A União Europeia se prepara para aceitar uma nova rodada de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, desde que os valores permaneçam dentro do limite de 15% estabelecido pelo acordo comercial firmado entre os dois lados em 2025.
Segundo reportagem da Euronews, a Comissão Europeia considera as novas tarifas norte-americanas injustificadas, mas avalia que a prioridade neste momento é garantir que o chamado acordo de Turnberry, firmado em julho de 2025 entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, continue sendo respeitado.
O objetivo europeu é preservar estabilidade para empresas exportadoras e evitar uma nova escalada da disputa comercial entre Washington e Bruxelas.
A nova rodada de medidas comerciais está relacionada a uma investigação conduzida pelo governo norte-americano sobre produtos fabricados com uso de trabalho forçado em cadeias globais de produção.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) abriu uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo utilizado historicamente por Washington para impor medidas contra práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais norte-americanos.
O atual regime tarifário dos Estados Unidos termina nesta sexta-feira (24), e o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, afirmou que a implementação das novas tarifas deve ocorrer em breve.
UE contesta justificativa norte-americana
Apesar de se preparar para aceitar as novas tarifas dentro do limite acordado, a União Europeia rejeita a argumentação apresentada pelos Estados Unidos. A Comissão Europeia afirma possuir regras próprias rigorosas contra produtos fabricados com trabalho forçado e considera que as tarifas norte-americanas não são justificadas.
Ainda assim, a avaliação de Bruxelas é pragmática: manter o acordo comercial vigente seria menos prejudicial do que abrir uma nova frente de conflito tarifário. O acordo comercial firmado em Turnberry, na Escócia, em julho de 2025, estabeleceu um teto de 15% para tarifas norte-americanas sobre produtos europeus.
Antes disso, o governo Trump havia anunciado tarifas de 10% sobre parceiros comerciais globais, após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegais medidas tarifárias anteriores.
Somadas às tarifas já existentes dentro do sistema de comércio internacional, essas cobranças fizeram com que produtos europeus já se aproximassem do limite máximo previsto pelo acordo. O temor da União Europeia é que uma nova rodada de medidas ultrapasse esse teto e prejudique empresas exportadoras do bloco.
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