A internet amanheceu nesta sexta-feira (22) inundada por postagens que articulam os apoiadores de Jair Bolsonaro contra uma eventual ordem de prisão preventiva contra o ex-presidente.
A ação ocorre um dia após Bolsonaro e outras 36 pessoas, incluindo militares que atuaram em seu governo, terem sido indiciados pela Polícia Federal por tentativa de golpe de Estado e formação de organização criminosa, entre outros crimes que serão analisados e denunciados pela Procuradoria-Geral da República e julgados pelo Supremo Tribunal Federal.
Nas redes sociais, a militância bolsonarista age de forma sincronizada, em pelo menos quatro frentes: intensificando a pressão e os ataques pessoais aos ministros do STF; espalhando a ideia equivocada de que arquitetar um crime sem executá-lo não seria passível de punição pelo Código Penal; apontando supostos abusos e perseguição no inquérito que envolve Jair Bolsonaro, e mobilizando a militância contra a eventual prisão do ex-presidente.
No WhatsApp, grupos bolsonaristas já convocam paralisações de “patriotas”, empresários, agronegócio, caminhoneiros, militares e outros setores, contra uma eventual prisão do líder extremista. “Não encostem nele”, diz a mensagem. “Se o Bolsonaro for preso, vamos, imediatamente, lotar as ruas do Brasil inteiro e parar o país”.

No X, onde a hashtag #STFVergonhaMundial imperou na manhã desta sexta (22), várias contas divulgaram ilustrações e montagens que questiona o fato do ministro Alexandre de Moraes ser relator do inquérito do golpe, considerando que o ministro do STF também foi alvo de planos de sequestro e tentativa de assassinato pelos aliados de Jair Bolsonaro.
Os bolsonaristas também se disseminam mensagens citando o Código Penal, para tentar esvaziar a responsabilidade dos golpistas, já que os planos não tiveram êxito e Lula tomou posse em janeiro de 2023.
Outras postagens no X atacavam o ministro Edson Fachin, que é o relator da Lava Jato no STF. A corte tem sido acusada pelos bolsonaristas de virar o jogo eleitoral em favor do “criminoso” Lula e tentar prender o “inocente” Jair Bolsonaro. Dessa forma, o STF segue sendo alvo de ataques que tenta tirar a credibilidade do Poder Judiciário, uma das estratégias adotadas por Bolsonaro no curso de seu governo.
A rede bolsonarista está, como de praxe, recorrente a fake news e montagens feitas por meio de inteligência artificial, para associar o ministro Alexandre de Moraes ao presidente Lula numa perseguição a Bolsonaro.
No dia 13 de novembro, Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, mais conhecido como “Tiü França”, um bolsonarista de Santa Catarina, acabou morrendo num atentado com artefatos explosivos em frente à sede da Corte, em Brasília. Em entrevista ao GGN, o professor e pesquisador João Cezar de Castro Rocha avaliou que o ódio da militância bolsonarista ao STF foi fomentado e difundido pela família Bolsonaro.
Carlos
22 de novembro de 2024 1:19 pmPrendam o genocida sem problemas. Afinal, motivos há de sobra, desde o escárnio com o qual tratou centenas de milhares de vítimas da COVID, até a intentona de 8 de Janeiro, passando por planos de assassinato, contrabando de joias e falsificação de documento vacinal, que colocou em risco de contágio pessoas não apenas no Brasil. Enfim, são motivos vários, difícil escolher um.
O país não vai parar não. A lei aprendeu como tratar movimentos espúrios que visam apenas proteger um facínora de estimação.