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"Não há nenhum Deus. Sou ateu", reafirma Stephen Hawking

Enviado por MiriamL

do Público.pt

"Não há nenhum Deus. Sou ateu"

Stephen Hawking voltou a descartar a possibilidade de existência de Deus, numa entrevista ao diário espanhol El Mundo

Com esclerose lateral amiotrófica, Hawking é dos mais notáveis pensadores da actualidade PHILIP MYNOTT

Se dúvidas restassem, Stephen Hawking cortou-as definitivamente pela raiz: “Não há nenhum Deus. Sou ateu. A religião crê nos milagres, mas estes não são compatíveis com a Ciência”.

A posição, clara e sem margem para dúvidas, foi dada na entrevista que o jornal espanhol El Mundo publica este domingo. Nela, o cientista britânico voltou a descartar a possibilidade de Deus ser o criador do Universo, ao contrário do que aparentemente chegara a defender. “No passado, antes de entendermos a Ciência, era lógico crer que Deus criou o Universo. Mas agora a ciência oferece uma explicação mais convincente. O que quis dizer quando disse que conheceríamos a ´mente de Deus’ era que compreenderíamos tudo aquilo de que Deus seria capaz se existisse. Mas não há nenhum Deus”.

De resto, o autor do célebre Breve História do Tempo, sobre os limites do nosso conhecimento da astrofísica, da natureza do tempo e do Universo, mostra-se dono de uma “fé inquebrantável” no poder da Ciência para desvendar os mistérios do Universo. “Creio que conseguiremos entender a origem da estrutura do universo. Aliás, estamos perto de conseguir este objectivo. Na minha opinião, não há nenhum aspecto da realidade fora do alcance da mente humana”, declarou.

Nesta entrevista - dada numa altura em que Stephen Hawking viajou até à ilha de Tenerife, nas Canárias, para participar num congresso de seis dias dedicado à astronomia – houve lugar a perguntas sobre a pertinência do investimento de verbas tão avultadas no envio de astronautas ao espaço. Hawking disse não ter dúvidas: “A exploração espacial impulsionou e continuará a impulsionar grandes avanços científicos e tecnológicos”. E poderá, de resto, representar um seguro de vida para a espécie humana, ou seja, “poderá evitar o desaparecimento da Humanidade graças à colonização de outros planetas”.

Questionado quanto aos cortes no financiamento à investigação científica, a que Espanha - mas também Portugal - tem assistido, o astrofísico sublinhou que Espanha “precisa de licenciados com formação científica para garantir o seu desenvolvimento económico”.

“Não se pode incentivar os jovens a seguir carreiras científicas com cortes no campo da investigação”, insistiu.

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Antonio Lopes

É possível haver lógica sem alguma inteligência para concebê-la?

Concordo com a afirmação de que tudo pode ser quantificade e logicamente explicado.

Porém, discordo que um dia possamos explicar tudo.

Na verdade, com nossa matematicazinha pobre, não somos capazes nem de calcular com precisão a áreea de uma circunferência com exatidão, até a última casa decimal.

Podemos olhar para toda a área do círculo, mas não podemos quantificála ...

Nossa compreenão é infantil e arrogante, nossos conhecimentos são ínfimos e manipulados, e tem gente que acha que pode explicar tudo ... Explica aí o comportamento dos elétrons no experimento da dupla fenda, que travou o avanço ná área da física há mais de um século ... Se não conseguir explicar, pergunta pro Hawking como é possível que a simples observação modifique o comportamento da matéria ... Sei que isso não é mágica, apenas não pode ser explicado por mentes com pouca capacide de processamento, armazenamento, memória parciais, como as nossas.

Uma breve analogia:
O universo é como um elaborado sistema de computador, onde cada instrução (das milhões ou bilhões processadas quase que simultaneamente) pode definir drásticamente o curso de todo o conjunto. Quando há uma análise competente do projeto, aliada ao conjunto de lógicas de programação concebidas com inteligência, dissernimento, imaginação, visão do todo e total compatibilidade entre todos os módulos que compõem o aplicativo, este pode funcionar bem em praticamente todas as situações que existiram, existem e que possam vir a existir, para o qual foi planejado. Porém, como programador de computadores desde a década de 80, sei que não existe 100% de excelência em nenhum sistema, mesmo que este tenha sido concebido pelas maiores autoridades em TI do mundo, sempre haverá melhorias a serem aplicadas e bugs a serem corrigidos.

Essa é a minha lógica ... se tudo pode ser explicado, quantificado e organizado, tem que haver um projetista, analista,
engenheiro ou qualquer que seja a definição de uma inteligência capaz por trás de tudo.

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laudenir

FATO

Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; 1 Coríntios 1:27

Que desfaço os sinais dos inventores de mentiras, e enlouqueço os adivinhos; que faço tornar atrás os sábios, e converto em loucura o conhecimento deles; Isaías 44:25

Os sábios são envergonhados, espantados e presos; eis que rejeitaram a palavra do Senhor; que sabedoria, pois, têm eles? Jeremias 8:9

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Lara leite

mesmo sendo Steven, uma mente

mesmo sendo Steven, uma mente brilhante, mas nem mesmo ele é capaz de compreender o universo. Não é porque ele falou uma coisa que é verdade e virse-versa, Deus está vivo e existe. 

Não a nada científico que comprove e prove, apenas ter fe

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Maria Clairmont

A fé nunca será uma virtude!

A fé nunca será uma virtude!

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Wellington Fernandes da Silva

Religiosos Otários....

Para religiosos otários: Teu ser imaginário só existe na tua cabeça e morre contigo, mas você é livre como uma cegonha cega para fazer tuas escolhas. Tudo tem um fim, o Sol, a Terra e até tua tremenda ignorância!
 

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Tomasfc

Pena daqueles que mantém

Pena daqueles que mantém cegos e ignorantes diante da complexidade do mundo a nossa volta. Um gênio como SH é um exemplo sob diversos critérios mas principalmente quanto a sua curiosidade quanto ao tempo e os mecânismos que regem o universo.

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ARIOVALDO BATISTA

DAWKING O "SÁBIO"

O grande problema do cientista é se sentir sábio, seja num trono ou numa mera cadeira de rodas. Estamos agora "arranhando" o DNA, que já funciona na Terra há 4 bilhões de anos, E NEM CIENTISTAS HAVIAM!

Toda ciência está inserida no Universo que percebemos, míseros 4,6% de todo Universo, e o cientista já se julga conhecedor de tudo. Deus de fato, só podemos entender através de imagens, se Dawking fala das "imagens de Deus", está correto, demanda a crença de cada um. Acreditar nessa imagem ou não acreditar é a mesma coisa. Mas alguém acredita no "ponto e reta"? ENTÃO, NÃO EXISTEM PORQUE NÃO SE ACREDITA NELES? 

Crença ´é "cachaça" de cada um, explicar isso não precisa ser sábio, e muito menos cientista!

arioba.

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Wellington Fernandes da Silva

"Cachaça"

Eu não tomo e nem compartilho desta "cachaça", logo tua afirmação foi leviana e só considerou as fraquezasa e necessidades de alguns seres que não aceitam a realidade.

"Na época de Jesus, ou as leis naturais foram suspensas ou uma judia promíscua mentiu." (Hitchens, Christopher)??

"Deus de fato, só podemos entender através de imagens"  ALUCINAIS SÃO REIAS.

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Geraldo Goulart

Sobre Stephen Hawking

Que pena de pessoas como o citado cientista; pois a palavra de Deus diz que dizendo se sábio tornou-se louco.

 

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Tomasfc

Pena daqueles que se mantém

Pena daqueles que se mantém cegos.

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Anonimo

Pena de você que não

Pena de você que não conseguem se liberta de hierarquia, não acredita que é capaz de algo e pensa que algo supereior ira lhe ajudar, hipotético.

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O pastor Hawking

O "pastor" Kawking demonstra mesmo ser um homem de fé. Mas, não acredito em homens. Aprendi isto com um jovem galileu, que por sinal, sempre foi desconcertante e sempre remou nas ondas da contracultura. Talvez o "pastor" Hawking não queira mesmo seja apenas ficar sozinho. Isso explicar porque ele se comporta como  um superherói da pós modernidade? Sim e não. É paradoxal, mas a realidade é muito frequentemente mais simples e mais complicada do que imaginamos. 

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Depois do massacre, já começaram a fraudar a discussão hahaha

Dois comentários, um meu e um do participante "João Luis", em que eu respondia ao agora comprovado FAKE "João Luis", em que ele, exibindo mais uma vez ignorância, hahaha, mal sabia diferenciar uma matéria de jornal de um artigo científico, sumiram da discussão rsrs. Provavelmente, depois que viu que estava errado e enquanto eu escrevia a resposta, ele apagou para não passar mais vergonha do que já passou aqui. Quando eu postei, o comentário se perdeu junto com a deletação do comentário que ele fez.

Era um comentário em que ele citava uma frase de Jurgen Renn que eu citei aqui, um dos três autores do famoso artigo publicado no jornal Science em 1997, chamado "Belated Decision in the Hilbert-Einstein Priority Dispute", para dizer que o mero título da reportagem do The Washington Post desmentia a frase em que o próprio autor do artigo, Renn, confessava que tinha a convicção que Einstein surrupiou as equações de campo de Hilbert e jamais chegou a elas antes dele.

O título da matéria era 'Researchers Definitively Rule Einstein Did Not Plagiarize Relativity Theory', e foi publicada no The Washington Post em 14 Novembro de 1997, p. A24. O fake João Luis dizia que o "did not" da matéria de jornal "demonstrava" (hahaha, isso porque ele "sabe" o que significa demonstrar rsrs) que Einstein e não Hilbert tinha chegado primeiro às equações de campo da Teoria da Relatividade Geral.

Foi preciso eu explicar que a citação da frase de Renn foi feita justamente para provar que nem mesmo os revisionistas estão tão certos do que defendem, pois ele mesmo chegou a afirmar certa feita que Hilbert era o criador pioneiro das equações de campo. Essa informação consta na própria matéria do The Washington Post.

O fato é que a farsa da tese fanfarrona levantada pelos três pesquisadores no Science foi longo desmontada por outros pesquisadores, que mostraram que o documento no qual eles se basearam era uma versão mutilada dos cálculos de Hilbert. E pior, mesmo a versão mutilada que eles exibiram evidenciava cabalmente que Hilbert chegaria às equações na continuação do cálculo rsrs. A refutação da desonestidade dos três, feita por Bjerknes, foi acachapante.

