8 de junho de 2026

O que explica o fracasso dos militares no governo, por Luis Nassif

A única explicação, então, é que os Ministros militares estão contaminados por um ideologismo de guerra-fria, não das Forças Armadas, mas do próprio Bolsonaro,  considerando funcionários públicos como suspeitos

Institutos militares fornecem formação de elite, comparável aos institutos e universidades civis. Os institutos tecnológicos das 3 armas investem em pesquisas de ponta.

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Qual a razão, então, dos desastres reiterados de gestores militares na área pública?

No Ministério das Minas e Energia, o Almirante Bento Albuquerque fracassou amplamente não apenas na fiscalização, como na resolução dos problemas de energia no Amapá. Na Saúde, o general Eduardo Pazuello fracassou no seu próprio campo, a logística, deixando uma carga estratégica de insumos se perdendo em armazéns.

Ora, ambos os Ministérios possuem quadros técnicos que garantem a continuidade dos trabalhos, independentemente de quem seja o Ministro. O próprio ex-Ministro Luiz Henrique Mandetta, depois de um início desastroso, rendeu-se à racionalidade dos quadros técnicos.

A única explicação, então, é que os Ministros militares estão contaminados por um ideologismo de guerra-fria, não das Forças Armadas, mas do próprio Bolsonaro,  considerando funcionários públicos como suspeitos, por terem trabalhado para outros governos – e trabalharão para os próximos. Seja qual for a explicação, o comportamento de ambos desmoraliza, de saída, a ideia da suposta eficiência de gestores militares.

Já a submissão de Pazuello às humilhações impostas por Bolsonaro, não se explica. Ele participa do governo não apenas como Ministro, mas como militar da ativa. Sua submissão a ordens que implicam em aumentar as vulnerabilidades do país, a vida dos cidadãos, é desmoralizante.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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33 Comentários
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  1. Luiz Fernando Juncal Gomes

    24 de novembro de 2020 1:25 pm

    Comentário ao post “O general Pazuello não é bobo, mas também não é esperto nem tem estatura, por Luis Nassif”, em 10.06.2020

    Luiz Fernando Juncal Gomes 10/06/2020 at 14:49

    Falácia: “Generais têm formação sofisticada”
    Premissa: Generais são toscos, rudes, mal acabados, despreparados para a vida fora da caserna

    Faz uns 30/40 anos que ando feito Diógenes (404 AC – 332 AC) com uma lanterna na mão à procura do tal general “nacionalista, de formação e pensamento sofisticados, “.

    Desde que os generais fugiram pela porta dos fundos do Palácio do Planalto, em 15.03.1985, o que se encontra é uma profusão de Milton Tavares, Newton Cruz, Leônidas Pires, Augusto Heleno, Vilas Boas, Etchegoyen, Pazuzu. Não salva UM.

    Muitos anos atrás, dizia-se que determinado general, almirante ou brigadeiro pertencia à ala da “Sorbonne” das Forças Armadas, diferenciando-se dos demais, toscos e rudes, acabados a facão. Se houve algum dia, pode-se assegurar que foram extintos, assim como os dinossauros.

    Quando os “generais sofisticados” cometem a imprudência de falar sobre política, em vez de se limitarem a farda, bota e continência, invariavelmente invocam o “perigo vermelho” de uma forma tão medieval que fariam o senador Joseph McCarthy (1908-1957) entrar debaixo da mesa de vergonha. Estão perdidos na guerra fria do pós 2ª guerra, anos 1950, auge do Macarthismo. Não há sequer um arremedo de progressismo vindo da área militar.

    Quando toda a sujeira onde a família miliciana está envolvida vier à tona, o que vão alegar? Que não sabiam?

    E estão no Poder. E pior, pelo voto.

    ***********

    Atualização nesta data: general Mourão, como pode um negócio desses? Quer exemplo maior? É a prova cabal, contundente do rebaixamento/degradação inédito das instituições do país, não há uma única de pé, seja qual for.

