Há um fator pouco analisado nas quedas das taxas de desemprego: o que é erroneamente denominado de taxa de ociosidade, isto é, aqueles pessoas em idade ativa que não decidiram ainda trabalhar,
Esse fenômeno é fruto das políticas sociais dos últimos anos, especialmente do aumento do salário mínimo. Estudos do IBGE, de anos atrás, demonstravam que em mais de 50% dos casos, aposentados e pensionistas eram arrimo de família.
Antes dessa renda adicional, os jovens saíam muito cedo para o mercado de trabalho, sujeitando-se a salários aviltantes, interrompendo estudos, para complementar a renda familiar. Com a melhoria da renda, passaram a dedicar mais tempo aos estudos
Houve iimpactos positivos na educação, na saúde (melhor alimentados), na segurança (menos vulneráveis ao crime).
Sem esse chamado exército industrial de reserva, aumentou o valor do salário de entrada no mercado, impactando toda a cadeia salarial.
Quando foi divulgado o primeiro trabalho sobre o tema, houve certo reboliço no mercado, devido à comprovação da eficácia das políticas sociais. Incumbiram um economista ligado à Tendências Consultoria de rebater os estudos. Ele se juntou a um técnico do IPEA para tentar demonstrar que o aumento do salário mínimo aumentava a propensão à vagabundagem.
Foram páginas e páginas sem conseguir a comprovação estatística da tese. O estudo confirmou que em famílias de aposentados e pensionistas aumentava a propensão ao estudo.
O segundo fato a explicar a queda do desemprego – mesmo com a economia patinando – são os chamados fatores demográficos, com menos filhos por casal e menos jovens nascendo.
Chama atenção a queda do emprego em dois setores: o da indústria (o que não é novidade) e no
emprego doméstico. Caminha-se para um novo tipo de trabalho doméstico, no qual futuramente condomínios recorrerão a terceirizadoras de mão de obra compartilhando diaristas e lavagem de roupa.
Hoje em dia, há diversos empreendimentos imobiliários sendo lançados dentro desse conceito.
Assis Ribeiro
20 de dezembro de 2013 12:11 pmÉ essa linha editorial que
É essa linha editorial que esperamos do blog.
É a marca do sucesso alcançado pelo blog
FILIPPINI
20 de dezembro de 2013 12:18 pmEconomista do IPEA
Faça o favor de nos revelar o nome do economista do IPEA Nassif,para acabar com as suspeitas e especulações.
Quem seria este moicano,pau para toda obra do establishment financeiro?
Assis Ribeiro
20 de dezembro de 2013 12:22 pmMais uma grande diferença entre PT e PSDB
Aí está o pavor do PSDB com a baixa histórica do índice de desemprego e com o aumento real do salário mínimo.
Para o PSDB, que segue a cartilha visceralmente, desemprego mais alto coloca o chamado “exército industrial de reserva” com fonte para conter avanços sociais e salariais e como justificativa para o não aumento do salário mínimo.
Tudo detalhadamente explanado por Nassif.
E ainda tem alguns poucos que defendem a política (?) e a “gestão” (?) do PSDB.
Tulio
20 de dezembro de 2013 12:26 pmMais uma análise
Mais uma análise completamente politizada. Não sou do PSDB nem de direita pelo contrário. Agora não sou bobo o suficiente para acreditar que está tudo muito bem em termos de emprego.
1º a estrutura do emprego no Brasil ainda comporta 40% da população no mercado informal.
2º recentemente saíram dados do próprio IBGE de que cerca de 20% da população jovem nem estuda nem trabalha.
3º se o país estivesse em pleno emprego teríamos um crescimento de 5% ao ano pelo menos, não os míseros 2% que vamos ter.
4º a abrangência da PME é só cobrir regiões metropolitanas, quando a PNAD cobre o país todo inclusive interior a tx. de desemprego vai pra casa dos 7%, porque obviamente o desemprego nas regiões do campo sofrem com a constante mecanização. O IBGE sabe disso e está elaborando a tal da PNAD deitada, aumentando a abrangência pro país todo mensalmente, contudo não o fez antes por questão de verba, já que nossa prioridade no orçamento continua sendo o pagamento de juros. E isso posso falar por ser economista da casa (IBGE).
ruyacquaviva
20 de dezembro de 2013 1:14 pm1º a estrutura do emprego no
1º a estrutura do emprego no Brasil ainda comporta 40% da população no mercado informal.
A formalização do emprego é um FATO inegável. Se a informalidade ainda é alta, tem caído muito nos últimos dez anos, após aumentar de forma dramática no governo tucano do FHC. E não venhamentir aqui dizendo que isso não é verdade porque além de existirem DADOS CONCRETOS comprovando, eu vivi esse fenômeno, não é uma coisa que vieram me contar.
2º recentemente saíram dados do próprio IBGE de que cerca de 20% da população jovem nem estuda nem trabalha.
Você está distorcendo o dado apresentado pelo IBGE. Primeiro essa população que não estuda nem trabalha não é maior do que a que existia antes da queda do desemprego ocorrida nos governos petistas de Lula e Dilma, se não aumentou, então não afeta a avaliação do texto sobre a geração de empregos e nem é resultado das políticas sociais do governo. Além disso essa população não é diferente da média dos países com estrutura sócio-econômica semelhante a do Brasil
Simplesmente a imprensa achou um dado que não é positivo (e é impossível que TODOS os dados sejam positivos) e mancheteou distorcendo a informação para fazer passar que se trata de um dados negativo para o governo, o que de fato não é. Você leu só a manchete e não foi procurar os dados concretos. Assim você permanece como vaca de presépio da imprensa, acreditando e propalando mentiras e falsidade.
3º se o país estivesse em pleno emprego teríamos um crescimento de 5% ao ano pelo menos, não os míseros 2% que vamos ter.
Quem disse que o pleno emprego implica em crescimento do PIB de 5%? Você chuta hein!!! Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Assim como você pode ter crescimento econômico com desemprego alto, o contrário pode muito bem acontecer. Primeiro estamos em meio a uma enorme crise mundial, os 2,5% de crescimento não são “míseros”, só na tua cabeça e nas manchetes da Veja. Além disso vários países tiveram antes da crise um crescimento alto do PIB, mas com aumento da concentração de renda e do desemprego, no brasil o crescimento econômico é acompanhado de forte redução da desigualdade e isso chama a atenção do mundo todo. Vocêvai rebater que a desigualdade ainda é alta, mas já foi bem maior e em toda minha vida (e já vivi bastante) nunca ví a desigualdade social diminuir no Brasil. Ao contrário, lembro-me bem do tempo do “milagre” econômico onde o Brasil teve crescimento econômico alto (as custas do amento explosivo da dívida externa que provocou a estagnação dos anos 80) com aumento da desigualdade e da injustiça social.
4º a abrangência da PME é só cobrir regiões metropolitanas, quando a PNAD cobre o país todo inclusive interior a tx. de desemprego vai pra casa dos 7%, porque obviamente o desemprego nas regiões do campo sofrem com a constante mecanização. O IBGE sabe disso e está elaborando a tal da PNAD deitada, aumentando a abrangência pro país todo mensalmente, contudo não o fez antes por questão de verba, já que nossa prioridade no orçamento continua sendo o pagamento de juros. E isso posso falar por ser economista da casa (IBGE).
Então o IBGE está fornecendo dados falsos? A comparação de um mesmo índice em dois períodos de tempo diferente não procede? Isso é uma questão grave porque não apenas o governo como o próprio mercado (nacional e internacional baseiam suas análises nesses índices. Ou você está sendo leviano ao colocar uma denúncia grave de que o índice não tem valor para a análise, ou está sendo leviano ao comparar índices diferentes (com metodologias diferentes) e contrapor a diferença do número produzido por eles como se um desmerecesse o outro quando na verdade isso é uma falácia, já que a questão e a redução constante do desemprego e não se o número do índice está em 4,6 ou 7 dependendo da metodologia utilizada. Em todo caso você está sendo leviano.
Tulio
20 de dezembro de 2013 2:31 pmNão estou sendo leviano.
Não estou sendo leviano. Leviano é pegar um dado isolado, preliminar e parcial e dar ênfase eleitoreira. O dado da PNAD é melhor e mais abrangente. A tx de desemprego real do país é aquela quando se apura todas as regiões. A PME é um dado preliminar, se o PT desse dinheiro pro IBGE ao invés de gastar 40% do orçamento com pagto de juros com a SELIC alta pra reduzir inflação sazonal do tomate teríamos estatísticas muito melhores.
Agora quanto aos outros casos nenhuma argumentação sua me constestou. quase metade da população ainda é informal, até pq nossa carga tributária de país de “esquerda” é absurda. Se melhorou um pouco ainda está muito longe do suficiente. Se era pior no governo FHC dane-se, isso ja tem + de 10 anos, ser melhor do que o PSDB em tempos de crise cambial é mais que obrigação. Ou melhor, ter desempenho acima dos tucanos é obrigação sempre.
E eu não sou vaca de presépio da impensa mas também não sou vaca de presépio do PT que acha que está tudo bem qd o país cresce 2,5%. A China e Índia continuam crescendo absurdamente, o problema não é a crise mundial já que nosso comércio nunca foi tão relevante, o problema é a política monetária estupidamente conservadora que se mantém. E não me venha com essa de “no tempo do PSDB o juro era maior”. Vamos ficar 50 anos com crescimento medíocre e comparções com o PSDB, fala sério. Esse governo só é de esquerda na cabeça de meia dúzia de fanáticos.
ruyacquaviva
20 de dezembro de 2013 4:09 pmO índice de desemprego é
O índice de desemprego é usado no mundo todo como indicador de atividade econômica e principalmente de bem estar social.
Nos EUA o índice de desemprego é um dos mis importantes. Sei disso porque trabalhei com o mercado financeiro americano estudando o impacto dos indicadores na bolsa e o indicador mais importante era de longe o índice de desemprego.
Aí você diz que analisar o índice de desemprego é “pegar um dado isolado, preliminar e parcial e dar ênfase eleitoreira”.
Eleitoreiro está sendo você.
Comparar o pagamento de juros com o orçamento do IBGE é uma falácia sem um mínimo de seriedade. A diferença entre os dois valores é de várias ordens de grandeza. Parece mais uma daquelas comparações estapafúrdias que aparecem aqui para forçar a barra de alguma conclusão. Infelizmente para você a ampla maioria dos leitores do blog tem conhecimento suficiente para saber que comparações como essa são um verdadeiro disparate. Maior disparate ainda é dizer que “o PT dá dinheiro”… Palhaçada, quem dá dinheiro é o governo não o PT. Aliás você com essa mostra que aquilo que disse no início do primeiro comentário é uma mentira, você faz uma análise (falaciosa) politizada apesar de acusar o autor do tópico daquilo que você faz.
Mas a questão principal é a dos índices.
Pode bem ser que o índice que você quer seja mais apurado que o índice utilizado, não vou (e nem preciso) descer a esse nível de detalhe. Vou é insistir na conclusão que se faz aplicando apenas uma pequena dose de bom senso, que eu comentei na primeira resposta e você ignorou completamente, mas que é o cerne da questão. Mais ou menos exato, o índice está caindo. Isso apresenta uma tendência inequívoca. Se o índice de desemprego é completamente sem valor, não deveria nem estar sendo apresentado pelo IBGE. Nesse caso era melhor demitir todo mundo desse instituto por apresentar um dado falso para um índice tão importante. Portanto imagino que há sim alguma acuidade na informação e portanto a tendência apresentada pela série histórica é um dado que tem valor científico. Uma medição mais ampla pode chegar a um número diferente, mas nãop completamente disparatado.
Você defendeu que o índice apresentado é falso porque não conta com a população rural e que com ela o índice chega a 7%. Como pode? Somente 15% da população brasileira está na zona rural, para mudar o índice de desemprego de 4,6 para 7% seria necessário um brutal desemprego na área rural. Pois sabemos que quem quiser um emprego na hora é só ir para o oeste do Paraná, que está com grande falta de mão de obra, isso já foi matéria de várias reportagens de publiações especializadas em agronegócios. Eu sei que tampouco está havendo uma falta brutal de emprego no estado de São Paulo, pois sou desse estado. O desemprego precisaria estar perto de 100% nos demais estados (menos populosos que SP) para dar uma distorção dessas. Parece que você forçou a mão nessa historinha.
Talvez sua conversinha mole convença quem não reflete sobre o que lê e não busca informações de diversas fontes, mas não convence quando se raciocina um pouco a respeito e compara as afirmações com os dados concretos disponíveis.
Psdbestado
20 de dezembro de 2013 4:14 pm“Camone camaradinha, give us a brêique!
“ser melhor do que o PSDB em tempos de crise cambial é mais que obrigação.”
Ora colega, estamos ainda na esteira da maior crise financeira mundial deste 1929, beirando o pleno emprego e vc vem com firulas de pontinhos percentuais, comparando contra um governo que chegou a taxas de desemprego de ~25% e jogou o país na lama?
O PIB só não cresce mais porque o empresariado, acostumado a “vivre de béc” nos rendimentos financeiros, continua olhando a paisagem, à espera de que os “amigos’ assumam de novo e lhes dêem as tetas da nação para mamar (como historicamente), em detrimento de sua própria gente.
Dá um tempo!
Lionel Rupaud
20 de dezembro de 2013 1:16 pm” Não sou do PSDB nem de direita pelo contrário.”
Eu adivinhei que você é de tendências trotskistas, é isso?
luisnassif
21 de dezembro de 2013 1:15 pmNão é verdade. O PNAD de 2012
Não é verdade. O PNAD de 2012 dá como 4% os jovens com mais de 15 anos considerados “desocupados”
Almeida (outro)
20 de dezembro de 2013 12:27 pmMinhas duas irmãs assim que
Minhas duas irmãs assim que completaram 13, 14 anos, vieram para a cidade trabalhar como domésticas, isto nos anos 76,77.
Viemos para a cidade e comecei a trabalhar em uma serraria com 11 anos (fábrica de saltos de madeira). anos 82,83.
Parei de estudar antes de terminar o ensino médio. Retornei após os vinte anos de idade e terminei o ensino médio.
Sou casado e temos 01 filha.
Minha mulher tem curso técnico de nível médio. Voltei a estudar, estou cursando técnico em Segurança do Trabalho.
Minha filha terminou o ensino médio este ano (escola pública), vai fazer 18 anos e ainda não tem nem idéia do que é trabalhar.
O filho mais novo de minhã irmã ( a que foi para a cidade trabalhar de doméstica), fez a formatura semana passada. (Primeiro da família a ter curso superior).
Questão demográfica – éramos família numerosa: meus tios, tias tiveram 8,10 e até 13 filhos – meus primos, a maioria tem 2 filhos, quem tem três filhos tem muito, alguns como eu tiveram apenas um.
Creio que isto ilustra bem um pouco das mudanças que está ocorrendo no país, a melhoria social tem um pouco a ver com a questão demográfica. Devíamos aproveitar melhor isso.
Lionel Rupaud
20 de dezembro de 2013 1:13 pmAlmeida, parabens por seu testemunho, e sobre tudo
pela sua história de vida, e a de sua família.
Sim, você representa os milhões que estão muda de vida e mudando a vida no Brasil.
Os que os cegos pelo ódio e desprezo social com AL e Cia não conseguem enxergar.
aliancaliberal
20 de dezembro de 2013 12:30 pmTem governista que vive no
Tem governista que vive no mundo da lua.
Raí
20 de dezembro de 2013 12:34 pmO mundo da lua, existe.
E tem reacionário, que não enxerga a realidade, pois ela contraría a sua formação burra e cega.
