1 de julho de 2026

O conservadorismo e os prefeitos paulistanos

Por ArthurTaguti
 
 
De fato, é admirável a disposição que o paulistano tem de eleger políticos de gênero, etnia, classe social, preferência sexual (será?) variadas, o que não ocorre em outros lugares, mas isto não tira o rótulo de ‘conservador’ do paulistano.
 
No caso dele, o preconceito tem muito mais base social do que racial,o que não deixa de ser conservadorismo.
 
O morador de SP tem um preconceito grande contra frentistas, motoristas, cobradores de ônibus e porteiros nordestinos, que compõem a grande maioria dos migrantes. Passa a respeitar na medida em que este sobe socialmente.
 
Erundina era nordestina, mas ela era porteira? Gari? Ou era Professora da PUC?
 
E o Pitta? Era frentista? Balconista?
 
Tanto que o perfil do Haddad, classe média, formado na Sanfran, Professor da USP, foi escolhido a dedo.
 
Vimos negros, nordestinos, mulheres e supostos homossexuais se tornando Prefeitos, mas nunca se viu um sindicalista, um motorista de ônibus ou militante de movimento social Prefeito de SP.
 
SP é conservadora nesta medida.
 
Te aceita de braços abertos você sendo italiano, judeu, árabe, nordestino, japonês, mulher, homossexual, grego, e o raio que o parta, DESDE QUE você tenha um padrão social e profissional que a sociedade considera destacado.

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15 Comentários
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  1. Marco St.

    30 de outubro de 2013 8:30 pm

    Só São Paulo?

    E se substituirmos o nome da cidade de São Paulo por qualquer outra do Brasil teremos alguma mudança significativa?

    Acho que não.

  2. Lucas Gomes

    30 de outubro de 2013 9:09 pm

    essa mesma lógica explica

    essa mesma lógica explica porque o coronel da PM tão rapidamente recebeu solidariedades mil enquanto trabalhador perdia o olho sem causar bocejos aos governantes.

    também explica o porque tantos enchem a boca para falar que os manifestantes são violentos (quando não criminosos) enquanto que a polícia apenas “faz o que sempre fez” (pois vejam quanto tempo durou o tema do coronel nos blogs progressistas e vejam quanto tempo durou o assassinato do Douglas e do Jean. Não é apenas na midia corporativa que essa lógica persiste).

    1. Motta Araujo

      31 de outubro de 2013 1:43 am

      Nada a ver. O Coronel recebeu

      Nada a ver. O Coronel recebeu solidariedade porque ele representa o Estado, que somos todos nós, 99,9% da população que a ordem nas ruas e não baderna. A solidariedade da Presidente Dilma foi instutucional, não foi à pessoa fisica do coronel e sim à ordem publica que ele naquele momento representava e que vale muito mais que qualquer cidadão individual.

  3. emerson57

    30 de outubro de 2013 9:25 pm

    a culpa é do Kassab

    li no portal IG:

    Após prisões Kassab diz desconhecer fraudes na Prefeitura de SP

    se o portal IG (rima com pig) falou , deve ser verdade.

    ainda que, clicando no link, o corpo do texto diga isso:

    O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) divulgou nota nesta quarta-feira (30) dizendo que desconhece a investigação em curso na Secretaria de Finanças , mas apoia a apuração dos fatos e defende punição exemplar dos envolvidos. Kassab garantiu que sempre encaminhou qualquer suspeita de irregularidade ao Ministério Público e à Corregedoria-Geral do município.

    http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2013-10-30/kassab-diz-que-desconhece-fraudes-na-prefeitura-de-sao-paulo.html

    imagina na copa, ops….na eleicão!!!!!

     

  4. A.Araujo

    30 de outubro de 2013 9:34 pm

    Nada a ver. São Paulo é de

    Nada a ver. São Paulo é de LONGE a cidade mais aberta do Brasil, tanto para brasileiros de outros Estados como para estrangeiros, é a unica cidade verdadeiramente GLOBAL do Brasil, o conservadorismo não é da cidade, é do mundo,  ou vc acha que em Londres, Berlim ou Milão é diferente?

    Só POR EXCEÇÃO e por brilhantismo se admite um porteiro ou motorista como Prefeito , veja bem que não e origem mas sim o preparao e o aperfeiçoamento intelectual que tornam qualquer pessoa de origem humilde aceitavel.

    Pode ter sido porteiro mas com esforço e concentração conseguiu elevar-se, será perfeitamente aceito, o que não pode é um despreparado governar porque ninguem quer ser governado por um brucutu analfabeto.

    Ramsey Mac Donald foi Primeiro Ministro da Inglaterra, um dos Paises socialmente mais estratificados do planeta, filho de uma doméstica mas elevou-se intelectualmente. Aneurin Bevan tambem foi Primeiro Ministro inglês e era mineiro de carvão. Nos EUA Lincoln era de origem lenhador mas estudou e tornou-se advogado, Harry Truman era vendedor de camisas, foi Presidente duas vezes, era um homem sagaz e fez um bom governo.

    Esse papo sobre São Paulo é frívolo e superficial, tem muito mais ricos em S.Paulo de origem pobre do que em qualquer outro lugar do Brasil, o que paulista não aceita é ignorante querendo ser bacana, ai não dá.

  5. Fernando J.

    30 de outubro de 2013 9:36 pm

    Dá para estender o mesmo

    Dá para estender o mesmo raciocínio para a maioria das cidades do estado de São Paulo. E dá para entender muito porque LULA escolheu, a dedo, o Padilha para ser o futuro governador do Estado de São Paulo. Padilha é o sonho de consumo de todo marketeiro político: novo, formação acadêmica de ponta, sem passado político, e ainda por cima o cara é bonito. Já o Serra é o pesadelo de todo marketeiro político, tudo o que o Padilha tem de positivo o Serra é exatamente o contrário. 

