“Não é atribuição nossa levar o oxigênio pra lá”, diz Bolsonaro sobre Manaus

Presidente diz que Pazuello é um ministro extraordinário e está fazendo o que pode. Cerca de 50 pessoas já morreram sem oxigênio nos hospitais

Brazil's President Jair Bolsonaro gestures during a review and modernization ceremony of occupational health and safety work at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil July 30, 2019. REUTERS/Adriano Machado

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado (30) que não é papel do governo federal resolver a crise da falta de oxigênio e leitos nos hospitais de Manaus. Segundo ele, o general Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, tem feito uma gestão extraordinária, não poderia ser melhor. O papel da União, enquanto mais de 50 pessoas já morreram sem O2 nos hospitais, é apenas o de enviar os recursos financeiros ao Estado e municípios.

“Não é competência nossa e nem atribuição levar o oxigênio pra lá, demos os meios”, disse. Bolsonaro também afirmou que não há “omissão” por parte de Pazuello, que ficou sabendo com uma semana de antecedência que acabaria o oxigênio em Manaus. Ainda assim, o ministro – vendido como especialista em logística – não conseguiu entregar o insumo a tempo de impedir mortes por asfixia.

“Agora, ele (Pazuello) ficou sabendo em uma sexta-feira do problema do gás e na segunda foi em Manaus, na terça programou tudo e na quarta começou a chegar já o oxigênio lá com aviões da força aérea e balsa. Logo depois ele começou a transportar o pessoal doente também de Manaus para outras capitais aí da redondeza em especial para os hospitais universitários”, completou Bolsonaro.

Para o presidente, Pazuello fez um “trabalho excepcional”. “Ele trabalha de domingo a domingo, vira a noite, duvido que com outra pessoa teria tido a resposta que ele está dando”, afirmou.

Com informações do G1

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