Os governistas, não vivem no mundo da lua, a não ser que o Brasil tenha mudado de nome.
ruyacquaviva
20 de dezembro de 2013 12:42 pmSério? É essa a trollagem que
Sério? É essa a trollagem que você conseguiu fazer?
A vida dos trolls tucanos não está fácil, principalmente para os trolls profissionais.
Pelas suas apelações dá para perceber que o clima aí no Call-Center está pesado.
Liga não. Vocês vão perder a eleição de novo (e perder feio), mas a grana vaiu continuar fluindo para o serviço de trollagem paga. Seu emprego está garantido. Aliás, você tem o privilégio de ocupar um dos poucos postos de trabalho abertos pelos tucanos, o de troll pago.
A ironia é que assim você contribui para a própria estatística que tem a missão de tentar negar e não está conseguindo.
É… a vida está difícil mesmo para a trollagem tucana.
Lionel Rupaud
20 de dezembro de 2013 1:09 pmNão perca tempo que é tão escasso
com o que escreve o AL.
Malú
20 de dezembro de 2013 1:38 pmLiga não Ruy, é que esse
Liga não Ruy, é que esse pessoal abraçou a simplificação que a Globo martelou o tempo todo na cabeça deles ontem: não foi o desemprego que diminuiu, foi a taxa de vagabundagem que aumentou.
aliancaliberal
20 de dezembro de 2013 6:35 pm” Sério? É essa a trollagem
” Sério? É essa a trollagem que você conseguiu fazer?”
Não posso fazer muito melhor, sem muito esforço retórico já que sua argumentação é falha,uma pena que estou com trabalho e não to com tempo para brincar com os governistas.
Em todo caso Ruy , como vc espica a suposta redução dos indices de desemprego com a economia estagnada, com um crescimento tão pequeno do PIB.
1- os indices estão manipulados pelo governo na busca da propaganda positiva.
2- Rendimento médio real NACIONAL do trabalho esta estagnado desde 2002 não subiu nada, a produtividade da mão de obra continua a mesma desde 2002, por isso a diminuição do desemprego , arrocho salárial reduz o desemprego.(duvida, http://migre.me/gTNNP)
ruyacquaviva
20 de dezembro de 2013 8:52 pmBlá blá blá…
Conversinha
Blá blá blá…
Conversinha mole, patacoada, nhem nhem nhem.
A dura vida do troll profissional.
Eu explico a queda do desemprego pela queda da desigualdade social e o aumento de consumo das famílias de trabalhadores devido ao aumento da massa salarial. Assim sendo, a distribuição de renda faz com que uma parte da grana que as grandes empresas multinacinais mandam para o exterior, que os ricos brasileiros, que estão entre os mais ricos do mundo, devido ao fato do brasil ter sido (não é mais graças aos dez anos de governos petistas) o país com a pior distribuição de renda DO MUNDO, acumulam e escondem no exterior (lembrando do apartamento de Miami de Joaquim Barbosa), enfim, de uma parte da concentração de renda ter sido distribuida para a nossa imensa população através do aumento da massa salarial, dos programas sociais e dos investimentos públicos.
Vejamos. Na época do FHC as plataformas da petrobras eram compradas no exterior, sem gerar um único emprego no Brasil. Era dinheiro do Brasil usado sem responsabilidade social, sem preocupação com o nosso povo. Fruto da aplicação fanática dos preceitos neoliberais que defendem a liberdade do dinheirom e a escravidão do ser humano.
Ridículo você querer esconder uma constatação óbvia atrás de falácias. Mas é esse mesmo seu método de ação, o uso de mentiras, insídia e má-fé em profusão tentando enganar as pessoas.
Qualquer pessoa vê as placas de precisa-se que por DÉCADAS estiveram vazias e inúteis, agora serem povoadas com ofertas de emprego. As pessoas sabem que emprego há. Os empregadores sabem que há dificuldade de conseguir mão-de-obra porque não há mais aquele exército de reserva vivendo na miséria para aviltar os salários, como prega a doutrrina neoliberal tucana.
Meu comentário sobre o Armínio Fraga, principal conselheiro econômico do Aécio, defendendo o aumento do desemprego para controlar a inflação (coisa que hoje sabemos que era desnecessária porque o governo Dilma não permitiu o aumento do desemprego e mesmo assim a inflação está controlada) mostra mais do que o óbvio fato de que os tucanos são inimigos dos trabalhadores, mostra também que o desemprego está baixo mesmo, pois se estivesse alto esse conselho econômico do tucano não seria feito.
Enfim, você mente muito mas isso não quer dizer que mente bem. É de fato um troll aplicado, mas incompetente. Essa sua tentativa de dizer que está trabalhando em outra coisa, para tentar esconder o que eu faço questão de mostrar, que você é um troll profissional que recebe para mentir na Internet a favor da tucanalha, foi simplesmente patética. Nem a velhinha de Taubaté acredita na sua patacoada.
ruyacquaviva
20 de dezembro de 2013 9:03 pmDiminui distância entre
Diminui distância entre pobres e ricos no Brasil
Entre os anos de 2009 e 2011, o rendimento médio do trabalhador cresceu 8,3%, diz pesquisa do IBGE
O rendimento médio mensal real do trabalhador brasileiro cresceu 8,3% entre 2009 e 2011. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2011 (Pnad), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o valor chegou a R$ 1.345.
Os maiores aumentos no rendimento foram registrados nas regiões Nordeste (10,7%) e Centro-Oeste (10,6%), sendo esta última a que concentra o maior valor do país: R$ 1.624. Já a Nordeste, apesar do crescimento, continuou sendo a que apresenta o pior rendimento médio: R$ 910.
Além disso, segundo a Pnad, os rendimentos registraram maior crescimento entre os mais pobres. A parcela dos 10% mais pobres da população teve o maior aumento (29,2%), enquanto o 1% mais rico teve 4,3% de crescimento. Com isso, a diferença entre os dois estratos populacionais caiu, apesar de continuar grande. De acordo com a pesqui-sa, a média dos rendimentos dos mais ricos era 87 vezes maior do que a dos mais pobres, em 2011. Em 2009, a proporção era 107.
“A gente observa que os maiores aumentos aconteceram, de forma geral, nas classes de rendimento mais baixo. Isto é, as pessoas que recebiam menos tiveram mais ganhos do que aquelas que recebiam mais. Isso tem um reflexo direto no índice de concentração de rendimentos, que a gente mede por meio do índice de Gini. Quase todas as regiões do país tiveram redução desse índice”, disse a gerente da Pnad, Maria Lucia Vieira.
O índice de Gini varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade na distribuição de renda na região. O índice brasileiro caiu de 0,518 em 2009 para 0,501 em 2011.
“Isso vem acontecendo nos últimos anos principalmente em virtude dos elevados aumentos do salário mínimo. O salário mínimo puxa a parte de baixo [dos estratos de renda]. Embora o salário daquele pessoal mais pobre nem chegue a um salário mínimo, ele serve como referência e puxa um aumento para cima”, diz Fernando de Holanda, economista do Ins-tituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV).
A queda do índice de Gini ocorreu em quatro regiões brasileiras. A exceção foi a Norte, onde a média do rendimento dos mais pobres se afastou da dos mais ricos. No Norte, o índice subiu de 0,488 para 0,496, mostrando que a desigualda-de na distribuição de renda aumentou.
A Pnad mostrou ainda que as diferenças de rendimento entre homens e mulheres persistem no país, apesar de terem diminuído entre 2009 e 2011. O rendimento médio das mulheres, em 2011, foi R$ 997, ou seja, 70,4% da média recebida pelos homens (R$ 1.417). Em 2009, o valor recebido pelas mulheres representava apenas 67,1% do rendimento masculino.
Na avaliação por categorias de emprego, os militares e empregados públicos estatutários tinham rendimento médio de R$ 2.289, enquanto o dos trabalhadores domésticos sem carteira assinada era R$ 424. Nas demais categorias, os rendi-mentos observados pela Pnad foram: empregados com carteira assinada (R$ 1.303), empregados sem carteira assinada (R$ 829) e trabalhador doméstico com carteira assinada (R$ 693). (Agência Brasil).
http://www.progresso.com.br/caderno-a/brasil-mundo/diminui-distancia-entre-pobres-e-ricos-no-brasil
Ivan de Union
20 de dezembro de 2013 9:20 pmMeu jisuis!!!!
Voce le o
Meu jisuis!!!!
Voce le o que escreve ou so escreve sem ler?
“1–indices manipulados pelo governo na busca da propaganda
2- Rendimento médio real NACIONAL do trabalho estagnado desde 2002, produtividade da mão de obra continua a mesma desde 2002″
3–a produtividade continua a mesma desde 2002
Raí
20 de dezembro de 2013 12:31 pmO pior cego, é aquele que não quer ver.
Nassif, a sua análise sobre a interpretação deste récorde histórico de desemprego, vem em boa hora, para desconstruir esta maledicência dos eternos críticos, de que ao lado da diminuição do desemprego no Brasil estaria havendo um aumento da taxa de ociosidade, proporcionada pela entrada em ação dos programas sociais, que estariam desestimulando a busca por trabalho formal, das pessoas com idade economicamente ativa.
Esta cantilena é inconsistente e não se sustenta, mesmo quando aparenta ser real. O que ocorre efetivamente, é a explicação que o analista descreve acima: Melhores alimentados e com os pais em empregos estáveis e com o poder de compra real, os filhos destes, passaram a procurar empregos, somente após estarem devidamente capacitados para o difícil mercado de trabalho, que procura não empregados, más profissionais bem preparados.
Ontem à noite, no Jornal da Globo, foi nítida, a insistencia do Sardenberg, para tentar confundir os telespectadores, com números que tentavam contrariar este invejável e histórico índice de desemprego, com argumentos tão inssôssos quanto falsos.
renato arthur
20 de dezembro de 2013 12:34 pmAlguém tomou conhecimento do
Alguém tomou conhecimento do projeto de governo do Aécio? Pois em um evento a semelhança dos partidos Americanos o Presidenciável lançou suas metas que de tão pífias nem a Globo e nem FSP deram destaque. Não tem o que dizer ou melhor quer convencer que o velho projeto do FHC é solução p/ Brasil de tão medíocre chega a dar dó.
ruyacquaviva
20 de dezembro de 2013 2:05 pmA esse respeito podemos
A esse respeito podemos analisar com propriedade esta notícia de março deste ano:
Sócio do Itaú prega desemprego para atacar inflação
Fórmula de Ilan Goldfajn, ex-diretor do Banco Central no governo de Fernando Henrique, além de desemprego inclui depressão do consumo das famílias e ajuste para baixo nos aumentos de salários; tudo para conter a inflação; “Talvez seja necessário, hoje, desaquecer por um tempo o consumo e o mercado de trabalho”, registra economista-chefe do Itaú Unibanco em artigo no jornal O Estado de S. Paulo; capaz de ser promovido entre sua turma
http://www.brasil247.com/pt/247/economia/95310/
Então vejamos, esse “guru” do mercado financeiro propunha que se produzisse mais desemprego para que os trabalhadores perdessem poder de barganha e os salários fossem arrochados, fazendo com que esses trabalhadores sem dinheiro “desaquecessem” o consumo. Tudo isso para impedir o “estouro” da inflação.
Só que o governo não fez isso. Na verdade fez o contrário e a inflação não caiu.
O economista citado é um dos “especialistas” ouvidos pelo Aécio, pela Marina e pelo Eduardo Campos.
Acho que isso diz muito sobre as candidaturas de oposição e sobre a economia brasileira.
Quem acha que seria imprecindível gerar desemprego e arrocho salarial para conter a inflação este ano? Seria bom ter seguido esse conselho? Chegando ao final do ano podemos dizer que não, pois o desmprego caiu e mesmo assim a inflação está sob controle.
Pois essa receita perversa para o povo e a economia brasileira foi defendida de forma menos direta, porém inegável, pelos presidenciáveis de oposição.
Deus me livre dessa gente governando o Páis. Teríamos mais uma década perdida (possivelmente até bem mais que isso).
ildefonso silva
20 de dezembro de 2013 12:35 pmTaxa de desemprego
Nesta estatistica,onde entra os mais de 30 milhões que recebem o bolsa familia.Eles estão incluido nas pessoas com emprego? Assim é facil manipular…
João Luis
20 de dezembro de 2013 1:04 pmÉ um pouco difícil de
É um pouco difícil de explicar, mas eu vou tentar. Se estão empregados, entram como empregados. Se estão desempregados, entram como desempregados. Espero ter ajudado!
Lionel Rupaud
20 de dezembro de 2013 1:37 pmJoão, acho que sua explicação foi muito
complexa! Com esses comentaristas do psdb tem que evitar a lógica e especialmente os fatos!
Michel Edson
20 de dezembro de 2013 2:20 pmMuito boa!!!
KKKKKK, será que ele entendeu?!
Lionel Rupaud
20 de dezembro de 2013 1:07 pmEu tenhi lido muitas besteiras sobre o B.F. mas
esta foi a campeã de todas. Parabéns, você deveria pedir um emprego ao çerra ou ao aócio!
Mas talvez você já tenha, né?
Alberto Porem Jr.
20 de dezembro de 2013 1:23 pmNova modalidade de comentarista.
Uma tendência observada neste blog é a aparição relâmpago de uma nova espécie de comentaristas.
Esta nova espécie está sendo chamada de “Amoeba obtusis”.
O que chama atenção para esta nova espécie é que ela tem nos seus comentários o mesmo conteúdo que se observou no texto que o PSDB lançou recentemente com aqueles famosos “12 pontos”. Será mera coincidência ou espécies irmãs?
Com a palavra os cientistas do blog.
MarFig
20 de dezembro de 2013 1:24 pmDeixa eu adivinhar: você é
Deixa eu adivinhar: você é assinante da Oia, vê o JN todos os dias e o blog do esgoto MOR é o primeiro favorito no seu browser.
Zé Mané
20 de dezembro de 2013 1:56 pmConsiderando que o BF é, em
Considerando que o BF é, em geral, metade da reda familiar dessas pessoas, elas têm de conseguir a outra metade trabalhando. A menos, claro, que você prefira argumentar que é proveniente de roubo, mas nesse caso o melhor caminho é para de escrever aqui e procurar tratamento.
Calvin
20 de dezembro de 2013 1:49 pmDesculpe estragar a festa,
Desculpe estragar a festa, mas esta análise crítica está bem fundamentada sobre os últimos 3 anos da [velha] nova matriz econômica.
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1767
Se 2012 foi o ano em que as intervenções do governo federal na economia adquiriram um ritmo frenético (ver detalhes completosaqui e aqui), 2013 foi o ano em que colhemos as inevitáveis consequências deste frenesi.
Desde que assumiram a presidência, em janeiro de 2011, Dilma Rousseff e sua equipe econômica declararam abertamente — e para o total regozijo de seus defensores — que o Brasil iria adotar uma “Nova Matriz Econômica”. O real mentor desta política foi o ex-secretário executivo da Fazenda, Nelson Barbosa, mas foram Guido Mantega e Márcio Holland seus mais entusiasmados defensores.
Esta “nova matriz” era, na realidade, incrivelmente velha e se baseava em cinco pilares tão sólidos quanto farofa: política fiscal expansionista, juros baixos, crédito subsidiado, câmbio desvalorizado e aumento das tarifas de importação para “estimular” a indústria nacional.
Segundo os proponentes desta “nova matriz”, a combinação destes cinco elementos garantiria ao país taxas de investimento típicas do leste asiático, crescimento econômico chinês, aumento da renda de fazer inveja aos outros países em desenvolvimento e um setor industrial de robustez alemã. Tenha a bondade de conferir aentrevista concedida por Márcio Holland, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
E, de fato, não se pode acusar o governo de inépcia. Todas as políticas prometidas foram cumpridas.
