7 de junho de 2026

Moraes quer levar Bolsonaro a julgamento na 1ª Turma, mas ministros discordam e querem o plenário

Estratégia de Moraes seria viabilizar uma condenação unânime dos golpistas na 1ª Turma, onde não há ministros indicados por Bolsonaro
Fotos: Divulgação/TSE

O ministro Alexandre de Moraes criou divergências nos bastidores do Supremo Tribunal Federal ao indicar que o julgamento de Jair Bolsonaro e aliados no plano de golpe de Estado serão julgados pelo 1ª Turma do STF.

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Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, da Folha, ministros disseram que a decisão enseja críticas à atuação do STF, porque os golpistas que atentaram contra a democracia em 8 de Janeiro, em Brasília, foram julgados no plenário, e não nas turmas.

A estratégia de Moraes, segundo a colunista, é tentar viabilizar uma condenação unânime para Bolsonaro e os golpistas na 1ª Turma, onde não há ministros indicados pelo ex-presidente. O grupo é composto por Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux, além do próprio Moraes.

No plenário, ministros como Kássio Nunes e André Mendonça, entre outros, poderiam abrir divergências favoráveis à defesa de Bolsonaro e os demais acusados pela Procuradoria-Geral da República, que apresentou denúncia por tentativa de golpe de Estado na noite de terça (18).

Ainda segundo a apuração, mesmo abrindo divergência, o julgamento no plenário, para alguns ministros ouvidos em caráter de anonimato, seria o ideal no caso de Bolsonaro, pois além de definitivo, daria peso ao caso.

De acordo com reportagem publicada na Folha desta quarta (19), o STF estima julgar Bolsonaro ainda em 2025, para evitar o calendário eleitoral de 2026.

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1 Comentário
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  1. Carlos

    19 de fevereiro de 2025 1:22 pm

    Não importa onde, mas sim quando. E quanto mais rápido melhor para o país.
    Afinal, a interferência da sucia de extrema direita de fora já se faz presente e a gente precisa deste rato julgado para ter paz no país.
    O Brasil precisa andar, e com este rato mordiscando no congresso, camundongos guincham muito e inserem travas absurdas em projetos de interesse nacional.

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