    1. jura

      24 de novembro de 2020 10:52 pm

      Fala serio, velho, isso so e possivel num pais colonizado onde as forcas armadas sao comandadas pelo colonizador!
      Por essas e outras nao da pra falar em democracia, republica, estado de direito e nem gestao publica.

      O Estado nao esta a servico da nacao e o poder nao emana do povo, nem e exercido em seu nome.

    2. Boeotorum Brasiliensis

      25 de novembro de 2020 7:22 pm

      Caro Luiz Fernando,
      Ia comentar quando li o que você escreveu. Então, desisti, por desnecessário. Com a devida vênia, faço minhas as suas palavras.
      Deixo apenas um adendo: esqueceram-se, os tais, dos tempos em que precisavam deixar a fralda no quartel tamanho era o desprezo que despertavam na maioria nos passantes à simples visão do uniforme.

  2. Marco A.

    24 de novembro de 2020 1:25 pm

    Formação de elite?..De onde você tirou isso? Baseado em que? Voce já entrevistou um pesquisador que mostrou que os militares têm uma péssima formação, em todos os aspectos. Está em vídeo no GGN. Ele foi clarissimo: essa gente é um desastre. Digo eu: perigosos, aproveitadores, ineptos, incapazes. Conheci um, hoje quase general, que é uma lastima. Orgulha-se de ser filho de …general. Se acham uma casta. E de fato o são: de inúteis.

    1. JOSE DE OLIVEIRA GUIMARAES

      24 de novembro de 2020 9:35 pm

      Marco, você tem o link do vídeo que você citou?

      1. Luiz Fernando Juncal Gomes

        25 de novembro de 2020 12:54 pm

        Sobreo vídeo solicitado, confira abaixo:

        Comentário ao post “Xadrez do Poder Militar em países não desenvolvidos, por Luis Nassif”, de 16.06.2020

        Luiz Fernando Juncal Gomes 16/06/2020 at 16:14
        Algumas considerações a respeito:

        1) A íntegra do artigo “Sobre o patriotismo castrense”, 23 páginas, do eminente historiador Manuel Domingo Neto, Doutor em História pela Universidade de Paris. Professor da Universidade Federal Fluminense. Foi vice-presidente do CNPq.
        http://revistaperseu.fpabramo.org.br/index.php/revista-perseu/article/view/314/256

        2) TV GGN, 13.06.2020 – entrevista de 13.06.2020, com Manuel Domingos Neto, imperdível, são apenas 31’. Trecho (DEVASTADOR) do minuto 11:53 ao 15:51:
        (https://www.youtube.com/watch?v=NqNj0RfVkTM&t=946s)

        Nassif – E hoje, o que é que seria o pensamento dominante nas FFAA, ante esses dilemas com Bolsonaro e militares indo servir o governo?

        MDN – Vc dá um salto grande. A realidade de hoje me parece surpreendente, eu próprio que leio sobre isso há muito tempo, assim como meus colegas, também nos surpreendemos, não esperávamos tal coisa. Essa aterrisagem no mundo plano dos militares é absolutamente surpreendente e não creio que seja sustentável.
        O que permitiu isso, ensejou tal coisa? Eu acho que aquela geração de militares que tinham noções de Estado, que tinham noções de sociedade, TINHAM PORTE INTELECTUAL, foi substituída por uma geração formada durante a Guerra Fria e que chega agora ao MANDO. Essa geração é INTELECTUALMENTE MUITO MAIS POBRE, muito mais insensível aos dramas sociais, muito mais apegada, digamos que seria a geração meritocrática num ambiente de monopólio ideológico reacionário, tanto o Exército, formado a partir de 1964, ele alija o pensamento divergente, e isso empobrece os espíritos.
        Esses generais aí, a maior parte, são formados através de APOSTILAS, que servem para você tirar nota boa, ser bem classificado. General Pujol, p. e., já lestes alguma coisa do grande comandante Pujol? Comandante Pujol não escreve ao longo de sua vida, eu inclusive tento encontrar o que ele escreveu na ESAO e ECEME, até agora não consegui, mas o gal. Pujol e os outros,o que escrevem? Quais são os ensaios? Não há. Você procura um Lira Tavares, um Golbery, um Nélson Werneck, os mais reacionários, Juarez, vc procura mas não há.