Os déficits orçamentários foram crescentes (o governo conseguiu a façanha de apresentar déficits primários durante dois meses seguidos), as tarifas de importação atingiram seu maior nível pós-plano real, os subsídiosconcedidos pelo BNDES alcançaram recordes históricos, a taxa SELIC foi mantida durante seis meses em seu menor valor desde o Plano Real, a desvalorização da taxa de câmbio foi quase tão acentuada quanto a ocorrida durante a crise de 2008, e o endividamento da população chegou a níveis recordes.
O que tudo isso gerou? A consequência mais notável foi o fato de que a inflação de preços chegou a níveis não vivenciados desde 2003. E, não apenas o governo inicialmente nada fez contra isso, como ainda seguiu aferrado à ideia de que “mais inflação gera mais crescimento”, o que fez com que ele passasse a ser corretamente acusado de leniência para com a inflação.
A verdadeira inflação de preços no Brasil
Se você também tem a sensação de que a inflação de preços no Brasil está aumentando a uma taxa muito maior do que a divulgada pelo IBGE, saiba que esta sua sensação é real. Os preços dos bens com os quais você lida diariamente de fato aumentaram sensivelmente este ano, e a uma taxa bem acima da inflação oficial divulgada pelo IBGE.
Esta informação sobre o nível da inflação de preços pode parecer estranha, pois não é amplamente divulgada pela mídia. A realidade, no entanto, é que a mensuração dos preços no Brasil está amplamente disponível para quem quiser ver. Justiça seja feita, o IBGE de fato divulga este aumento. O problema é que a imprensa lamentavelmente se encarrega de divulgar apenas o valor final ponderado.
Explico melhor: a inflação acumulada em 12 meses para os bens não-comercializáveis — ou seja, todos os produtos e serviços que não sofrem concorrência de importados — está acima de 8,20%, e com picos de 9,70%.
Isso significa que os preços de todos os serviços — desde serviços médicos até serviços pessoais, como manicure, cabeleireiro e cursos, passando por coisas como estacionamento, lavagem de carro, serviços mecânicos, consertos e manutenção — e de bens como produtos in natura, alimentação fora de casa, aluguel, despesas com habitação, recreação, cultura, livros, matrícula e mensalidade escolar estão crescendo a uma taxa acima do teto da meta estipulada pelo Banco Central (6,50%), e muito acima do valor da inflação oficial divulgada pelo IBGE (5,77% em novembro).
Os dois gráficos a seguir mostram a evolução da taxa de inflação de preços dos bens não-comercializáveis. O primeiro gráfico mostra a taxa mensal e o segundo mostra a taxa acumulada em 12 meses.
Gráfico 1: taxa da inflação mensal de preços dos bens não-comercializáveis
Gráfico 2: taxa da inflação de preços acumulada em 12 meses dos bens não-comercializáveis
São esses os preços que você sente diariamente sempre que utiliza algum serviço ou quando adquire algum bem que não sofre a concorrência de importados. Observe que, em meados do ano, tais preços cresciam ao ritmo de 9,70% ao ano, o maior ritmo desde 2003 e o segundo maior desde 1998. Estavam corretas aquelas pessoas que afirmaram que uma das causas dos protestos de junho deste ano era a disparada da inflação de preços.
No entanto, como o IBGE só divulga para a imprensa o valor ponderado de cada item, e dado que o peso atribuído aos preços dos serviços que são controlados pelo governo (taxa de água e esgoto, energia elétrica, gás de bujão, transporte público, combustíveis, plano de saúde, pedágio, licenciamento, IPTU, IPVA) é relativamente alto, o número final da inflação total acaba sendo arrefecido, fazendo com que o valor divulgado da inflação de preços total não seja tão grande quanto o que você realmente sente.
Os dois gráficos a seguir mostram a evolução da taxa de inflação de preços dos bens monitorados pelo governo. O primeiro gráfico mostra a taxa mensal e o segundo mostra a taxa acumulada em 12 meses.
Gráfico 3: taxa da inflação mensal de preços dos serviços monitorados pelo governo
Gráfico 4: taxa da inflação de preços acumulada em 12 meses dos serviços monitorados pelo governo
Observe como eles estão sendo artificialmente mantidos no nível mais baixo desde os primórdios do real.
Uma das consequências desta política de “inflação reprimida” pode ser vista atualmente na situação da Petrobras. De um lado, a desvalorização do real perante o dólar encareceu sobremaneira o preço do petróleo importado; de outro, a estatal foi proibida pelo governo de aumentar o preço da gasolina que ela revende às distribuidores, pois isso afetaria substantivamente o índice geral de preços.
Resultado: queda acentuada nos lucros, endividamento recorde da empresa, rebaixamento de seus títulos de longo prazo e, segundo a administradora de investimentos americana Macroaxis, 32,4% de probabilidade de falência.
O outro lado da encrenca está no setor elétrico. Após obrigar as concessionárias a reduzir as tarifas, o governo teve de arcar com os rombos nos balancetes destas empresas. A dívida pública aumentou R$31 bilhões apenas para bancar este populismo.
Uma palavra sobre o BNDES e as manobras contábeis do Tesouro
Antes de darmos prosseguimento à análise das outras variáveis da economia, é importante o seguinte parêntese: um dos principais causadores do descalabro inflacionário apresentado acima atende pelo nome de BNDES.
O BNDES, quando despido de toda a propaganda ideológica, não passa de uma perniciosa máquina de redistribuição de renda às avessas. Uma vez que você entende como realmente funciona este suposto banco de desenvolvimento, torna-se claro seu mecanismo espoliativo.
Originalmente, os recursos do BNDES eram oriundos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador — fundo destinado a custear o seguro-desemprego e o abono salarial). Só que, dado que os recursos do FAT advêm das arrecadações do PIS e do PASEP, na prática os recursos do BNDES eram originados dos encargos sociais que incidem sobre a folha de pagamento das empresas. Esse dinheiro era então direcionado para as grandes empresas a juros subsidiados.
Este arranjo, por si só, já denota um grande privilégio. Por que, afinal, as pequenas empresas devem financiar os juros subsidiados das grandes empresas?
O problema é que essa matriz, já ruim, foi alterada para pior a partir de 2009. Se antes o BNDES se financiava exclusivamente via impostos, agora ele passou a se financiar também via inflação monetária.
Funciona assim: como o BNDES não tinha todo o dinheiro que o governo queria destinar a seus empresários favoritos — como o multifacetado Senhor X —, o Tesouro começou a emitir títulos da dívida com o intuito de arrecadar esse dinheiro para complementar os empréstimos.
E quem compra esses títulos? O sistema bancário. Como ele compra? Criando dinheiro do nada, pois opera com reservas fracionárias.
O gráfico a seguir mostra a evolução dos empréstimos do BNDES, atualmente com um saldo de R$500 bilhões. Observe a guinada ocorrida em meados de 2009.
Gráfico 5: evolução dos empréstimos concedidos pelo BNDES. A linha vermelha representa a soma da linha azul (empresas) com a linha verde (pessoas físicas). O valor final para o ano de 2013 ainda não foi divulgado.
Portanto, além de aumentar o endividamento do governo, este mecanismo utilizado pelo Tesouro para financiar o BNDES também aumenta a quantidade de dinheiro na economia. Logo, ele espolia duplamente os mais pobres: destrói o poder de compra da moeda e ainda utiliza os impostos dos pequenos para financiar empresários ricos.
Essas consequências duplamente perniciosas já foram detalhadamente explicadas por Fernando Ulrich neste seu excepcional artigo, de modo que não irei repeti-lo aqui. Basta apenas dizer que essa operação elevou substancialmente a dívida bruta do governo (já em quase R$3 trilhões), o que acendeu a luz das agências de classificação de risco que já estão ameaçando rebaixar a classificação dos títulos da dívida brasileira.
E a primeira consequência desta ameaça já está sendo sentida: como alertou a consultoria Tendências, os títulos do Tesouro brasileiro já estão pagando um “seguro contra calote” mais alto do que os títulos de Itália, Espanha e Irlanda. Este seguro é conhecido pela sigla CDS (Credit Default Swap), e fica mais caro à medida que cresce o risco de um título.
O que colhemos
E quais as consequências de tudo isso que vivenciamos em 2013?
Além da perda de credibilidade da atual equipe que comanda o Banco Central e da chacota internacional em que se transformou o Ministério da Fazenda, a leniência do governo para com a inflação e seu intervencionismo exacerbado fizeram com que o tão prometido crescimento econômico impulsionado pelo acentuado aumento dos investimentos não ocorresse; com que a taxa de crescimento do consumo — medido pelas vendas do varejo —caísse à metade; e com que a massa salarial registrasse a menor alta desde 2009, ano em que o país estava em recessão.
No momento em que o governo transmite a ideia de que a inflação de preços não será devidamente combatida, cria-se uma grande insegurança, o que faz com que o investimento seja sensivelmente afetado. Isso é algo lógico: para que um empreendedor decida fazer um investimento de longo prazo, é imprescindível que ele tenha um mínimo de certeza a respeito do valor futuro da moeda. Mas se você tem um governo que seguidamente dá demonstrações de que a manutenção do poder de compra da moeda está longe de ser uma grande preocupação, e que está disposto a tolerar taxas continuamente altas de inflação de preços, então fazer investimentos produtivos se torna uma opção extremamente arriscada. O cálculo dos custos em relação à receita futura estimada se torna um perigoso jogo de adivinhação. É preferível comprar um título do governo e viver de juros. É muito mais seguro.
Essa postura de cautela em relação aos investimentos afeta o crescimento da renda e, consequentemente, o consumo das pessoas. Para completar o cenário de pasmaceira, temos o fato de que o endividamento da população chegou a níveis recordes, o que vem afetando a taxa de crescimento do crédito.
Crédito x emprego
No nosso atual sistema monetário e bancário, quando uma pessoa ou empresa pega empréstimo, os bancos criam dinheiro do nada (na verdade, meros dígitos eletrônicos), emprestam este dinheiro e cobram juros sobre eles. Ou seja, todo esse processo de expansão de crédito nada mais é do que um mecanismo que aumenta a quantidade de dinheiro na economia.
E é esse processo de aumento da quantidade de dinheiro o que de fato governa os principais números da economia, como PIB, emprego, renda e inflação de preços. Um aumento da quantidade de dinheiro na economia, gerado pela criação de crédito bancário, aumenta a demanda por consumo, por mão-de-obra e estimula investimentos. Ele faz com que, no primeiro momento, haja uma grande sensação de prosperidade. A renda nominal aumenta, os investimentos aumentam, o consumo aumenta e o desemprego cai.
Consequentemente, a expansão do crédito faz aumentar a demanda por mão-de-obra em todos os setores da economia, desde indústria e construção civil até os setores de serviço, varejista e comércio em geral. Todos passam a requerer mais mão-de-obra e mais recursos por causa do aumento generalizado da demanda gerada pela expansão do crédito.
Essa disputa por mão-de-obra e por recursos leva ao encarecimento de ambos. E isso estimula os números do PIB, do emprego, da renda e da inflação de preços.
Mas, para se manter esta taxa de “crescimento econômico”, é necessário que a expansão do crédito ocorra a uma taxa crescente. Somente um aumento contínuo do crédito, ou seja, somente uma aceleração do crédito permite que os empreendedores de todos os setores mantenham ou aumentem sua força de trabalho e mantenham ou aumentem seus estoques e suas aquisições de bens de capital a serem utilizados em novos investimentos.
Somente uma expansão crescente do crédito permite aos empreendedores continuarem adquirindo mão-de-obra, bens de capital e acumulando estoques, uma vez que esta mesma mão-de-obra e estes mesmos bens de capital estão sendo demandados por todos os setores da economia, justamente em decorrência do aquecimento gerado pela expansão do crédito.
Isso gera uma queda no desemprego e um aumento nos preços e nos salários, o que leva à necessidade de expandir ainda mais rapidamente o crédito para que seja possível manter este ciclo. Com o tempo, obviamente, toda esta expansão do crédito irá levar tanto a um aumento do endividamento quanto a um acentuado aumento nos preços, o que fará com que o Banco Central suba os juros para “esfriar” essa atividade econômica. Caso a expansão do crédito seja reduzida — e vale dizer que não é necessário que haja contração do crédito; basta apenas que ele passe a crescer a taxas menores —, todo este arranjo “virtuoso” (na realidade, totalmente artificial) se arrefece.
Algo que vem chamando muita atenção é a resiliência do emprego. Mesmo com o PIB estagnado, a taxa de desemprego se mantém estável em níveis historicamente baixos. Mas há explicações.
A primeira é que, como foi explicado em detalhes neste artigo, os reais valores do desemprego estão bastante subestimados, e por uma mera questão de metodologia utilizada pelo IBGE. No entanto, pelo bem do debate e para evitar quaisquer acusações de manipulação, vamos aqui nos ater exatamente aos números coletados pelo IBGE.
O gráfico a seguir mostra a evolução do crédito total concedido ao setor privado (linha vermelha, eixo da esquerda) e o número de empregados no setor privado (linha azul, eixo da direita), segundo o IBGE. O crédito total abrange todo o crédito concedido ao setor industrial, ao setor comercial, ao setor de serviços, ao setor rural, à compra de imóveis, e às pessoas físicas.
Gráfico 6: Evolução do crédito total concedido ao setor privado (linha vermelha, eixo da esquerda) e o número de empregados no setor privado (linha azul, eixo da direita), segundo o IBGE.
Analisando os números absolutos, este gráfico não diz muita coisa. Por isso, o melhor procedimento é fazer um gráfico que mostra a taxa de crescimento anual do crédito total ao setor privado e a taxa de crescimento anual do total de empregados no setor privado (o que deixa de fora os empregos no setor público).
Gráfico 7: taxa de crescimento anual do crédito ao setor privado (linha vermelha; eixo da esquerda) vs. taxa de crescimento do emprego no setor privado (linha azul; eixo da direita)
O mecanismo da expansão do crédito descrito acima pode ser observado no gráfico. Quando o crédito (linha vermelha) está acelerado, o emprego no setor privado (linha azul) cresce. Quando ele estagna, o crescimento do emprego arrefece. E quando o crédito se desacelera subitamente, o emprego se contrai (vide 2009).
O crescimento do crédito no Brasil se estagnou no primeiro semestre de 2011 e começou a desacelerar no segundo semestre. O crescimento do emprego foi junto. Se em 2010, ano da forte acelerada no crédito (a taxa de crescimento anual passou de 12% em novembro de 2009 para 21% em novembro de 2010, aceleração de 75% em um ano), o emprego chegou a crescer a taxas maiores que 6%, atualmente, com o crescimento do crédito tendo arrefecido para 14% ao ano, o emprego está crescendo à módica taxa de 1% ao ano. A taxa da expansão do crédito ainda está definitivamente alta para os padrões americanos e europeus, mas é a mais baixa desde fevereiro de 2010.
(Aquela recuperação pontual do emprego observada no segundo semestre de 2012 se deve provavelmente à prorrogação das isenções fiscais concedidas pelo governo à indústria e ao comércio).
Podemos apenas especular o que está causando a desaceleração do crédito. A hipótese mais robusta é aquela que aponta para uma combinação entre endividamento excessivo da população, perda de confiança — tanto por parte dos bancos quanto por parte da população — quanto ao futuro da economia, e a inadimplência em níveis recordes (o que, além de afetar os balancetes dos bancos, torna-os mais cautelosos).
