5 de junho de 2026

O terrorismo da imprensa produziu frutos. Os jornalistas responderão pelos crimes que instigaram?

Não é de hoje que a imprensa ataca sistematicamente o PT para tentar influenciar eleições ou, no mínimo, para beneficiar eleitoralmente o PSDB. O fenômeno ficou tão evidente que já acarreou a publicação de alguns livros. A Ditadura Continuada – Fatos, factoides e partidarismo da imprensa na eleição de Dilma Rousseff, de Jackson de Alencar, publicado pela editora Paulus,  é uma das melhores e mais bem fundamentadas obras sobre o assunto.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Até a presente data a imprensa nunca tratou a corrupção do PSDB (Mensalão Tucano de Minas Gerais, Roubalheira do Metrô em São Paulo) com a mesma insistência e virulência dispensou ao caso do Mensalão Petista e as suspeitas de superfaturamento da refinaria de Pasadena. O tratamento diferenciado e discriminatório que a imprensa a dá aos petistas em relação aos tucanos não é casual, nem apenas fruto da liberdade de imprensa. As virtudes dos governos Lula e Dilma raramente são noticiadas pelos grandes veículos de comunicação. Os jornalistas e telejornalistas fazem de tudo para criar uma imagem exageradamente negativa do PT, preservando a aura de compromisso republicano do PSDB.

Reinaldo Azevedo, Olavo de Carvalho, Diogo Mainardi, Rachel Sheherazade, Danilo Gentili, Demétrio Magnoli e Rodrigo Constantino nunca demonstraram qualquer compromisso com a isenção jornalística ou com a ética profissional. Muito pelo contrário. Há centenas de textos produzidos por eles pregando abertamente o ódio ao PT, aos petistas e ao petismo.

O ódio político é a matriz do terrorismo, o jornalismo engajado é sua principal ferramenta. É por isto que podemos dizer que o terrorismo praticado pelos jornalistas diariamente nos últimos anos deu seu primeiro fruto. Refiro-me ao sequestrador que aterroriza um Hotel em Brasília exigindo a queda de Dilma Rousseff para libertar os reféns que fez: 

http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/09/hotel-em-brasilia-e-esvaziado-apos-homem-fazer-funcionario-refem.html

É criminosa a atitude do rapaz que pretende violentamente influenciar o resultado da eleição presidencial. As autoridades devem tratá-lo com rigor, mas dentro da Lei. O sequestrador não precisa ser abatido a tiros, nem tampouco espancado ou humilhado. Ele precisa ser convencido a se entregar, contido de maneira civilizada e preso como um criminoso qualquer. Depois, ele responderá processo crime na forma da Lei pelos atos que praticou. Mas isto não basta. 

Os jornalistas que instigam o ódio ao PT ajudaram a fazer a cabeça do seqüestrador. Eles também devem responder pelos seus atos. Eles são, de certa maneira, os co-autores intelectuais do crime que ele cometeu. Caso os articulistas e jornalistas em questão não respondam pelo ódio que instigam e que se tornou real, episódios semelhantes virão a ocorrer com consequencias nefastas para a paz pública no país. 

Fábio de Oliveira Ribeiro

Fábio de Oliveira Ribeiro, 22/11/1964, advogado desde 1990. Inimigo do fascismo e do fundamentalismo religioso. Defensor das causas perdidas. Estudioso incansável de tudo aquilo que nos transforma em seres realmente humanos.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados