Israel vai “mudar a situação de segurança no norte” em meio a repetidos ataques do grupo libanês Hezbollah, disse o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), Daniel Hagari, no domingo (12), segundo o The Times of Israel.
Por sua vez, o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, afirmou que “o Hezbollah está arrastando o Líbano para uma guerra”.
“Ele está cometendo erros […] Quem vai pagar o preço são, antes de tudo, os cidadãos libaneses. O que estamos fazendo em Gaza, sabemos como fazer em Beirute”, disse ele.
Para o porta-voz da IDF, o governo não permitirá que o quadro seja mantido de tal forma, ou seja, levando insegurança para os moradores israelenses daquela região. “Temos planos de ação para mudar a situação”, disse ele, citado pela mídia local.
Ele também alertou que o Hezbollah e o governo libanês assumirão a responsabilidade por qualquer ataque do Líbano.
“Os cidadãos libaneses pagarão o preço desta anarquia e da decisão do Hezbollah de ser o protetor do Estado Islâmico”, disse Hagari, referindo-se ao Hamas. Além disso, destacou que o Exército israelense opera no porto de Gaza e ali coloca lançadores de longo alcance.
Hezbollah mantém frente
Enquanto isso, o chefe do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, disse no sábado (11) que o grupo usou novos tipos de armas e atacou novos alvos em Israel, ao mesmo tempo que prometeu que a frente contra Israel “permaneceria ativa”, relata a Reuters.
Além disso, ele indicou que havia a possibilidade de que os combates locais entre o seu país e Israel se transformassem numa guerra total.
Expressou que o Hezbollah apresentou “uma melhoria quantitativa no número de operações, no tamanho e no número de alvos, bem como um aumento no tipo de armas”.
Segundo ele, o movimento utilizou um míssil Burkan, capaz de transportar uma carga explosiva de 300 a 500 quilos, e passou a utilizar drones armados.
Nasrallah também lembrou que o grupo atacou primeiro a cidade de Kiryat Shmona, no norte de Israel, em retaliação a um ataque aéreo israelense que matou três meninas e sua avó neste mês de novembro.
Com informações da Reuters e The Times of Israel
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