        Não há exatamente intelectuais no Exército a partir de 1964, porque reina a pobreza, aquela meritocracia de caserna que é absolutamente dopada. Eu diria que hoje um oficial é formado com a mesma largueza mental do que um procurador ou um juiz.

        As inquietações relativamente ao país, me parece que sofrem aí uma bitola, uma bitola muito severa, ele é condicionado pela Guerra Fria, essa turma que está mandando hoje, é toda formada na Guerra Fria. É, portanto, fácil adquirir a noção de que há um inimigo chamado, já que o comunismo ficou defasado, arranja outro nome para a mesma coisa, põe aí Gramscismo ou Marxismo Cultural, ou outra palhaçada qualquer.

        Nassif – Quer dizer que aquelas grandes discussões, aquela geração dos clubes militares, vc tinha Juarez de um lado, Estilac Leal de outro, Ota Barbosa do outro, acabou, acabou essa diversidade que permitia essas discussões de temas nacionais?

        MDN – Evaporou completamente. (…)

        3) Nassif – “Peça 1 – o Poder Militar e impeachment de Dilma. (…) Se, apesar disso, apoiou Bolsonaro, cabe pensar detidamente em suas motivações.”

        Prováveis motivações – Folha, 10.07.2019, por Danielle Brant: “General Heleno diz que é uma vergonha militar da sua patente receber salário líquido de R$ 19 mil. Atual ministro-chefe do GSI recebia cerca de R$ 55 mil como diretor do Comitê Olímpico do Brasil entre 2011 e 2017”

        Creio que foi o mesmo general, um “sindicalista nato”, que confessou, indignado, que no restaurante, “era obrigado a escolher o prato pelo lado direito do menu, onde ficam os preços, devido à situação de “penúria” dos militares de alta patente. Nada como um polpudo contracheque extra para superar essa “augusta humilhação”.
        Se isso não explica tudo, é uma boa pista. Já são mais de 3 mil deles no governo. E subindo.

        4) Folha, 15.06.2020: A coluna de Hélio Schwartsman vai na mesma linha:
        Militares e a democracia

        Declarações e notas da elite castrense divulgadas nos últimos dias mostram que alguns de nossos generais ainda não entenderam o que é democracia e menos ainda o papel das Forças Armadas em uma.

        Primeiro foi o general Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria de Governo, que, em entrevista à revista Veja, afirmou que não há risco de as Forças Armadas desferirem um golpe, mas alertou que o “outro lado” não pode “esticar a corda”. Queixou-se especificamente de comparações de Bolsonaro a Hitler.

        Receio que Ramos esteja desatualizado quanto ao nível de liberdades democráticas em vigor no país. Até onde vai a teoria, a oposição sempre pode esticar a corda (o fato de poder não quer dizer que deva), e todo cidadão sempre pode comparar qualquer um a Hitler (também não quer dizer que deva). Aliás, Bolsonaro não fez outra coisa que não esticar a corda desde que assumiu o poder.

        Logo em seguida, o presidente Jair Bolsonaro e os generais Hamilton Mourão (vice-presidente) e Fernando Azevedo (ministro da Defesa) soltaram uma nota em que dizem que as Forças Armadas não aceitam tentativas de tomada de poder decorrentes de “julgamentos políticos”. Da última vez que abri a Constituição, vi que todos os cidadãos brasileiros estão obrigados a acatar decisões da Justiça, quer as considerem políticas, apolíticas, justas ou injustas. Pode-se discuti-las, lamentá-las, mas não desobedecer a elas.

        Eu esperaria que, a essa altura, os militares tivessem aprendido mais sobre as virtudes da democracia. Seu valor, é oportuno lembrar, não está nas figuras que elege —Collor, Dilma e Bolsonaro não me deixam mentir—, mas nos meios não violentos que ela oferece para que nos livremos de maus governantes. Eles são o voto, processos penais e eleitorais e o impeachment, todos perfeitamente legais.

        Em tempo, a Costa Rica decidiu livrar-se das Forças Armadas e vive muito bem sem elas.

