5 de junho de 2026

“O que estamos fazendo em Gaza, sabemos como fazer em Beirute”, diz ministro israelense

A declaração foi do ministro da Defesa, Yoav Gallant. E acrescentou: "quem vai pagar o preço são, antes de tudo, os cidadãos libaneses"
Na foto, o primeiro ataque de Israel ao sul do Líbano na atual escalada do conflito. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Israel vai “mudar a situação de segurança no norte” em meio a repetidos ataques do grupo libanês Hezbollah, disse o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), Daniel Hagari, no domingo (12), segundo o The Times of Israel.

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Por sua vez, o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, afirmou que “o Hezbollah está arrastando o Líbano para uma guerra”.

“Ele está cometendo erros […] Quem vai pagar o preço são, antes de tudo, os cidadãos libaneses. O que estamos fazendo em Gaza, sabemos como fazer em Beirute”, disse ele.

Para o porta-voz da IDF, o governo não permitirá que o quadro seja mantido de tal forma, ou seja, levando insegurança para os moradores israelenses daquela região. “Temos planos de ação para mudar a situação”, disse ele, citado pela mídia local.

Ele também alertou que o Hezbollah e o governo libanês assumirão a responsabilidade por qualquer ataque do Líbano. 

“Os cidadãos libaneses pagarão o preço desta anarquia e da decisão do Hezbollah de ser o protetor do Estado Islâmico”, disse Hagari, referindo-se ao Hamas. Além disso, destacou que o Exército israelense opera no porto de Gaza e ali coloca lançadores de longo alcance.

Hezbollah mantém frente

Enquanto isso, o chefe do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, disse no sábado (11) que o grupo usou novos tipos de armas e atacou novos alvos em Israel, ao mesmo tempo que prometeu que a frente contra Israel “permaneceria ativa”, relata a Reuters.

Além disso, ele indicou que havia a possibilidade de que os combates locais entre o seu país e Israel se transformassem numa guerra total. 

Expressou que o Hezbollah apresentou “uma melhoria quantitativa no número de operações, no tamanho e no número de alvos, bem como um aumento no tipo de armas”.

Segundo ele, o movimento utilizou um míssil Burkan, capaz de transportar uma carga explosiva de 300 a 500 quilos, e passou a utilizar drones armados.

Nasrallah também lembrou que o grupo atacou primeiro a cidade de Kiryat Shmona, no norte de Israel, em retaliação a um ataque aéreo israelense que matou três meninas e sua avó neste mês de novembro.

Com informações da Reuters e The Times of Israel

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Renato Santana

Renato Santana é jornalista e escreve para o Jornal GGN desde maio de 2023. Tem passagem pelos portais Infoamazônia, Observatório da Mineração, Le Monde Diplomatique, Brasil de Fato, A Tribuna, além do jornal Porantim, sobre a questão indígena, entre outros. Em 2010, ganhou prêmio Vladimir Herzog por série de reportagens que investigou a atuação de grupos de extermínio em 2006, após ataques do PCC a postos policiais em São Paulo.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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