Comentário ao post “O PT e o movimento dos sem partidos”
O problema da política tradicional com os movimentos de rua é qual o partido falará a língua que o povo quer ouvir.
Aí está maior dificuldade que os partidos e candidatos terão pela frente.
O PT chegou ao poder por ser o partido que mais verbalizava o grito das ruas por mudanças contra os resquícios da ditadura e a inserção social de milhões de excluídos.
Outros gritos fortes impediram que a vitória do PT e do seu discurso acontece antes da vitória de Lula em 2002, como a forte campanha de Collor e o seu mote de “caçador de Marajás” e “guardião da moralidade” que remete à sensação de que vivemos em um país conservador e de centro.
Outro ponto interessante é que o voto das cidades de interior e das regiões nordeste e norte foram essenciais para a vitórias presidenciais tanto de Collor, quanto as duas de Lula e mais a de Dilma. Dessa constatação deve se concluir que são exatamente nestes segmentos onde se encontrava a parte que mais exigia mudanças.
Agora que o PT realizou as principais transformações pretendidas pela sociedade e as exigências de mudanças não estão mais concentradas no nordeste, no norte e na pobreza é preciso que os partidos percebam os setores onde se encontram as necessidades e cobranças por avanços e transformações.
O PT tem a vantagem neste início de busca de uma nova forma de política pela sua característica nacional-popular que o distingue de qualquer outro partido político, e mais ainda , se procurarmos os nomes fortes de possíveis novos candidatos nos partidos não encontraremos nomes com esta característica fora do partido PT.
Essa característica do PT e a sua capilaridade bem maior faz com que seus candidatos sejam quase imbatíveis.
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