O gráfico abaixo mostra o nível de endividamento das famílias em relação à sua renda acumulada nos últimos doze meses (linha azul) e os gastos das famílias com o serviço de suas dívidas — ou seja, juros e amortização — em relação à sua renda mensal (linha vermelha). De acordo com as últimas estatísticas, o endividamento das famílias é de mais de 45% da sua renda acumulada em doze meses, e os gastos das famílias para cumprirem o serviço de suas dívidas é de quase 22% de sua renda mensal.
Gráfico 8: nível de endividamento das famílias em relação à sua renda acumulada nos últimos doze meses (linha azul); gastos das famílias com o serviço de suas dívidas — juros e amortização — em relação à sua renda mensal (linha vermelha).
Tal nível de endividamento levou a uma inadimplência total de R$85 bilhões, um recorde.
Gráfico 9: inadimplência dos brasileiros junto ao sistema financeiro
Conclusão
A economia brasileira está simplesmente colhendo o que plantou nos últimos três anos, quando a atual equipe econômica decidiu “inovar” e apostar na velha “nova matriz econômica”.
Com as contas do governo em descontrole, com a dívida pública se aproximando dos 60% do PIB (isso na metodologia adotada a partir de 2008; na metodologia utilizada até 2007, o valor está em 65% do PIB), com os títulos da dívida já sendo punidos no mercado estrangeiro, com o real dizimado perante o dólar e o euro, com os juros em alta (no maior patamar em 18 meses), com a inflação muito acima do centro da meta, com o custo de vida em ascensão, e com quase 70% dos lares com algum tipo de dívida, é difícil visualizar uma súbita recuperação sem antes passarmos por alguma correção mais robusta. Enquanto estas variáveis não forem equacionadas, não há grandes perspectivas para o crescimento econômico.
Eis uma notícia interessante, que mostra bem as consequências de um modelo de crescimento baseado apenas na expansão do crédito:
Os brasileiros [pessoas físicas] chegam ao fim de 2013 devendo — somente aos bancos — um total de pouco mais de R$ 1,2 trilhão, o maior saldo da história, segundo dados do Banco Central (BC)
A situação das finanças domésticas se complica porque, com base nos números do BC sobre as operações de crédito, os consumidores têm mergulhado nas dívidas mais caras do mercado.
O saldo devedor do cheque especial, por exemplo, é o maior já registrado, com alta acumulada de 20,9% no ano. Os débitos com o cartão de crédito na modalidade rotativa — quando se quita apenas o valor mínimo da fatura — cresceram 6,2% nos 10 primeiros meses, mais do que os pagamentos à vista com cartão, nos quais não incidem juros, com alta de 5,1%.
A soma do que os brasileiros devem às instituições financeiras representa, hoje, mais de um quarto (25,8%) do Produto Interno Bruto (PIB).
Até o momento, o grande trunfo do governo tem sido o de enfatizar a baixa taxa de desemprego. No entanto, há aí outro problema: se o desemprego está de fato baixo, então a economia deveria estar crescendo robustamente; afinal, essa seria a consequência lógica do fato de você ter mais mão-de-obra produzindo e consumindo. No entanto, isso não está ocorrendo.
Logo, há duas conclusões possíveis: ou a taxa de desemprego é bem maior do que a oficial, ou então a mão-de-obra brasileira nunca foi tão pouco produtiva e tão pouco qualificada.
Com uma mão-de-obra mal instruída e pouco produtiva, a única solução de curto prazo seria a redução das tarifas de importação para bens de capital, os quais poderiam aumentar nossa produtividade no curto prazo. Mas o que a atual matriz econômica do governo está fazendo é justamente dificultar as importações, tudo em nome da “defesa da indústria nacional”.
Ao final de um artigo semelhante escrito há exatamente um ano (dezembro de 2012), disse o seguinte:
No Brasil, além de a qualidade dos serviços no geral ser ruim, a quantidade e a variedade de bens de consumo é muito baixa, pois além de o governo dificultar ao máximo as importações, nossa desvalorizada moeda não tem poder de compra em relação às principais moedas do mundo. E não bastasse a pouca oferta e a pequena variedade de bens e serviços, o acesso a eles é caro, justamente porque o governo destrói continuamente o poder de compra da moeda.
Portanto, eis a realidade atual do Brasil: qualidade da mão-de-obra em queda livre, quantidade e variedade de bens e serviços bastante insatisfatória, e acesso a eles cada vez mais caro. Em vez de facilitar a aquisição de bens de capital, o que poderia remediar a questão da baixa produtividade e da qualidade dos bens e serviços, o governo dificulta o acesso, tanto por meio de tarifas quanto por desvalorizações cambiais. E, para piorar, não há absolutamente nenhuma tendência de melhora na qualidade da mão-de-obra. Esse é o nosso padrão de vida.
Mais ainda: a julgar pelas políticas adotadas pelo atual governo no que tange a protecionismo, câmbio e inflação, não há nenhuma indicação de que isso irá mudar no futuro próximo.
Plus ça change, plus c’est la même chose.
Roberto São Paulo-SP 2013
20 de dezembro de 2013 5:37 pmA festa continua, com mais emprego, mais renda e educação.
A “política fiscal expansionista, juros baixos, crédito subsidiado, câmbio desvalorizado e aumento das tarifas de importação para “estimular” a indústria nacional.” iniciada em agosto de 2011, serviu para livrar o Brasil do inferno da recessão e do desemprego, e ainda permitiu um crescimento real do PIB de 1% em 2012, cerca R$ 40 bilhões.
Estas medidas permitiram aumentar a demanda interna para compensar a queda da demanda externa provocada pelo agravamento da crise fiscal na zona do euro e pelas dificuldades do governo americano em aumentar o teto da dívida pública.
Apesar do erro do copom de iniciar um aperto monetário em março de 2013, o PIB no Brasil deve ter um crescimento real de 2,7% em 2013, mais de R$ 120 bilhões.
Certamente teríamos um crescimento maior caso os juros da Selic tivessem sido mantidos em 7,25% nominais ao ano.
De qualquer maneira a atual correção cambial vai permitir substituir parte das importações pela produção nacional, que somado ao aumento da produção de petróleo e gás nos próximos anos, vai permitir acelerar o ritmo de crescimento real do PIB no Brasil acima dos 4% ao ano, gerando mais emprego e renda.
A inflação de 12 meses no final de 2011 acima dos 7% nominais, se deveu a fatores sazonais como os problemas climáticos nos EUA e a seca na região sul do Brasil, que derrubou a produção de grãos no Brasil e nos EUA.
Mesmo com a redução dos juros da Selic iniciada em agosto de 2011, a inflação de 12 meses do IPCA/IBGE recuou de 7,31% em setembro de 2011 para 4,92% em junho de 2012.
Em 2013 o aumento da inflação medida pelo IPCA de deveu basicamente a correção da taxa de câmbio iniciada com o anúncio do FED no início de 2013 de que iria ajustar a política monetária na medida em que a taxa de desemprego dos EUA se aproximasse dos 6,5%.
A redução da tarifa de energia elétrica. os aporte ao BNDES, e a desoneração da folha de pagamento, vão permitir um melhor competitividade da empresas instaladas no Brasil, o que combinada com a atual correção da taxa de Câmbio, vai permitir substituir parte das importações pela produção nacional.
Em qualquer sistema financeiro capitalista,”quando uma pessoa ou empresa pega empréstimo”, os bancos não criam dinheiro do nada, o que ocorre é um registro contábil do dinheiro da captação(títulos de renda fixa, caderneta de poupança, depósitos à vista) e o registro contábil da operações de crédito concedida, mas o dinheiro ou o capital é um só, ou seja parte da captação realizada pelas instituições financeira circula no sistema econômica na foram de empréstimo, outra parte fica congelada para capital de solvência, e uma terceira parte é retida pelo Banco Central para regular a liquidez do sistema financeiro.
Isto fica evidente quando corre uma corrida bancária, quando os depositantes correm para sacar os depósitos à vista ou resgatar as aplicações financeiras, deixando os bancos descobertos em função do capital estar com aqueles que realizaram as operações de crédito. Caso os bancos criassem dinheiro do nada não teriam problemas diante de uma corrida bancária.
Os aportes do BNDES, cerca de R$ 400 bilhões não aumenta a quantidade de dinheiro na economia, mas canaliza o capital que já está no sistema financeiro, diretamente para financiar o aumento da produção de bens e serviços. O que ocorre é que o Tesouro Nacional emite títulos públicos e repassa ao BNDES, que coloca os títulos no mercado financeiro, ou seja utiliza a liquidez já existente.
Sem os aporte ao BNDES, não haveria a emissão dos R$ 400 bilhões em títulos, a dívida pública bruta necessariamente não seria menor, já que muito provavelmente haveria um excesso de liquidez, forçando o aumento das operações compromissadas do Banco Central, que hoje representam cerca R$ 700 bilhões, e nas quais o Banco Central utiliza títulos emitidos pelo Tesouro nacional atrelados a Selic, para enxugar a liquidez do sistema financeiro, e sem os aportes ao BNDES, as operações compromissadas estariam acima de R$ 1 trilhão de reais, o que representaria um custo muito maior para o Tesouro Nacional, já que nos aportes ao BNDES o Tesouro Nacional recebe uma remuneração do BNDES, além de dividendos, o que não ocorre com as operações compromissadas.
O prêmio do CDS do Brasil tem acompanhado o de outros países, que aumentaram em função do anúncio de mudança da política monetária nos EUA.
Em função do aumento do risco do colapso do euro ocorrido em 2011, houve um aumento do CDS dos países da zona do euro, agora com a diminuição do risco de colapso do euro, está ocorrendo uma queda dos prêmios do CDS.
Boa parte do expansão do crédito no Brasil se deve ao retorno do aumento do crédito imobiliário, na prática ocorre uma troca do aluguel pelas prestações dos financiamentos, o aluguel não é computado como dívida das famílias, por ser considerado uma despesa, já o financiamento imobiliário é uma dívida de longo prazo, mas na prática é pago mensalmente de mesmo modo que o aluguel.
A grande diferença, é que com o passar dos anos a dívida do financiamento se transformará em patrimônio da famílias, não só pela quitação do financiamento, como principalmente pela valorização do imóvel.
Mas no Brasil em função a legislação em vigor, as famílias que tem apenas um imóvel, não podem utilizá-lo para alavancar o crédito, o que afasta o risco de exageros como ocorrido na Europa e nos EUA, onde boa parte das viagens, do consumo de bens semi-duráveis e duráveis são financiadas com o refinanciamentos dos imóveis.
O único grande impacto de uma eventual queda dos preços do imóveis no Brasil, seria as instituições financeiras terem que providenciar o aumento das reservas de capital, já que a perda de valor dos imóveis provoca queda na qualidade dos créditos concedidos, e o devedores não são obrigados a providenciar um reforço das garantias.
No Brasil ainda há muito espaço para a expansão do crédito, tanto do crédito imobiliário, como do crédito destinado ao consumo das famílias, o aumento do nível do emprego com carteira assinada, a redução dos juros da Selic, a redução do spread bancário vai contribuir para a continuidade do atual ritmo de expansão do crédito, que é de cerca de 15% ao ano.
Hoje o Salário Mínimo está em R$ 678,00, e caso o ritmo de crescimento real o PIB se mantenha acima dos 4%, em dez anos haverá um aumento real de mais de 50% , ou seja o Salário Mínimo será equivalente a mais de R$ 1.000,00 dos dias de hoje, o que vai possibilitar um salto na produção de bens e serviços, e no consumo das famílias, em um processo conhecido como um longo ciclo virtuoso de crescimento do PIB.
Creio que a festa está apenas começando.
C. Acácio
20 de dezembro de 2013 2:08 pmA análise dos dados permite
A análise dos dados permite supor que , em breve , um exército de pretendentes as vagas no mercado de trabalho será formado por trabalhadores com mão de obra mais qualificada. São os efeitos colaterais positivos de um ciclo virtuoso da economia …
ruyacquaviva
20 de dezembro de 2013 2:31 pmNada como um dia após o
Nada como um dia após o outro.
O link abaixo aponta para uma matéria de um pequeno site do interior. A mesma notícia foi dada pela imprensa e pode ser encontrada nos grandes portais. Postei do pequeno site de Luziânia (GO) para não canja para a mídia corporativa e porque a transcrição da entrevista foi feita na íntegra, com as perguntas feitas ao tucano.
Dilma é leniente com a inflação e quer controlar lucro, afirma Aécio
http://www.jornaldeluzilandia.com.br/txt.php?id=23369
Quero destacar o seguinte trecho:
“A partir de conversas com o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, seu principal conselheiro na área econômica[…]”
Agora quero destacar um trecho desta matéria do 247, de abril deste ano:
Assim como o economista Alexandre Schwartsman, que prega desemprego para conter uma inflação já em queda, Fraga segue pelo mesmo caminho. “Não é uma proposta razoável do ponto de vista macroeconômico ficar esperando a oferta reagir em vez de fazer um ajuste na demanda. É preciso ajustar a demanda ao longo do caminho, sob pena de a inflação ficar alta e a economia se reindexar.”
Ou seja, o principal conselheiro do Aécio na área econômica defendia em abril deste ano o desemprego e o arrocho salarial (espertamente eufemizado como “ajuste na demanda”, para conter a inflação.
Estamos no final do ano com a menor taxa de desemprego da História e a inflação permanece sob controle, muito abaixo do período em que o guru econômico do Aécio foi presidente do Banco Central.
Quantos pais de família ficariam desesperados sem ter como alimentar seus filhos por estarem desempregados graças a essa proposta do conselheiro do Aécio? Quanto os trabalhadores perderiam em termos salariais pela perda de poder de barganha devido ao desmprego?
Essa é a turma do Aécio. Esses são os tucanos. É importante que essas coisas fiquem claras para a população antes de cada um escolher em quem votar em 2014.
ruyacquaviva
20 de dezembro de 2013 2:33 pmPT x PSDB em números
O que
PT x PSDB em números
O que foi e tem sido maior com o PT: o crescimento do PIB, o aumento do salário mínimo, o emprego, a relação dívida/PIB.
O que foi maior com o PSDB: a inflação, a taxa de juros, o desemprego, a miséria e o analfabetismo.
Assis Ribeiro
20 de dezembro de 2013 2:49 pmOs números dizem tudo
Por isso o falho e enganador discurso peessedebista de que o governo do PT é continuísta.
Jossimar
20 de dezembro de 2013 6:50 pmNão pude deixar de notar que
Não pude deixar de notar que o salário mínimo subiu MAIS no gráfico Lula que no Dilma+Lula. isto deixa claro que o governo Dilma reduziu a velocidade dos aumentos do salário mínimo.
Além disto, não corrigiu a tabela do IRPF como deveria, manteve o fator previdenciário, aumentou a selic, não tocou para a frente a Ley de médios que o Lula deixou pronta, enterrou o programa de banda larga que o Lula tinha deixado engatilhado, abortou o crescimento do PIB de 7,5% herdado do governo Lula entre outros. Quer dizer, tirou dos pobres.
Do outro lado, reduziu a conta de luz, o spread bancário, deu desonerações a vontade e ninguém viu um preço que seja baixar. Quer dizer, deu para os ricos.
Dilma, precisamos de MAIS.
aliancaliberal
20 de dezembro de 2013 8:55 pmTraga os numeros de 1986 a
Traga os numeros de 1986 a 1995 compare com o 1995 a 2002 ai a gente conversa como adultos.
