5 de junho de 2026

Militares mudam versão sobre fuzilamento de músico e catador no RJ

Depoimentos mostram que todos os policiais se contradisseram ante o relato anterior, ou acrescentaram dados omitidos

Jornal GGN – Os militares acusados de participar dos homicídios do músico Evaldo Rosa e do catador Luciano Macedo, ocorrido em abril de 2019, mudaram suas versões sobre o caso nos depoimentos concedidos à Justiça Militar.

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A informação é do jornal Extra, que comparou os depoimentos tomados nos últimos dois dias e as declarações feitas horas depois dos crimes, que foram obtidas por um major da 1ª Divisão de Exército, em Deodoro, que decretou a prisão em flagrante dos agentes à época.

Um exemplo da contradição apurada pode ser vista no depoimento do comandante da patrulha, tenente Ítalo Nunes. Para a Justiça Militar, o tenente disse que a tropa sofreu um ataque por parte do catador Luciano no momento em que o carro de Evaldo estava parado, próximo à Avenida Brasil, e disse ter atirado na direção de Luciano para revidar os disparos.

Porém, no dia dos crimes, Nunes disse não ter visto Luciano atirar contra os militares. Segundo o depoimento, ele disse ter “ouvido disparos de arma de fogo, aproximadamente sete”, mas “não conseguiu identificar de onde vinham os tiros”. Em seu relato ao Exército, o tenente não disse que atirou na direção do catador: afirmou que “realizou aproximadamente quatro disparos de fuzil na direção do veículo, por ser idêntico ao veículo onde os criminosos empreenderam fuga”.

Os depoimentos dos envolvidos também contam com mais informações: todos os agentes disseram ter ouvido ou que forma alvo de disparos do alto de um prédio à frente do local em que o carro de Evaldo parou após o músico ser atingido. Essa informação não foi fornecida nos depoimentos ao Exército.

Em 07 de abril, o carro de Evaldo Rosa foi alvo de mais de 80 tiros de fuzis por parte de dez militares no bairro de Guadalupe, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Os dez militares envolvidos no fuzilamento respondem em liberdade pelos crimes de homicídio doloso e omissão de socorro em liberdade.

Redação

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6 Comentários
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  1. Maria Luisa

    18 de dezembro de 2019 4:00 pm

    Ha um video em que Vladmir Safatle fala que teve acesso ao relatorio sobre esse crime e que o carro de Evaldo foi atingido por mais de 200 tiros. O que leva uma pessoa a metralhar um carro sem ter a minima ideia de quem esta la dentro?

  2. Carlos Elisio

    18 de dezembro de 2019 4:06 pm

    Não é seguro manter estes sujeitos pintando muro em Deodoro. Tem que expulsar e prender antes que matem mais alguem.

  3. peregrino

    18 de dezembro de 2019 4:23 pm

    Só falta concluírem que o carro da vítima inocente estava na laje do prédio e caiu na rua após ser abatido a tiros

  4. André

    18 de dezembro de 2019 9:20 pm

    Nada é levado a sério no país… Tudo vira confusão, omissão, mentiras e falcatruas… Estamos reféns de uma falta total de transparência… Se acontecer alguma coisa que necessite de apuração séria, a dúvida sempre haverá!

  5. Evandro Condé

    18 de dezembro de 2019 10:07 pm

    O Rio tá tão barra pesada, que um catador de papel, atira de revólver, a descoberto, contra um grupo do exército, armados de fuzis, e ainda vem um cara, pega a arma no chão, leva pra favela, sem ser visto e sem grilo de também levar um tiro.

  6. +almeida

    18 de dezembro de 2019 10:50 pm

    E o general que gosta de se mostrar valentão contra Lula? Será que também vai fazer um show contra o festival de contradicões em depoimentos dos matadores do músico e do catador?

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