4 de junho de 2026

RBS discute Dilma, Estado Islâmico e manipulação da informação, por Charles Leonel

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Impressiona como os funcionários da RBS fazem todo esforço possível para agradar os seus patrões. Sempre que possível, manipulam as informações. E, por vezes, passam ao largo da verdade.

O jornalista Tulio Milman, na sua coluna Informe Especial, veiculada na edição de hoje do jornal Zero Hora/RBS, distorce pronunciamento da Presidenta Dilma, espertamente ligando-a ao nazismo e ao fundamentalismo.

Conforme é possível ler no texto de Milman (acima), o subalterno da família Sirotsky acusa Dilma de indicar diálogo com o grupo terrorista que se autodenomina “Estado Islâmico”, o que seria uma proposta irresponsável.

Milman, almejando demonstrar que sua “crítica” é embasada em alguma erudição, recomenda à Dilma a leitura de um livro cujo enredo é o hipotético retorno de Hitler a Berlin em pleno 2006.

Assim, em poucos traços, o lacaio da RBS tratou Dilma como uma pessoa irresponsável e que flerta com ideias fundamentalistas e nazistas.

Evidentemente que Milman tem a prerrogativa de opinar sobre o que pensa em relação à Dilma, bem como o dever funcional de redigir sua coluna, afinal é pago para trabalhar na RBS. O que não pode é manipular a informação, distorcer fato da realidade. Não agiu como jornalista, foi panfletário da inverdade.

Segundo matéria ao final dessa postagem, publicada na Folha SP virtual e assinada por Mariana Haubert, Dilma esclarece, não pela primeira vez, que não defendeu diálogo específico com o grupo fundamentalista autodenominado “Estado Islâmico”.

Na verdade, a presidenta do Brasil afirmou, em entrevista concedida dia 24 último, depois de seu discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU, que o melhor caminho para a superação de conflitos não é guerra, mas o diálogo.

Dilma, corajosamente, questionou os ataques dos EUA à Síria e ao Iraque, em suposta ofensiva contra o “Estado Islâmico” e o terrorismo. Dilma sustentou que lançar bombas e empregar mecanismo de invasão não resolve o problema do terrorismo, caso contrário o ataque ao Iraque seria suficiente, mas deu no que deu.

Pois eu estou com Dilma. Invadir países sob o pretexto de combater o terrorismo é uma farsa, é a busca inescrupulosa do butim. Ganha a indústria de armas e as empresas encarregadas de “reconstruir” o país devastado (sem falar dos futuros contratos para “gerir” os recursos naturais dos “derrotados”). Mas o custo de vidas humanas – principalmente de crianças – é enorme. E esse tipo de ação, no final das contas, só faz reforçar o discurso fundamentalista e as práticas terroristas.

O fundamentalismo (e as pessoas fundamentalistas) não se aniquila, isola-se. E seu isolamento requer esforço mundial para mostrar aos seus seguidores que a democracia é boa para todos, não somente para quem agrega capital. Tem de injetar dinheiro lá, levar para aquelas pessoas educação, saúde e renda. Que se dê um emprego e dignidade, não bombas! Que se dê escolas para aquelas crianças, não a morte!

Recomendo ao Túlio Milman que leia alguns livros de História. Se os patrões permitirem, é claro.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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15 Comentários
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  1. Jurgen2010

    29 de setembro de 2014 10:56 am

    É de estarrecer a

    É de estarrecer a desonestidade do jornal e do jornalista da sucursal da globo.

  2. Roque

    29 de setembro de 2014 11:23 am

    O que esse vivente estúpido

    O que esse vivente estúpido deseja? Primeiro insinua que nossa Presidente apóia o estado Islâmico. Depois comete o mesmo “crime” de que acusa a Presidente: corta sua cabeça pelas vias do jornalismo… ô lôco, meu!

  3. Zanchetta

    29 de setembro de 2014 11:26 am

    Como essa mulher fala

    Como essa mulher fala besteira… Meu Deus!!!

  4. Marcos K

    29 de setembro de 2014 11:41 am

    Não me surpreende a posição

    Não me surpreende a posição do lacaio da RBS. Todos os jornalistas dessa coisa beiram a mediocriade e a desonestidade intelectual. Sua única função é imbecilizar o Rio Grande do Sul, tarefa na qual sempre se sairam muito bem. 

