O fim das ilusões de se tornar um petro-Estado

A trajetória dos últimos governos na exploração do pré-sal, da esperança sobre o status de petro-Estado ao mega leilão fracassado sob Bolsonaro

Foto: Divulgação/Reprodução

Jornal GGN – Na contramão dos últimos governos, que pregavam o avanço do desenvolvimento nacional com o Brasil sob o comando da indústria petroleira, o governo Bolsonaro termina esta década com o mega leilão do petróleo fracassado.

O jornalista Mathias Alencastro, em sua coluna desta segunda (23), relembra o marco da década passada quando “Lula surgia com as mãos banhadas pelo ouro negro.” E a Petrobras “era a empresa mais valorizada do planeta”. 

Ao longo dos anos de exploração do pré-sal, o governo Dilma entra em cena e marca o ano de 2015 com a queda do preço do petróleo, na época, ação encarada como um acidente de percurso. Alencastro aponta que a situação seria rapidamente resolvida com a “ascensão do Brasil ao status de petro-Estado”. 

A trajetória dos negócios envolvendo o “ouro negro” nacional também é marcada pela transição dos Estados Unidos de importador a exportador de hidrocarbonetos, a expansão da economia chinesa e a pressão política e social na Europa. 

“O fim da ilusão do petro-Estado trará profundas mudanças nos discursos políticos. Para evitar o ridículo, a esquerda nacionalista terá de inventar outro motivo além do petróleo para explicar o intervencionismo norte-americano, e a direita liberal terá de parar de vender a privatização da Petrobras como a solução milagrosa para as contas do Estado”, escreveu Mathias Alencastro.

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12 comentários

  1. Mathias Alencastro pode explicar o porquê do intervencionismo americano no Brasil e na Venezuela? Será por pura ideologia judaico-cristã? Me poupe.

  2. Mathias Alencastro pode explicar o porquê do intervencionismo americano no Brasil e na Venezuela? Será por pura ideologia judaico-cristã? Me poupe.

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  3. Devemos agradecer não ser um petro-Estado , em geral eles “dá ruim” …
    O leilão do pré- sal , porque os gringos “vazaram” !?

  4. Tivesse o articulista a mais leve noção do poder e da extensão da indústria do petróleo e do que os americanos são capazes para manter a sua hegemonia, ele não seria tão breve nos seus comentários.
    Pensa que ainda estaríamos consumindo hidrocarbonetos em pleno século 21 se, comparativamente, permitíssemos o mesmo desenvolvimento tecnológico que experimentou a informática, por exemplo?
    Pensa, do que viveriam os nababos do deserto, com as suas riquezas em ouro puro e petróleo, se não tivessem o petróleo enquanto moeda?
    Pensa que poderíamos flutuar a grandes distâncias sem poluir e sem barulho se algumas das muitas patentes cuidadosamente engavetadas pudessem ser desenvolvidas.
    Hoje, continuamos batendo lata como há 130 anos, pelo menos, e sem perspectiva de inovação importante.
    Inovações são apenas perfumaria. Continuamos dentro da lata, soltando fumaça e fazendo muito barulho, como sardinhas animadas.
    Enfim, porque dá muito dinheiro a um grupo restrito e porque ilude a todos, consumimos petróleo.
    É mais cômodo.

  5. A área do pré-sal e a política de desenvolvimento econômico.

    O custo de produção petróleo e gás localizado abaixo da camada do pré-sal é muito elevado, principalmente para as empresas estrangeira que precisam ainda desenvolver uma tecnologia para a extração, e não conhecem a geologia da área, ao contrário a Petrobras.
    Se comparar com o custo das áreas terrestres, muitas empresas desistem na fase de análises dos projetos.

    O grande lucro da produção seria a possibilidade de gerar emprego, tecnologia, desenvolvimento econômico, na produção de equipamentos, máquinas, navios, helicópteros, plataformas, etc.o que não interessa para as empresas estrangeiras.

    Para o Brasil ainda tem a vantagem de permitir o equilíbrio das contas externas, já que não dependeria mais do petróleo importado para sustentar um longo período de crescimento econômico, o que não seria viável com a entrada das estrangeiras, já que além da importações dos equipamentos, máquinas, navios, plataformas, etc, ainda irão fazer a remessa de lucros, quando houver, dependendo dos preços internacionais do petróleo.
    O pré-sal só é viável, com a participação de uma empresa estatal e com nacionalização dos equipamentos e máquinas, navios e plataformas.