Em suma, Renn e mais dois outros pesquisadores propuseram uma visão REVISIONISTA da tese amplamente aceita pela comunidade científica internacional de que Hilbert é o verdadeiro autor das equações de campo e não Einstein, o que fizeram mediante a exibição de documentos mutilados em que Hilbert chegava às equações, tudo para provar a suposta precedência de Einstein em relação a Hilbert, tese falsa defendida pelo fake adepto de teses revisionistas, que ele jura que é mainstream, exbindo ignorância aqui.

 

 

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"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça." Henry Louis Mencken.

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João Luis

Você é realmente doido. Eu

Você é realmente doido. Eu nem sei como se apaga alguma coisa aqui. Por que você está me chamando de fake? O que quer dizer isso? Por que você está dizendo que eu não sei diferenciar artigo de jornal de artigo científico? E qual a relevância disso? Você é um pirado agressivo, hein?

Eu rogo, em nome da sua própria sanidade, pare de pinçar citações. Outras pessoas mais importantes do que Winterberg acreditam que foi exatamente o contrário, Hilbert roubou as ideias de Einstein. Saiba que problema da relatividade geral foi apresentado a Hilbert por Einstein em um seminário. Antes disso, Hilbert não conhecia o problema físico da relatividade geral, isto é, construir equações covariantes para o campo gravitacional.

Uma pergunta, como você chegou à conclusão de que a comunidade científica internacional aceita amplamente a tese de que Hilbert é o verdadeiro autor das equações de campo? Usou o IBOPE ou o Datafolha? Como fica a própria declaração do Hilbert de que o criador das equações de campo foi Einstein? É margem de erro da pesquisa?

 

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Final

 

E para dar um fechamento a este post,mesmo que ninguém o leia, vou citar Robert Browning:

 

"O limite do homem deve exceder a sua compreensão. Ou, para que existe o céu...?"

 

Ele não excedeu.

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Como demonstrado pelos meus comentários

Os falastrões que compareceram a este post não sabem de PORRA NENHUMA quando o assunto é o plágio de Einstein sobre as ideias de Poincaré, Hilbert e outros. O cara era fraude pura, roubava na maior cara de pau as ideias e trabalhos dos outros.Todos os cientistas contemporâneos de Einstein e que faziam ciência de primeiro time sabiam disso. Era do conhecimento geral de todos. É algo standard na física. Ninguém que conhece o assunto razoavelmente bem atribui a Einstein a importância que os seus apoiadores na imprensa e em alguns ambientes acadêmicos fazem.

O tal de João Luis, usuário não cadastrado, repete a falsa ideia de que a teoria da relatividade teria abolido o conceito de éter, fato que é desmentido pelo próprio Einstein precisamente no artigo "Ether and the Theory of Relativity (translation of a lecture delivered by Einstein at the Univ. Leyden, 1920), como indicou  o professor Waldyr Rodrigues, citando inclusive o link onde o artigo pode ser lido.

Como resta aqui provado, esses que aqui defenderam Einstein não sabem de nada e fazem afirmações falsas, todo o tempo. Não sabem nem que o próprio Einstein nunca considerou que suas ideias sobre relatividade aboliram a ideia de éter na física.

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"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça." Henry Louis Mencken.

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João Luis

1. Você não sabe o

1. Você não sabe o significado da palavra demonstração.
2. Você nunca estudou a teoria do éter do século 19, portanto não consegue compreender a crítica de Einstein e também não consegue compreender em que sentido Einstein discutiu epistemologicamente o conceito de éter nesse artigo.
3. Eu desafio você a comparecer a qualquer seminário, congresso, departamento ou aula de física e dizer que o éter existe. Depois conte pra gente as reações das pessoas.

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Respondendo ao não cadastrado insistente

1 - Conheço perfeitamente bem o significado da palavra demonstração. Isso não é um privilégio de perfis não cadastrados do blog, máxime de medíocres que mal conseguem grafar corretamente o nome de Russell e que só falam besteira, uma atrás da outra;

2 - Estudei a teoria do éter, por vários autores, e consigo compreender a crítica de Einstein e entendo, concordando com professor Waldyr Rodrigues, que ele não disse que suas ideias sobre relatividade aboliram o éter da física;

3 - Eu não preciso aceitar o desafio a comparecer a qualquer seminário, congresso, departamento ou aula de física e dizer que o éter existe, por um motivo muito simples: eu não concordo com a teoria do éter. Somente você, que parece ter dificuldades para interpretar o que está escrito, entendeu o contrário. LOL. Nunca vi um fiasco como esse. Impressionante.

Para o teu conhecimento, eu estudei cálculo diferencial, geometria analítica, equações diferenciais, álgebra linear, física 1, 2, 3 e 4 na universidade, ou seja, no nível superior, na primeira metade dos anos 90. Toda a matémática envolvida, diferenciais, integrais, etc, tudo isso eu domino. Era um ótimo aluno. Basta voltar a estudar novamente que eu me lembro de tudo, coisa de quem fica repetindo exercícios e acha que isso é ser inteligente. Você não é o único a falar javanês, fêssor. Saia do pedestal ridículo em que se colocou, pois aqui você foi refutado, em cada besteira que falou.

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João Luis

Eu já estava cansado da sua

Eu já estava cansado da sua infantilidade, mas a sua invocação do direito de ser o único insistente me revigorou.

Você não conhece o significado da palavra demonstração porque não demonstrou nada. Para demonstrar algo, você precisa apresentar fatos e argumentos, e a única coisa que você fez foi invocar a autoridade de um subgrupo de físicos escolhidos com pinça, além de proferir insultos como se estivesse chamando o Einstein para a porrada na hora do recreio.

Você invocou Cesar Lattes. Um grande físico, mas um físico experimental e não teórico. Por que não falou de Leite Lopes? Ele foi o precursor da teoria da unificação eletrofraca e foi citado por Weinberg quando este ganhou o prêmio Nobel. Por que não falou de Schenberg (ui, preciso tomar cuidado com a polícia da grafia dos nomes!)? Ambos conheceram muito bem a física relativística e escreveram livros sobre o papel de Einstein na construção da física do século 20, ao contrário de Lattes, que nunca escreveu um livro sequer.

Se você acha que a teoria da relatividade não aboliu a idéia do éter, então não estudou "a teoria do éter". Mesmo porque não existe uma única teoria do éter. A teoria da relatividade não só aboliu a ideia do éter como também a tornou impossível. É bem conhecido por qualquer estudante de relatividade que uma onda que se propaga em um meio material (como se propunha para as ondas eletromagnéticas) não pode ser invariante por transformações de Lorentz. O éter a que Einstein se refere nada tem a ver com o éter do século 19. Ele apenas usou a palavra éter como metáfora para o campo gravitacional. Se você lesse o artigo  "Ether and the theory of relativity" ao invés de googlar, saberia disso.

Agora, se você conhece as inúmeras teorias do éter, incluindo as de Huygens, Young, Stokes, Maxwell e Lorentz, devo lhe dar os parabéns. São teorias muito mais complicadas do que a própria relatividade restrita.

Eu nunca disse que você acreditava na teoria do éter. Apenas pedi que você a defendesse, como bom advogado que é, frente a profissionais. Eles te explicariam o quanto a teoria do éter é impossível frente à teoria da relatividade, se tivessem paciência e não te quebrassem a cara após você os chamar de falastrões, picaretas, baba-ovos, jacus e não cadastrados no blog.

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Argolinha se mostrando argolinha...

Ele é o tal, é o tal, é o tal... 

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Fala, monstra do anarquismo hahahaha

Estava sentindo falta da bedel do blog rsrs

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"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça." Henry Louis Mencken.

Professor Waldyr Rodrigues da Unicamp é contactado

O assunto foi discutido também no fórum conhecido por Clube Cético, num post originalmente aberto em abril de 2008 sobre o tema: [http://clubecetico.org/forum/index.php?action=printpage;topic=15792.0].  Em determinada altura do debate, em que sempre se procura lançar a "defesa" do antissemitismo para salvar o plagiador e fraudador Einstein, o pacifista que incentivou a criação da bomba atômica para os americanos, o nome do professor Waldyr Rodrigues, da Unicamp, cujo currículo pode ser lido aqui: [http://www.ime.unicamp.br/~walrod/vitae.htm], foi citado.

Um dos partícipantes do tópico enviou email pra ele, dizendo o seguinte:

"Caro professor Waldyr Rodrigues,

Em recente discussão sobre Teoria da Relatividade num fórum de Ceticismo, o seu nome foi citado. Ao senhor foi atribuída a defesa da idéia que Einstein plagiou a Teoria da Relatividade de trabalho anterior de Poincaré.

Isso esquentou bastante o debate; não pelos físicos e estudantes de física presentes terem defendido o prestígio de Einstein, mas por algumas objeções terem sido levantadas quanto às diferenças entre os trabalhos de Poincaré e Einstein.

Gostaria, então, de convidá-lo a ler e talvez a participar do debate no Fórum do Clube Cético nos seguintes links:

www.clubecetico.org/forum (o endereço do fórum).

http://clubecetico.org/forum/index.php/topic,15792.msg321370.html#msg321370 (a discussão mencionada acima, do ponto em que as divergências maiores começaram. Seu nome é citado logo após).

Peço desculpas em adiantado pela carta não solicitada e pelo convite gratuito. Reitero que gostaríamos imensamente de contar com sua presença neste debate."

Resposta do físico Waldyr Rodrigues:

"Caro Daniel,

Obrigado por sua mensagem. Apesar de estar muito ocupado agora e durante todo o próximo mês, visto que estou finalizando alguns artigos (que já deveriam estar prontos) e organizando na UNICAMP a VIII International Conference on Clifford Algebras and their Applications[1], não resisti a tentação de ler os artigos sobre o "possível plágio de Einstein" no site do seu fórum (www.clubecetico.org.) e resulta que tenho alguns esclarecimentos pertinentes a fazer. Antecipadamente peço desculpas a você e a qualquer outro membro do fórum que não se sinta confortável com minhas ponderações.

a) Primeiramente, devo dizer que infelizmente (ao que tudo indica, salvo melhor juízo) os autores de todos os artigos publicados no seu fórum (e que tive a oportunidade de ler) simplesmente não se encontram preparados para discutir o assunto em debate, quer do ponto de vista de conhecimento dos fatos históricos quer do ponto de vista dos fatos científicos [NOTA MINHA: a mesmíssima coisa pode ser dita aqui dos defensores de Einstein que caíram de paraquedas neste post do blog, falando sem saber de nada]. Para que um cidadão possa discutir se Einstein plagiou ou não Poincaré (e também se plagiou ou não Hilbert[2]) é necessário que dito cidadão tenha lido (e obviamente compreendido) no mínimo o conteúdo dos livros e artigos citados abaixo. A simples leitura da biografia de Einstein de A. Peres[3] "Sutil é o Senhor" não habilita ninguém a esta tarefa [NOTA MINHA: O perfil cadastrado neste blog, chamado "Zarastro", citou exatamente esse livro num dos comentários e achou que estivesse fazendo grande coisa rsrsrs].