Para não ficar em branco e para te ajudar :
Crescimento mundial durante governo FHC: 24,27% ou 2,75% ao ano
Crescimento mundial durante governo Lula: 74,46% ou 8,27% ao ano
Crescimento do Brasil no governo FHC: 19,74% ou 2,28% ao ano ou 82,77% da média mundial
Crescimento do Brasil no governo Lula: 27,66% ou 3,55% ao ano ou 42,91% da média mundial
Só a comparação do crescimento mundial já deruba toda a sua argumentação pró governo, mas vamos ver a inflação.
Inflação acumulada de 1990 a 1994 (Collor/Itamar): 41.941.718,61%
Inflação acumulada de 1995 a 2002 (FHC): 114,43%
Trapaceador
20 de dezembro de 2013 9:15 pmComo mentir ou enrolar com números insossos
O AL insiste na técnica manjada de manipular números errados ou que não dizem nada.
Neoliberais adotam pirotecnias, cambalhotas, lentes e espelhos de circo, etc. para “provar” seus farsescos pontos.
E já desmenti o Al no memo tema. Mas ele insiste, vamos lá (de novo):
FHC recebeu as chaves com uma inflação de 1,7% em dez/1994
Entregou a Lula, depois de 8 anos, uma inflação de 2,7% em dez/2002 (3,4% em nov).
Lula recebeu os 2,7% de FHC e entregou a Dilma 0,6% em dez/2010.
Portanto, como presidente, FHC PIOROU o índice recebido de Itamar.
Lula recebeu o embrulho e melhorou BEM o que entregou para Dilma
Já o que aconteceu durante a idade Média, i.e. fora de seus governos evidentemente está … fora.
Agora vamos ao curioso truque do “percentual do Brasil e do Mundo”:
Vamos supor que o mundo cresça míseros 0,05% a/a
E que um país X cresça mais míseros 0,045%
Cresceu 90% do mundo! Oooh!
Em outra época, o mundo cresceu fantásticos18% a/a
E o país Y cresceu “só” 9% (apenas 50% do mundo). Aaah!
Qual dos crescimentos interessa de verdade para sua gente?
Obelix
20 de dezembro de 2013 9:21 pmEstatística: a arte (marcial) de espancar os fatos…
Até que caibam nos números.
Bem, existe um modo bem diferente de ler os números, chama-se decomposição de dados, ou algo como interpretação do que está exatamente definido como quantidade.
Sim, porque o Obelix, o Warren Buffet e Bill Gates em um restaurante pode ser considerado que boa parte das fortunas inidividuais do mundo está ali (o que é real), e que a renda per capita do ambiente é altíssima (o que é real), mas não muda Obelix da sua condição de pobre gaulês da Armórica.
Vejam:
A média de inflação do período 1990/1994 é falsa, mas ainda assim, se fosse verdadeira, não nos diria que Itamar entregou o país a FHC com inflação de menos de 2% em dezembro de 1994.
Agora perguntem a inflação que FHC entregou a Lula. Pois bem, eu dou um doce a quem souber me responder.
Outra tolice é isolar os dados de crescimento, ou tomá-los como absolutos, sim, porque eu vou ter que desconsiderar os efeitos da maior crise estrutural (2008) desde 1929.
Mas ainda assim, o crescimento do PIB, sabemos todos (ao menos os que se importam com gente) só tem sentido se revertidos para uma análise do quadro social onde se deu este crescimento.
E como está o povo agora, depois do Lula e Dilma, mesmo com crescimento menor em relação ao PIB mundial, e como estava em FHC?
Nem vamos considerar que boa parte do “crescimento” tucano se deu, em grande parte, porque venderam até a digníssima genitoras na bacia das almas da privataria, o que incorporou algum valor a economia que permaneceu imóvel em dinamismo, soterrado pelo populismo cambial e juros estratosféricos.
Roberto São Paulo-SP 2013
21 de dezembro de 2013 11:26 amDados do PIB Mundial
Crescimento real do PIB Mundial segundo FMI foi de 25% de 1995 a 2002 e de 24% de 2003 a 2010.
World Economic and Financial Surveys—–World Economic Outlook Database—-Disclaimer
Download WEO Data: October 2013 Edition
By Countries (country-level data) or
By Country Groups (aggregated data) and commodity prices or
Entire Dataset
URL:

The World Economic Outlook (WEO) database contains selected macroeconomic data series from the statistical appendix of the World Economic Outlook report, which presents the IMF staff’s analysis and projections of economic developments at the global level, in major country groups and in many individual countries. The WEO is released in April and September/October each year.
http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/weorept.aspx?sy=2003&ey=2010&scsm=1&ssd=1&sort=country&ds=.&br=1&pr1.x=84&pr1.y=13&c=001&s=NGDP_RPCH%2CNGDP_RPCHMK&grp=1&a=1
URL:http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/weorept.aspx?sy=1995&ey=2002&scsm=1&ssd=1&sort=country&ds=.&br=1&pr1.x=79&pr1.y=8&c=001&s=NGDP_RPCH%2CNGDP_RPCHMK&grp=1&a=1
Use this database to find data on national accounts, inflation, unemployment rates, balance of payments, fiscal indicators, trade for countries and country groups (aggregates), and commodity prices whose data are reported by the IMF.
World Economic Outlook on Google Public Data Explorer
Data are available from 1980 to the present, and projections are given for the next two years. Additionally, medium-term projections are available for selected indicators. For some countries, data are incomplete or unavailable for certain years.
World Economic Outlook on Google Public Data Explorer offers select indicators from the latest online WEO database, such as GDP growth and inflation
URL:
http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/index.aspx
Dados estastíticos divilgados pelo FMI-Fundo Monetário Internacional
Data and Statistics—–International Monetary Fund (IMF)—Last Updated: December 19, 2013
The IMF publishes a range of time series data on IMF lending, exchange rates and other economic and financial indicators. Manuals, guides, and other material on statistical practices at the IMF, in member countries, and of the statistical community at large are also available.

(1)International Financial Statistics (IFS)World Gross Domestic Product, Real (IFS)
Download time series data for GDP growth, inflation, unemployment, payments balances, exports, imports, external debt, capital flows, commodity prices.
URL:
http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/index.aspx
World Economic Outlook —Transitions and Tensions—-October 2013 PDF
(2) Table A1. Summary of World Output (1)Real GDP(Annual percent change) página153

– -International Monetary Fund | October 2013 153
©International Monetary Fund. Not for Redistribution
World Economic and Financial Surveys—–World Economic Outlook Database—-Disclaimer
Download WEO Data: October 2013 Edition
By Countries (country-level data) or
By Country Groups (aggregated data) and commodity prices or
Entire Dataset
URL:

The World Economic Outlook (WEO) database contains selected macroeconomic data series from the statistical appendix of the World Economic Outlook report, which presents the IMF staff’s analysis and projections of economic developments at the global level, in major country groups and in many individual countries. The WEO is released in April and September/October each year.
http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/weorept.aspx?sy=2003&ey=2010&scsm=1&ssd=1&sort=country&ds=.&br=1&pr1.x=84&pr1.y=13&c=001&s=NGDP_RPCH%2CNGDP_RPCHMK&grp=1&a=1
URL:http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/weorept.aspx?sy=1995&ey=2002&scsm=1&ssd=1&sort=country&ds=.&br=1&pr1.x=79&pr1.y=8&c=001&s=NGDP_RPCH%2CNGDP_RPCHMK&grp=1&a=1
Use this database to find data on national accounts, inflation, unemployment rates, balance of payments, fiscal indicators, trade for countries and country groups (aggregates), and commodity prices whose data are reported by the IMF.
World Economic Outlook on Google Public Data Explorer
Data are available from 1980 to the present, and projections are given for the next two years. Additionally, medium-term projections are available for selected indicators. For some countries, data are incomplete or unavailable for certain years.
World Economic Outlook on Google Public Data Explorer offers select indicators from the latest online WEO database, such as GDP growth and inflation
URL:
http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/index.aspx
ruyacquaviva
21 de dezembro de 2013 12:01 pmParabéns pela sua resposta
Parabéns pela sua resposta Roberto. O ARENA (troll da Aliança Nacional Renovadora) mente de forma descara, achando que ninguém vai conferir suas mentiras e com isso ele vai convencer algum incauto. Seu post matou a cobra e mostrou a cobra morta. Uma simples pesquisa desmonta as mentiras desse troll profissional, mas montar um post com os dados corretos e respectivas referências dá muito trabalho.
É por isso que o ARENA mente tanto e tão frequentemente. É mais fácil mentir e postar dados sem nenhuma referẽncia (e nem as teria mesmo, pois são mentiras) do que rebater com a verdade de forma documentada como você fez.
Escrevo esta mensagem não apenas para dar o devido valor ao seu comentário, mas também para mostrar a enorme diferença de atitude entre quem está mentindo e tentando enganar com númerois falsos e quem realmente está apresentando um fato real.
A forma de agir de alguns trolls, para disfarçar a mentira, é procurar intensamente algum gráfico ou dado parcial para apresentá-lo fora do contexto e fazer afirmações fora de contexto (quando não simplesmente mentirosas) para chegar a conclusões descabidas. Por isso não mostram fontes. Dizem que o dado veio do instituto X ou Y mas não apontam de onde exatamente os tirou porque senão as pessoas poderiam ir à fonte e perceber que a informação apresentada indica outra coisa muito diferente das afirmações mentirosas citando o dado. É o mesmo método da imprensa que mancheteia uma mentira e quando vamos aos fatos vemos que a manchete é disparatada, quando não completamente oposta ao fato real.
Isso acontece às vezes, muitas vezes eles só mentem e pronto, sem nem procurar disfarçar.
Parabéns por ter desmascarado mais uma mentira.
Assis Ribeiro
20 de dezembro de 2013 2:45 pmA diferença é enorme
PT anos luz à frente do que quer o povo sul americano
Fiódor Andrade
20 de dezembro de 2013 3:03 pmPais de família, filhos?
Nada
Pais de família, filhos?
Nada disso existe para os tucanos. São só números numa planilha.
Filipe Rodrigues
20 de dezembro de 2013 3:42 pmAécio e os tucanos são
Aécio e os tucanos são exemplos de como perder uma eleição…Os brasileiros não querem deixar o paraíso para voltar ao inferno.
Diogo Costa
20 de dezembro de 2013 2:54 pmFica Guido Mantega!
Novembro teve menor desemprego da história, anuncia IBGE
19 de dezembro de 2013 | 11:25 Autor: Fernando Brito
A taxa de desemprego de novembro – 4,6% – atingiu o menor valor para o mês da série histórica da pesquisa realizada pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas do país, atingindo percentual igual ao que foi verificado em dezembro do ano passado e projetando uma queda maior para dezembro, mês onde o nível de ocupação tradicionalmente tem um salto, para decrescer em janeiro, em razão do período de fim de ano e festas.
A queda na população desocupada em relação a outubro foi espetacular: 10,9% frente a outubro. E os salários, que já vinham subindo, aceleraram sua alta: o: o rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1.965,20) foi 2,0% maior do que o apurado em outubro (R$ 1.927,48) e 3,0% a mais do que novembro de 2012 (R$ 1.908,41), já descontada a inflação.
Com isso a soma do rendimento dos trabalhadores foi estimada em R$ 46,2 bilhões em novembro de 2013, crescendo 2,0% em relação a outubro último e 2,3% em relação a novembro do ano passado.
O resultado do emqprego e do salário no mês passado é um peterdo contra a cantilena de que estava esgotado “um modelo de desenvolvimento apoiado no consumo”, como vivem apregoando nossos “analistas econômicos”.
Não há conjuntura internacional que explique o atingimento de níveis de desemprego virtualmente zero – qualquer taxa abaixo de 5% é considerada assim, em análises econômicas – no Brasil.
Ao contrário, isso se dá num mundo em crise e com taxas explosivas de desemprego.
A “urubologia” econômica brasileira não acerta uma!
http://tijolaco.com.br/blog/?p=11709
Rodrigo C Moreira
20 de dezembro de 2013 3:29 pmSó uma dúvida.
Desde quando
Só uma dúvida.
Desde quando um sujeito formado ficar em casa estudando para passar num concurso público é positivo?
Agora a tônica do futuro é formar profissionais em fazer prova?
F P Americano
20 de dezembro de 2013 8:35 pmEstigmas e implantações
Não é de hoje que ser funcionário público” já foi estgmatizado, implantado em muitas cabeças (que prestam atenção no que a mídia lhes oferece) como o “ó do borogodó”.
Os EEUU, centro do capitalismo mundial e potência onipresente, tem mais funcionários públicos que o Brasil.
Qual é o problema em estudar para ser funcionário de um BB ou CEF ou Petrobrás? (além de FA, PF, RF e outras instituições federais, estaduais e municipais).
Qual o problema em querer ser engenheiro da líder mundial em perfuração de águas profundas e a única a já produzir em ultraprofundas no mundo? Com condições empregatícias competitivas que algumas privadas e transnacionais podem se orgulhar de propagandear? Algum?
Ninguém estuda (especificamente) para para a iniciativa privada, porque o processo seletivo não exige concurso.Só o público.
Já estamos bem crescidinhos para ficar papagueando chavões neoliberais marotos.
A qualidade e a retidão dos mesmos dependem eminentemente de governos sérios, que façam deles bom proveito ou, ao contrário, de governos bandalhos que, para destruir o Estado, tornam o funcionalismo uma verdadera p#t@ria. Ou os degradam.
Vamos entender que o Estado faz parte do Mercado.
Felizmente.
Durvalino
20 de dezembro de 2013 3:42 pm…. Nassif. precisamos
…. Nassif. precisamos conhecer os dados no minimo por regiao, pois as diferenças de mercado/economica sao gritantes de regiao para regiao. depois disso, a conclusao.
Filipe Rodrigues
20 de dezembro de 2013 3:51 pmUm fato histórico curioso:
Pouca gente sabe que o Brasil teve no final da ditadura sua maior taxa de desemprego até então segundo o IPEA (recorde quebrado somente em 2002/03).
Sarney deixou o governo com índices mais baixos de desemprego que o atual (apesar do Brasil daquela época ter baixos índices educacionais e um grande “exército” reserva de trabalhadores).
Foi justamente esse baixo índice de desemprego que permitiu o crescimento do sindicalismo petista nos anos 80, o país tinha pleno emprego (não havia tanto medo de ser demitido) e a inflação muito alta corroía os ganhos salariais que incentivavam as greves e os principais movimentos surgidos na época.
Deve ser por isso que Lula tem tanta gratidão a Sarney.
ruyacquaviva
20 de dezembro de 2013 4:20 pmTalvez isso que você está
Talvez isso que você está falando convença alguém jovem, que não viveu naquela época. Mas eu vivi essa época e sei que não foi nada disso não. Durante os anos 80 houve muito desemprego. Muito, muito, muito mais do que agora. Eu entrei na faculdade em 1980 e sei como foi difícil encontrar emprego nessa que não é chamada de “década perdida” à toa.
É verdade que o desemprego aumentou de 1990 para 1992, durante o governo Collor e se estabilizou no governo Itamar. Mas em 1989 não havia situação de pleno emprego e nós olhávamos o índice de desemprego com preocupação. Era inclusive tema recorrente das campanhas eleitorais.
O que havia era uma hiperinflação galopante que preocupava até mais que o desemprego porque mesmo empregado você poderia quebrar, se o salário não tivesse um ritmo de reajuste que acomapnhasse minimamente a inflação.
Uma das poucas vantagens de ficar mais velho é que o que muitos contam como história, nós vivemos na pele e portanto sabemos o que procede e o que não procede quando se fala de determinada época.
NUNCA ví situação nem ao menos perto do pleno emprego no Brasil. O desemprego SEMPRE foi uma preocupação importante para a população. Tente pegar um tempo mais atrás, um em que ninguém que o tenha presenciado esteja vivo. Talvez assim você consiga.