    Caso contrário o petróleo continuará lá por mais milhões de anos.

  6. A Vale do Rio Doce deveria ser encapada pelo Estado. A empresa é uma sugadora das riquezas nacionais, está contra o país e a favor da super-exploração, o quanto mais rápido e possível melhor para fazer dinheiro das riquezas e levar para fora. O Brasil no momento está à deriva. O governo é uma mistura de debilóides. Virou um manicômio todos os ministérios. E o exército terá que pagar pensão alimentícia para mais de 300 crianças e mulheres, a grande maioria crianças a partir dos 11 anos de idade, que os primorosos soldados verde-amarelos deixaram embuchadas no Haiti. Elas cediam para o sexo em troca de pratos de comida.

  7. Por que o Nassif publicou opinião tão vagabunda como está? EUA obrigou a Arabia Saudita a aumentar a produção de petróleo para derrubar a Vanezuela e Rússia. Os EUA não queriam outro estado nacional em seu quintal , como o Brasil, ainda mais industrializado e saindo da 13 para sexta ou quinta economia. E articulado com a China e a Rússia no BRINCS. Este e outros fatores geraram o golpe

  8. Isso de virar um petro-estado foi mesmo uma viagem na maionese. A maioria dos petro-estados do mundo não está em situação nada boa. Nem todos são uma Arábia Saudita.

    Se há tanta cobiça estrangeira sobre o nosso pré-sal, como anunciam os teóricos da conspiração, como explicar o fracasso do mega-leilão de Bolsonaro?

  9. Petróleo em águas profundas: Uma história tecnológica da PETROBRAS na exploração e produção offshore
    José Mauro de Morais / Brasília, 2013
    Acesse o PDF (19 MB) (http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/livros/livros/livro_petrobras_aguas_profundas.pdf)
    SUMÁRIO—-INTRODUÇÃO
    PERSISTÊNCIA, FRACASSOS E CONQUISTAS: NOTA INTRODUTÓRIA À HISTÓRIA DO PETRÓLEO NO BRASIL INVESTIMENTOS DE RISCO E A BUSCA DA AUTOSSUFICIÊNCIA EM PETRÓLEO
    CAPÍTULO 7
    A ERA DO PRÉ-SAL: AS DESCOBERTAS DE PETRÓLEO E OS DESAFIOS TECNOLÓGICOS NA PRODUÇÃO
    7.1. Histórico das descobertas no Pré-sal
    7.2. Implantação do primeiro sistema de produção no Pré-sal da Bacia de Santos
    7.3. Estratégias de coordenação de P&D no Pré-sal
    7.4. Os desafios tecnológicos na nova fronteira em exploração
    7.5. Fases do desenvolvimento da produção no Pré-sal da Bacia de Santos
    7.6. O Pré-sal e o novo ciclo de inovações tecnológicas

    ARTIGOS ESPECIAIS
    FUNDamENTOs DO PROgRama DE CaPaCITaÇÃO TECNOlógICa Em ÁgUas PROFUNDas (PROCaP)José Paulo Silveira
    O PROCAP foi criado, em 1986, com o objetivo de propiciar a capacitação tec-nológica da PETROBRAS, de seus fornecedores nacionais de equipamentos e serviços, de firmas internacionais com plantas produtivas no Brasil e de instituições de pesquisa nacionais para possibilitar, em trabalho integrado, o desenvolvimento de equipamentos, sistemas e processos de produção destinados a viabilizar a produção de petróleo de campos descobertos em águas profundas. Internamente, o Programa reuniu os esforços das áreas de pesquisa e desenvolvimento, exploração, perfuração, produção, engenharia, suprimento de materiais e equipamentos da PETROBRAS. Com essa forma de atuação, o PROCAP foi inovador ao viabilizar a integração de esforços e competências no âmbito da empresa e desta em relação a entidades externas, mediante a realização de projetos tecnológicos conjuntos. Um amplo movimento de articulação da inteligência e da criatividade interna e externa, para inovar mais rapidamente e a custos menores. Constituiu, assim, um novo modelo de gestão estratégica da tecnologia, em formato matricial, guiado pelos objetivos empresariais da PETROBRAS, com a finalidade de assegurar a conquista de capacidade tecnológica da empresa, necessária à produção de petróleo em águas profundas.
    O PROCAP não poderia ser criado sem a existência prévia de quatro linhas de desenvolvimento das capacidades tecnológicas e de gestão na PETROBRAS, a saber: a política de valorização e formação de recursos humanos; a política de Pesquisa e Desenvolvimento; a capacidade de gerir e implantar empreendimentos e a estreita articulação com a indústria.