        5) Por fim, imprimi o artigo do historiador Manuel Domingos Neto e a coluna do Nassif, que serão partes integrantes e sobretudo complementares do livro Forças Armadas e Política no Brasil, Ed. Todavia, 2005, edição revista e ampliada, de 2019, cuja leitura vinha sendo adiada, e agora torna-se imperiosa. Prometo começar amanhã, como bom procrastinador, se as centenas de lives diárias deixarem.

        Esse livro tem sido muito citado e comentado como indispensável para se entender o novo momento do país, entre outros. Se aquela durou 21, esta vai durar ao menos 30 anos, porque instituída pelo sufrágio universal, a pedido de 57,7 milhões de eleitores.

        A dignidade negociada por um contracheque extra.

      2. Marco A.

        25 de novembro de 2020 2:49 pm

        José, acho que já foi respondido. Mas segue a conexão da entrevista, aqui no GGN, do Manuel Domingos Neto, publicada em 5/10/2020: https://jornalggn.com.br/tv-ggn/tv-ggn-20h-as-novas-formas-de-intervencao-militar-entrevista-com-o-historiador-manuel-domingos-neto/. Há outros artigos do pesquisador aqui também. E depois de todos esses esclarecimentos, é lamentável que o editor desse sítio insista em propalar, repetir, insistir nessa falácia de “formação de elite” das academias militares brasileiras. Comparável às escolas civis!!! Só pode ser ironia afirmar uma estultice dessas. Essa é uma balela antiga, do final do séc. XIX, e parece que cola ainda hoje, como se lê aqui de uma pessoa que se pensa esclarecida.

    2. Regina Maria

      28 de novembro de 2020 6:27 pm

      Assino embaixo. Concordo em gênero, número e grau.

  3. Vladimir

    24 de novembro de 2020 1:42 pm

    A NSA sabe o que essa gente fez no verão passado.
    Isso, aliada a incompetência estrutural dos ocupantes daquilo que deveriam ser as forças armadas,explica todo o fracasso dessa gente.
    Quanto a pesquisa de ponta,bem,pelo andar da carruagem,essa gente só faz pesquisa de ponta de lança e olhe lá.
    São inúteis em sua essência,o resto é puro fetiche incutido durante séculos na cabeça das pessoas. Nada mais que isso.

  4. Luiz Fernando Juncal Gomes

    24 de novembro de 2020 2:01 pm

    Livro: Geopolítica da intervenção. A verdadeira história da Lava Jato. Fernando Augusto Fernandes. Geração Editorial, 2020.

    Capítulo 1. Geopolítica da Intervenção (p.17/18)

    Os Estados Unidos saíram fortalecidos da 2ª Guerra Mundial, longe de seu território e assumiram um poder maior na Geopolítica Mundial. Os militares brasileiros, antes influenciados pelas escolas militares francesas, passaram pelas escolas americanas e pelo Pentágono.

    O Golpe de 1964 não foi realizado em 1º de abril de 1964. Ele eclodiu naquele dia, mas foi gestado muito antes e demorou para se consolidar. A gestação da “Doutrina de Segurança Nacional” foi formada pelos americanos que usaram seu poder geopolítico para incutir nas Forças Armadas brasileiras uma doutrina que lhes convinha.

    Os americanos continuaram em guerra, a Guerra Fria, absorvendo princípios da doutrina nazista. Hitler se lançou em uma guerra total que seria pela sobrevivência do povo alemão, criando a coesão que havia faltado na 1ª Guerra Mundial. Segundo Ludendorff, um dos ideólogos alemães, essa guerra absoluta “é a suprema expressão da vontade de viver de uma raça”.

    A “Doutrina de Segurança Nacional” buscava conceitos de Nação e de bipolaridade na geopolítica pangermanista, em que o Estado seria como um organismo vivo que necessita de espaço para expansão, um “espaço vital” – a superioridade da raça germânica e a absoluta necessidade de possuir colônias” – defendia Ratzel. “A guerra é o único remédio para nações doentes”, era a frase de Von Treitschke.