Entre os artigos sobre a gênese da teoria da relatividade especial que necessariamente precisam ser lidos encontram-se os de Poincaré [20,21]. Estes dois artigos encontram-se traduzidos (e comentados) para o Inglês por Logunov[4] e podem ser encontrados na Internet [14]. Estes artigos devem ser comparados com o artigo de Einstein [6].[5] Se o leitor se dignar a realizar este exercício[6] (ao invés de simplesmente confiar nos biógrafos de Einstein) realizará imediatamente, que de duas uma: ou Einstein ao escrever seu famoso artigo conhecia todos os trabalhos de Poincaré ou ele podia ler a mente do matemático francês.

A primeira hipótese é mais provável de acordo com a farta documentação exibida no livro de Leveugle [13]. Neste livro e também em [12] se aprende que no ano de 1905 Einstein escreveu 21 resenhas para o suplemento Beiblätter zu den Annalen der Physik (entre eles artigos publicados nos Comptes Rendus de L'Académie de Sciences) e teve com quase absoluta certeza oportunidade de ler a nota [22] de Poincaré apresentada à Academia de Ciências da França em 05 de Junho de 1905 e impressa em 08 de Junho de 1905 e enviada aos assinantes da revista em 09 de Junho do mesmo ano[7] (!) .

È bem verdade que Einstein ao tomar conhecimento da nota de Poincaré trabalhou arduamente para escrever sua versão da teoria, e o fato de não ter citado Poincaré é de fato imperdoável, razão pela qual Whittaker[8] deu o título "The Relativity Theory of Poincaré and Lorentz" ao capítulo 2 do volume II de seu memorável livro [26] . Em particular, contrariamente ao que Einstein afirmou em diversas oportunidades, ele e seus amigos da Academia Olímpia leram "La Science e l'Hipothése" [22][9] de Poincaré onde muitas idéias que depois apareceram nos artigos [23,24] de Poincaré (entre outros). Esta afirmação encontrá-se no livro de M. Solovine, um dos amigos de Einstein e membro da Academia Olímpia.

b) Alguns dos membros do fórum pensam que as versões de Poincaré e de Eisntein da teoria da Relatividade são distintas. Um dos membros chegou a afirmar que na versão de Poincaré os efeitos relativísticos seriam dinâmicos enquanto que na teoria de Einstein eles seriam cinemáticos. Esta afirmação errônea é infelizmente típica tanto por parte daqueles que só teve um breve encontro com livros textos elementares com até por parte de muitos físicos que dominam (ou pensam dominar) conceitos sofisticados usados em versões matematicamente mais elaboradas da teoria da relatividade. A estes, aconselho que leiam artigos de Einstein posteriores a [7], como por exemplo [10] e estudem, também as referencias [25,26].

c) A um dos membros do fórum, que sem me conhecer e saber exatamente o que penso sobre a polemica, diz que prefere ficar com A. Peres, recomendo fortemente que reveja o significado do seu ceticismo. Quem desejar conhecer-me um pouco melhor e consultar meus trabalhos está convidado a consultar minha homepage em http://www.ime.unicamp.br/~walrod


d) Para aqueles que pensam que a teoria da relatividade aboliu o conceito de éter sugiro que leiam o artigo [9] de Einstein.

e) Finalmente, afirmo que o Prof. Cesar Lattes não estava senil ao dar a entrevista mencionada no fórum. Contudo é fato que a edição da entrevista está ruim e contém alguns enganos lamentáveis. Lattes foi meu professor na USP, também fomos colegas no Instituto de Física da UNICAMP[10], e mais importante Lattes foi meu amigo e meu vizinho por mais de vinte e cinco anos. Discutíamos sempre sobre os mais variados assuntos sobre os quais na maioria das vezes discordávamos profundamente, mas aqui não é o lugar para entrar neste assunto. Nas vésperas de sua morte eu o visitei e ele tinha talvez lucidez maior do que quando o conheci em 1967.





Um abraço,


Waldyr

1 - M. Allais, Albert Einstein, Un Extraordinarie Paradoxe, Editions Clément Juglar, Paris, 2005.

2 - C. Jon Bjerknes, Albert Einstein, The Incorrigible Plagiarist, XTX Inc., Downers Grove, USA, 2002, http://home.comcast.net/~xtxinc/MainPage.htm

3 - C. Jon Bjerknes, Anticipations of Einstein in General Theory of Relativity, XTX Inc., Downers Grove, USA, 2003, http://home.comcast.net/~xtxinc/MainPage.htm

 
4 - N. N. Bogolubov, A. A. Logunov and I. T. Todorov, Introduction to Axiomatic Quantum Field Theory, W. A. Benjamin, Inc., Reading MA., 1975.


5 - M. Born, Einstein's Theory of Relativity, (revised edition), Dover Publ., Inc., New York, 1962.

6 - L. Corry, J. Renn, and J. Stachel, 'Belated Decision in the Hilbert-Einstein Priority Dispute, Science 278, 1270-1273 (1997)


7 - A. Einstein, Zur Electrodynamik bewegter Köper, Ann. der Physik 17, 891-921 (1905)


8 - A. Einstein, H. A. Lorentz, H. Weyl, H. Minkowski, The Principle of Relativity, Dover Publ. Inc. , New York, 1952.


9- A. Einstein, Ether and the Theory of Relativity (translation of a lecture delivered by Einstein at the Univ. Leyden, 1920), http://www.mountainman.com.au/aether_0.html
 

10 - A. Einstein, , Autobiographical Notes (page 59), in P. A. Schilpp (ed.) Albert Einstein: Philosopher-Scientist, Oen Court, La Salle, Illinois, 1970
 

11 - J. Fric, Henri Poincaré: A Decisive Contribution to Special Relativity. The Short Story, http://www.everythingimportant.org/relativity/Poincare.htm

12 - E. Giannetto, The Rise of Special Relativity: Henri Poincaré Works Before Einstein, Atti del XVIII Congresso di Storia della Fisica e dell'Astronomia, Hadronic J. Suppl. 10, 365-433 (1995) http://www.brera.unimi.it/sisfa/atti/1998/Giannetto.pdf
 

13 - R. Hazellet and D. Turner (eds.), The Einstein Myth and the Ives Papers, The Devin-Adair Company, Publ., Old Greenwich, Connecticut, 1979.
 

14 - J. Hladik, Comment le Jeune et Ambitieux Einstein s'est Approprié la Relativité Resterinte de Poincaré, Ellipses Édition Marketing S.A., Paris, 2004.
 

15 - J. Leveugle, La Relativité, Poincaré et Einstein, Planck, Hilbert. Histoire Véridique de la Théorie de la Relativité, L. Harmattan, Paris, 2004.
 

16 - A. A. Logunov, Henri Poincaré and Relativity Theory (book 253 pages), arXiv:physics/0408077v4
17 - A. A. Logunov, On the Article by Henri Poincaré "On the Dynamics of the Electron", H. Journal 19, 109-183 (1996). http://www.annales.org/archives/x/marchal2.doc
 

18 - A. A. Logunov, The Theory of Gravity (book 256 pages) arXiv:gr-qc/0210005
 

19 - A. A. Logunov, M. A. Mestvirishvilli, V. A. Petrov, How Where the Hilbert- Einstein Equations Discovered?, arXiv:physics/0405075
 

20 - C. Marchal, Henri Poincaré: A Decisve Contribution to Relativity, http://annales.org/archives/x/Relativity.doc

21 - A. I. Miller, Albert Einstein's Special Theory of Relativity, Addison Wesley Publ. Co., Inc. Reading MA, 1981.
 

22 - H. Poincaré, Science and Hypothesis, Dover Publ., New York, 1952 (originally published in French with title: La Science et l' Hypothèse, Flamarion, Paris, 1902).
 

23 - H. Poincaré, Sur la Dynamique del'Electron, Comptes Rendus de L'Académie de Sciences 140, 1504-1508 (1905)
 

24 - H. Poincaré, Sur la Dynamique del'Electron, Rediconti del Circolo Matematico di Palermo 21, 129-175 (1906).
 

25 - H. Reichenbach, The Philosophy of Space&Time, Dover Publ., New York (1958).
 

26 - W. A. Rodrigues Jr. and M. A. F. Rosa, The Meaning of Time in the Theory of Relativity and "Einstein's Latter View of the Twin Paradox", Found. Phys. 19, 705-724 (1989).
 

27 - W. A. Rodrigues Jr. and E. Capelas de Oliveira, The Many Faces of Maxwell, Dirac and Einstein Equations. A Clifford Bundle Approach. Lecture Notes in Physics 722, Springer, Heidelberg, 2007.

28 - M. Solovine, Albert Einstein. Lettres à Maurice Solovine, Gauthier-Villar, Paris, 1956.
 

29 - E. T. Whittaker, A History of the Theories of Aether and Electricity, vols. I and II, Humanities Press, New York, 1973 (first published in 1953)
30 - E. T. Whittaker and G. N. Watson, A Course of Modern Analysis (fourth edition), Cambridge University Press, Cambridge, 1927 ( first edition published in 1902)
31 - F. Winterberg, On "Belated Decision in the Hilbert-Einstein Priority Dispute", published by L. Corry, J. Renn, and J. Stachel, Z. Naturforschung 59a, 715-719 (2003).

[1] ICCA8. Veja: http://www.ime.unicamp.br/~icca8/

[2] Consulte alguns dos artigos e livros da lista de referencias abaixo.

[3] Concordo com Hadlik (ver ref. [12], página 94) que A. Peres é um autor extremamente parcial (e possivelmente desonesto).

