Ministério não compra insumos, e Brasil tem mais testes armazenados do que feitos até agora

São 9,85 milhões de testes RT-PCR adquiridos pelo Ministério da Saúde e parados por falta de insumos, o dobro dos 5,2 milhões já realizados até agora

Jornal GGN – O Ministério da Saúde comprou milhões de testes do tipo RT-PCR, considerado o “padrão-ouro” para diagnóstico de coronavírus. Mas a larga maioria está parada em estoques porque faltou adquirir os insumos necessários à testagem, como os reagentes. É o que informa o Estadão desta quinta (30).

Segundo o jornal, atualmente há cerca de 9,85 milhões de testes RT-PCR sem uso, nos estoques. O número é quase o dobrou do volume de testes feitos desde o começo da pandemia no Brasil: 5,2 milhões, sendo 2,3 milhões de RT-PCR e outros 2,9 milhões de testes rápidos, aqueles que localizam anticorpos, mas não são indicados para diagnóstico da Covid-19.

De acordo com o jornal, o “governo federal comprou os lotes de exames, mas sem ter garantia de que haveria todos esses insumos, indispensáveis para usar os testes. Estes produtos não são entregues ‘com regularidade’ pela pasta”, segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Procurado, o Ministério da Saúde informou que teve dificuldades para encontrar todos os insumos no mercado internacional, mas não “explicou se houve alerta dos técnicos durante o planejamento sobre o risco de os testes ficarem parados pela falta de insumos” e também não comentou quantos reagentes foram entregues aos estados e municípios até agora.

“Dados da pasta mostram que só 1,6 milhão de cotonetes (swab) e 873,56 mil tubos de laboratórios foram enviados até a semana passada – número bem abaixo dos 5 milhões de testes”, descreveu o Estadão.

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O governo Bolsonaro fechou contratos para receber mais 23,54 milhões de testes RT-PCR, por 1,58 bilhão de reais.

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2 comentários

  1. É o raciocínio lógico dos milicos milicianos: Não fazem os testes para economizar nos insumos e poder gastar muito mais no tratamento, quando possível.

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