    Em 1964, os militares brasileiros se dividiam em dois grupos: um, mais intelectualizado, ligado às escolas superiores das Forças Armadas, apelidado de “Sorbonne”, do qual participavam Golbery do Couto e Silva, Admar de Queiroz e Cordeiro de Farias; e o outro, mais ligado à tropa, formado por generais e coronéis de “cultura militar”. Para o general Golbery do Couto e Silva, a guerra contra o comunismo era uma guerra total e permanente, travada nos planos político, econômico e psicológico. No trecho a seguir, de sua obra, podem-se perceber as influências americanas carregadas das mesmas ideias pangermanistas, ideias que pareciam passado, mas que se desencapsularam nas eleições de 2018 no Brasil.

    (…)
    Fernando Augusto Fernandes é advogado e cientista político.

    1. jura

      24 de novembro de 2020 9:17 pm

      Ta tudo certo, mas esse grau de penetracao de um pais nas forcas armadas de outra nacao so e possivel no colonialismo. Caso contrario a nacao dominada nao permitiria a traicao de seus oficiais comandantes.

  5. Eliane Magalhães

    24 de novembro de 2020 2:18 pm

    Desde 03/11, não temos notícias do Pazuello. Foi internado em 30/10 com covid em um hospital privado. Em 01/11, recebeu alta do DF Star e foi para o hospital das FFAA. Em 03/11, foi dito que iria para casa onde seria monitorado e nada mais se falou. Só eu acho que ele está sendo mantido preso e incomunicável ou que está morto?

    1. Marco A.

      24 de novembro de 2020 3:50 pm

      Por que estaria “preso e incomunicável”? Ele é um capacho, um servil, a escumalha social em pessoa. Está ali por dinheiro, pelo enriquecimento fácil. Basta cumprir o trato mafioso. E ele o fará, pois é isso o que lhes é ensinado nas tais academias elogiadas pelo editor. O Capachao é a flor desse parasitismo militar.

  6. Rafael Ramos

    24 de novembro de 2020 2:24 pm

    O neoliberalismo virou o positivismo do século XXI, uma ideologia que só existe aqui, bem popular entre a classe média e os militares. Nenhum lugar do mundo se fala mais disso, mas os milicos e a os setores médios da América Latina tem como sua ideologia.

    Sempre que eu leio, escuto ou vejo os analistas de economia da grande mídia, sempre tão previsíveis e iguais, dá aquela nostalgia de Machado de Assis. Só ele entendeu os Quincas Borba de outrora e de agora.

  7. Juruna

    24 de novembro de 2020 2:25 pm

    A resposta é mediocridade, “alma” pequena. Trocam saberes e história pessoal por meras vantagens passageiras: gosto pelo poder e visibilidade, temperada por visão ideológica tacanha. São tão mesquinhos e pequenos que não percebem sequer o dano que seus interesses pessoais causam à instituição militar. Mas, não é nada que essa instituição não mereça por formar quadros com essa mentalidade e essa vaidade toda. Ainda bem que, mais dia menos dia, eles passam. Mas os males que causarem para o país e para a caserna ficam.

  8. Jackson da Viola

    24 de novembro de 2020 3:00 pm

    O mundo, a ciência e tecnologia, a humanidade como um todo, apesar dos surtos de imbecilidade passados, atuais e futuros, evoluíram nestas ultimas décadas…os milicos e sua”ciência”, na maioria dos casos, estão amarrados na guerra fria(a da URSS ou CCCP)…E com os mesmos argumentos estapafúrdios encontraram uma nova guerra fria pra chamar de sua, tenho a impressão…De uma certa forma estão “ancorados” nos anos 60/70, a sociedade foi, eles ficaram…Problema geracional e principalmente de formação…que tem que mudar, como a das policias…Cultivam a ignorância mas com i maiúsculo, buscada com disciplina, esforço e perseverança…

  9. Antonio

    24 de novembro de 2020 4:19 pm

    Com os salários congelados, daqui uns dias a remuneração de um funcionário público vai dar pra comprar somente uma cesta básica e olha la se der pelo menos pra isso.