[4] A. A. Logunov é um dos mais respeitados físicos teóricos russos, tendo sido reitor a Univ. de Moscou e presidente da Academia de Ciências da (ex)União Soviética. Também é um dos autores de um livro clássico sobre teoria quântica de campos [4]

[5] Traduções do artigo de Einstein para o Inglês encontram-se em [7] e [19]. A tradução de Miller [19] é muito melhor.

[6] O exercício requer conhecimento de Matemática compatível com aquele de um bom aluno da área de exatas da UNICAMP após o termino do segundo semestre letivo.

[7] Observo ainda que naquela época uma correspondência enviada de Paris até qualquer uma das principais cidades alemães ou suíças demorava no máximo dois dias (!).

[8] Sir Edmund Whittaker foi um brilhante matemático inglês, um dos autores de um livro [27] que foi usado por gerações de pretendentes a se tornarem físicos teóricos.

[9] Este livro também faz parte da leitura obrigatória. Existe, se não me falha a memória uma tradução em Português da editora da Univ. de Brasília.

[10] Antes de transferir-me para o Instituto de Matemática."

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João Luis

Noto que a única crítica que

Noto que a única crítica que Waldyr Rodrigues faz a Einstein é a falta de citação a Poincaré em seu artigo de 1905. Ele não diz em nenhum momento que Einstein não deu grandes contribuições à teoria nem o chama de desonesto. Novamente, é sua opção acreditar nele e não em A. Pais, que escreveu o livro definitivo sobre o trabalho de Einstein Observação para o meu interlocutor belicoso: Waldyr Rodrigues não desmerece esse livro, apenas diz que ele não é suficiente para compreender aquestão em sua plenitude, citando bibliografia complementar. Ocorre que essa bibliografia está citada no livro "Sutil é o senhor". Zarastro estava certíssimo em citar esse livro e faria muito bem a você lê-lo.

Para você, destaco a seguinte passagem:

"Para que um cidadão possa discutir se Einstein plagiou ou não Poincaré (e também se plagiou ou não Hilbert[2]) é necessário que dito cidadão tenha lido (e obviamente compreendido) no mínimo o conteúdo dos livros e artigos citados abaixo",

aos quais acrescento "Sutil é o senhor". Pergunto, você já leu a bibliografia recomendada pelo professor Rodrigues ou está se escorando apenas na autoridade do professor para dizer que Einstein plagiou tudo?

 

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Building a case

Seguindo com o desmonte da farsa e das "certezas" dos baba-ovos de sempre, cito trechos do artigo de Osório Barbosa, procurador federal que esbarrou no tema e resolveu se inteirar sobre o assunto:

Trechos do artigo de Osório Barbosa, cujo link está no comentário meu abaixo [http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=286OFC003]:


__________


Por necessidade de serviço (estou escrevendo um romance sobre a história do Direito, onde, para melhor contá-la, senti necessidade de que o personagem viajasse no tempo), como já tinha ouvido falar e lido de relance sobre tal possibilidade, resolvi pesquisar na internet sobre o assunto, mais especificamente sobre a Teoria da Relatividade.

Para minha surpresa, deparei-me com a entrevista de César Lattes, intitulada: "Albert Einstein é uma farsa".

Mas quem é César Lattes?

Fiquei sabendo que é um físico brasileiro que esteve prestes a ganhar, por duas vezes, o Prêmio Nobel de Física, por ter descoberto o méson pi, que é uma partícula integrante do núcleo do átomo. Ela é apontada como uma das principais responsáveis pela integridade do núcleo, impedindo-o de desintegrar-se. Se o núcleo do átomo fosse formado apenas pelas partículas negativa e positiva, ele se desintegrava, me explicou mais tarde o professor da Unicamp.

Depois de ler a entrevista de Lattes, fui ler um livro de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, cujo título é Explicando a Teoria da Relatividade (Ediouro, 1997). Nele está dito:

"A medida do desvio da luz das estrelas ao passar próximo ao Sol.

O primeiro valor do desvio da luz, previsto por Einstein, em 1911, era de 0,875 segundo de arco. (p. 14) Neste intervalo, Einstein, ao rever sua teoria, duplicou a previsão: a deflexão deveria ser de 1,75 segundo de arco, e não de 0.875. A razão desta alteração deve-se ao fato de não ter sido considerada a curvatura de espaço no cálculo anterior, o que só foi possível com a conclusão da teoria da relatividade geral, em 1915.

Analisando a origem das idéias de Einstein, Feuer faz um paralelo com o matemático francês H. Poincaré (1854-1912), que tinha tudo para ser o criador da teoria da relatividade, como se pode deduzir da leitura de seus livros. Todavia, do ponto de vista pessoal, possuía o condicionamento do francês sempre prudente, comprometido com o establishment e os colegiados de professores. A grande diferença entre Poincaré e Einstein seria, segundo Feuer, o não-comprometimento, que o colocava numa posição de observador privilegiado. (p. 22)."

O parágrafo acima consta de uma nota de rodapé!

Resolvi, por intermédio de um conhecido (que tem laços com a Unicamp), tentar localizar o professor Lattes, a fim de ouvir dele se confirmava a entrevista e que me explicasse as razões de sua afirmação a respeito do renomado Einstein.

Meu conhecido me passou o telefone do professor Lattes. Ele me atendeu gentilmente e marcamos uma entrevista. Fui até sua casa em Campinas. Lá, ele não só confirmou a entrevista, como acrescentou outros pontos que não vêm ao caso. Perguntei ao professor Lattes de onde ele tirava tanta convicção para fazer aquelas afirmativas sobre Einstein (uma vez que um colega de trabalho me disse que poderia ser inveja, ou o dizer por dizer, sem provas. É claro que não disse isso ao físico).

Ele, então, me repassou duas fontes de suas afirmações:

1ª) Cópia de uma ata de 1906 onde Poincaré expôs a teoria, num congresso de cientistas, mais precisamente, Sur la dynamique de l’électron, publicado pelo Circolo Matematico di Palermo, t. 21, p. 129-176, em 1906. Se a publicação é de 1906, segundo Lattes, o trabalho de Poincaré é do ano anterior, portanto, de 1905.

Como Einstein apresentou seu trabalho em 1911, ou seja, seis anos após o de Poincaré (fato que é confirmado por Ronaldo Rogério), passei a observar as afirmações de Lattes.

2ª) Cópia do livro História das teorias do éter e da eletricidade, de Sir Edmundo Whittakker R.R.S. (Humanities Press, capítulo I, 1973, Nova York) o qual chega à mesma conclusão de Ronaldo Rogério. Este autor cita, abertamente, Lorentz e Poincaré, como os precursores. Poincaré, por exemplo, em 1900, já apresentava a famosa fórmula: E=mc2.


Diz, especificamente, Whittakker:

"Como foi visto, J. J. Thomson em 1881 chegou ao resultado que um condutor esférico carregado movendo-se em linha reta comporta-se como se tivesse uma quantidade de massa adicional (4/3 c2) vezes a energia de seu campo eletrostático. Em 1900 Poincaré, referindo-se ao fato que no éter livre o momento eletromagnético é (1/c2) vezes o fluxo Poynting de energia, sugeriu que energia eletromagnética pudesse possuir densidade de massa igual a (1/c2) vezes a densidade da energia: o que quer dizer, E= mc2 onde E é energia e m é massa: e ele apontou que se isto fosse assim, então um oscilador Hertz, o qual envia energia eletromagnética preponderantemente em uma direção, deveria recuar como os revólveres fazem quando são disparados. Em 1904 F. Hasenörl (1874-1915) considerou uma caixa oca com paredes perfeitamente reflexivas preenchida com radiação, e descobriu que quando estava em movimento, há uma adição aparente à sua massa, com valor (8/3c2) vezes a energia possuída pela radiação quando a caixa está em repouso: no ano seguinte ele corrigiu isto para (4/3c2) vezes a energia possuída pela radiação quando a caixa está em repouso; quer dizer, ele concordou com a equação E = 3/4mc2 de J. J. Thomson ao invés de com a fórmula E= mc2 de Poincaré. Em 1905 A. Einstein afirmou que quando um corpo está perdendo energia em forma de radiação sua massa é diminuída aproximadamente (isto é, desprezando quantidades da quarta ordem) por (1/c2) vezes a quantidade de energia perdida. Ele apontou que não é essencial que a energia perdida pelo corpo deveria consistir em radiação, e sugeriu a conclusão geral, em concordância com Poincaré, que a massa de um corpo é uma medida do seu conteúdo de energia: se a energia muda por E ergs, a massa muda no mesmo sentido por (E/c2)gramas. No ano seguinte ele alegou que esta lei é a condição necessária e suficiente e que a lei da conservação do movimento do centro de gravidade deveria ser válida para sistemas nos quais processos eletromagnéticos bem como mecânicos estejam ocorrendo.

Em 1908 G. N. Lewis provou, por meio da teoria da pressão radiativa, que um corpo que absorve energia radiante aumenta sua massa de acordo com a equação

dE = c2dm

e afirmou que a massa de um corpo é uma medida direta de sua energia total, de acordo com a equação

E = mc2.

Como vimos, Poincaré havia sugerido esta equação mas não havia praticamente dado prova, enquanto Einstein, que também a sugerira, havia feito prova (a qual, no entanto, foi divulgada somente como aproximada) para um caso particular: Lewis encarou-a como uma equação exata, mas sua prova não era de caráter geral. Lewis, no entanto, apontou que se este princípio é aceito, então na equação de Planck em 1906.
"

(...)

 

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Procurador

Procurador federal????????

Mas procurador federal é cadastrado no blog da Física?

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Vai lendo, repara lá, é um caso, ainda dá tempo de saltar fora

Ainda existe tempo para você aprender um pouquinho sobre o assunto. Vai lendo meus comentários hehe. O texto do procurador faz apenas referência ao que dizia Lattes e tantos outros sobre o falsário e picareta Einstein.

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A sua maior ignorância é a

A sua maior ignorância é a ignorância da sua ignorância, e nesse assunto ela é grande. Digo isso sem nenhuma ofensa. Você selecionou os esquisitões amadores e profissionais da física e da matemática e convenceu a si mesmo que eles são o "standard".

