
Veja o discurso completo aqui.
Jose de Almeida Bispo
9 de março de 2026 8:25 pmNinguém respeita a que não se dar respeito.
E respeito, na liguagem dos bandidos é cartucheira cheia; mísseis preparados.
Negociação só de advertimento: “não venha, senão o pau come!”
Rui Ribeiro
10 de março de 2026 9:23 amVou liberar o território nacional para a instalação de 4 bases militares: Duas da Rússia e duas da China.