Peço ajuda aos economistas de plantão: Porque os “analistas de mercado” sempre são tão reticentes quanto ao mercado interno?
Não esquecer que estamos falando do mercado japonês, que mesmo em crise não é qualquer porcaria! Outra perguntinha: Quem são e para quem falam os “analistas de mercado”?
PIB do Japão avança no 3o tri; mercado prevê lentidão
segunda-feira, 15 de novembro de 2010 10:13 BRST Imprimir [-] Texto [+]
Por Leika Kihara e Rie Ishiguro
TÓQUIO (Reuters) – A economia japonesa avançou no terceiro trimestre, apoiada em incentivos governamentais que impulsionaram o consumo no país ao final do período, sinalizando uma possível desaceleração já prevista por analistas.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu 0,9 por cento entre julho e setembro na comparação com os três meses anteriores, quando o aumento havia sido de 0,4 por cento. O resultado divulgado nesta segunda-feira também superou a média das previsões de analistas, que era de alta de 0,6 por cento.
Este foi o quarto trimestre consecutivo de alta, o que representa um crescimento acumulado de 3,9 por cento no ano, quase duas vezes maior que a taxa de expansão vista nos Estados Unidos no mesmo período.
O mercado espera que a economia japonesa possa estagnar ou apresentar ligeira contração nos próximos dois trimestres, como resultado de um iene forte, prejudicando as exportações.
Ainda assim, poucos analistas veem um retorno do Japão à recessão, apesar do alerta quanto aos riscos de uma economia frágil.
“O crescimento do terceiro trimestre se baseou fortemente na demanda interna, e isso sugere um abrandamento acentuado no último trimestre, quando o estímulo ao consumo perderá força, retardando o crescimento das exportações”, disse Junko Nishioka, economista chefe na RBS Securities.
PERSPECTIVA AMEAÇADA
O governo viu poucos motivos para comemorar. O ministro da Economia, Banri Kaieda, alertou que a desaceleração no crescimento internacional e o iene forte podem ameaçar as perspectivas do país.
“A economia do Japão está estagnada, com fraqueza na produção”, disse ele em comunicado divulgado após os dados.
A produção industrial japonesa recuou 1,6 por cento em setembro, mostraram números revisados. É o quarto mês seguido de queda, algo que, junto com a redução das exportações, prejudica a economia. Em agosto, o declínio foi de 0,5 por cento.
Destacando os efeitos do iene valorizado e das exportações reduzidas, a demanda externa líquida –ou exportações menos importações– não contribuiu com o PIB do terceiro trimestre. Entre abril e junho, a contribuição foi de 0,3 ponto percentual.
O consumo privado, responsável por cerca de 60 por cento da economia, subiu 1,1 por cento, o maior acréscimo em mais de um ano.
O uso da capacidade instalada da indústria japonesa caiu 1,1 por cento em setembro sobre o mês anterior, registrando o quarto mês seguido de declínio.
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