Eu li os artigos matemáticos anti-relativistas do prof. Waldyr Rodrigues, que surgiram quando G. Nimtz fez suas experiências de transmissão superluminal por tunelamento quântico, quando você ainda espremia as primeiras espinhas da adolescência. A teoria da relatividade sofreu esse tipo de questionamento experimental muitas vezes, inclusive recentemente no LHC, quando se pensou haver detectado neutrinos com velocidade superluminal. Em todas essas experiências foi demonstrada a ocorrência de falhas ténicas ou erros de interpretação.

Nesse sentido, a relatividade restrita é a teoria mais bem testada da física. Ela é consenso absoluto entre os físicos importantes, excetuando-se os esquisitões que você gosta de citar. Qualquer um que demostrar que a teoria da relatividade está errada ganhará o prêmio Nobel, não tenha dúvida disso.

PS. Você pode me chamar de fake e não cadastrado pra me provocar, mas nunca vai saber nada de mim. Meça a minha competência pelo que eu escrevo e não pelos meus títulos, que eu não vou exibir.

 

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Físico medíocre comprometendo a imagem dos físicos brasileiros

É este o caso do sujeito acima. Ele sequer é capaz de se ater ao que eu realmente estou dizendo e constrói um patético boneco de palha. Qualquer pessoa que leia o que eu escrevi aqui será capaz de entender, sem precisar ser especialista em física ou algo que o valha, que meu ponto é que Einstein não pode levar o mérito pela relatividade. Em nenhum momento eu questionei a validade da teoria da relatividade enquanto grande avanço do conhecimento, especialmente no campo da física. O máximo que eu disse aqui foi que ela pode vir a ser mostrada falha em algumas de suas predições. E já existem aqueles que trabalham para isso.

O que eu verdadeiramente disse aqui foi que Einstein era um plagiador, um cientista desonesto, fraudador, ladrão das ideias dos outros. Nada disso implica uma crítica às ideias que ele sustentou como se fossem exclusivamente dele.

Só quem entendeu assim foi o sujeito acima, que se diz pesquisador, mas é primário em interpretar textos e argumenta de forma falaciosa, constrangendo a comunidade dos físicos brasileiros. Se isso é o que a física brasileira tem a mostrar de melhor, logo entendemos por que ela é uma piada se comparada com a de outros países onde se faz pesquisa de ponta, como Inglaterra, EUA, Alemanha, França etc.

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Dessa você não vai escapar.

Dessa você não vai escapar. Você disse que a teoria da relatividade sobrevive de modo tênue, ignorando a montanha de dados que a comprovam. Você disse que concorda com Lattes e colou um artigo em que ele diz que a teoria da relatividade está errada. 

Quanto ao fato de que você acha o Einstein fraudador, desonesto, feio, bobo e sujo, você jamais apresentou argumentos. Ficou só no xingamento e no argumento de autoridade.

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Como os fakes e usuários não cadastrados insistem em negar

Colocarei aqui uma entrevista do físico César Lattes em que ele detona Einstein. Desculpem aí, mas entre Lattes e os baba-ovos falastrões provincianos brasileiros, eu fico com o primeiro:

César Lattes: "Albert Einstein é uma farsa"

.Artur Araujo


Reportagem publicada no dia 5 de agosto de 1996 no jornal Diário do Povo (Campinas / São Paulo / Brasil)



Ele é o maior físico brasileiro deste século. Por duas vezes, esteve a um passo de ganhar o Prêmio Nobel. Na primeira vez, em 1947, pela descoberta de uma partícula que integra o núcleo do átomo: o méson pi. Na segunda vez, em 1948, por haver produzido artificialmente o méson pi, a mesma partícula que descobriu em laboratório

César Lattes, nascido Cesare em 1924 em Curitiba, filho de pais italianos, encarna um pouco aquele estilo de gênio polêmico e excêntrico.

Além de seus méritos como cientista, Lattes tem em seu currículo o fato de ter sido um dos co-fundadores da Unicamp em 1962. Desde 63, Lattes vive em Campinas, próximo à universidade.

E foi em sua casa que César Lattes recebeu a reportagem do Diário para a entrevista. Uma casa branca, ao estilo antigo, com vários quadros (inclusive três de Portinari), diversos discos de vinil (ele não gosta de cds), estatuetas de santos e, obviamente, livros (não só de ciências, mas também de arte, e uma grande Bíblia).

O cientista dispõe de uma página dedicada a ele na Internet , produzida pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Professor, o que vem a ser exatamente o méson pi?
César Lattes - O méson pi é uma particula integrante do núcleo do átomo. Ela é apontada como uma das principais responsáveis pela integridade do núcleo, impedindo-o de desintegrar-se.

Há alguma aplicação tecnológica para essa descoberta atualmente?
César Lattes - No momento, não, mas há a possibilidade de usar o méson pi no tratamento radioterápico contra o câncer. Existe um estudo neste sentido na Inglaterra. Os raios gama produzem um estrago muito grande não só no tumor como na região em volta. E o méson pi seria mais eficiente no combate à doença, porque concentra-se praticamente só no tumor. É uma tecnologia ainda em estudos. Há também a possibilidade da produção de raios-X de maior precisão, que poderia ser aplicado na análise de ligas metálicas.

O senhor quase ganhou por duas vezes o Prêmio Nobel, não é mesmo?
César Lattes - O inglês Cecil Frank Powell ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1950. Ele levou o prêmio pelo método de revelação fotográfica da partícula do meson pi. Era mais o velho de nós e era também inglês. Havia também o italiano Guiseppe Occhialini. Eu tinha 23 anos quando participei da descoberta, em 1947. Era muito novo. Ele era o professor residente em Bristol e nós pesquisadores associados. O prêmio acabou ficando para ele...

Em 1950, o senhor tinha 26 anos, um ano a mais que Einstein quando ele recebeu o Nobel...
César Lattes - Já imaginou que problema eu teria? Iria passar o resto da vida fazendo cartinhas de recomendação como o Einstein. Graças a ele, muitos maus cientistas conseguiram bons cargos em universidades.

E a segunda vez?
César Lattes - A segunda vez está relacionada à produção artificial de mésons. Isso foi no ano seguinte à descoberta do méson pi, em 1948. Essa pesquisa eu desenvolvi com o físico norte-americano Eugene Gardner. Na época, a comissão do Prêmio Nobel se interessou, e chegou a enviar uma carta para mim por meio da Universidade do Brasil, atual Universidade do Rio de Janeiro. Só que a burocracia interna fez com que a carta só fosse entregue a mim um ano depois. Neste período, meu parceiro de pesquisa morreu. E como não se dá prêmio póstumo, perdi a oportunidade.

Professor Lattes, o físico inglês Stephen Hawking afirmou, em seu livro "Uma breve história do tempo" que os físicos têm gasto tempo demais na pesquisa da física de partículas. O senhor concorda com isso?
César Lattes -
Aquele livro é uma droga, uma porcaria. Ele não tem representatividade nenhuma na física. Sua fama é fruto só da imprensa. Ele é um mau caráter. O resumo da biografia do Newton que ele fez mostrou que ele morre de inveja do Newton. Hawking chamou o maior físico de todos os tempos de mau caráter, que gostava de dinheiro... é um pobre coitado.

Mas ele é um físico muito conceituado...
César Lattes - Ele pode ser conceituado na imprensa, mas não é conceituado no meio científico.


O senhor é tido como um crítico de Einstein, não é mesmo?
César Lattes - Einstein é uma fraude, uma besta! Ele não sabia a diferença entre uma grandeza física e uma medida de grandeza, uma falha elementar.

E onde exatamente ele cometeu a falha a qual o senhor está falando?
César Lattes - Quando ele plagiou a Teoria da Relatividade do físico e matemático francês Henri Poincaré, em 1905.
A Teoria da Relatividade não é invenção dele. Já existe há séculos. Vem da Renascença, de Leonardo Da Vinci, Galileu e Giordano Bruno. Ele não inventou a relatividade. Quem realizou os cálculos corretos para a relatividade foi Poincaré. A fama de Einstein é mais fruto do lobby dele na física do que de seus méritos como cientista. Ele plagiou a Teoria da Relatividade. Se você pegar o livro de história da física de Whittaker, você verá que a Teoria da Relatividade é atribuída a Henri Poincaré e Hawdrik Lawrence. Na primeira edição da Teoria da Relatividade de Einstein, que ele chamou de Teoria da Relatividade Restrita, Ele confundiu medida com grandeza. Na segunda edição, a Teoria da Relatividade Geral, ele confundiu o número com a medida. Uma grande bobagem. Einstein sempre foi uma pessoa dúbia.

Ele foi o pacifista que influenciou Roosevelt a fazer a bomba atômica. Além disso, ele não gostava de tomar banho... (Nota minha: hahahaha, mui "pacifista" e inimigo do banho hahahaha, que piada devia ser Einstein rsrs)

Então o senhor considera a Teoria da Relatividade errada? Aquela famosa equação "E=MC²" está errada?
César Lattes - A equação está certa. É do Henri Poincaré. Já a teoria da relatividade do Einstein está errada. E há vários indícios que comprovam esse ponto de vista

Mas, professor, periodicamente lemos que mais uma teoria de Einstein foi comprovada...
César Lattes - É coisa da galera dele, do lobby dele, que alimenta essa lenda. Ele não era tudo isso. Tem muita gente ganhando a vida ensinando as teorias do Einstein.

Mas, e o Prêmio Nobel que ele ganhou por sua pesquisa sobre o efeito fotoelétrico em 1921?
César Lattes - Foi uma teoria furada. A luz é principalmente onda. Ele disse que a luz viajava como partícula. Está errado, é somente na hora da emissão da luz que ela se apresenta como partícula. E essa constatação já tinha sido feita por Max Planck.

O senhor chegou a conhecer os grandes físicos naquela época em que esteve na Europa e nos Estados Unidos?
César Lattes - Conheci os irmãos Oppenheiner, o Robert e o Frank, que foram bons amigos meus. O Robert era mais um filósofo.

Mas foi ele que comandou o projeto da bomba atômica.
César Lattes - Sim. Ele coordenou a parte de Los Alamos, que produziu as primeiras bombas. Mas o Robert não era a favor da bomba. Ele se recusou a fazer a bomba de hidrogênio e foi colocado de lado por isso. Frank não era tão filósofo assim. Ele era mais pragmático. Ambos terminaram marginalizados por causa do macartismo, que perseguia esquerdistas nos EUA nos anos 50. Já o Enrico Fermi eu conheci superficialmente.

