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Jornal GGN – Após ser denunciado em esquema de desvio de R$ 7,7 milhões no programa de reassentamento de famílias nas obras do trecho sul do Rodoanel, o ex-diretor da Dersa e operador do PSDB, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, agora será processado pela própria estatal paulista por improbidade administrativa.
Paulo Preto foi acusado pelo Ministério Público Federal por comandar esquema de peculato, falsificação de dados e formação de quadrilha, juntamente com outras quatro pessoas, por fraudes no programa de reassentamento de famílias nas obras de extensão da Avenida Jacu-Pêssego, na capital paulista, entre 2009 e 2010.
O prejuízo calculado foi de R$ 7,7 milhões com os desvios. Após a apresentação da denúncia no âmbito federal, o Ministério Público de São Paulo pressionou a empresa a mover uma ação contra o ex-diretor. Isso porque R$ 374,9 mil dos desvios teriam sido destinados a pessoas ligadas ao operador do PSDB paulista.
Os valores correspondem a seis moradias do programa de reassentamento e teriam sido repassados a duas babás, duas empregadas domésticas, a filha de uma delas e uma secretária que trabalhavam para Paulo Vieira e seus familiares.
As seis beneficiárias foram incluídas nos pagamentos pelos ex-funcionários José Geraldo Casas Vilela e Mércia Ferreira Gomes, que trabalhavam com o ex-diretor na Dersa. Por conta disso, ambos também são alvos do processo movido pela empresa no âmbito da Justiça estadual.
No processo, a Dersa pede o ressarcimento integral dos danos causados pelos dois funcionários e por Paulo Vieira com os desvios das obras viárias do Estado, além de multa e uma liminar para o bloqueio de bens dos acusados, assim como as moradias entregues.
O processo tramita desde o dia 20 de julho na 9ª Vara da Fazenda Pública, sob relatoria do juiz José Gomes Jardim Neto. De acordo com reportagem do Uol, uma semana antes, o Ministério Público paulista havia encaminhado à Dersa um ofício cobrando a ação de ressarcimento, caso contrário, a empresa poderia ser enquadrada como corresponsável por improbidade. Dessa forma, processando o ex-diretor, a empresa isola a responsabilidade nos funcionários.
Paulo Preto foi preso em abril deste ano, acusado de ameaçar testemunhas e prejudicar a investigação. Detido durante 35 dias, foi solto pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Em maio, a juíza de primeira instância ordenou novamente a prisão, pela suspeita, mais uma vez, de coagir e ameaçar testemunhas. Gilmar novamente suspendeu a prisão.
Jose mestre Carpina
27 de julho de 2018 10:25 pmTudo combinado….
…como diria Garrincha: com os russos !!!
Só pra tirar o corpo do “picolé de chchu” fora da jogada da corrupção !!!
peregrino
27 de julho de 2018 11:55 pmsó para tucanos mesmo…
sempre dominaram o operador, mas escapam do domínio do fato
lenita
28 de julho de 2018 1:38 amQuem tem um Gilmar…
Não precisa se preocupar.
Mas quem tem (?) um Tóffoli,
Tem mais é que ficar ixxperto, ou eles caçam até o diploma de advogado dele, se fizer x… fora do penico da Mídia!
Jus Ad Rem
28 de julho de 2018 4:37 am#
A coisa vai ficar só nessa fraude nos reassentamentos, que Paulo Preto não tem como negar, e todo o Escândalo do Rodoanel onde empreiteiras corruptas lavaram a égua com dinheiro público, será engavetado.
Ficou barato.
Frederico Firmo
28 de julho de 2018 4:57 pm|A DERSA faz o jogo tucano de cada dia.
Em terras tucanas não há domínio do fato. E a companhia, esta entidade abstrata, faz o jogo eleitoral, processando a si mesma.