    Nao sei onde vai parar. Um absurdo. A carne nao da pra comer todos os dias. As verduras um absurdo e ele numa boa.

    É verdade que muitos funcionarios foram na onda do discurso golpista da elite do atraso e resolveram votar nesse lixo

  10. Roberto Monteiro

    24 de novembro de 2020 4:22 pm

    Se, ao seguir a cartilha a milicada já é desastrosa e incompetente, imagine quando fogem da cartilha e tem que mostrar serviço de verdade… a mim esses pelegos fardados não enganam…

  11. Hccoelho

    24 de novembro de 2020 4:28 pm

    Não entendo de forças armadas, mas está, sempre esteve, claro que sua participação no governo é desastrosas para o país e para eles. Como vemos, outra vez.
    Deve haver algum gênio entre eles, mas será exceção. Na maioria são simplórios.
    E participar de um governo que tem um araujo ou um sales, sem esquecer a damares, depõe contra qualquer cidadão que se diz do bem.
    Três coisas simples resolveriam noventa por cento dos graves problemas do país, parece lógico e fácil:
    1 militar se reservar ao quartel, ali é seu lugar;
    2 juiz cumprir a lei e em lugar de procurar punir o réu, garantir, sua obrigação, que ele não está sendo massacrado por um agente da lei do estado; e
    3 soldado preto e pobre, como nós, não ter ódio de preto e pobre.

  12. Hccoelho

    24 de novembro de 2020 4:38 pm

    Já está explicado: não estão minimamente preparados para postos civís.
    Sempre que se fazem governo causam desastres. Sempre.
    como estamos vendo e sofrendo agora.
    E participar de um governo com araujo, salles, damares, etc, desmoraliza qualquer cidadão.
    Até guerra têm que ter um superior civil, senão é desastre, como todo país civilizado faz.
    Três coisas que quase consertariam o país, simples, fácil e lógico:
    1 militar nos quartéis;
    2 juiz que garanta que o réu não está sendo massacrado ilegalmente por agentes do governo;
    3 soldados pretos e pobres, como nós, aprender a não ter ódio de preto e pobre.

  13. RONALD

    24 de novembro de 2020 4:45 pm

    precisa explicar? eles só tem um objetivo: $$$$$$$$$$$$$

  14. Rodrigo R.

    24 de novembro de 2020 5:11 pm

    O que explica o fracasso dos militares no governo? É que são fracassados em qualquer ambiente, e se fracassados forem para o governo serão fracassados no governo. Um fracassado colocado na Estação Espacial Internacional será um fracassado espacial. Os milicos são típicos funcionários públicos barrigudos, bundudos e desmotivados; mal formados, incultos, se auto idealizam sem bloquear o mundo de frustrações presas (ou nem tão presas assim: Bozo abriu os armários para a exposição de profundas perversões sociopáticas no país todo, antes reprimidas.) Não é só no governo que são fracassados; que fazem de bom em QUALQUER COISA? NADA. Não protegem fronteiras, não protegem o patrimônio natural, não desenvolvem tecnologias, suas escolas e institutos de ensino superior são decadentes e medíocres, eles não tem um sentido de vida, é uma classe parasitária, vagabundos mesmo, para colocar as coisas de forma mais direta, como é, em geral, todas as sociedades coloniais atrasadas, com os mesmos pensamentos pusilânimes da população em geral direitista. Boa parte dessa imensa turma de direita (e esquerda também) que mama nas tetas do Estado pela farra dos concursos públicos (a loteria de emprego para os fracassados), quando todos os defensores de estado mínimo desaparecem e, abraçados com as esquerdas, sonham com seu carimbo, tinta fresca, cafezinho, fax, todos os feriados para coçar em casa, estabilidade inquebrável, enfim, aquela coisa medíocre da sociedade brasileira, que tem macunaíma no sangue, todos “com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar” ou “as pessoas da sala de jantar são ocupadas em nascer e morrer”. Os militares brasileiros estão perfeitamente adaptados à acomodação barriguda que esses versos sugerem. Não duvido que logo deixem de treinar lutas e tiro, que cursinho de engraxate, faxina e rotinas administrativas deve ser mais útil a eles. NÃO TENHO RESPEITO NENHUM POR ESSA CLASSE MILITAR, NÃO ÓDIO, MAS REPUGNÂNCIA.