Por que o senhor não se transferiu para o exterior?
César Lattes - Não sou mercenário. Não me vendo, ainda mais para fazer guerra.

Estive vendo que o senhor tem três quadros de Portinari, um até com dedicatória...
César Lattes - Comprei uma gravura em aguaforte, que é um trabalho em série, em uma exposição. Quando ele ficou sabendo, veio correndo e me entregou uma segunda aguaforte com uma dedicatória ("Para o Lattes, glória do Brasil, e para Martha, com a auspiciosa admiração de Portinari"). O terceiro quadro, ele me deu tempos depois. Foi feito a lápis e reproduz uma cena da minha infância, que ele produziu de forma impressionante. Parecia até que ele tinha estado lá.

O senhor considera satisfatório o nível da física praticada hoje em dia no Brasil?
César Lattes - Não.

Por que?
César Lattes - Acho que hoje há muita química e pouca física nos centros de pesquisa do País. Atualmente, a moda na ciência é a física analisar as propriedades dos materiais. O que, para mim, está mais para a química do que para a nossa disciplina. Além disso, esse tipo de saber tem pouca aplicação no Brasil. Para quê indústria está se fazendo essa pesquisa? Para as indústrias dos países ricos.

Para onde então deveria se dirigir os esforços de pesquisa?
César Lattes - Para as fontes de energia alternativas e baratas. Haveria muito mais potencial de aplicação aqui desse tipo de conhecimento.

Qual sua avaliação da qualidade atual de nossas universidades?
César Lattes -
Bem, a USP hoje em dia para mim está fossilizada. Deitou na fama e acomodou-se. Não há criatividade lá, como houve no passado. O caso da Unicamp não é muito diferente. Hoje em dia, valorizam-se mais os títulos e cargos do que a pesquisa pura nas universidades. Há papéis e computadores demais e reflexão e criatividade de menos. Outro problema, principalmente no caso da Unicamp, que conheço mais, é o inchaço do corpo burocrático, que consome a maior parte das verbas destinadas à universidade.

Qual problema o senhor vê com os computadores?
César Lattes - O computador trouxe uma certa preguiça intelectual para alguns cientistas. Pensa-se menos hoje em dia. Eu chegaria a dizer que alguns cientistas nem sequer pensam. Ficam dependentes do computador e deixam de lado a criatividade.

E como o senhor vê atualmente o papel do governo na educação?
César Lattes - Equivocado demais nas universidades federais, que estão com suas burocracias inchadas e nada preocupadas com a pesquisa primária, que é muito importante e fundamental.

Há muito tempo, a física descarta a hipótese da existência de Deus. Atualmente, como está a relação entre a religião e a ciência?
César Lattes - Acho que você está enganado. O maior de todos os físicos, Isaac Newton, pesquisou a Matemática e a ótica, mas também a alquimia e dedicou-se à pesquisa do Apocalipse de São João. O matemático que estabeleceu as bases da mecânica quântica acreditava em Deus.

Estive notando, o senhor fuma muito, e ainda por cima cigarro sem filtro...
César Lattes - Nem tanto assim. Fumo os sem filtro porque os de filtro fazem mal à saúde e, com os sem filtro, termino fumando só a metade do cigarro. Eu acabo por fumar um maço e pouco, no máximo dois. Além disso, o fumo e o café são estimulantes intelectuais.

Mas o fumo não faz mal à saúde?
César Lattes - Há muita estatística. Eu costumo dizer que, quando há muita estatística, é porque Deus ainda não se decidiu.

Estava notando a sua coleção de discos. O senhor não tem cd?
César Lattes - A gravação em cd é uma porcaria. Não registra direito graves e agudos. Então, procuro em sebos e compro um monte de discos de vinil de Vivaldi e Beethoven por R$ 1 e R$ 2.


Pequeno Perfil
Música - Erudita (Beethoven, Bach e Vivaldi) e Popular (Roberto Carlos)
Livro - A Bíblia ("principalmente o Velho Testamento")
Cidade preferida - Rio de Janeiro
Prato favorito - Espaguete

[http://www.geocities.com/Athens/Agora/9443/C6.HTM]
[http://www.alfredo-braga.pro.br/discussoes/cesarlattes.html]
Cristaldo comentando: [http://cristaldo.blogspot.com/2009/05/einstein-na-berlinda-em-2005-quando.html]

Osório Barbosa, um procurador federal, jogando mais lenha na fogueira e trazendo novos pontos de vista: [http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=286OFC003]

 

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não sei se é esse o motivo de sua implicância, mas...

Para os NAZIS de plantão que odeiam Einsteim por ser judeu: a "outra opção" tembém era.

 

"Sou filho de imigrantes italianos do Piemonte. Meu pai era de Turim e minha mãe de Alessandria. O pai dela era alfaiate militar, "tesoura de ouro" do exército italiano, descendente do marquês Maroni, da Espanha, matador de touros. Já o meu pai era filho de casamento misto de judeu com católica e livre-pensador. Lates era o nome de um riozinho que separa a Espanha da França. Quando a rainha Isabel deu seis meses para os judeus sefaradim saírem da Espanha e de Portugal, muitos deles atravessaram o riozinho e mudaram o nome para Lattes, acrescentando um 't'. Portanto, Lattes é nome judeu."

 

http://www.canalciencia.ibict.br/notaveis/livros/cesar_lattes_6.html

 

 

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¨Liberdade é a liberdade dos que pensam diferente¨ -- Rosa Luxemburgo

Hehehehe, eu agora sou "nazista" hahaha

Já começou a apelação rsrs. Eu cito exatamente Lattes a corroborar as críticas que muitos outros autores fazem ao plagiador Einstein. Obviamente, o fato dele, Einstein, ser judeu não quer dizer nada para mim.

Não sei se Lattes era judeu nem estou interessado nisso, pois, repito, não significa nada para mim.

PS: o texto citado acima é até falso quanto à conclusão: judeus terem eventualmente assumido o sobrenome Lattes não faz deste sobrenome um autenticamente judaico. Simples questão de interpretação básica do texto.

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Carlos Dias

Muito pior !!

 Tem gente que consegue ser  mais ridícula do que os que acreditam em divindades,  os agnósticos!!

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A resposta (Fredric Brown, 1954)

Acho que já postei aqui, mas vamos lá. Este é um miniconto que li pela primeira vez numa coletânea chamada "Máquinas que pensam", organizada por Isaac Asimov em 1984 ou 1985. Capturou para sempre minha atenção (e imaginação). O resto da coletânea é também muito bom, talvez ainda existam exemplares por aí.

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Dwar Ev soldou solenemente a junção final com ouro. A objetiva de uma dúzia de câmeras de televisão se concentrava nele, transmitindo a todo o universo doze enquadramentos diferentes do que estava fazendo.

Endireitou o corpo e acenou com a cabeça para Dwar Reyn, indo depois ocupar a posição prevista, ao lado da chave que completaria o contato quando fosse ligada. E que acionaria, simultaneamente, todos os gigantescos computadores da totalidade dos planetas habitados do universo inteiro – noventa e seis bilhões de planetas – ao supercircuito que, por sua vez, ligaria todos eles a uma supercalculadora, máquina cibernética capaz de combinar o conhecimento integral de todas as galáxias.

Dwar Reyn dirigiu algumas palavras aos trilhões de espectadores. Depois de um momento de silêncio, deu a ordem:

– Agora, Dwar Ev.

Dwar Ev ligou a chave. Ouviu-se um zumbido fortíssimo, o surto de energia proveniente de noventa e seis bilhões de planetas. As luzes se acenderam e apagaram por todo o painel de quilômetros de extensão.

Dwar Ev recuou um passo e respirou fundo.

– A honra de formular a primeira pergunta é sua, Dwar Reyn.

– Obrigado – disse Dwar Reyn. – Será uma pergunta que nenhuma máquina cibernética foi capaz de responder até hoje.

Virou-se para o computador.

– Deus existe?

A voz tonitruante respondeu sem hesitação, sem se ouvir o estalo de um único relé.

– Sim, agora Deus existe.

O rosto de Dwar Ev ficou tomado de súbito pavor. Saltou para desligar a chave de novo.

Um raio fulminante, caído de um céu sem nuvens, o acertou em cheio e deixou a chave ligada para sempre.

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This is not right. This is not even wrong!

(Wolfgang Pauli)

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Luis Sifer

Uma pequena aula sobre a

Uma pequena aula sobre a genese condicionada e estarão colocados de joelhos tanto o cientista pop quanto os comentaristas com suas conhecimentos limitados as religiões abraâmicas e monoteístas.

 

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wendel

Existe ????????????????????????????

Então eu perguntei-me: Existe um poder sobrenatural — uma mente arbitrária — um Deus entronizado — uma vontade suprema que governa as marés e corrente do mundo — a quem se curvam todas as causas?

Não nego. Não sei – mas não creio. Eu creio que o natural é supremo — que da corrente infinita nenhum elo pode ser perdido ou quebrado — que não existe poder sobrenatural que possa responder a preces — nenhum poder que a adoração possa persuadir ou mudar — nenhum poder que se importe com o homem.

Acredito que com braços infinitos, a Natureza abraça tudo–que não existe interferência — nenhuma possibilidade de que por trás de cada evento estão as causas necessárias e incontáveis e que além de cada evento estarão e deverão estar os efeitos necessários e incontáveis.

O homem deve proteger-se. Ele não pode depender do sobrenatural — de um pai imaginário nos céus. Ele deve proteger-se descobrindo os fatos na Natureza, desenvolvendo seu cérebro, para que ele possa superar os obstáculos e aproveitar as forças da Natureza.

Existe um Deus?

Eu não sei.

O homem é imortal?

Eu não sei.

Uma coisa eu sei, é que, nem a esperança, nem o medo, crença, nem negação pode mudar o fato. É o que é, e será como deve ser.

Aguardamos e temos esperança.

