20 de junho de 2026

Macron prepara xeque-mate em Bolsonaro que pode estremecer relações com Trump

Presidente francês vai condicionar entrada da Rússia no grupo das maiores economias do mundo à uma punição exemplar para Bolsonaro

Jornal GGN – Enquanto Eduardo Bolsonaro, candidato a embaixador do Brasil nos EUA, usa as redes sociais para xingar o presidente da França de “idiota”, Emmanuel Macron prepara um xeque-mate em Jair Bolsonaro que deve estremecer suas relações com Donald Trump.

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Segundo o articulista da Folha Mathias Alencastro, Macron já foi bem sucedido em transformar Bolsonaro em um pária internacional na questão ambiental. Nesta sexta (23), por exemplo, os jornais noticiam que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia corre o risco de não ser ratificado se o brasileiro for incapaz de conter as queimadas que estão ocorrendo na Amazônia.

[O GGN prepara uma série no YouTube que vai mostrar a interferência dos EUA na Lava Jato. Quer apoiar o projeto pelo interesse público? Clique aqui]

Mas além disso, Macron pretende obrigar os EUA a escolher entre Rússia ou Brasil.

Depois de ter se aproximado de Vladimir Putin, um antagonista desde sua eleição, o francês “vai colocar como condição para o regresso da Rússia à cúpula das sete principais economias do mundo a punição exemplar do governo brasileiro.”

“Ou seja, Trump terá de escolher entre Putin e Bolsonaro na mesa de negociações. Se o presidente americano optar por proteger os interesses do primeiro, Bolsonaro estaria perto da sua primeira grande conquista internacional: o título de primeiro chefe de Estado a ser ostracizado pela sua política ambiental.”

Para Alencastro, será irônico eventualmente ver Bolsonaro, “que apostou tudo na relação com os Estados Unidos”, “acabar sendo rifado por Trump na próxima cimeira global.”

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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18 Comentários
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  1. Renato Lazzari

    23 de agosto de 2019 12:37 pm

    Mais dia menos dia todos sabíamos que isso aconteceria. Defenestrar administradores públicos locais que ajudaram os EUA a invadirem um país é a regra para os “americanos”. “Não é nada pessoal, são só negócios”.

    É só ver o que aconteceu com Sérgio Fernando… Fleury. Ou o que está acontecendo com Moro, Dallagnol… o que aconteceu com Sadam Hussein e Osama bin Laden. A turma de Bolsonaro já devia ter percebido isso antes, lá na questão da OTAN, da OCDE e em tantas outras questões similares. Não é porque Bolsonaro e turma ajudaram aos sócios do clube que se tornam sócios automaticamente. Podem continuar sendo manobristas, garçons, camareiros, fritadores de hamburguer… mas sócios, não.

    1. Zé Sérgio

      23 de agosto de 2019 3:34 pm

      “…interesse da comunidade internacional em torno da devastação e das queimadas na Amazônia há mais do que a preocupação com a preservação do meio-ambiente e da floresta…” “…Tentar proteger as riquezas do país contando com intervenções estrangeiras é um contrassenso de quem não compreendeu o que é, afinal, a soberania nacional…” ‘A AMAZÔNIA E O ÓLEO QUE INFLAMA O FOGO’. Hoje. Neste mesmo Veículo. Bipolaridade, talvez não. Mas Inocência, parece ter cura.

  2. PAULO ROBERTO ISAIAS

    23 de agosto de 2019 12:38 pm

    Gostaria de saber sobre uma história contada a mim por um médico.
    Ao perguntar porque a classe médica optou pelo bozo, disse-me ele que não entendia como eu, advogado com 74 anos era PT e Lula. Expliquei-lhe o motivo. Em seguida disse que todos sabem que Lula é ladrão. Falei, então, que ele enviasse as provas para a Justiça. É veio com uma narrativa que Lula tinha negócios bilionários com a Bertin, na cidade de Lins/SP, junto com a JBS e fornecia milhares de cabeça de gado e era proprietário de Fazendas no Pará e muito mais terras pelo Brasil. Podem falar algo sobre isso.

    1. Jeferson

      23 de agosto de 2019 2:14 pm

      O cara tem tudo isso e esta preso por causa de um ap mequetrefe? Você esqueceu de falar da fazenda do filho dele que a sede da fazenda é a ESALQ de Piracicaba.

    2. naldo

      23 de agosto de 2019 2:14 pm

      Ele errou de presidente…….o presidente fazendeiro, disfarçado de intelectual, é outro…..