    1. Marco A.

      24 de novembro de 2020 7:54 pm

      Palmas. De pé.

  15. Didico

    24 de novembro de 2020 7:50 pm

    Esses militares não tem competência nem pra engraxar as botas dos yankees.

  16. jura

    24 de novembro de 2020 9:06 pm

    O papel das forcas armadas no colonialismo e defender o colonizador.

    Nao existe anti-ministerio, os ministerios tambem obedecem o colonizador.

    Para que as forcas armadas e os ministerios trabalhem para o povo, e necessario que sejam do povo, e nao do colonizador.

    A constituicao de 88 diz que o poder e do povo, mas ela ja foi rasgada com o povo faz tempo.

  17. Éder Luiz Martins

    24 de novembro de 2020 9:20 pm

    Eu acho que a formação das Academias é uma e o dos institutos tecnológicos é outra. Tive umgrande amigo que cursou 03anos na Escola de Cadetes de Campinas e mais 04 na Academia Militar das agulhas negras, isso entre 1986 e 1992. a formação está centrada nas chamadas ciências militares e em ciências exatas. A formação em Ciências Humanas e fundamentalmente em Geopolítica respondia, à época, ainda a Doutrina da Segurança Nacional e aos estigmas da Guerra Fria. O perigo do comunismo dava coesão a todos. Ele faleceu em 1994, quando era 2º tenente. Em 2012, já como professor universitário participei de um curso, ministrado pela Escola de Comando e Estado Maior do Exército – ECEME- com meus alunos sobre direitos humanos em tempos de Guerra, na Especex em Campinas . Tive oportunidade de conversar com vários oficiais superiores (Tenentes Coronéis e Coronéis), um deles hj é Gal. de Divisão e comanda o setor de comunicaçãodo Exército. Me disse que a questão da Segurança Nacional ainda pautava a formação dos oficiais, e naquele momento agravado pela questão da comissão da verdade, considerada por eles como revanche dos terroritas de esquerda, personificado na figura da presidente da República. Outro coisa importante, eles também passaram a estudar emescolas liberiais de economia, FGV-Rio e Insper. Não existia nenhuma possibilidade de discutir projeto de desenvolvimento nacional ou coisa que o valha. Na verdade, e isso é uma interpretação minha, eles entendem que cabe a eles,forças armadas de país periférico, a defesa interna e que a subordinação aos EUA faz com que a defesa da região cabe aos americanos. Em suma eles tem clareza que são policiais com armammento e formação melhor que as forças públicas, cuja missão ainda é combater a subversão, seja oque isso signifique hj.

    1. Marco A.

      26 de novembro de 2020 3:24 pm

      Em resumo, os milicos são a favor da capachização do País aos interesses do capital. O que é isso se não uma MÁFIA ?! E acrescento: aproveitam-se pessoalmente disso, locupletam-se com a submissão aos interesses do dinheiro. E estão armados e nos ameaçam a nossa custa, pois somos nós que sustentamos essa MÁFIA de vendilhões!

  18. Robson Santos Dias

    24 de novembro de 2020 11:21 pm

    Olha, também tenho dúvidas da formação de alto nível dos oficiais brasileiros. Tem excelência em áreas específicas de engenharia, que são abertas a civis. Agora, a formação da Aman, por exemplo, dá indícios de formacao abaixo da mediocridade. Bolsonaro é o indício mais evidente, mas há outros. A Revista Acadêmica da Aman, por exemplo, possui artigos que qualquer faculdade de interior recusaria por não cumprir os requisitos mínimos de rigor científico. São artigos ufanistas, mal referenciados, mal escritos. Até meus alunos de ensino médio federal são capazes de produzir trabalhos de melhor qualidade.
    Tem que abrir a caixa preta da formação militar no Brasil. Me parece que existe muita ilusão sobre o nível dos oficiais. A sociedade civil brasileira tornou-se complexa e em alguns níveis, sofisticada. Os militares pararam no positivismo do século XIX.