Filipe Rodrigues
20 de dezembro de 2013 5:31 pmConcordo com o que disse,
Concordo com o que disse, mesmo assim o nível de emprego daquela época ainda era melhor que na virada do milênio (quando o neoliberalismo ganhou força).
Houve uma piora até 1985 quando o Delfim Netto promoveu um duro ajuste, o plano Real poderia ter sido o plano Cruzado se Tancredo não tivesse morrido.
Sarney teve que promover alguns poucos benefícios sociais para se legimitar no poder (pois ele era da ARENA há pouco tempo e Ulisses Guimarães mandava no Congresso). Na maior parte de seu governo os aumentos acompanhavam a inflação.
Até no governo do PT o desemprego é uma preocupação, atualmente ele é maior entre as pessoas com maior qualificação.
Filipe Rodrigues
20 de dezembro de 2013 5:42 pmEu por exemplo sou diplomado
Eu por exemplo sou diplomado em jornalismo e não consigo trabalho na minha área de formação, há vários motivos: crise da profissão, incapacidade de se adaptar a internet, diploma não é mais obrigatório; o principal motivo é o governo não ter feito a Ley de Médios (por isso que ser jornalista na Argentina é muito melhor, além ser um povo muito mais letrado que o brasileiro).
O desemprego é baixo no Brasil nas áreas de menor qualificação (pelo menos assim eu não fico sem trabalho) porque o governo do PT é excelente na área social (o mesmo não se pode dizer na economia). O Brasil tinha uma ótima política de desenvolvimento antes do Collor (que vinha desde 1930) que o PT ainda não recuperou na íntegra.
Obelix
20 de dezembro de 2013 9:01 pmEstá explicado.
Prezado Senhor Felipe,
Sua definição, ou melhor, sua avaliação sobre sua condição como sendo resultado de má condução da economia, ao contrário da preocupação social é um primor, e de certa forma nos dáo toda pista da razão de sua situação adversa.
Gente com estas definições como as suas lotam as redações do PIG. É uma questão de mercado: para repetir estas tolices eles já têm gente de sobra, e para pensar de modo independente não há espaço.
É de chorar ler alguém que se diz jornalista (e com diploma) reproduzir chavões que ouviu por aí.
Eu lhe peço: faça-nos um artigo sobre política econômica onde me (ou nos) convença de que a gestão dos governos Lula e Dilma é pior do que dos seus sucessores.
Não nos poupe dos índices e se puder, apenas se puder, traga-nos algo sobre a colossal diferença entre os espirros cambiais de 98/2000, que levaram o Brasil a esmolar na frente da sede do FMI, e a tuberculose de 2008, e os efeitos diferentes para a economia do país sob as duas gestões distintas.
Você pode começar adotando como título a última frase de seu comentário:
O Brasil tinha uma ótima política de desenvolvimento antes do Collor (que vinha desde 1930) que o PT ainda não recuperou na íntegra.
Eu não quero parecer arrogante ou desrespeitoso, mas de onde, meu filho, você conseguiu retirar esta assertiva?
Outra: não deixe de falar sobre a necessidade de condução de políticas econômica em ambientes democráticos. Não vale defender o “milagre”, porque na base do Congresso fechado, até eu sou capaz de gerir a economia.
Filipe Rodrigues
21 de dezembro de 2013 2:02 amTu é maluco ou não entendeu nada…
Jornalismo é a profissão mais competitiva do país e a mais estressante (baixos salários, alta carga horária), a única profissão que não consegue organizar sindicatos decentes (talvez porque o números de interessados em trabalhar é maior que a oferta oferecida).
Não estou envolvido na profissão porque não quero entrar nesse mundo cão (quantos vendem a alma para agradar o patrão), os jornalistas do PIG que defendem as “maravilhas” da competitividade global são justamente aqueles mais estabilizados profissionalmente.
Lula e Dilma são muito melhores que seus sucessores, entretanto, não se desenvolve um país com juros bem acima da média e um BNDES que beneficia as grandes empresas (em vez de uma substituição da importações com a participação de novos atores na economia nacional).
De onde eu consegui tirar essa assertiva??? Você não deve saber história ou é mais um que confunde desenvolvimento econômico e social.
não deixe de falar sobre a necessidade de condução de políticas econômica em ambientes democráticos. Não vale defender o “milagre”, porque na base do Congresso fechado, até eu sou capaz de gerir a economia.
No seu conceito, o governo democrático de Juscelino Kubistchek também foi incapaz de gerir a economia…
Obelix
21 de dezembro de 2013 12:01 pmDevo estar maluco…
Prezado Senhor ex-jornalista, veja:
O senhor afirmou que desde 1930 o Brasil tem gestores eficientes da economia, até Collor, e que Lula e Dilma foram melhores, mas nada que recuperasse o passado. Cita o período Juscelino.
Acusa-me de não saber história e confundir desenvolvimento econômico e social. Vamos a tréplica:
01- Bem, desde 1930 até Collor se resumiu a Juscelino. Ainda assim, se considerarmos os dados econômicos e sociais (não, eu não os confundo, eu só não os dissocio, pois para mim, desenvolvimento econômico só é relevante se houver o desenvolvimento social), não há nada comparado com o que acontece hoje, pois é desnecessário dizer que a nossa economia é um processo muito mais complexificado que em 1942 ou 1959, e os indicadores sociais, hoje, são muito mais relevantes (alfabetização, renda per capita, investimento social per capita, participação da renda sobre o PIB, etc).
02- Há vários senões na política econômica de Juscelino, e sobre ele pesa o fato de que entregou o país com uma inflação galopante, e sua política substitutiva não levou o país a lugar algum(ao menos não onde se pretendia),a não ser as portas da bancarrota. Claro que nem tudo foi ruim. Houve um significativo e maciço investimento para dotar o país de infraestrutura de transportes (estradas), justamente para responder a escolha que ele fez: em um país de dimensões continentais, privilegiou o modal rodoviário, e abandonou outros modais, escolha cujos efeitos sentimos até hoje. Alguns dizem que ele fez isto para dar conta de seus acordos com as sete irmãs(agora são quatro) e toda a cadeia produtiva ligada ao automóvel.
Precisamos ver os dados sobre juros do período, mas eu tenho a ligeira impressão de que não era muito diferente. Você como bom jornalista já deve ter pesquisado antes de citar Juscelino (ou não?).
03- Bem, quanto a desenvolver o país com juros altos e subsídios do BNDES aos grandes players (o que se chama de Estado-finança, ícone capitalista que fornece ao capital os meios necessários para mais emais acumulação composta), sou até capaz de concordar, mas eu temo te dizer que no estágio atual do capitalismo, dada a nossa posição relativa no mundo, não há muita escolha, a não ser que comecemos a preparar o fim do capitalismo por aqui. Aí eu estou com você.
Continuo a comemorar sua escolha. Mesmo que o mercado fosse menos agressivo(o que eu concordo), você não leva o menor jeito para a coisa.
Quem sabe não ganhamos um ótimo feirante?
Cordial abraço.
Lionel Rupaud
20 de dezembro de 2013 4:23 pmDesculpe-me a correção mas você parece ignorar que
até 2002 a definição de desemprego utilizado na metodologia do IBGE não seguia as recomendações da OIT (Organização Internacional do Trabalho -orgão da ONU com sede em Genebra). Ele era muito mais restritivo, levando a uma sub-avaliação da taxa de desemprego.
O Brasil assinou a convenção da OIT, se eu me lembro bem, no decorrer do governo Sarney.
Como a aplicação da tal convenção iria aumentar a taxa de desemprego de no mínimo 3%, alguns economistas falavam na época em 5%, os governos sucessivos, temendo o efeito dos novos números na opinião pública, empurraram a aplicação da convenção com a barriga.
Em 2002, acho que antevendo a vitória do Lula, o governo fhc decidiu aplicar a convenção. O IBGE corrigiu os dados a partir de março 2002.
É por esta razão que nossa mi(r)dia usa nas manchetes sobre a taxa de desemprego o chavão “melhor desde xxx de 2002”. Só por que a série histórica do IBGE na metodologia atual, que é alias a seguida por todos os países da OCDE, começa em março 2002.
Para complementar esta história edificante sobre o que foi o tal governo fhc, você pode desde 2003 comparar a taxa de desemprego do Brasil com a dos demais países da OCDE. E lamento lhe informar que os números do Brasil hoje são próximos aos do Japão, e na época do fhc eram mais próximos dos da Rússia…
Filipe Rodrigues
20 de dezembro de 2013 5:37 pmLamentar??? imagina, são
Lamentar??? imagina, são dados do IPEA: http://www.ipeadata.gov.br/
Lionel Rupaud
20 de dezembro de 2013 8:40 pmDesculpe o “lamentar” era com IRONIC MODE ON
Esqueci de avisar…
Pedro Sanches
20 de dezembro de 2013 4:03 pmOs números recordes de desemprego e o novo perfil do trabalho
Nada como um dia após o outro.
O link abaixo aponta para uma matéria de um pequeno site do interior. A mesma notícia foi dada pela imprensa e pode ser encontrada nos grandes portais. Postei do pequeno site de Luziânia (GO) para não canja para a mídia corporativa e porque a transcrição da entrevista foi feita na íntegra, com as perguntas feitas ao tucano.
Dilma é leniente com a inflação e quer controlar lucro, afirma Aécio
http://www.jornaldeluzilandia.com.br/txt.php?id=23369
Quero destacar o seguinte trecho:
“A partir de conversas com o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, seu principal conselheiro na área econômica[…]”
Agora quero destacar um trecho desta matéria do 247, de abril deste ano:
Assim como o economista Alexandre Schwartsman, que prega desemprego para conter uma inflação já em queda, Fraga segue pelo mesmo caminho. “Não é uma proposta razoável do ponto de vista macroeconômico ficar esperando a oferta reagir em vez de fazer um ajuste na demanda. É preciso ajustar a demanda ao longo do caminho, sob pena de a inflação ficar alta e a economia se reindexar.”
Ou seja, o principal conselheiro do Aécio na área econômica defendia em abril deste ano o desemprego e o arrocho salarial (espertamente eufemizado como “ajuste na demanda”, para conter a inflação.
Estamos no final do ano com a menor taxa de desemprego da História e a inflação permanece sob controle, muito abaixo do período em que o guru econômico do Aécio foi presidente do Banco Central.
Quantos pais de família ficariam desesperados sem ter como alimentar seus filhos por estarem desempregados graças a essa proposta do conselheiro do Aécio? Quanto os trabalhadores perderiam em termos salariais pela perda de poder de barganha devido ao desemprego?
Essa é a turma do Aécio. Esses são os tucanos. É importante que essas coisas fiquem claras para a população antes de cada um escolher em quem votar em 2014.
Jair Fonseca
20 de dezembro de 2013 4:22 pmEnquanto isso, na grande mídia de oposição…
A Globo preocupadíssima com o possível novo emprego de Zé Dirceu. Essa grande mídia é incapaz de noticiar com decência essa boa nova de fim-de-ano. Depois a oposição se admira de o governo do PT ter tanto apoio popular, apesar de tantos ataques que sofre dessa mesma mídia: o maior ou o único partido de oposição no Brasil que ainda tem alguma força, mas nem tanto…
Ed Döer
20 de dezembro de 2013 5:38 pmÉ assim que eles noticiam (no
É assim que eles noticiam (no momento que escrevo, está no topo do G1):
Criação de vagas formais tem pior resultado até novembro em 10 anos
http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/12/criacao-de-empregos-formais-sobe-3-em-novembro-para-474-mil-vagas.html
Wanderley Kuruzu Rossi Jr.
20 de dezembro de 2013 4:38 pmimperdível kkkkkk
kkkkkkkkkk ri demais. ainda não tinha visto. kkkkkkkkkk
chora urubóloga, chora !
imperdível ! kkkkkkkk
(recomendado pela página do Stanley Burburinho) kkkkkkkkk
http://www.youtube.com/watch?v=-7tFS9AoHuQ
Josias
20 de dezembro de 2013 4:40 pmDesemprego…
OS NÚMEROS RECORDES DE DESEMPREGO? Embora tenha entendido a mensagem do autor do artigo, acho que o título da matéria ficou um tanto quanto equivocado. Eu diria “OS NÚMEROS RECORDES DE EMPREGOS”. Não considerem meu preciosismo, trata-se apenas de um detalhe diante da boa notícia.
Roberto São Paulo-SP 2013
20 de dezembro de 2013 5:53 pmComunicado do Ipea No.160—–07 de outubro de 2013
Um Retrato de Duas Décadas do Mercado de Trabalho Brasileiro Utilizando a Pnad (1)
Publicações Ipea—Comunicado do Ipea No.160—–07 de outubro de 2013–arquivo pdf(31 páginas)
(1)Este Comunicado foi elaborado por Gabriel Ulyssea (Coordenador de Estudos e Pesquisa em Trabalho e Renda, DISOC/IPEA) e Ana Luiza Neves de Holanda Barbosa (Técnica de Planejamento e Pesquisa DISOC/IPEA). Os autores agradecem a preciosa colaboração de Alessandra Brito, Maíra Albuquerque Penna Franca e Ítalo de Souza.
1…..Introdução


O objetivo deste documento é duplo. Primeiro, oferecemos um panorama do mercado de trabalho brasileiro nas duas últimas décadas a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).(2)
Analisa‐se a evolução, entre 1992 e 2012, dos principais indicadores do mercado de trabalho brasileiro, tais como taxa de desemprego, participação, ocupação e informalidade. A análise é feita tanto para o Brasil como um todo quanto para os recortes por regiões, gênero e idade.
Em seguida analisamos mais detidamente a evolução dos rendimentos do trabalho, sua distribuição entre os ocupados e as diferenças salariais entre homens e mulheres, brancos, negros e pardos, e entre trabalhadores formais e informais.
Em uma perspectiva de longo prazo, todos os indicadores do mercado de trabalho mostram uma melhora significativa no período analisado. Após um período de crescimento durante os anos 1990, a taxa de desemprego e informalidade tiveram um longo ciclo de declínio ao longo dos anos 2000. A taxa de participação agregada mostrou uma tendência de relativa estabilidade, resultado de uma redução contínua da taxa de participação masculina e aumento da feminina. Após um ciclo de crescimento e subsequente declínio entre 1992 e 2002, o rendimento médio real no mercado de trabalho apresentou uma trajetória de crescimento contínuo entre 2003 e 2012. Quanto à desigualdade de rendimentos (medida pelo índice de Gini), esta apresentou uma tendência de longo prazo de redução, iniciada em 1993.
Este comportamento foi resultado de uma série de fatores, mas em particular do aumento da escolaridade da força de trabalho brasileira, que levou a uma redução contínua dos retornos (salariais) da educação.
Na comparação com o ano anterior, o ano de 2012 apresentou boas e más notícias. Por um lado, a renda do trabalho cresceu substancialmente em termos reais no país como um todo (6,3%) e em particular na região Nordeste (8,7%). A taxa de desemprego no país caiu de forma expressiva, atingindo seu menor nível histórico. Porém, as regiões Norte e Nordeste apresentaram a menor redução e continuam com uma taxa de desemprego substancialmente acima da taxa agregada (8% e 8,8%, respectivamente). Por outro lado, as notícias potencialmente preocupantes ficaram por conta da taxa de participação, que se manteve nos mesmos níveis de 2011, após sofrer uma redução significativa entre 2009 e 2011. Da mesma forma, o ritmo de redução da desigualdade de rendimentos e, em menor medida, da informalidade mostraram um arrefecimento. A desigualdade de rendimentos se manteve estável entre 2011 e 2012, bem como a informalidade nas regiões metropolitanas. Assim como na taxa de desemprego, os indicadores de participação no mercado de trabalho e informalidade das regiões Nordeste e Norte continuam a ser significativamente piores do que nas demais regiões…..