    URL.:
    http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=18251

  10. Embrapii-Coppe assina primeiros contratos voltados para o Pré-sal
    Planeta COPPE Notícias Publicado em – 17/06/2015 Planeta COPPE Notícias

    Os primeiros projetos da Unidade Embrapii-Coppe de Engenharia Submarina são destinados à exploração de óleo e gás no pré-sal. Os três contratos iniciais da unidade, no valor de R$ 7 milhões, foram assinados com as empresas Petrogal Brasil S.A., FMC Technologies e TR Subsea, durante o lançamento da unidade, nesta quarta-feira, 17 de junho. Os estudos serão desenvolvidos por laboratórios da Coppe que integram a nova unidade.

    Segundo o diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, as metas da Embrapii e da unidade Embrapii-Coppe têm tudo para serem alcançadas de forma a satisfazer ao desenvolvimento do país. “Isso é muito importante, pois é uma forma de combater uma visão pessimista que existe em relação ao Brasil. Cultiva-se um pessimismo em relação ao país que nós temos que combater”, afirmou.
    …André Cordeiro também ressaltou os êxitos e conquistas da longa parceria entre a Coppe e a Petrobras no desenvolvimento de tecnologias inovadoras, que levaram a estatal brasileira ao protagonismo mundial em prospecção de petróleo em águas profundas.

    Citou como exemplos a validação do projeto experimental de boias de sustentação de risers, em parceria com o Laboratório de Tecnologia Oceânica (LabOceano), no campo de Sapinhoá, na Bacia de Santos; o desenvolvimento de risers flexíveis (Steel Lazy Wave Risers), em conjunto com o Laboratório de Análise e Confiabilidade de Estruturas Offshores (Laceo), e de risers para profundidades em lâmina d´água de 2.200m, em parceria com o Laboratório de Ensaios Não-Destrutivos, Corrosão e Soldagem (LNDC)…..

    …Soluções tecnológicas para superar desafios do setor

    Os três primeiros contratos assinados pela Embrapii-Coppe, que somam um total de R$ 7 milhões, incluem os recursos que serão investidos por cada uma das três empresas, os recursos repassados pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, bem como a contrapartida da Coppe. A Embrapii conta com R$ 90 milhões para investir na Unidade Embrapii-Coppe ao longo de seis anos.

    Para a Petrogal Brasil S.A., a Unidade Embrapii-Coppe desenvolverá pesquisa relacionada a sistema submarino de produção para campos típicos do pré-sal. O projeto, que terá duração de 3 anos e um custo de R$ 4,1 milhões, vai avaliar a viabilidade de levar para o fundo do mar uma série de equipamentos que hoje operam nas plataformas. Serão verificados fatores como capacidade de escoamento, logística, risco e viabilidade econômica. O projeto será realizado pelo Laboratório de Tecnologia Submarina (LTS), um dos laboratórios da Coppe que integram a unidade.

    O pré-sal também será o destino do trabalho que a Unidade Embrapii-Coppe vai desenvolver para a FMC Technologies. O projeto engloba a realização de ensaios com juntas dissimilares, que são aquelas feitas com materiais diferentes. O projeto, cuja duração é de 12 meses, terá custo de R$ 1,3 milhão e será realizado pelo Laboratório de Ensaios Não Destrutivos, Corrosão e Soldagem (LNDC).

    Para a TR Subsea, empresa criada em 2014 e instalada desde março deste ano na incubadora de empresas da Coppe/UFRJ, a nova unidade vai desenvolver um simulador para treinamento e operação de robôs submarinos. O trabalho terá duração de um ano e ficará a cargo do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce). O custo do projeto é de R$ 1,6 milhão.
    Sobre a Unidade

    A Unidade Embrapii-Coppe é resultado de uma parceria entre a Coppe e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), do governo federal, e tem como missão desenvolver projetos de engenharia submarina voltados para a exploração de óleo e gás.

    A nova unidade é uma das 13 unidades implantadas em parceria com a Embrapii, empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e ao Ministério da Educação (MEC). O objetivo é aproximar indústria, centros de pesquisa e universidades, estimulando a inovação e a transferência de tecnologia, com o desenvolvimento de novos processos, produtos e serviços. A unidade reúne, atualmente, 22 laboratórios com larga experiência na realização de ensaios e projetos de pesquisa na área de subsea.

    URL.:
    https://coppe.ufrj.br/pt-br/node/2302

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