Quando fiquei convencido de que o Universo é natural — que todos os espíritos e deuses são mitos, entrou em meu cérebro, em minha alma, em cada gota de meu sangue o senso, o sentimento, a alegria da liberdade. As paredes de minha prisão desabaram, a masmorra foi inundada de luz e todas as fechaduras e barras e algemas tornaram-se pó. Eu não era mais um servo ou escravo. Não havia para mim mestre em todo o mundo — nem mesmo no espaço infinito. Eu estava livre — livre para pensar, para expressar meus pensamentos — livre para viver meu próprio ideal — livre para viver por mim mesmo e aqueles que eu amava — livre para usar minhas próprias faculdades, todos os meus sentidos — livre para abrir as asas da imaginação — livre para investigar, para adivinhar e sonhar e ter esperança — livre para julgar e determinar por mim mesmo — livre para rejeitar todos os credos ignorantes e cruéis, todos os livros “inspirados” que os selvagens tinham produzido, e todas as bárbaras lendas do passado — livre de papas e sacerdotes — livre dos “chamados” e dos “excluídos” — livre de erros santificados e santas mentiras — livre do medo do sofrimento eterno — livre dos monstros alados da noite — livre de demônios, espíritos e deuses. Pela primeira vez eu estava livre. Não existiam lugares proibidos em todos as áreas do pensamento — nenhum ar, nenhum espaço onde a fantasia não pudesse abrir suas asas pintadas — nenhuma corrente em meus membros — nenhum chicote em minhas costas — nenhum fogo em minha carne — nenhuma careta ou ameaça do mestre — ninguém seguindo os passos de outros — nenhuma necessidade de inclinar, ou adular ou rastejar, ou proferir palavras mentirosas. Eu estava livre. Eu permaneci ereto e sem medo, alegre, enfrentei todos os mundos.

E então meu coração foi invadido pela gratidão, pelo agradecimento e continuou apaixonado por todos os heróis, os pensadores que deram suas vidas pela liberdade da mão e do cérebro — pela liberdade de trabalho e de pensamento — por aqueles que caíram nos aterradores campos de guerra, por aqueles que morreram em masmorras acorrentados — por aqueles que subiram orgulhosamente as escadas dos patíbulos — por aqueles cujos ossos foram esmagados, cuja carne foi rompida e rasgada — por aqueles consumidos pelo fogo — por todos os sábios, os bons, os corajosos de todas as terras, cujos pensamentos e feitos deram liberdades aos filhos do homem. E então eu jurei segurar a tocha que eles tinham carregado, e mantê-la no alto, esta luz ainda deve conquistar a escuridão.

Sejamos honestos conosco — honestos para com os fatos que conhecemos, e vamos, acima de tudo, preservar a veracidade de nossas almas.

Se existirem deuses, não podemos ajudá-los, mas podemos ajudar nossos semelhantes. Não podemos amar o inconcebível, mas podemos amar a esposa, os filhos e os amigos.

Podemos ser tão honestos quanto somos ignorantes. Se formos, ao nos ser perguntado o que existe além do horizonte do conhecido, devemos dizer que não sabemos. Podemos contar a verdade, e podemos desfrutar da bendita liberdade que os corajosos conseguiram. Podemos destruir os monstros da superstição, as serpentes cissiantes da ignorância e do medo. Podemos expulsar de nossas mentes as coisas assustadoras que rasgam e ferem com bico e presa. Podemos civilizar nossos semelhantes. Podemos encher nossas vidas com feitos generosos, com palavras amorosas, com arte e música, e todos os êxtases do amor. Podemos inundar nossos anos com a luz do sol — com o divino clima da gentileza, e podemos drenar a última gota da taça dourada da alegria.

Fonte: Porque sou Agnostico - Site Bibliot3ca

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O esforço

Wendel...

Após relutantemente transpor o "Existe ????????????????????????????" iniciei a leitura de seu comentário.

Você se perguntou: é possível existir um poder sobrenatural, de mente arbitrária, que se sente num trono e governe o fluxo dos fluidos e das causas?

Sua resposta pra você mesmo: não sei.

Não me admira. Quem poderia saber?

Provavelmente só um um poder sobrenatural, de mente arbitrária, que se sentasse num trono e governasse o fluxo dos fluidos e das causas.

Primeiro porque não existe poder sobrenatural, posto que, toda manifestação é possível de ser explicada, senão pela ciência convencional ao menos pela ciência espírita.

Segundo porque não existe arbitrariedade e os fatos se sucedem como têm que se suceder malgrado opiniões controversas.

Terceiro porque o Deus num trono só pode ser fruto de cabeças colonizadas.

Quarto porque as correntes fluídas obedecem a padrões naturais não arbitrários

E quinto porque a causalidade é inerente ao livre arbítrio e antecede aos efeitos, estes sim, inexoráveis.

Parei por ali, no "não creio". Achei naturalíssimo você não crer. Se eu pensasse assim como você pensa, provavelmente, também não acreditaria.

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Tem o certo. Tem o errado. E tem todo o resto. (Cazuza)

valeu, wendel...

simplesmente maravilhoso tudo que senti desse teu comentário

deveria sim ser a linha da vida de qualquer pessoa, única, própria ou de cada exemplar com a sua, como acontece na natureza.......................................................................é assim o ambiente do qual surgimos

sem interações e, por conseguinte, sem implicações outras, a não ser pela plena liberdade de cada exemplar

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A física há muito tempo virou campo fértil para picaretas

Não chego a dizer que Hawking seja exatamente um picareta, mas não tem o peso científico que lhe empresta a imprensa. Existem físicos cujos trabalhos são muito mais importantes para a física do que os dele e que não possuem o mesmo respaldo na imprensa. A contribuição significativa dele parou nos anos 60, com os seus estudos sobre buraco negro e os cálculos sobre a origem do tempo.

Depois virou físico pop, surfando na ideia pop de ser um "novo Einstein", o cientista que Russell achava uma "besta quadrada, sem qualquer solução".

A relatividade é um plágio descarado do matemático francês Poincaré, com algumas considerações a mais, típicas dos ladrões de ideia, tanto que Einstein nunca ganhou nada pela relatividade. Todos os cientistas que verdadeiramente fazem ciência séria sabem disso. É standard na história da ciência a surrupiada desleal de Einstein aplicada sobre a obra intelectual do matemático francês Poincaré, esse sim, um homem da ciência inegavelmente brilhante.

No entanto, sobre Deus, Hawking provavelmente está certo, o que não é nenhuma novidade quando a declaração vem de um cientista. Todos os grandes cientistas dizem isso há um certo tempo para cá. Nem sempre cientistas eram ateus, mas isso virou moda, como se alguém precisasse da ciência para ser ateu. Coisa de gente que gosta de se auto-elogiar ou dar mais valor aos seus "feitos" intelectuais do que eles realmente têm.

Muitas pessoas comuns rejeitam a ideia de Deus sem precisar recorrer a baboseiras científicas, de veracidades, no mínimo, duvidosas.

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"É relativamente fácil suportar a injustiça. O mais difícil é suportar a justiça." Henry Louis Mencken.

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João Luis

Uma palavrinha sobre o trabalho de Einstein.

O problema fundamental que a teoria da relatividade restrita se propõe a responder, e que as revistinhas de divulgação científica não esclarecem, é o da transformação do campo eletromagnético quando ocorre uma mudança de referencial inercial. Ou seja, se o campo elétrico e o campo magnético têm um determinado valor no meu referencial, quanto valerão em outro referencial, ambos inerciais? Neste sentido, a teoria da relatividade restrita é o completamento da teoria do eletromagnetismo de Maxwell, de meados do século 19. Para se ter uma noção, o artigo original de Einstein se chamava "Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento".

O pioneiro desse trabalho foi Lorentz, que escreveu tais transformações em forma aproximada., cujo trabalho matemático foi aperfeiçoado por Poincaré. No entanto, nem Lorentz e nem Poincaré escreveram a forma exata das transformações de campo, isso por um motivo muito simples: não era a matemática que estava faltando, mas a interpretação física correta, em particular, o descarte da noção errônea de éter luminífero. Quem ofereceu tal interpretação foi EINSTEIN. Poicaré jamais compreendeu que não havia o tal éter. Lorentz leu o trabalho de Einstein e o compreendeu imediatamente, reconhecendo que a partir dali a física mudaria para sempre.

Quem reduz o trabalho de Einstein a uma tecnicalidade matemática prova que não entendeu qual foi  a sua contribuição. Einstein não realizou, em seu artigo da teoria da relatividade restrita, nenhum cálculo matemático fundamental que já não fosse conhecido. O seu artigo simplesmente interpreta -- pela primeira vez -- o significado das transformações do campo eletromagnético e mostra que essas transformações exigiam uma reformulação completa da física newtoniana. Tal reformulação, incluindo as equações de movimento para as partículas foi escrita pela primeira vez por Einstein, e não por Poincaré.

A ligação de Einstein com Hawking, que você tenta fazer sem muito conhecimento, se dá através da teoria da relatividade geral, e não da relatividade restrita. Essa teoria foi o fruto de um trabalho monumental que Einstein empreendeu por mais de uma década em intenso debate com outros físicos. Enquanto outros físicos tentavam modificar a teoria da gravidade newtoniana dentro do quadro da relatividade restrita, Einstein foi o UŃICO a perceber que isso era impossível, pois a existência de forças gravitacionais impedia a construção de referenciais inerciais. Em outras palavras, uma teoria relativistica da gravitação necessariamente deveria ser formulada em referenciais generalizados não inerciais. Para isso, ele teve que estudar teorias conhecidas como geometria riemanniana e paralelismo de Levi-Civita, que então se aplicavam a campos completamente distintos da gravitação. As chamadas equações de Einstein para o campo gravitacional são universalmente reconhecidas como uma contribuição COMPLETAMENTE ORIGINAL E ASSOMBROSA do intelecto de Einstein. Seus efeitos vêm sendo observados até hoje tanto na astrofísica quanto em aplicações da engenharia, como o GPS.

A compreensão da existência de buracos negros remonta ao próprio Einstein e a Schwartschildt na época da primeira guerra. A contribuição de Hawking não é propriamente sobre a teoria dos buracos negros, mas sobre a teoria quântica de campos em regiões de campo gravitacional muito intenso, em particular buracos negros. Ele percebeu que o campo gravitacional intenso perturbava todos os outros campos quânticos, gerando radiação, de tal forma que um buraco negro não seria completamente negro. Seu trabalho é muito importante mas extremamente técnico. Seus livros de divulgação científica atuais não valem nada e provavelmente nem foram escritos por ele. Suas observações polêmicas sobre Deus e outras coisas são mero marketing para vender livros.

Um verdadeiro cientista jamais usaria a frase "Deus provavelmente não existe", como você quis escrever. Em primeiro lugar, porque probabilidade é um conceito que se aplica a um espaço amostral, mas o universo é único e portanto não é possível falar de espaço amostral estatisticamente significante quando se trata da existência de Deus.