  5. Vincent Velazquez

    29 de setembro de 2014 12:33 pm

    Sionista

    Esse sujeito é um daqueles intelectuais orgânicos do sionismo formados pelo Colégio Israelita de Porto Alegre. Ele não está na RBS à toa, onde não é apenas um funcionário celetista. Foi ligado ao movimento Chazit Hanoar, voltado para a construção do sionismo como ideologia dos jovens judeus, de cujo jornal foi editor na juventude e cumpriu tempo de instrução em Israel. O Chazit se define como um movimento juvenil, judaico, sionista, educativo e continental, e tem a função de formar o jovem sionista para desempenhar o papel de ideólogo em nível internacional. Como dizemos aqui no RS, não se trata um “cusquinho” , mas de cachorro grande.

    1. Roberto Slomka

      29 de setembro de 2014 10:30 pm

      Qual o problema com o

      Qual o problema com o Sionismo? Não entendi sua colocação de querer desqualificar o jornalista “acusando-o” de sionista. Há um ranço anti-semita neste seu discurso, filho. O sionismo é o sentimento legítimo de nacionalidade judaica. Obviamente existem sionistas e sionistas. Aqueles que querem viver em paz nas fronteiras hoje historicamente definidas e aqueles (poucos) fundamentalistas ortodoxos que pregam a “Israel Bíblica”, tão fanáticos e equivocados quanto os fundamentalistas xiitas.

      O fato dele ter participado da Chazit não o desqualifica como jornalista. Não confunda uma postura profissional equivocada com outras questões que não são correlatas.

      1. Vincent Velazquez

        30 de setembro de 2014 1:40 am

        sionista antissemita

        Amigo, eu não “acusei” ninguém. Quem coloca a coisa como acusação é você. Por exemplo se você disser que eu sou socialista, não me sentirei acusado, pois sou e assumo. Eu falei sionista, fato que ele é e não nega.Você me imputou antisemitismo. Essa tática é antiga. É desviar a argumentação. Assim, quem é contra décadas de massacre do povo palestino é acusado de antisemita. Foi assim que se definiram “historicamente” as tais fronteiras. Na base da força e da desqualificação dos argumentos contrários. Quanto ao sionismo, há farta documentação das suas alianças com os nazistas para ocupar a Palestina na década de 30 e para isolar os judeus “assimilacionistas”.  Para tanto tornaram-se cúmplices do holocausto. Hanna Arendt menciona isso em “Einchmann em Jerusalém”. Assim amigo se você procura alguém pra acusar de antissemita, olhe primeiro para o sionista que está ao seu lado. 

         

  6. Edivaldo Dias Oliveira

    29 de setembro de 2014 12:49 pm

    Como funciona.

     

     

    http://regeneracion.mx/

     

     

     

     

    Estados Unidos y el mundo

    Essa é a idéia, entendeu?

    Eles montam treinam e armam os grupos terroristas, espalham pelo mundo, de preferencia árabe e africanos, mas não só. Depois estimulam esses países a comprarem armamento da industria bélica americana preferencialmente, depois inglesa e francesa, para combater os grupos que criaram e espalharam pelo mundo. Aí são os próprios mercadores da guerra quem vai pessoalmente combater e destruir não só os grupos terroristas que criou, mas também o governo de ocasião, que combateu esse grupo e que agora esgotado política e financeiramente, é capturado pelos senhores da guerra que dizem ao mundo que lá estão para salvar o povo e implantar a “democracia”. O que fazem na verdade é roubar as riquezas desses povos através de governantes fantoches que se deixam manipular por um punhado de dolares e um pouco de conforto. Quando não fazem tudo isso pela violência física como ocorre hoje por lá e ontem na América Latina, fazem pela violencia político-midiática, como tetam fazer aqui no Brasil e AL com Marina como fantoche. Deu prá…Sacar?

     

  7. Orlando Soares Varêda

    29 de setembro de 2014 1:02 pm

     
    Vosmecês estão de

     

    Vosmecês estão de brincadeira. Claro! Como se pode chamar um porqueira desses de jornalista? hOMI Qual…

    Orlando

  8. Dorlei

    29 de setembro de 2014 1:20 pm

    RBS Globo

    A chamada grande mídia no país não é somente pró interessses dos EUA, mas dos interesses dos EUA republicano, dos EUA do Tea party. Entendendo isso não precisa dizer mais nada. Os funciários da Globo, RBS, Estadão, Folha, e principalmente Veja,  ou fazem esse jogo ou o risco de demissão é quase certo.  O sujeito tem familia para sustentar. Vai arriscar seu emprego? 

