Maia: Se “10 Medidas” tivessem sido aprovadas, Dallagnol e Moro seriam réus hoje

Presidente da Câmara faz mais dura crítica a Sergio Moro ao afirmar que o ministro está "permanentemente atacando as instituições"

Jornal GGN – O presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM) desferiu contra Sergio Moro e a Lava Jato um dos mais duros ataques até agora. Em entrevista à Folha, Maia reclamou que Moro tem como “estratégia permanente” desgastar as instituições democráticas do país e ainda acrescentou que se as 10 Medidas Anticorrupção tivessem sido aprovadas como queriam os procuradores de Curitiba, a consequência seria que Moro e a turma de Deltan Dallagnol hoje seriam réus graças as revelações do dossiê Intercept.

Maia disse que Moro não respeita o Parlamento, que “achou que podia marcar a data da votação do projeto e como o projeto iria tramitar”, afirmou. Ele também escancarou os “dois pesos e duas medidas” usados pela própria força-tarefa da Lava Jato quanto ao uso de provas ilícitas.

“O que eu espero é que se respeite a legitimidade do Parlamento, coisas que no passado, o grupo do entorno do ministro Moro, principalmente os procuradores, não respeitaram. Naquelas Dez Medidas nós rejeitamos a prova ilícita de boa fé. Hoje eles criticam a prova ilícita de boa fé no caso do Intercept. Você vê como são dois pesos e duas medidas que, se nós tivéssemos feito o que eles gostariam, hoje eles eram réus, não eram procuradores e ele não era ministro da Justiça”, disparou.

2 comentários

  1. E olhem que não é um petista falando isso. È simplesmente mais um dos cafajestes que aprovaram as reformas trabalhista e previdenciária. Gente da direita calhorda que, até que enfim, está falando com toneladas de razão. Afinal, se as tais dez medidas do morojeste e dalagjeste estivessem vigorando, os próprios cafajestes estariam tentando dar um jeitinho para alegarem que essa lei não era para eles e sim para Lula e o PT, seus inimigos. E muito provavelmente os cafajestes de uma instância máxima estariam concordando com eles…afinal, sempre tem barrosos fuxs e fachins para garantirem que o crime compensa…para eles, claro.

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  2. DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS OU UM PESO E DUAS MEDIDAS?

    O presidente da Câmara, Rodrigo Maia criticou Sérgio Moro afirmando que “dois pesos e duas medidas” foram usados pela força-tarefa da Lava Jato quanto ao uso de provas ilícitas. Com relação a parcialidade do ex-juiz Maia está soterrado de razão.

    Deixando de lado a questão político-partidária, onde cada um usa quantos pesos e quantas medidas quiser para defender as suas convicções e os seus interesses – espúrios ou não -, o que se pretende aqui é examinar se a expressão correta é “dois pesos e duas medidas” ou “um peso e duas medidas”.

    Não há nada errado com a expressão “dois pesos e duas medidas”, que denuncia, como se sabe, uma injustiça e uma desonestidade – o julgamento de atos semelhantes segundo critérios diversos, conforme seus autores sejam mais ou menos simpáticos a quem julga.

    No entanto, a expressão correta é “um peso e duas medidas”, pois só esta enfatiza o fato de estarmos diante de um mesmo mérito (um peso) e dois julgamentos diferentes (duas medidas).

    Tomado isoladamente, o argumento até faz sentido, mas em termos históricos é um equívoco. A expressão não se refere a duas medições para o mesmo peso, mas a dois pesos e dois metros, artimanhas de comerciante desonesto (e, recentemente de juízes e desembargadores desonestos, o que é muito pior).

    Tenho notado aqui no GGN que muita gente boa acaba enganada em sua boa-fé por invenções desse tipo. Como aquela outra, sabe-se lá baseada em quê, segundo a qual o ditado correto é “Quem tem boca vaia Roma” – e não “Quem tem boca vai a Roma”.

    No caso presente, faltou combinar com a Bíblia, onde se lê, no Deuteronômio (25:13-16), a passagem que deu origem a “dois pesos e duas medidas”:

    “Não carregueis convosco dois pesos, um pesado e o outro leve, nem tenhais à mão duas medidas, uma longa e uma curta. Usai apenas um peso, um peso honesto e franco, e uma medida, uma medida honesta e franca, para que vivais longamente na terra que Deus vosso Senhor vos deu. Pesos desonestos e medidas desonestas são uma abominação para Deus vosso Senhor”. Os beatos de Curitiba parecem desconhecer esse trecho da Bíblia. E, se conhecem estão usando a “Bíblia a moda curitibana”.

    Não se deve usar um peso e apresentar duas medidas diferentes. Um quilo é um quilo em qualquer ocasião e lugar do mundo. O que queremos que nos façam devemos fazer também. Infelizmente a prática da “balança enganosa” sempre ocorreu, seja no comércio, seja na política, seja no cotidiano das pessoas. Por isto são importantes as palavras do clérigo, filósofo e escritor português Antônio Vieira (1608 – 1697): “Das obras grandes ou pequenas, das ações generosas ou vis, cada um trás na própria cabeça a verdade medida”.

    Osman Neves de Albuquerque
    Paulista, Pernambuco
    06/10/2019.

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