    3. Anônimo

      23 de agosto de 2019 2:31 pm

      Mas ele apresentou alguma prova do que disse? Lula é um dos brasileiros mais investigados da história. Se fosse verdade a Lava Jato não apresentaria esse trunfo?

  3. Maria Luisa

    23 de agosto de 2019 12:44 pm

    Os Bolsonaro continuam fazendo politica com truculência. Lendo o artigo do Isaias Almada sobre as lições que o teatro pode dar à politica, pensei que é isso que resulta com esses tipos que nunca leram ou viram uma peça de teatro em suas vidas.

  4. serralheiro velho

    23 de agosto de 2019 12:55 pm

    O crime ambiental que brasileiros cometem nas florestas amazônicas, com conivência ou cumplicidades do governo bolsonaro, já que não punida por nossas autoridades judiciárias que pelo menos receba reprimenda internacional. Salve Macron brasileiros agradecerão

    1. Vendedor Profissional

      17 de setembro de 2019 7:44 pm

      Cara que comentário de ignorante o seu!!!

  5. Rui Ribeiro

    23 de agosto de 2019 1:09 pm

    Aluga-se
    (Raul Seixas)

    A solução pro nosso povo eu vou dar
    Negócio bom assim ninguém nunca viu
    Tá tudo pronto aqui, é só vir pegar
    A solução é alugar o Brasil!

    Nós não vamos pagar nada
    É tudo free,
    Tá na hora, agora é free,
    vamo embora
    Dar lugar pros gringo entrar
    Esse imóvel tá pra alugar

    Os estrangeiros, eu sei que eles vão gostar
    Tem o Atlântico, tem vista pro mar
    A Amazônia é o jardim do quintal
    E o dólar deles paga o nosso mingau

  6. GalileoGalilei

    23 de agosto de 2019 1:16 pm

    General Villas Boas ataca Macron e diz que Brasil está sob ameaça militar

    O general Eduardo Villas Boas, ex-comandante do Exército brasileiro, considerou as declarações do estadista francês como uma ameaça direta à soberania brasileira, com risco de emprego do poder militar. O general rechaçou as declarações de Macron e sua iniciativa de considerar a devastação da Amazônia brasileira uma crise internacional.

    Nossos milicos lesa pátria fizeram da Amazônia um espantalho sobre uma possível cobiça internacional que agora, ante o inegável processo de submissão aos interesses norte-americanos, conseguiram colocar o mundo inteiro em pé de guerra…

    Quero ver todos esses generais, agora, morrerem “pela pátria” que tanto fingiam glorificar, e que, atualmente fica patente, não se cansam de enxovalhar…

  7. Observador

    23 de agosto de 2019 1:24 pm

    É…
    Aquele corte de cabelo vai sair caro… para nós!

  8. Dogbert

    23 de agosto de 2019 1:27 pm

    O triste é ver o povo servir de cobaia para as “experiências” da direita brasileira.

  9. Rogério

    23 de agosto de 2019 1:42 pm

    Eu como brasileiro abro mão da minha parte da Amazônia e quero que ela seja gerida pela ONU.

  10. Anônimo

    23 de agosto de 2019 3:16 pm

    Mas Trump vai rifar Bolsonaro. Se não for agora será em alguns meses. Trump não tem fidelidade alguma a ninguém, move-se por interesses imediatos.

  11. Rui Ribeiro

    23 de agosto de 2019 3:20 pm

    A Amazônia gerida pela Onu e a Onu gerida também pelo Brasil, né, Rogério?

  12. Anônimo

    23 de agosto de 2019 3:53 pm

    Quem será o maior beneficiado caso a Europa e outros paises suspendam as importações de produtos agro brasileiros como soja e carne?
    Qual é o maior concorrente do Brasil no mercado internacional de soja e carne bovina? A resposta é: os Estados Unidos de Trump, do “amigão do peito” dos Bolsonaro.
    Digo mais: quem tem mais sofrido por lá com a guerra comercial travada por Trump com a China é o setor agro, o que tem forcado o governo americano a desembolsar bilhoes de dolares em compensações ao setor. Um bloqueio internacional aos produtos brasileiros seria a solução perfeita para o presidente americano sair da sinuca de bico na guerra comercial com a China.

  13. asdas

    24 de agosto de 2019 7:58 pm

    que foto tensa, a inteligência forte da velha Rússia diante da débil arrogância brasileira

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