…..2 Análise dos principais indicadores do mercado de trabalho
2.1Taxa de desemprego
Após uma alta significativa em 2009, a taxa de desemprego voltou a apresentar uma trajetória de queda contínua nos anos seguintes, chegando a 6,7% em 2012. Este é o valor mais baixo para a taxa de desemprego agregada nos últimos 20 anos, apenas observado em 1994 e 1995. Para homens, a taxa em 2012 já é a mais baixa nos últimos 20 anos, mas o mesmo não é verdade para as mulheres, uma vez que as taxas observadas em meados da década de 1990 foram ligeiramente menores. No período como um todo, o desempregoapresenta um comportamento de “U invertido”, tendo atingido seu pico ao final da década de 1990 e início dos anos 2000.
De maneira geral, o mesmo comportamento da taxa de desemprego agregada pode ser observado nos diferentes grupos etários, mas de forma mais acentuada entre os jovens de 15 a 24 anos (Gráfico A.1, Apêndice). Em termos regionais, as taxas de desemprego das 5 grandes regiões também reproduziram o comportamento da taxa agregada, ainda que as regiões Norte e Nordeste tenham reduzido menos o desemprego do que as demais regiões (Gráfico A.1, Apêndice).
…..2.4 Informalidade(5)
Após um longo período de expansão durante a década de 1990, a informalidade caiu continuamente durante os anos 2000, atingindo em 2012 seu menor nível dos últimos 20 anos.
Cabe notar, no entanto, que o ritmo da queda também arrefeceu entre 2011 e 2012, e mais claramente nas regiões metropolitanas. De fato, as regiões metropolitanas tiveram um comportamento diferenciado do restante do país, tanto durante o período de expansão quanto no período de redução da informalidade.
As regiões Sul, Sudeste e Centro‐Oeste apresentaram forte redução no grau de informalidade e parecem ter ampliado o seu diferencial em relação às regiões Norte e Nordeste, que permanecem aquelas com maior grau de informalidade (Gráfico A.8).
4.2 Estamos na taxa de pleno emprego ou há espaço para a expansão da oferta de trabalho?
…….De fato, a taxa de participação no país como um todo caiu entre 2009 e 2011 e se manteve relativamente estável entre 2011 e 2012, o que é preocupante diante dos argumentos já expostos. Para examinar o impacto que esta redução na taxa de participação teve na taxa de ocupação, é possível utilizar uma decomposição na qual as variações na segunda se devem a mudanças na taxa de participação ou na taxa de desemprego. 9 Assim, uma queda na taxa de ocupação deve‐se, necessariamente, a uma redução na taxa de participação, ou a um aumento da taxa de desemprego (ou ambos).
A tabela 2 mostra que a queda na taxa de ocupação no Brasil entre 2009 e 2012 foi inteiramente devida à queda na taxa de participação. Embora a taxa de desemprego tenha caído substancialmente, parte dessa queda não se reverteu em mais ocupados porque uma parcela desses trabalhadores saiu do mercado de trabalho. Assim, a queda na taxa de participação foi tão forte que mais do que compensou a forte redução no desemprego. Esse fenômeno foi especialmente acentuado entre os jovens de 15 a 24 e na região nordeste.
Para investigar o perfil etário dessa redução na taxa de participação, o Gráfico 16 apresenta a variação da mesma entre 2009 e 2012, para cada ano de idade. O gráfico confirma que houve uma redução substantiva entre os indivíduos com idade até 25 anos, mas também mostra que o mesmo é verdade para trabalhadores mais velhos e, em menor medida (mas ainda assim surpreendentemente), para o grupo entre 40 e 50 anos de idade.
A queda na taxa de participação entre os jovens merece uma análise um pouco mais detida, pois ela pode ter um impacto positivo no médio e longo prazo caso esses jovens estejam saindo do mercado de trabalho para se educar mais. Porém, se estes jovens estão fora da força de trabalho e fora da escola, então esse número pode representar um sinal de alerta. O gráfico 17 mostra que o percentual tanto de homens quanto de mulheres de 15 a 24 anos de idade fora da PEA e fora da escola é expressivo, e muito maior para as mulheres. Mais ainda, esse percentual aumentou entre 2009 e 2012 para ambos os grupos. Uma ressalva importante que deve ser feita é que os dados da Pnad não permitem captar aqueles frequentando ensino técnico e, portanto, esse percentual pode estar superestimado, uma vez que parte desses jovens pode estar frequentando esse tipo de curso. Ainda assim, esses resultados são preocupantes em termos de políticas públicas, especialmente no que tange as mulheres.
(1)Este Comunicado foi elaborado por Gabriel Ulyssea (Coordenador de Estudos e Pesquisa em Trabalho e Renda, DISOC/IPEA) e Ana Luiza Neves de Holanda Barbosa (Técnica de Planejamento e Pesquisa DISOC/IPEA). Os autores agradecem a preciosa colaboração de Alessandra Brito, Maíra Albuquerque Penna Franca e Ítalo de Souza.
(2)Para realizar comparações com dados anteriores a 2004, foram retiradas as informações dos indivíduos moradores da área rural da região Norte, não coberta pela PNAD até 2003. Cabe assinalar que as definições de ocupação e desocupação aqui utilizadas são um pouco distintas das empregadas pelo IBGE. Os ocupados são definidos como os indivíduos que exerceram trabalho remunerado na semana de referência, os que exerceram trabalho não remunerado nessa mesma semana por pelo menos 15 horas e os que tiveram trabalho remunerado do qual estavam temporariamente afastados. Os indivíduos que exerceram trabalho para o próprio consumo ou na construção para uso próprio não foram considerados como ocupados. Foram classificados como desocupados os indivíduos que não trabalharam, mas procuraram trabalho na semana de referência. Foram incluídos entre os desocupados os indivíduos que tiveram trabalho não remunerado com menos de 15 horas na semana de referência e que procuraram trabalho nessa semana. Foram também classificados como desocupados os indivíduos que exerceram trabalho para o próprio consumo ou construção e que buscaram trabalho na semana de referência.
(5)O grau de informalidade é definido aqui como a soma de trabalhadores por conta própria que não contribuem para a previdência e sem carteira de trabalho assinada, dividida pela soma dos trabalhadores por conta própria, sem carteira, com carteira, estatutários e militares.
….Os Comunicados do Ipea têm por objetivo antecipar estudos e pesquisas mais amplas conduzidas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, com uma comunicação sintética e objetiva e sem a pretensão de encerrar o debate sobre os temas que aborda, mas motivá-lo. Em geral, são sucedidos por notas técnicas, textos para discussão, livros e demais publicações.
Os Comunicados são elaborados pela assessoria técnica da Presidência do Instituto e por técnicos de planejamento e pesquisa de todas as diretorias do Ipea.
Desde 2007, mais de cem técnicos participaram da produção e divulgação de tais documentos, sob os mais variados temas. A partir do número 40, eles deixam de ser Comunicados da Presidência e passam a se chamar Comunicados do Ipea.
A nova denominação sintetiza todo o processo produtivo desses estudos e sua institucionalização em todas as diretorias e áreas técnicas do Ipea.
url:
http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=20065
aliancaliberal
20 de dezembro de 2013 6:14 pmQuero Morar na Propaganda do Governo
[video:http://www.youtube.com/watch?v=yVhNSWgbiRE%5D
Gilson Raslan
20 de dezembro de 2013 6:47 pmKKKKKKKKKKK
Se inveja e idiotice matassem, desse aí não restariam nem os ossos.
Vá morar onde você bem entender, inclusive no quinto do inferno, tucano invejoso.
ruyacquaviva
20 de dezembro de 2013 7:59 pmEssa frase você fala quando
Essa frase você fala quando quer criticar de todo jeito (por profissão por exemplo) e não tem o que falar.
Aí você pega a vida dura do povo e diz que está tudo ruim.
Só não diz que antes estava pior e piorando e agora melhorou e continua melhorando.
É fácil pegar o resultado de quatro séculos de exploração e tentar cobrar tudo de uma vez do governo.
O FATO é que esse mesmo troll profissional estava vaticinando que a inflação e o desemprego iriam subir fortemente até o final do ano e já estamos quase no natal com a inflação controlada e desemprego batendo recorder de queda.
Ou seja, ele errou feio, quebrou a cara, mas como a dita cuja é de madeira de lei (tratada à base de óleo de peroba), continua a campanha de trollagem, sempre usando o modus operandi tucano: mentira, insídia e má-fé.
aliancaliberal
20 de dezembro de 2013 8:41 pmRuy, tu acha que me intimida
Ruy, tu acha que me intimida de algum a forma com suas ofensas, você é piada, é um doente que se denuncia cada vez mais quanto mais escreve.
Perfil é petista é sempre o mesmo, funcionário publico e/ou agregado do estado, sindicalista chapa branca, enganjados em algum ativismo financiado com recursos publicos.
E por isso que defendem uma sociedade corporativista estatal, onde eles serão a elite burocratica, membros de um politiburo.
Sonham em ser um alto funcionário do governo “humilhando” a burguesia, confiscando a riqueza supostamente obtida da exploração capitalista.
Sonham em ser os paladinos da justiça social, mas colocam senha no WIFI.
Rodrigo C Moreira
20 de dezembro de 2013 8:57 pmPerfeito.
Perfeito.
Uai Fai
20 de dezembro de 2013 9:21 pmFantástica avaliação socio-politico-econömica
AL se superando!:
“Sonham em ser os paladinos da justiça social, mas colocam senha no WIFI”.
Cuma?!
Walker
20 de dezembro de 2013 10:16 pmMandou bem Aliança……
Mandou bem Aliança……
ruyacquaviva
21 de dezembro de 2013 11:43 amComo é que eu vou intimidar
Como é que eu vou intimidar um troll profissional? Se você escreve aí do Call-Center a troco de dinheiro não vai mesmo se intimidar com nada. Sua raiva é por que eu não me intimido com você. Isso que te irrita, pois eu denuncio suas motivações mercenárias, seus métodos torpes e suas mentiras. Isso deve mesmo te dar muita raiva.
O que você pensa sobre os petistas eu já sei a muito tempo. É o discurso da extrema direita sem tirar nem por. Como sempre tudo o que você coloca são trechos da cartilha de extrema direita, rejeitada no mundo todo e principalmente no Brasil.
Sua defesa da burguesia é comovente, deixando claro quem você defende. Seus patrões. Você se acha um capitão do mato moderno, um agente do DOI-CODI na Internet, um Delegado Fleury dos Blogs, mas é apenas um capacho.
Pelo menos você tem jeito para comediante. Essa de “humilhar a burguesia” rendeu grandes gargalhadas tanto para mim quanto para todos a quem mostrei esa “pérola”… realmente você é uma comédia. Devia fazer stan-up pois é mais engraçado que o Danilo Gentili e tão tosco quanto. Sua piada do socialismo de Wi-Fi faria sucesso por todo Brasil provocando gargalhadas até entre os mais sisudos. Em matéria de ridículo você é dez.
O dinheiro que te pagam no Call-Center para escrever trollagens na Internet também pe dinheiro público. O fato de ter sido roubado do erário pelo seus patrões bicudos não o torna menos público, só que fruto de corrupção. Penso em você como um pedaço do metrô que não foi construído, mas sim desviado para sustentar a trollagem.
Não tenho esperanças que você pare de trollar, nem intenção de impedí-lo, mas com certeza eu vou denunciar sempre suas mentiras, a forma insidiosa com que tenta passá-las e a má-fé com que foram feitas, enfim, seu modus operandi.
Sua intenção ao escrever no blog nunca é debater idéias com ninguém, mas apenas fazer propaganda antipetista e não é por alguma motivação ideológica apartidária como você mente que seja. Recentemente você defendeu com unhas e dentes a corrupção tucana, você sempre defende os tucanos, seja em relação a denúncias de corrupção, seja em críticas aos governos tucanos, depois sai dizendo-se “apartidário” como se fosse convencer alguém com uma mentira tão descarada. Nada mais se poderia esperar de quem tem a mentira como método.
implacavel
20 de dezembro de 2013 6:49 pmEsse pessoal não quer trabalhar, eles querem é estudar!!!
Observem a reportagem do esgoto do Jornal da Globo!!!
http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-da-globo/t/edicoes/v/populacao-jovem-que-nao-esta-no-mercado-de-trabalho-e-cada-vez-maior/3030840/
Calvin
20 de dezembro de 2013 7:12 pmEsgoto por que não é chapa
Esgoto por que não é chapa branca? Fala sério
aliancaliberal
20 de dezembro de 2013 7:28 pmA real taxa de desemprego no Brasil
A real taxa de desemprego no Brasil
por Leandro Roque,
Não são poucas as pessoas que nos escrevem pedindo comentários e explicações sobre a supostamente baixa taxa de desemprego no Brasil. De fato, um estrangeiro mais desinformado que olhe para os números brasileiros irá se sentir tentado a arrumar suas malas, vender sua casa europeia e vir voando com toda a família para o Brasil.
Quando me perguntam minha opinião sobre a taxa de desemprego no Brasil, apenas respondo: qual taxa? A do IBGE ou a do DIEESE? A do DIEESE é simplesmente o dobro da do IBGE. Enquanto o IBGE fala que a taxa de desemprego de outubro foi de 5,3%, o DIEESE afirma que foi de 10,5%. Dois indicadores iguais, uma margem de erro de incríveis 100%. E as implicações disso são enormes. Ao passo que uma taxa de desemprego de 5,3% é menor que a de todos os países europeus (exceto Suíça e Áustria), norte-americanos, asiáticos e da Oceania, uma taxa de 10,5% só é inferior à francesa, portuguesa, irlandesa, grega e espanhola. Ou seja: o mesmo país, o mesmo indicador, duas realidades totalmente opostas.
Desde que comecei a prestar mais atenção no assunto — e, principalmente, desde que me inteirei melhor da metodologia —, perdi completamente o interesse pelo indicador. Ele não indica nada. A metodologia do IBGE é totalmente ridícula. Um malabarista de semáforo é considerado empregado. Um sujeito que vende bala no semáforo também está empregadíssimo. Um sujeito que lavou o carro do vizinho na semana passada em troca de um favor é considerado empregado (ele entra na rubrica de ‘trabalhador não remunerado’). Se um sujeito estava procurando emprego há 6 meses, não encontrou nada e desistiu temporariamente da procura, ele não está empregado mas também não é considerado desempregado. Ele é um “desalentado”. Como não entra na conta dos desempregados, ele não eleva o índice de desemprego.
Além disso, o índice também coloca na rubrica ‘empregado’ todas aquelas pessoas que exercem trabalhos considerados precários, como o sujeito que trabalha poucas horas por semana e gostaria de trabalhar mais, mas não consegue (muito provavelmente por causa das regulamentações trabalhistas), e o sujeito que faz vários bicos, mas cujo rendimento mensal é menor que o salário mínimo. Ou seja, você substitui seu vizinho na barraca de pipoca dele por três dias. Em troca, ele lha dá R$250. Você foi considerado pelo IBGE como estando empregado — tendo efetivamente trabalhado 3 dias no mês.
Com todos esses truques, não é de se estranhar que o Brasil esteja com “pleno emprego”, mesmo com sua arcaica legislação trabalhista, sua escandinava carga tributária e seus espoliadores encargos sociais e trabalhistas.