Para encerrar, as contribuições da  "besta quadrada" do Einstein não se resumem à teoria da relatividade. De fato, a própria existência de átomos era considerada no final do século 19 como uma comodidade para explicar certos fenômenos, e não como uma realidade física incontestável, apesar de todos os sucessos da mecânica estatística de Boltzman. A primeira prova considerada inconteste da existência de átomos foi fornecida por EINSTEIN na sua tese de doutorado sobre o movimento browniano, isto é, o movimento aleatório de grãos de polen em suspensão em álcool. Ele demonstrou que esse movimento aleatório é devido às flutuações de energia ciética das moléculas de álcool, fornecendo com essa observação uma das primeiras formas de cálcular o número de Avogadro, postulado mais de 100 anos antes mas sem valor conhecido. Com tal cálculo, Einstein não somente demonstrou a existência de átomos e moléculas, mas mediu a ordem de grandeza do seu peso.

Como se não bastasse, Einstein é, juntamente com Planck, o fundador da teoria quântica. Planck já havia estabelecido a existência de fótos ou, como dizia na época, quanta de luz. EINSTEIN foi o primeiro a associar a frequência desses fótons à frequência da onda eletromagnética correspondente, sendo assim capaz de explicar porque o fenômeno fotoelétrico não ocorre para a luz com um comprimento de onde muito baixo (os fótons não têm energia suficiente). Por esse trabalho simples mas profundo ele recebeu o prêmio Nobel. De fato, Einsteim poderia ter recebido 4 prêmios Nobel; além desse a respeito do efeito fotoelétrico, mais um pela relatividade restrita, outro pela explicação do movimento browniano e mais outro pela relatividade geral. Não recebeu porque a teoria da relatividade custou muito a ser aceita pela comunidade científica e por causa do antissemitismo reinante no mundo naquela época e até hoje.

Em suma, você não tem a menor idéia do que seja o trabalho de Poincaré, Einstein, e Hawking.

 

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Picaretas têm picaretas em alta conta

Até aí, nenhuma novidade.

Só irei comentar a distorção abaixo, pois o restante do comentário acima é a babada de ovo comum quando se fala em Einstein, enfim, lixo, senso comum, algo descartável:

"Um verdadeiro cientista jamais usaria a frase "Deus provavelmente não existe", como você quis escrever. Em primeiro lugar, porque probabilidade é um conceito que se aplica a um espaço amostral, mas o universo é único e portanto não é possível falar de espaço amostral estatisticamente significante quando se trata da existência de Deus."

Filhinho não cadastrado no blog, que tal se ater ao que está escrito de vez em quando? Faz bem ao debate e evita ser chamado de analfabeto funcional, você sabia disso?

Eu disse que Hawking provavelmente estava certo quanto à inexistência de Deus. Não disse que Deus provavelmente não existe. São afirmações diferentes. A afirmação que eu fiz é válida, sem qualquer problema. Ele, enquanto um dos muitos cientistas que falam coisas parecidas, está provavelmente certo. A afirmação se dirige ao que Hawking disse enquanto cientista. Portanto, temos um universo amostral bem definido.

Mesmo que se queira dizer que uma coisa implica a outra, dizer que Deus provavelmente não existe é uma afirmação absolutamente normal, sem precisar recorrer, falaciosamente e querendo mostrar inteligência sem ter, a afirmações nonsenses como "probabilidade é um conceito que se aplica a um espaço amostral, mas o universo é único e portanto não é possível falar de espaço amostral estatisticamente significante quando se trata da existência de Deus" hehehehe.

Essa baboseira aí, que vincula, sem fundamento ou lógica, mínima que seja, a noção de um "espaço amostral único", que não se disse o que significa, com não ser possível falar de espaço amostral estatisticamente significante quando se trata da existência de Deus, é pura enrolação, afirmação completamente sem sentido.

Por essa baboseira aí, nada que dissesse respeito ao universo poderia ser mensurado em termos probabilísticos, pois, segundo o nosso enrolão de plantão, o universo é um "espaço amostral único". Nossa, isso faz muito sentido rsrsrs.

Falou e não disse nada de relevante. Só picaretagem para enganar trouxa.

Não vou responder ao comentário, pois se trata de uma opinião motivada por questões subjetivas, um amor por Einstein que Freud explica. Deve ser a necessidade de ter um ídolo.

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João Luis

Portanto você tem um universo

Portanto você tem um universo amostral de uma única pessoa. Sabe tudo de estatística. Bravo.

Um pouco de lógica: se Hawking provavelmente está certo ao dizer que Deus não existe, então Deus provavelmente não existe. Isso é uma implicação. Mas eu entendo a sua confusão, é preciso um pouco mais do que não ser analfabeto funcional para compreender elementos de lógica.

Ser cadastrado no blog não faz com que você magicamente compreenda a teoria da relatividade para poder criticá-la. Desculpe decepcioná-lo.

 

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Respondendo ao usuário não cadastrado, que nada sabe de nada

Para não perder a oportunidade de comentar a sandice que é escrever coisas como "As chamadas equações de Einstein para o campo gravitacional são universalmente reconhecidas como uma contribuição COMPLETAMENTE ORIGINAL E ASSOMBROSA do intelecto de Einstein", escrita pelo perfil não cadastrado acima, um ignorante sobre o assunto e repetidor de clichês, inimigo da lógica e enrolão, cito afirmação de Jurgen Renn, um dos especialistas que estudam a vida e obra de Einstein:

"I had personally come to the conclusion that Einstein plagiarized Hilbert[.] [The] conclusion is almost unavoidable, that Einstein must have copied from Hilbert." [C. Suplee, 'Researchers Definitively Rule Einstein Did Not Plagiarize Relativity Theory', The Washington Post, (14 November 1997), p. A24.]

Outras citações existentes no livro "Anticipations of Einstein in the General Theory of Relativity", de Chistopher Jon Bjerknes:

"In a sense, Einstein had 'appropriated' Hilbert's contribution to the gravitational field equations as a march of his own ideas--or so it would seem from the reading of his 1916 Ann. d. Phys. paper on the foundations of general relativity."--Prof. Jagdish Mehra

* * *

"[Hilbert] would soon [***] pinpoint flaws in Einstein's rather pedestrian way of dealing with the mathematics of his gravitation theory."--Dr. Tilman Sauer

* * *

". . .Gerber, who has given the correct formula for the perihelion motion of Mercury before I did."--Albert Einstein

* * *

"Remarkably, Einstein was not the first to discover the correct form of the law of warpage [***] Recognition for the first discovery must go to Hilbert."--Prof. Kip Thorne

* * *

"No unprejudiced person can deny that, in the absence of direct and incontrovertible proofs establishing his innocence, Einstein must, in view of the circumstantial evidence previously presented, stand convicted before the world as a plagiarist."--Prof. Arvid Reuterdahl

* * *

"Thus, with what is known as the special theory, if we consider as paramount factor not the detail work but the guiding thoughts by which this was inspired, then the father of this special relativity theory was undoubtedly Henri Poincare. [***] In the general theory of relativity the basic thought is that of Mach, viz. the replacement in dynamics of the law of gravitation by a law of motion. But in what Einstein built upon this basis the influence of Poincare is again manifest. [***] And in view of all these facts one does not know at which to be most astounded: the magnanimity of Poincare who was always over-anxious that there should be recognition of the labors of those who reaped where he himself had sown, the apathy of his friends after his death, or the peculiar attitude of Einstein and his coterie, exemplified by Born of Goettingen, who refers to Poincare as one of those who 'collaborated' with Einstein in the development of the relativity theory!"--Robert P. Richardson

* * *

"From these facts the conclusion seems inevitable that Einstein cannot be regarded as a scientist of real note. He is not an honest investigator."--Prof. O. E. Westin

Pfiuuuuuuuuuuuuuuuuuuu....Einstein não passa de um PICARETA!!

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Rábula

 

Além de rábula versado desde direito canônico até direito interplanetário e metafísico o homem é um espanto. Teremos que conseguir que lhe ponham em um assento (de preferência no que foi de Sir Isaac Newton) da academia francesa de ciências.

Tal é seu conhecimento em física quântica que deixará os cientistas da área embasbacados com suas teorias “rabulaianas”. Teremos que emitir um alerta para que o pobre Hawking num gesto de amargura não acabe cometendo um tresloucado gesto – o suicídio!

O mundo seria mais feliz se não existissem indivíduos desta estirpe!

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Ui, o gaúcho ficou nervoso rsrs

Como péssimo leitor que é, ele achou que o que eu disse sobre Einstein é uma opinião só "minha" hahaha. Minha e, de resto, da comunidade científica de primeiro time.

Se soubesse o mínimo acerca do assunto, saberia escrever algo além de ressentimento idiota. Como não sabe, sobra o comentário descartável acima.

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Alagoano

Não ponha palavras na minha boca seu boçal

Tu é um cara pentelho que nem os pais aguentam e as mulheres fogem. Tem que ser alagoano (com perdão aos alagoanos de boa cepa - vocês não tem culpa do conterrâneo). Quanto a Einstein nem vou responder. Estude mais física quântica e mesmo a física elementar e depois venha fazer suas postagens geniais. Junte seus posts, coloque em um quadro e envie para o Massachusetts Institute of Technology. Ficarão agradecidos com sua modesta contribuição. Não é sempre que temos um gênio deste quilate. Um rábula-físico! 

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Gaúcho "tchê" bunda-lelê

Leia meus comentários e vê se aprende alguma coisa, arigó dos pampas "cinquenta com trinta" (cof cof cof). Vai se ferrar num espeto de churrasco, que é o que vc deve fazer de melhor, gritando "tchê" entre uma espetada e outra...

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Espeto

Me recomendas espeto de churrasco baseado em algum fetiche sexual que andas praticando? Guarde a experiência para ti. É chato expor a vida íntima para extranhos!

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Estranho é escrever "extranho" (sic)

Não que gostar de falar "tchê" entre uma espetada e outra também não seja rsrs

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claro

Minha e, de resto, da comunidade científica de primeiro time.

 

ddeve ser por isso que ele foi execrado de todos os livros de ciência e história,  todo mundo odeia ele..... Afinal, todos os cientistas que falam bem dele são idiotas, não é mesmo?

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¨Liberdade é a liberdade dos que pensam diferente¨ -- Rosa Luxemburgo

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