  9. altamiro souza

    29 de setembro de 2014 5:38 pm

    zero hora como sempre atenta

    zero hora como sempre atenta ao bom senso.

    confundir a ideia de diálogo e pedido

    de paz ao nazimo é de uma estupidez

    gigantesca, do tamanho da insensatez

    histórica do jornal retrógrado.

    a direita está cada vez  mais histrionica.

  10. wendel

    29 de setembro de 2014 8:07 pm

    Sempre eles………………….

    O Vicent já disse tudo – ” intelectuais orgânicos do sionismo formados pelo Colégio Israelita de Porto Alegre. Ele não está na RBS à toa, onde não é apenas um funcionário celetista. Foi ligado ao movimento Chazit Hanoar, voltado para a construção do sionismo como ideologia dos jovens judeus, de cujo jornal foi editor na juventude e cumpriu tempo de instrução em Israel.”

    Querem mais ?

    Este negócio de ficar citando/escrevendo artigos, livros, filmes, enfim sobre Hitler, dá uma boa grana, e como eles gostam de citá-lo, acho que este é o propósito!

    Segundo lí, a imprensa nos Estados Unidos, cita o nome de Hitler, Holocauto uma centena de vezes diariamente, com o único propósito de faturar comercialmente.

    Daí……………….

  11. Roberto Slomka

    29 de setembro de 2014 10:50 pm

    Algum voluntário para negociar com o ISIS??

    A direita realmente está histrionica, mas a esquerda (da qual participo desde sempre por ideologia, e hoje atuando como representante de trabalhadores) tem em relação a este tema uma posição mais que contraditória.

    Os valores e as bandeiras da esquerda hoje – com os quais compactuo – são, entre outros: o estado laico e regulador das relações entre capital e trabalho, a participação popular no poder, a igualdade de gênero, o combate à homofobia, 

    Os valores do ISIS são herdados da Irmandade Islâmica e se resumem ao oposto dos citados acima: pra começar, o óbvio, o Estado Islâmico regulado pelas leis de Alah, o tratamento dispensado à mulher como criatura de segunda classe, sem maiores direitos do que obedecer ao patriarcado, a pena de morte aos homossexuais.

    Não se trata de um grupo que reivindica um pedaço de terra com o qual tenham alguma ligação histórica ou um sentimento nacionalista. Não. Eles querem a aniquilação dos estados democráticos ocidentais e o estabelecimento de um grande Estado Islâmico sob as leis do Corão, a Shariya.

    Gostaria de ver o companheiro jornalista exercer sua profissão sob a cimitarra dessa gente.

    O raciocínio tosco de alguns, herdado das catacumbas da guerra fria é mais ou menos assim: Os EUA – personificação do poder do mal – apoiam Israel, portanto Israel é o inimigo e qualquer um que seja contra Israel deve ser apoiado. Se forem guerrilheiros então, melhor ainda… Pintam uma aura Guevariana ao redor desses malucos e não compreendem que se estivessem em contato com eles seriam ou reféns ou oprimidos.

    Só uma completa idiota, como nossa presidanta, defenderia o “diálogo”, a “negociação”, e não venham me dizer que não foi isso que ela declarou na ONU, pois não sou surdo nem sofro de idiotia.

    Não vivo no RS, não vejo o RBS nem a Globo (como diria Raulzito “mentir sozinho eu sou capaz”). Mas ainda raciocino. Não entro na discussão sobre se o jornalista é um lacaio ou não. Mas admitir que é possível algum diálogo com gente que em pleno século 21 decapita prisioneiros (jornalistas, por sinal) é de um contrasenso absoluto.

    Bem, como ter opinião não é crime, respeito. Que tal algum voluntário para ir lá dialogar com os caras???

    1. Vincent Velazquez

      30 de setembro de 2014 1:50 am

      bota no contexto

      Cara, eu vou só te fazer uma perguntinha: existiam terroristas, fundamentalistas, homens-bomba islâmicos antes da tomada dos territórios palestinos pelos sionistas e, mais recentemente, antes das peripécias de Bush pai e filho na região? Sem contexto, qualquer argumento é falso.

  12. Valquíria Ferronato

    1 de outubro de 2014 12:47 pm

    Pfff…

    Ora,

    não adianta dourar a pílula: a “política externa” de Dilma é DEGRADANTE, tanto quanto o foi a de Lula.

    Amiguinhos do Irã, da Venezuela e agora de decaptadores posando de “defensores do diálogo”.

     

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