Comentário ao post “A indústria do anticomunismo na disputa política”
Não concordo que o nome da criança seja anti-comunismo. É simplesmente direitismo. Mas não é esse o ponto. Usando as palavras do Nassif, a indústria do anti-comunismo é mais uma indústria do que uma atividade propriamente política. Esse bate-latas fez o “poste” Haddad ganhar a eleição em São Paulo e não adianta insistir que um voto no Brooklin Paulista nunca vai valer mais do que outro no Jardim Ãngela.
O ponto é que os “analistas” da direita raivosa já se institucionalizaram na paisagem midiática, construíram uma série de alianças com o resto da mídia, na política, na academia, no empresariado. Eles podem ou não serem funcionais para os partidos da direita mas primeiramente eles serão funcionais para eles mesmos. Continuarão fomentando o interesse por seu produto e estarão em concorrência perpétua entre eles , cada um elevando mais alto o tom para chamar atenção da sua “clientela”. FHC e colegas fomentaram o início e o desenvolvimento dessa indústria. Agora, que sentem no formigueiro kkkk
Roberto Locatelli
5 de janeiro de 2014 2:42 pmPrisioneiros
Repito aqui, resumidmente, comentário que fiz no Blog da Cidadania.
Recentemente, Serra caiu na besteira de elogiar Dilma pela atitude dela em relalação à espionagem dos EUA. O resultado é que os direitistas ficaram furiosos com ele, fazendo comentários extremamente agressivos no Terra, IG, etc. Serra vestiu a camisa da direita, agora não pode mais tirá-la, senão não se elege nem vereador.
O mesmo ocorreu com a carcomídia, que formou um público cativo de direita e tornou-se prisioneira desse público.
Rui Daher
5 de janeiro de 2014 10:17 pmDireitismo
Verdade, Roberto. E voltando na memória há um momento exato em que isso se dá, passando do anti-comunismo, como antes víamos, para essa indústria direitista. Aos poucos foram proliferando os carinhas que percebiam boa comissão ao venderem o tal produto.
Algo como “a ADEG informa: saem Olavo de Carvalho e José Nêumane Pinto (Estadão) e entram …”, bem, todos aqueles que sabemos bem e, hoje, proliferam.
Até então havia uma concentração muito grande de gente de esquerda na mídia, nas universidades, na intelligentsia. Algum reaça ou oportunista, com alma de publicitário – talvez aí um pleonasmo – pensou: “é hora de dar espaço à direita e ao conservadorismo (outro pleonasmo?)”.
Daí, o que temos para o momento. Diria que até com vantagem para eles. Abraço.