Em menos de um mês é o segundo assalto que sofro em São Paulo, em pleno Bairro de Higienópolis. Um rapaz de bicicleta me abalroou, pegou o celular (em minha mão, já que não estava conversando ao telefone) e saiu correndo. Entrou na contramão na avenida Higienópolis e o perdi de vista.
Aqui no bairro todos os porteiros estão alertados a não abrir a porta da garagem se não tiver plena certeza de que no carro do condômino não se escondem assaltantes. Dois prédios já foram assaltados no quarteirão de casa. Em Perdizes, a rua onde moram as menininhas passou a receber visitas periódicas de carros da polícia após dois assaltos a residência. Mas só depois que foi contratado um serviço de segurança de um ex-oficial da PM.
Na entrada do Shopping há uma perua de serviço de vigilância particular, depois que as quadrilhas passaram a zombar da polícia paulista e a invadir semanalmente joalherias em shoppings.
Na Vila Maria, uma tia que mora em casa próxima à avenida Guilherme Cotching foi assaltada por dois rapazes. No curto espaço de um mês, três casas assaltadas no mesmo quarteirão, sem que a subprefeitura tomasse a menor providência.
Em compensação, a Prefeitura conseguiu expulsar das calçadas da Paulista o vendedor de pipoca que humanizava a entrada no Conjunto Nacional, o carrinho de milho que me lembrava o interior, os músicos que alegravam as calçadas da avenida. O fim dos carrinhos de milho não impediu que uma agência bancária fosse assaltada em plena luz do dia.
E nem se pense que truculência resolve. O pior período de assaltos na Avenida Paulista foi no período do ex-Secretário de Segurança Saulo de Castro Abreu, o mais truculento que já passou pelo governo de São Paulo.
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