18 de junho de 2026

Mercado faz terrorismo eleitoral com Lula para interferir na eleição, diz Mello Franco

Foto: Ricardo Stuckert

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Jornal GGN – Bernardo Mello Franco publicou na Folha deste domingo (26) um artigo lembrando de como o mercado fez terrorismo eleitoral em todas as últimas eleições, sempre colocando Lula como o candidato do caos para os investidores. Ele observou que o lulômetro já está em campo para 2018, evidente em estudos encomendados por setores da economia interessados em alavancar a candidatura de alguém do PSDB – de preferência, Geraldo Alckmin.

Por Bernardo Mello Franco

O lulômetro está de volta

Na Folha

Uma vitória de Lula pode derrubar a Bolsa e levar o dólar a R$ 4. A estimativa foi divulgada pela corretora XP, que disse ter ouvido 211 investidores. É a volta do terrorismo de mercado, que sempre tenta ditar o resultado das eleições.

Em 1989, o presidente da Fiesp anunciou que 800 mil empresários deixariam o país se Lula fosse eleito. A frase facilitou a vitória de Fernando Collor, que confiscou a poupança e deixou a economia em frangalhos.

Em 2002, o Goldman Sachs lançou o “lulômetro” e projetou um câmbio nas alturas. O megainvestidor George Soros disse que o Brasil teria que escolher entre o tucano José Serra e o caos. O petista assumiu com o dólar a R$ 3,52 e voltou para São Bernardo com a cotação a R$ 1,66.

O novo estudo da XP sugere que a vitória de Lula em 2018 faria a Bolsa despencar para 55 mil pontos. A moeda americana poderia bater os R$ 4,10. O cenário muda da água para o Romanée-Conti em caso de vitória de Geraldo Alckmin ou Luciano Huck. O mercado fica ainda mais eufórico com a hipótese João Doria. O prefeito murchou nas pesquisas, mas ainda é o queridinho da Faria Lima.

Há muitas formas de se fazer terrorismo eleitoral. Em 2014, a propaganda do PT espalhou que a comida sumiria do prato dos pobres se Dilma Rousseff fosse derrotada por Marina Silva. A petista se reelegeu e produziu a maior recessão do pós-guerra.

No terrorismo de mercado, o truque é substituir a opinião de milhões de eleitores pelo desejo de um punhado de financistas. É um jogo em que a banca sempre vence. Mesmo que caia no ridículo, a profecia ajudará alguns espertos a enriquecer.

Outro dado divulgado na sexta-feira mostra como o mercado costuma confundir análise com torcida. Para 46%, Alckmin será o eleito. Pode ser que isso aconteça, mas hoje o tucano tem apenas 8% das intenções de voto. Se os investidores ouvidos pela XP acreditassem no que dizem, não se esforçariam tanto para lançar Doria e Huck no caldeirão de 2018.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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5 Comentários
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  1. Ulisses s

    26 de novembro de 2017 1:56 pm

    Que terrorismo do PT mané?

    Qual mídia fez este terrorismo? Estamos falando de mídia, não de políticos. Promessas e ameaças todo político faz. Faz parte da campanha. Agora quem faz terrorismo contra o PT é mídia, empresários e a justiça fascista brasileira. Como comparar o terrorismo do PT com esta gentalha toda? E que recessão desde o pós guerra? Onde o jornalista estava em 1999 quando o Brasil ficou insolvente e 2001 quando não havia mais energia elétrica para todos? Mesmo quando assopra, estes pseudo jornalistas vira-latas mordem o PT

  2. Elizabeth Pretel

    26 de novembro de 2017 2:16 pm

    No segundo dia, após ser

    No segundo dia, após ser reeleita, o aébri, digo, aécio neves, colocou em dúvida até as urnas eletrônicas, pediu “recontagem de votos”.  Tentou impedir a diplomação da Presidenta. Logo depois, com a posse do eduardo cunha em 2.015, foi o caos, Dilma não conseguiu aprovar nada. Era pauta bomba, atrás de pauta bomba. Nem após ter tirado o levy(burrada da Dilma), já com o Barbosa nada era aprovado. E, acho que em novembro/2015 o cunha aceitou o pedido de impedimento da Dilma. Como se pode governar um país, que apresentava problemas, com todo esse jogo sujo. Ahh, prá ajudar a afundar o país, teve o inestimável auxilío da mídia e do judiciário. 

  3. Rei

    26 de novembro de 2017 2:36 pm

    O Sistema Financeiro Brasileiro sempre mostrando a mediocridade

    Se o Sistema Financeiro Brasileiro fosse capaz de se “autorregular” esse tipo de situação jamais ocorreria.

    Esse tipo de “oscilação” é um CRIME! Já deveria estar sendo investigada há tempos.

    Quando Moro anunciou sentença contra Lula “a bolsa subiu”… a que lógica de mercado esse “Sistema Financeiro” obedece??? Fica óbvio que ele está atrelado à politicagem patética.

    Vale lembrar que o período Lula foi um dos mais prósperos para o mercado.

  4. AMORAIZA

    26 de novembro de 2017 2:57 pm

    Estamos bem.

    Segundo o comentarista:

    “Há muitas formas de se fazer terrorismo eleitoral. Em 2014, a propaganda do PT espalhou que a comida sumiria do prato dos pobres se Dilma Rousseff fosse derrotada por Marina Silva. A petista se reelegeu e produziu a maior recessão do pós-guerra.”

    Oi????

    Então, com a petista  afastada do poder, a ” recessão pós-guerra” acabou. Estamos em pleno emprego, a situação política equilibrada, mantivemos nossa infraestrutura e protegemos nossas riquezas da cobiça do capital internacional, nossos direitos de cidadania foram todos conservados e ampliados. A economia está em plena atividade, nossa indústria voltou a produzir, a violência urbana está controlada, o abastecimento é pleno, o emprego e a previdência estão garantidos  e nossas panelas, tão vigorosamente batidas estão, finalmente cheias.

    Esse cabra vive na Agharta ou no mundo de Bob?

     

     

  5. Anésio FOLEISS Filho

    26 de novembro de 2017 11:01 pm

    O “mercado” e a impressão de dinheiro falso
    A mesma piada do “mercado” (leia-se “elite”), de que Lula faria o dólar subir a 4 reais em 2003, se eleito, é repetida agora. Só que o dólar baixou tanto com Lula que chegou a 1 real e alguma coisa. O “mercado” sempre mente porque não quer perder a mamata de ganhar sem fazer nada, sem produção e sem consumo, apenas “aplicando e multiplicando dinheiro” como se fosse uma máquina clandestina e ilegal de imprimir notas falsas, mas que não são e não aumentam o PIB, mas apenas concentram a riqueza daquele 1%. Não é difícil entender porque não querem produção e consumo. E muito menos empregos. Por que ter dor de cabeça com a plebe ignara?

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