  19. Schell

    25 de novembro de 2020 6:58 pm

    Pelos comentários anteriores, está delineada a razão para o fracassos dos miliquentos que se empoderaram com o bolsonazi: eles mesmos.
    Sempre foram esfarrapados mentecaptos a serviço do nada fazer: afinal, a caserna é amplo clubinho onde nada se fez, se faz ou se fará em prol do estado democrático de direito.
    E se o naturalizado aquele, ministreco sem-educação por algum tempo, oriundo da “academia” (façam-me o favor) a ela tiver regressado como “coordenador” ou coisadoofício, então, está comprovada a deseducação, a inépcia e a inaptidão dos olivais pela democracia.

  20. sergio a b

    25 de novembro de 2020 9:17 pm

    Eu explico de uma forma muito simples.
    Um dia um militar que deveria ser expulso do exercito ,não o foi . Ao inves de ser expulso foi aposentado com uma promoção. Isto é o nosso exercito, precisa desenhar ?
    Passam se os anos e hoje estamos onde estamos.
    E necessária alguma analise mais sofisticada pra entender as coisas?

  21. Yuri Berezovoy

    27 de novembro de 2020 12:42 am

    A raiz da questão que estamos a fugir é o próprio conceito de autoridade. Por ciência, antropologia ou psicologia, todas as formas de um humano se considerar autoridade sobre o outro implicam necessariamente em violação de sua soberania e Direitos. Autoridade não é compativel com o firmware humano – Milgran, estudo da prisão de Stanford – quem está na posição de autoridade abusa e faria coisas que normalmente sua moral nao permitira, e quem está na posição de submissão executa ordens que vão além do que moralmente aceitariam. Militarismo, governos ou cultos todos são estruturas de pirâmide, com suas hierarquias e compartimentalizações, todos em sua ignorância desejando competir por ser Deus. O motivo do militarismo não funcionar é o mesmo de nenhum governo na historia da humanidade jamais ter entregue justiça, igualdade e liberdade plena – pois é uma impossibilidade por design. Devemos repensar nossos valores e abandonar as crenças dogmáticas e limitantes em autoridade e relativismo moral.

  22. sergioa

    27 de novembro de 2020 12:24 pm

    Inteligência e competência contrastam com o uso de farda. São valores excludentes.

  23. JP

    28 de novembro de 2020 10:36 am

    Temos de arregacar a manga e trabalhar para criar uma economia digna, trabalho justo aonde tenhamos: . – bom teto sobre nossas cabecas; boa comida na mesa (sem agrotoxicos); bom saneamento( agua potavel, toilete seco), horta no quintal, boa educacao (creches, escolas primarias, secundarias, tecnicas, universiddes ) publica, saude com prevencao e bons tratamentos primarios e hospitalar (SUS forte), jurisprudencia aonde a justica reine ao inves de politicagem judicial, miltares que defendam a patria e seus habitantes/cidadoes e a integridade nacional e sua soberania ( nao ter escravos trabalhando para a aeronautica, como o DCM reportou num artigo de hoje)…Enfim temos que deixar bem claro que o estado e laico e de direito.
    Quando vamos eleger pessoas, que sao eticas e teem moral que embasa suas acoes? quando vamos ter a etica e moral como alicerce de nossas atividades diarias? Como vamos manter os nossos sonhos e melhorar a realidade?
    Dizem que somos conservadores e cristaos; nao conheco nenhum conservador e nenhum cristao. Se fossemos conservadores, nao estariamos na pindaiba economica e financeira e escravizados pelos banqueiros de bancos tradicionais e online. Se fossemos cristaos, nao teriamos fome, violencia, policiais e segurancas matando a torto e a direito, alem de estrupos, traficantes de drogas, prostibulos e politicos que nao se preocupam com o povo e um apagao de muitos dias (dando a empresa privada apoio pra continuar roubando o erario nacional e do estado).
    Basta. Acordemos e demandemos o afastamento de todos esses politicos, juizecos, militares, etc…ja!
    Com mascara e distanciamento, POVO NA RUA!

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