    Padilha 2014. 

    1. Alon

      31 de outubro de 2013 10:25 am

      Formação

      Calma Fernando J., quando chegar a eleição você vai sabver realmente qual é a formação do Padilha.

       

  6. Jorge Nogueira Rebolla

    30 de outubro de 2013 10:14 pm

    Mais um adepto …

    … da phylosopha Marxilena Oiapoque, a acadêmica da vassoura. A que tem como preocupação única a masturbação sócio-filosófica do porquê do bom, belo e justo PT não obter em São Paulo os mesmos resultados eleitorais que nos grotões periféricos do país. Embora o Partido dos Trabalhadores tenha vencido as eleições municipais por três vezes em oito eleições diretas, contra uma vitória do PSDB, o Nosferatu da Moóca, em 2004.

    De 1984 a 2012 o PT foi o partido que mais elegeu prefeitos na capital paulista (1988, 2000 e 2012). Vocês não notaram isto até hoje?

    Quantas cidades brasileiras nos últimos vinte e cinco anos foram governadas por um gari, um motorista de ônibus ou uma costureira?

    P.S. A vassoura da acadêmica, neste caso, não é o seu meio de transporte, vocês pensaram isto, não pensaram. A vassoura é a ferramenta que utiliza para empurrar para debaixo do tapete tudo o que insiste em não se enquadrar nos seus conceitos, teses e teorias.

  7. ALON

    30 de outubro de 2013 11:20 pm

    Conservadorismo

    Por falar em conservadorismo, parabéns Nassif pela forma como você tratou o aumento do IPTU  aqui em São Paulo. Cada vez mais eu aconselho meu amigos a ler todos vocês da blogsofera ou, blogueiros progressitas. 

    Um grande abraço Nassif

    1. Alon

      31 de outubro de 2013 10:23 am

      Foi ironia

      Só pra deixar claro, foi ironia.

  8. Dudu Cartucho

    30 de outubro de 2013 11:21 pm

    Essa estorinha de

    Essa estorinha de conservadorismo em SP é alimentada pelo antipaulistismo. Nada a ver.

    Se baseando nas eleições presidenciais, o argumento principal, temos que observar que em 2002, 2006 e 2010 o PT enfrentou o governador de São Paulo numa disputa polarizada. Se fosse em outro estado essa situação, a diferença seria muitíssimo maior.

  9. Emilio GF

    30 de outubro de 2013 11:30 pm

    Já tivemos um prefeito negro.

    Já Salvador, com 72% de negros e pardos (odeio essa palavra, mas vá lá)…

    1. aliancaliberal

      31 de outubro de 2013 10:57 pm

      Alceu Collares foi governador

      Alceu Collares foi governador do RS e era negro, 

  10. Gunter Zibell - SP

    31 de outubro de 2013 7:34 am

    Olha só…

    Não existe isso de ‘suposto homossexual’. Em vida pública ou se é ou não se é.

    Ou a pessoal é homossexual declarado, como eu sou, como Wyllys é, como Daniela Mercury é, ou é alguém perfeitamente dentro da conformidade com a heteronormatividade, que impõe silêncio sobre a realidade.

    Então, para efeitos de discurso político de inclusão, imaginar-se que fulano ou sicrana são/seriam homossexuais não significa absolutamente nada. 

    Nada além, pelo menos, do que dizer: fulano ou sicrana não questionam isso e seus fãs e eleitores também não.

    Movimentos LGBT não cobram ‘outing’ (a prática de declarar-se LGBT) desde que @ polític@, @ atleta ou @ artista em questão não faça declarações homofóbicas nem a apoie com ações.

    Sabemos que paras várias profissões o ambiente é ainda muito ruim e as carreiras das pessoas devem ser respeitadas. Não é à toa que uma propaganda política em SP pegou mal pra caramba. Eu votei em branco nessa ocasião.

    Sendo assim, desde que não pise na bola, LGBT não declarado passa por simpatizante e pronto.

    Então, se a população de uma cidade votar em um ‘suposto homossexual’, está votando na manutenção de um sistema ainda excludente ou não muito intolerante. Mas inclusivo é que isso não é.

    Não vamos esquecer, também, que uma das campanhas à prefeitura de SP em 2012 buscou marcar bem o imaginário da família margarina: pai+mãe+filho+filha.

    Isso aconteceu porque o prefeito de saída, apoiador de antagonista, era solteirão? Porque o candidato governista B era solteirão também? Porque o candidato governista C era viúvo e casado pela segunda vez com alguém bem mais novo?

    Então vamos ser francos em relação a quem usa recursos “conservadores”.

     

  11. Assis Ribeiro

    31 de outubro de 2013 8:01 am

    Excelente,
    O Brasil é

    Excelente,

    O Brasil é conservador.

    Desde a nossa formação criou-se uma elite muito enraizada onde as grandes  mudanças só foram conseguidas por pressão internacional como a nossa abolição, fomos os últimos, e ainda assim por muita pressão da Inglaterra.

    O livro “casa grande e senzala” aborda com maestria esta condição.

    São Paulo como polo econômico e social e a partir do “Brasil Café” se tornou o centro do poder real e aí…

    “SP é conservadora nesta medida.

    Te aceita de braços abertos você sendo italiano, judeu, árabe, nordestino, japonês, mulher, homossexual, grego, e o raio que o parta, DESDE QUE você tenha um padrão social e profissional que a sociedade considera destacado.”

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