Mas isso, sejamos francos, não é uma exclusividade brasileira, não. O governo americano, por exemplo, também divulga 2 índices, cada um com uma metodologia diferente. Obviamente, ele se pauta apenas por aquele que fornece o mais róseo resultado. Uma fonte privada complementa fornecendo o terceiro índice, bem mais rigoroso. Veja abaixo:
Na Europa, a coisa é ainda mais discrepante. Alguém realmente acredita que o real desemprego na França e em Portugal é a metade do espanhol? A impressão que tenho é que a Espanha é o único país que de fato adota uma metodologia mais rigorosa.
Indo para os finalmentes
Felizmente, o IBGE disponibiliza em seu site todos os dados coletados desde março de 2002, possibilitando que uma pessoa mais interessada em fatos e menos em ideologias possa analisar um pouco melhor a realidade do país. A tabela divulgada para o mês de outubro está aqui. Veja lá todas as categorias que mencionei acima: Pessoas Desalentadas, Pessoas Subocupadas por Insuficiência de Horas Trabalhadas, Pessoas Ocupadas com Rendimento/Hora menor que o Salário Mínimo/Hora, Pessoas Marginalmente Ligadas à PEA (População Economicamente Ativa).
Em termos práticos, na atual metodologia, se um gerente de banco é demitido e passa a fazer malabarismo no semáforo, a taxa de desemprego não se altera. Se um desempregado lava o carro do vizinho em troca de um favor, a taxa de desemprego cai.
O leitor interessado pode baixar aqui uma enorme planilha de Excel com os valores de todas essas variáveis coletadas desde março de 2002. Eu fiz isso e calculei uma taxa de desemprego mais realista.
Coletei os seguintes dados:
1) pessoas desocupadas;
2) trabalhadores não remunerados;
3) pessoas com rendimento/hora menor que o salário mínimo/hora (aquele sujeito que faz vários bicos, mas cujo rendimento mensal é menor que o salário mínimo);
4) pessoas marginalmente ligadas à PEA (pessoas que não estavam trabalhando na semana da pesquisa mas que trabalharam em algum momento dos 358 dias anteriores à pesquisa e que estavam dispostas a trabalhar); e
5) pessoas desalentadas.
De canja para o governo, deixei de fora as pessoas subocupadas, pois uma pessoa que trabalha regularmente um determinado número de horas por semana não está tecnicamente desempregada.
Somei estes cinco itens e dividi pela soma entre população economicamente ativa, pessoas marginalmente ligadas à PEA e pessoas desalentadas. (Estas duas últimas também entram no denominador porque não são consideradas economicamente ativas pelo IBGE, o que é um despropósito.)
Logo, a real taxa de desemprego brasileiro é essa abaixo:
Portanto, a real taxa de desemprego no Brasil em outubro foi de 20,8%. Nada surpreendente quando levamos em conta nossa legislação trabalhista e tributária. Encargos sociais e trabalhistas onerosos em conjunto com uma paquidérmica carga tributária sobre as empresas não poderiam permitir outro resultado senão esse. Um quinto da população sem emprego fixo após três anos de economia “pujante”, segundo o animador de circo que habita o Ministério da Fazenda.
Observe o efeito da expansão artificial do crédito criada pelo Banco Central em conjunto com o sistema bancário de reservas fracionárias a partir de meados de 2009. Sem que nenhuma alteração na estrutura da economia brasileira houvesse sido feita, a taxa de desemprego caiu para o historicamente baixo nível de 20%. Por isso ela é insustentável: ela é totalmente guiada pela expansão do crédito, um mecanismo de curto prazo.
A economia, como foi previsto neste site ainda no segundo semestre do ano passado, já está parada. O desemprego, como em todos os outros países, tende a ser a última variável a ser afetada.
Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1471
Lionel Rupaud
20 de dezembro de 2013 8:37 pmQuando li:
“Alguém realmente acredita que o real desemprego na França e em Portugal é a metade do espanhol? A impressão que tenho é que a Espanha é o único país que de fato adota uma metodologia mais rigorosa.”
Aí entendi por que pessoas sérias não levam em conta o que se escreve no Instituto Ludwig von Mises Brasil.
aliancaliberal
20 de dezembro de 2013 8:53 pm“pessoas sérias”: tradutor
“pessoas sérias”: tradutor novalingua esquerdista.
Pessoas sérias= individuo que acredita em Marx, apesar de um século de refutações apriorísticas e empiricas. Sujeito que acredita no valor-trabalho, mais-valia, trabalho excedente.
“pessoas sérias”= individuo sectário de esquerda.
Almeida (outro)
20 de dezembro de 2013 10:14 pmAgora que aprendi, também
Agora que aprendi, também quero opinar. (tô di férias).
Concordo com o “Aliançaliberal”, (é isso mesmo o nome do moço? Seja lá o que isso quer dizer), os dados do DIEESE sempre contestaram os do IBGE. Lembro-me que nos idos de fins de 90 quando o JN pregava que o emprego com Carteira Assinada ia acabar, o IBGE divulgava desemprego de 9, 10% o DIEESE rebatia com 19, 20%.
É claro que o JN sempre ridicularizou os métodos do DIEESE, mas (olha o mas aí gente!) pelo visto os tempos agora são outros e o método do DIEESE ganha reconhecimento até deste Instituto de Misses.
Então o “Aliança” tá certo. Ele apenas achou que não seria necessário dizer que a taxa de desemprego agora é no mínimo a metade do que era nos aúreos tempos de FHC, porque afinal isto todo o mundo já sabe. Pra quê ficar repetindo?
luiz valentim
20 de dezembro de 2013 8:36 pmPorquê nem todo mundo tá procurando Emprego?r.Empreendedor sim
Porquê os analistas econômicos tem visão fragmentada?
Ora bolas, Porquê todo mundo tem que ser Pião? Qualquer um pode empreender e “VIVER MUITO BEM !
Ainda tem gente da academia que não presta atenção a dezena de milhoes de microempreemprendimentos criados no Governo Lula-Dilma.
Oquê é MEI ?r.MICRO eMPREENDEDOR iNDIVIDUAL !
A desburicratização e a redução da carga tributária do Microempreendedor tá fazendo miagres.
Pena que tem uma turma de Governadores que inventaram de cobrar muitos impostos de quem vende produtos pros microempreendedores . Tão ferrando os caras.
Quê corja !!
Rabuja
20 de dezembro de 2013 8:58 pmSerá que os jornalistas da
Será que os jornalistas da imprensa velha roubaram a conta do Nassif ou será que este está em seu momento imprensa velha usando títulos negativos que distorcem uma informação?
Não seria melhor recorde de emprego?
Recorde de desemprego é lido pela maioria de nós quando a taxa de desemprego chega a um nível alto jamais atingido antes. Como na época do príncipe da privataria, por exemplo.
Jose Saguy Tenorio
20 de dezembro de 2013 9:24 pmUm infeliz!
Uau! esse(a) tal de Alianca Liberal sabe ser baixo, né? infeliz e com problemas para entender a fase que o país vive.
Cego ideológico e pertubado mental, pois tendo um amplo terreiro para conviver com os seus pares, em tantos outros blogs, ele prefere fazer birra e provocar quem vem aqui debater e oferecer argumento.
Discordar, debater, elucidadar, discutir, tudo isso faz parte desse blog, mas o infeliz vem aqui pra desacatar, denegrir.
Vai procurar a sua turma, seu imbecil!
AlvaroTadeu
20 de dezembro de 2013 9:30 pmA ignorância é a mãe de todas as bobagens.
A taxa do DIIESE é o dobro da taxa do IBGE. Sempre foi assim. No governo FHC, o Aliança Liberal estava passeando na Disney, aproveitando o dólar barato e não ficou sabendo que pelo DIEESE a taxa alcançou 22% e ficou assim “estável” por anos. Não dá trabalho, consultem o site do DIEESE. Mas por que a diferença, alguém mentiu? Não. Na época de FHC o desemprego era medido de uma forma desonesta e malandra. A pergunta: “O sr.(a) procurou emprego nos últimos 7 dias?” era para eliminar aqueles 30% de desempregados que não haviam procurado emprego nos últimos sete dias, por um motivo ou outro (30% significam quase 1/3 dos desempregados e não “DE” desempregados). A OIT exigiu que mudassem as regras no Brasil, mas o PSDB reconheceu que seu governo não tinha credibilidade para mexer nesse vespeiro. Lula tinha. Nos primeiros meses da administração petista, Lula aderiu à metodologia da OIT. A pergunta passou a ser: “O sr.(a) procurou emprego nos últimos 30 dias? Isso eliminava aquele contingente que por qualquer motivo (doença, resolver problemas familiares ou ligados à demissão anterior) não tinham procurado emprego nos últimos 7 dias. Embora a metodologia da OIT seja tradicional na área do euro e nos Estados Unidos e Canadá, mais Japão e Coreia do Sul, não a considero a melhor. A metodologia do DIEESE, acredito que seja a mais fiel, pois o DIEESE quer saber se a pessoa está empregrada formalmente, não aceitando camelôs, prostitutas, catadores e outros que tenham emprego ou ocupação eventual. Na Europa isso funciona porque quem trabalha, quase 100% têm empregos formais. A história no Brasil é outra.
Aliança Liberal, antes de repetir os economistas-coxinhas, abre o olho. Usar óculos escuros à noite é suspeito. Principalmente depois de não terem achado os proprietários daquela meia tonelada. Passar bem.
Jose Saguy Tenorio
20 de dezembro de 2013 9:47 pmGripen X Helicóptero
A gente ler cada pérola aqui… “Não sou do PSDB nem de direita pelo contrário”. Ele deve ser eleitor do Kassab, que não tem direção nem ideologia, é um oportunista. kkkk
Os governos do Lula e da Dilma matam esses adversários de raiva… Eles não conseguem entender como o país supera as crises, controla ainflação, crias milhões de empregos, ganha notoriedade internacioanal. O FHC quebrou o país três vezes e não havia a crise duradoura que temos hoje.
O desemprego assolava o Brasil. O FMI ditava as medidas econômicas do país, vivíamos com o pires na mão pedindo dinheiro ao FMI e cada empréstimo tinhamos aumento das tarifas de água, Luz, telefone, combustíveis, enfim, era um temeridade… Mas a cegueira ideológica de alguns não permite que alguns venham aqui discutir sobre isso.
Passamos de devedor credor, e isso não é fácil.
Mas a vida é assim mesmo, enquanto uns mostram o Gripen outros tentam esconder o Helicóptero. E vamos que vamos!
Paulo Athaydes
20 de dezembro de 2013 9:50 pmNatal
Não sou nenhum especialista, mas dou meus bidus.
Segundo a pesquisa o nº de empregos gerados foi quase zero, o que diminuiu e muito foi a procura por emprego, o que é parte da metodologia da pesquisa.
Talvez a queda nos números de desemprego seja devido à proximidade do Natal, com o aumento de empregos temporários, em tese mais rentáveis que muitos dos empregos com carteira.
Ou seja, quem é demitido nessa época acaba aproveitando para fazer trabalhos temporários e continua a procura de emprego com carteira em janeiro, fevereiro ou março.
Esse tipo de despreocupação não seria possível em época de pouquíssima oferta de emprego e salários muito baixos, como aconteceu nas décadas de 80 e 90.
Marcos Chiapas
20 de dezembro de 2013 10:43 pmSei lá
Eu olho para os morros cada vez mais cheios de barracos. Olho para os fundos de vale onde prolifera a ocupação em sondições sub-humanas e não consigo me deliciar com os números frios do IBGE.
Nem vou falar na horda de bolvianos, peruanos e outros que vem aqui trabalhar por valores inferiores ao do BF.
Sei lá, alguma coisa não tá batendo. Será que devo comprar uns óculos cor-de-rosa ?
foo
20 de dezembro de 2013 10:50 pm“Caminha-se para um novo tipo
“Caminha-se para um novo tipo de trabalho doméstico, no qual futuramente condomínios recorrerão a terceirizadoras de mão de obra compartilhando diaristas e lavagem de roupa”
Essa história de ter uma pessoa dedicada a fazer comida, lavar louça e roupa acabou.
Não tem tempo? Para isso foram inventados o microondas e as máquinas de lavar.
Quando muito a pessoa vai poder contratar uma faxineira uma vez por semana, e pagar um valor justo pelo trabalho.
Roberto São Paulo-SP 2013
21 de dezembro de 2013 11:24 amDados do crescimento real do PIB Mundial
Crescimento real do PIB Mundial segundo FMI foi de 25% de 1995 a 2002 e de 24% de 2003 a 2010.
World Economic and Financial Surveys—–World Economic Outlook Database—-Disclaimer
Download WEO Data: October 2013 Edition
By Countries (country-level data) or
By Country Groups (aggregated data) and commodity prices or
Entire Dataset
URL:


http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/weorept.aspx?sy=…
URL:
http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/weorept.aspx?sy=…
The World Economic Outlook (WEO) database contains selected macroeconomic data series from the statistical appendix of the World Economic Outlook report, which presents the IMF staff’s analysis and projections of economic developments at the global level, in major country groups and in many individual countries. The WEO is released in April and September/October each year.
Use this database to find data on national accounts, inflation, unemployment rates, balance of payments, fiscal indicators, trade for countries and country groups (aggregates), and commodity prices whose data are reported by the IMF.
World Economic Outlook on Google Public Data Explorer
Data are available from 1980 to the present, and projections are given for the next two years. Additionally, medium-term projections are available for selected indicators. For some countries, data are incomplete or unavailable for certain years.
World Economic Outlook on Google Public Data Explorer offers select indicators from the latest online WEO database, such as GDP growth and inflation
URL:
http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/index.aspx
Dados estastíticos divilgados pelo FMI-Fundo Monetário Internacional
Data and Statistics—–International Monetary Fund (IMF)—Last Updated: December 19, 2013
The IMF publishes a range of time series data on IMF lending, exchange rates and other economic and financial indicators. Manuals, guides, and other material on statistical practices at the IMF, in member countries, and of the statistical community at large are also available.

(1)International Financial Statistics (IFS)World Gross Domestic Product, Real (IFS)
Download time series data for GDP growth, inflation, unemployment, payments balances, exports, imports, external debt, capital flows, commodity prices.
URL:
http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/index.aspx
World Economic Outlook —Transitions and Tensions—-October 2013 PDF
(2) Table A1. Summary of World Output (1)Real GDP(Annual percent change) página153

– -International Monetary Fund | October 2013 153
©International Monetary Fund. Not for Redistribution
World Economic and Financial Surveys—–World Economic Outlook Database—-Disclaimer
Download WEO Data: October 2013 Edition
By Countries (country-level data) or
By Country Groups (aggregated data) and commodity prices or
Entire Dataset
URL:

The World Economic Outlook (WEO) database contains selected macroeconomic data series from the statistical appendix of the World Economic Outlook report, which presents the IMF staff’s analysis and projections of economic developments at the global level, in major country groups and in many individual countries. The WEO is released in April and September/October each year.
http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/weorept.aspx?sy=…
URL:http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/weorept.aspx?sy=…
Use this database to find data on national accounts, inflation, unemployment rates, balance of payments, fiscal indicators, trade for countries and country groups (aggregates), and commodity prices whose data are reported by the IMF.
World Economic Outlook on Google Public Data Explorer
Data are available from 1980 to the present, and projections are given for the next two years. Additionally, medium-term projections are available for selected indicators. For some countries, data are incomplete or unavailable for certain years.
World Economic Outlook on Google Public Data Explorer offers select indicators from the latest online WEO database, such as GDP growth and inflation
URL:
http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2013/02/weodata/index.aspx